quarta-feira, 29 de abril de 2009

Desmascarando impostores – Legião Urbana

Sim, eu sei que a manchete é agressiva, mas paciência. Tarefa espinhosa essa falar mal de artistas que possuem um séquito de fãs apaixonado assim a ponto de perigar bater em quem ouse criticá-los. No caso, a banda do messias Renato Russo, que por mais de uma década carregou a glória duvidosa de ser uma espécie de porta-voz de uma geração meio perdida, guru espiritual de uma juventude sem rumo (aquela que viveu sua adolescência nos anos 80, tornando-se adulta no começo dos 90): vai fazer qualquer crítica mínima que seja aos caras pra ver o que te acontece! O fã clube do grupo brasiliense é um pessoal meio xiita, daqueles que se ofendem por qualquer restrição que se faça – que eles entendem sempre como desumanidade absoluta, levando a coisa pro lado da ofensa pessoal, mais ou menos como os fãs do Raul Seixas (embora este, convenhamos, tenha sido um artista bem maior, um cara absolutamente original – mas os fãs são tão cegos e caretas como os legionários de primeira ordem).

Bom, mas, enfim, é um trabalho sujo e alguém tem de fazê-lo. Já disse algumas vezes pra amigos chegados e também no Radar, na TVE (segunda à Sexta, 18h), em uma das minhas esporádicas participações: o rock brasileiro dos anos 80, que tanto cativou minha geração, pouquíssimo, quase nada produziu de realmente relevante. Ainda por cima, copiava as bandas inglesas do período na maior cara dura: o Ira! foi desmascarado na Ipanema FM, quando alguém rodou uma música do Jam (infelizmente, não lembro o nome) que é simplesmente igual (até o arranjo de cordas) a ‘Flores em Você’ (quer dizer, o contrário, óbvio); o Paralamas, nem é preciso dizer, antes de descobrir Gilberto Gil e virar uma espécie de "A Cor do Som da geração new wave brasuca" – e também copiar bandas como Madness –, era um sub-Police de quinta categoria (nos dois primeiros álbuns); a Plebe Rude, não é que fosse um caso de cópia desavergonhada de Gang of Four e Clash (embora tenha sido chamada – pejorativamente, é claro – de uma versão "very brazilian" de bandas como essas por Siouxsie & the Banshees, quando da passagem do grupo gótico por aqui, em 1996 – a Plebe fazia a abertura dos shows), mas dá na cara demais sua idolatria. Mas o caso mais sério mesmo é da Legião.

Na época, 1985/1986, era difícil descolar vinis e revistas importados, embora algumas lojas de POA disponibilizassem gravações em cassete de discos básicos do pós-punk. Líamos sobre aqueles grupos e ficávamos com água na boca, contando os trocados e avaliando se valia a pena morrer numa pequena fortuna e encomendar numa loja especializada – ou, com sorte, alcançar a grana pra algum conhecido que fosse passar um tempo em Londres ou nos States. Os baluartes saíram quase todos por aqui: Siouxsie (se bem que não os cinco primeiros, justamente os mais clássicos), Cure (a super banda do momento), Echo & The Bunnymen (um longo caso de amor com o Brasil), New Order (depois seu embrião Joy Division), Fall (pouca coisa, infelizmente), ... Ouvia muito falar de Comsat Angels, Young Marble Giants, Wire (da geração de 77, depois distanciaria-se do som punk mais, digamos, tradicional) e ficava desesperado pra conhecer esses sons todos. Tristes tempos aqueles em que a internet e os programinhas tipo Napstwer, Kazaa, e-mule, etc. não existiam. Na verdade, ruim pros fãs de música pop, bom pros imitadores de sons daquele período, no qual incluíam-se quase todas as bandas brasileiras mais conhecidas da época. O curioso é que quem mais citava essas bandas, principalmente as britânicas, em entrevistas, e ainda por cima como influências suas, eram justamente Renato Russo e cia., o que demonstra que, se de fato eram antenados e tinham inequívoco bom gosto, não menos verdadeira era a tremenda cara-de-pau das criaturas. Faz o teste tu mesmo – sem preconceito –, e confere se eu (e meia dúzia de pentelhos estraga-prazeres) não temos razão:

1 - do primeiro disco da Legião, põe pra tocar ‘Ainda é Cedo’, e logo na sequência ‘A Means to an End’, do Joy Division. Brabo, né? Tirando os vocais, parece que tá se ouvindo a mesma música;

2 - do mesmo disco, coloca ‘Soldados’ e em seguida a manjada ‘New Year’s Day ’, do álbum ‘War’, do U2. Sim, a melodia e o andamento das duas músicas são bem diferentes, mas percebe a progressão de acordes ao piano nas duas gravações. Pelo amor de Deus ... (e isso sem falar no timbres dos dois discos, com bateria e baixo à frente e a guitarra apoiando-se nos harmônicos de Dado Villalobos ... igualzinha à maneira do que fazia The Edge nos primeiros discos dos irlandeses);

3 - depois, pega o segundo álbum da Legião e pôe pra rodar ‘Daniel na Cova dos Leões’. Em seguida, vai na rede e busca lá uma canção chamada ‘Eye of the Lens’ dos Comsat Angels (a gravação é de 1981). O fã mais comprometido vai dizer: "ah, não força, uma canção não tem nada a ver com a outra!". Ah, não? Então repara no arranjo das duas, com os teclados gelados ao fundo, num dado momento tomando a dianteira, a cozinha bem marcada, até a guitarra do Villalobos assumindo um timbre diferente do que vinha utilzando – mas igualzinho ao que fazia o guitarrista (e também vocalista) da banda de Sheffield, Stephen Fellows. Se não estiveres satisfeito, procura no Youtube o clipe de ‘Independence Day’, da mesma banda: nessa canção, ainda há a bateria tribal, com farto uso do surdo – que o Marcelo Bonfá copiou direitinho;

4 - no mesmo disco da Legião, seleciona o hit ‘Quase Sem Querer’. Depois, vai na maior paixão da vida do Renato, os Smiths de Morrissey – que, ao contrário do brasiliense, sabe ser chorão sem autocomiseração exagerada – e bota pra rodar ‘This Charming Man’. Isso mesmo. Compara a levada das duas canções. Não é preciso falar mais nada, acho;

5 - enfim, o tiro de misericórdia (não em mim, please! Só tô fazendo meu trabalho da forma mais honesta possível): em ‘Eu Era Um Lobisomem Juvenil’, os caras são responsáveis por duplo roubo. O primeiro, claro, no título da canção, um dos clássicos do primeiro álbum dos Cramps. Até aí, dá pra encarar como uma singela homenagem – embora, pra meu gosto, essa citação explícita e enfática pegue mal pros caras, que posavam de verdadeiros intelectuais no meio musical da época, não necessitando apelar, portanto, pra expediente tão vulgar (seria o mesmo que uma banda de hard rock qualquer lançasse uma música chamada "Fumaça na Água", "Paranóide" ou "Escadaria pro Céu", ou um cantor soul brasuca gravasse algo como "Alívio Sexual" ou ainda um cantor com notória influência do folk gravasse algo como "Soprando ao Vento", sem serem estas canções exatamente regravações. Aquela coisa tipo "sacou como minah esperteza? Como sou um cara cool, não?"). Mas o pior é a melodia, mesmo: igualzinha a ‘Never Understand’, do cáustico & doce álbum de estréia do Jesus & Mary Chain, ‘Psychocandy’. Sem tirar nem por. Vexatório. Até o "ânh-ãnh rãh" do refrão é rigorosamente idêntico.

É óbvio que no terreno da arte não dá pra ser lá tão caxias. É como disse Lennon certa vez, todo mundo já roubou alguma coisa de alguém – ou, numa citação ainda mais conhecida e bacaninha, de T.S. Eliot: "poetas imaturos imitam; poetas maduros roubam". Mas até pra roubar, convenhamos, há que se ter classe. A Legião não teve. Conseguiu enganar um séquito enorme de fãs – e, talvez, os críticos musicais de sua época (pra mim, os caras não tiveram foi coragem de abrir a boca e comprar briga com uma das mais populares bandas do Brasil e seus fãs intolerantes, na boa, isso sem falar no imenso marketing que os caras moviam e os evidentes interesses de gravadora, empresários, produtores, as rádios comerciais que não iam se queimar com um verdadeiro fenômeno de identificação popular – aí, sim, espontânea. E sem falar que, cá entre nós, esse pessoal não tem lá aquela sofisticação – nem a inquietação, o que é mais grave – que os permita conhecer algo que não esteja inserido neste universo massivo e restritíssimo que compõe a programação básica de nossas infelizes rádios. Melhor deixar assim, então...). Mas com o tempo, a empresa de RR e cia. foi devidamente desmascarada – ao menos por quem não quis deixar-se enganar.


O Joy Division, com o epilético Ian Curtis à frente: a César o que é de César

15 comentários:

  1. Alô José. Concordo com todas as referências que fizeste à suposta genialidade da Legião. Mesmo antes do teu texto, eu que por anos ouvi os caras, na falta de algo melhor para fazer da vida - veja que mzinha eu andava - sou obrigado a concordar contigo e considerar rapazes tinham acesso à "informação privilegiada", isto é, as raridades listadas por ti, e chuparam influências daqui e dali para consolidar a fórmula do sucesso. No entanto, se musicalmente o pessoal parecia preguiçoso, eu acho que tem letras no Dois e no Quatro Estações interessantes. E em português, o que explica ou "contribói" com a veneração dada aos caras. Estou entrando na blogsfera, mas em tempo mais detalhes. Abraços

    ResponderExcluir
  2. Aqui está o endereço blogueiro de Anderson Passos - http://ilhadeconcreto.wordpress.com

    ResponderExcluir
  3. Dei uma conferida hoje no teu blog (no final de semana estive fora do universo digital) e tá muito divertido. Acho que deves investir nessa veia, de crônicas/contos, inspiração e personagens não vão te faltar. Alô, pessoal que me dá a honra da presença aqui no blog: vamos prestigiar o blog do cara também! Além de ser um dos caras de melhor caratér com quem trabalhei, o cidadão é figuraça, muito divertido (e conhece um monte de podres de gente bem conhecida por aí ... se apertarem, ele conta - com os nomes devidamente trocados, é claro, pra evitar a "justa"). Dá-lhe, Play (ainda vamos escrever uma comédia da vida privada - e pública - desses caras)!

    ResponderExcluir
  4. Querido José,
    Bom, estava procurando algo na net e acabei dando uma fuçada no seu blog. Dessa forma acabei me deparando com o seu texto. Então vamos por partes:
    Concordo com muitas coisas e discordo de outras tantas ditas por você. Primeiro é o intertexto musical da banda. Se você fizer esse exercício com todas as bandas, você irá descobrir um universo de referências nas entrelinhas; ou você acha que não tem 'chupada' no som do Joy Division tirada dos alemães do Can (e atenção, Damo Suzuki tá na área hein!!) pra ficar num exemplo? Nunca achei os 'Joy's impostores por isso. O Villa-Lobos sempre disse que aquela guitarrinha em "ainda é cedo' era Comsat em "independence day", enquanto todo mundo achava que era U2. Pô, bateria tribal?! Todas as bandas punks do planeta tem alguma música com essa levada; as versões ao vivo de 'que país é esse?' tinha uma levada de teclado idêntica a uma música do Talking heads chamada "stay hungry", enfim. Acho que o seu problema, talvez, seja a postura (ou a falta dela) desses tipos de fãs meio fanáticos e, sinceramente, extremamente chatos, não é?
    mas, nesse caso, o que você não considerou é algo que Max Weber dizia sobre o 'carisma' e isso só quem pode explicar é quem sofre o feitiço da empatia popular por um indivíduo qualquer. Sobre isso não temos controle. E até de Engenheiros do Havaí, JQuest e outras bobagens iremos nos deparar com esse 'séquito' que acha que o som que esses caras fazem é a melhor coisa do mundo. Vai entender? Grande abraço!! Smadja.

    ResponderExcluir
  5. ahh e não podia deixar de mencionar:
    “Que País É Esse?” é “I Don’t Care” dos Ramones e “Fio Maravilha” do Jorge Ben, não é mesmo? Alias, essa do Ben data de 1972, quando Maria Alcina ganhou um festival interpretando-a. Portanto e aí, como ficamos? Música pop é isso. De uma outra maneira, Andy Warhol já falou disso através de seus trabalhos gráficos; muda a cor, a tonalidade, a espessura, o relevo, a luz, etc, e as coisas vão se reinventando em cima delas mesmas. Plágio é uma coisa, agora 'intertexto é referência. Já pensou analisarmos, a partir de sua perpectiva, o reggae lá na Jamaica e todas as suas bases e saíssemos dizendo que aquilo tudo é cópia, picaretagem? cara, seríamos proibidos de entrar lá, expulsos, se lá estivessemos como aconteceu com o Clash ou simplesmente mortos! rs Isso é pano pra manga. E pensando melhor, não culparia ninguém por ter informações privilegiadas. A busca é pessoal e ela nunca termina. Abraços II, Smadja.

    ResponderExcluir
  6. Caro Flávio: primeiro, obrigado pela visita e fico feliz com teus comentários, mesmo que discordemos em alguns pontos - chato é quando concordamos sempre ou, pior, quando o interlocutor não tem opinião alguma, aí não tem diálogo. Mas acho que "chupadinha" (opa!) é uma coisa, ladroagem descarada é outra. As gravações da Legião - as primeiras, pelo menos - soam demais como um subproduto dos grupos ingleses da época citados. É lógico que tem influência evidente do Can no som do Joy, assim como 'Do It Clean' e uma música (me foge o nome agora) do Teardrop Explodes, do Julian Cope (ex-parceiro do Ian McCulloch), têm uma levada idêntica e tecladinhos que são Ray Manzarek direto, assim como Stone Roses e R.E.M. chuparam acordes dos Byrds, e, pra ficar nos nacionais, no caso mais manjado e explícito de "homenagem" a uma canção conhecida, 'É só o fim', do Camisa de Vênus, tira todo seu refrão - melodia e mesmo os versos - de 'Gimme Shelter'. Mas o caso da Legião é o mais sério, a meu ver: o negócio é "parecido" demais, eles só foram adquirir alguma personalidade musical mais pro final. Vê o caso do Sepultura, por exemplo: por que foram tão longe na carreira, sendo a única banda brasileira a fazer carreira no exterior? "Ah, porque cantavam em inglês", ou "porque trouxeram elementos 'étnicos', 'exóticos' ao metal e assim destacaram-se dos demais". Não, porque tinham personalidade. Porque saíram de um estilo de música até então meio fechado e evoluíram pra outra coisa - pra sermos justos: o que muita gente do metal fez na virada dos 80 pros 90 -, saindo de um modelo trash/speed que os aproximava do Slayer (o Kerry King chegou a acusá-los de copiaro som da sua banda, o que eu acho um pouco exagerado) e ecrescentaram elementos da música brasileira e também várias vertentes do som pesado, como o doom e o som industrial ('Territory' não tem uma levada lá no meio que lembra 'In the Meantime' do Helmet? Com certeza, mas mesmo assim a música ainda é Sepultura.) É como eu escrevi ali: se é pra roubar, rouba com classe. Pega o que é dos outros e acrescenta algo que é teu. Não acho que o Legião tenha feito isso - pelo menos nas primeiras gravações, repito. Há o roubo que até é simpático, como 'La Femme D'Argent', do Air, que lembra (até demais) a faixa de abertura do 'Future Days' (Can, de novo), ou o Primal Scream, que ora pega a levada dos Stones ('Rocks', 'Medication'), o Can (de novo, em várias do 'Vanising Point', 'Evil X' - Kraftwerk, também, nesse - e 'XTRMNTR'). O roubo da Legião, no entanto, é de mau gosto. É o que eu penso, pelo menos. Abraço, JF.

    ResponderExcluir
  7. Salve meu querido, então...acho que é por aí, trocação de idéias no bom estilo Millôr Fernandes. Nunca achei a Legião boa musicalmente, com exceção do antigo baixista, mas sempre me chamou a atenção o carisma de seu vocalista e toda essa piração em torno dele, enfim. Concordo com as referências explícitas da banda, só não acho que seja 'roubo'(você joga pesado! rs), pois dessa forma muitas delas seriam ladras. No entanto é claro que existem roubos no mundo pop, sem sombra de dúvida. O Miranda quando era escriba da Bizz sempre destacava o caráter 'xerox de bandas estrangeiras' quando se referia ao rock nacional que brotou no início dos '80, sem falar no Hermano Vianna que não era muito simpático com aquelas imitações de Jesus & Mary Chain, pós-punks enquanto a proximidade geográfica a música latina, africana não batia tão forte; daí aquela direção tomada pela banda de seu irmão e etcetera, etcetera.
    Acho mais grave quando algumas bandas não falam do intertexto por trás do seu som, perpetuando uma soberba escrota, como os falsos modestos que se amarram em auto-alimentar seus próprios egos, tipo Los Hermanos e qualquer outra patota que se ache 'foda'. Até acho que muitas bandas hoje aqui no patropi imitam mais incisivamente. Tem uma banda aqui no Rio chamada Mop Top - que todos acham cópia descarada de Strokes e Los Hermanos - que simplesmente copiou a introdução de "Atomic" do Blondie numa faixa chamada "MoonRock". Só que como é fácil compará-los a Strokes, ninguém se liga nas outras informações do hípertexto, sacou? Agora outra dica de 'chupada': ouça a música "Mass" (Comsat Angels) e depois "Low" (R.E.M.) e pres'tenção nos teclados.
    Seria bom que esses caras soubessem que tem muita gente como nós ligada por aí e que a passividade do público em geral é só uma parte de um outro contexto. grande abraço, Smadja.

    ResponderExcluir
  8. Pô aí, não tenho o disco do Air com essa música (tenho o 10000Hz Legend, o Talkie Walkie e o The Virgin Suicides); mas tenho o Future Days do Can (alias tenho os discos de 69 a 74), cuja música de abertura é Future Days.
    Mudando de 'nota', já que você é de RS, você conhece as bandas, Blanched e o Músicas Intermináveis Para Viajem? Acho que são daí, pelo menos o 'Músicas' eu tenho certeza. Andei ouvindo o som deles e gostei muito. Abraços, Smadja.

    ResponderExcluir
  9. A Blanched, sim, mas faz tempo que não ouço nada deles. Tocavam seguido lá na 103.3, a rádio da Unisinos, onde eu trabalhava até uns cinco anos atrás. Tiveram na formação até dois caras que eu conhecia, o Douglas Dieckel e o Muriel, lá da Unisinos, e o Daniel Galera, se não me engano, acho que passou pela banda também. Tinham uma paixão pelo pós-rock, que era a onda então, lembro de conversar com o vocalista e ele falava em Explosions in the Sky, Mogwai, esses caras aí. Não curtia muito essa onda - embora tivesse (tenho) discos do Tortoise (2, e tá mais que bom), um do Mogwai (1, e chega), Trans Am (quase não ouço) e Godspeed You Black emperor (2, desses caras, sim, eu gosto!). Pra mim, é uma tranqueira do caralho, tão chato quanto o rock progressivo o som desse pessoal, bem diferente do krautrock, que é divertido, tem um quê de provocação.
    O Músicas Intermináveis para Viagem, confesso que ouvi falar mas não lembro de ter escutado.

    ResponderExcluir
  10. Boa doido! É isso...a gente se fala. No mas, fui convidado no dia 27/05/09 (pelo meu camarada Maurício "roNcaroNca" valladares) pra assistir uma gravação do Damu Suzuki com a rapaziada do Rabotinik aqui no Rio no estúdio do falecido Tom Capone (Toca do Bandido) e, mermão, coisa de doido! Tirei umas fotos, caso queira ver algumas pra sentir o clima eu te mando ou entra no site da rádio e clica em 'ronca ronca' que tem fotos lá do próprio MauVal (eu figuro em uma com uma camisa do Joy/Unknown Pleasures). Terça que vem (09/06, as 22h na Oi FM), o MauVal irá mostrar no programa algumas coisas dessa session que deve virar um DVD e durou mais de 2h. É isso querido. Aquele abraço!

    ResponderExcluir
  11. Ahhhh, ao meu lado é o 'homi mesmo, o próprio Damu 'samurai' Suzuki... e a galera no entorno, lógico!! rs Abçs.

    ResponderExcluir
  12. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  13. Raul Seixas não era absolutamente original, a musica 'Há Dez Mil Anos Atrás', é cópia de 'I was born about ten thousand years ago', uma canção popular que Elvis Presley gravou antes. Mas continuo gostando tanto da Legião do Russo, quanto do Raul. São mais dois entre, tantos outros músicos de Rock nacionais e internacionais, presentes na minha coleção.

    ResponderExcluir
  14. O grande lance da Legião Urbana, que sempre soubemos (ao menos eu e, a turma aqui em SP, no bairro), eram as letras do Renato Russo.

    ResponderExcluir
  15. Primeiro de tudo,I Was a Teenage Werewolf era um filme que ambas bandas homenagearam. Vou falar com toda a educação,quem esta cego e você pra fazer comparações absurdas e procure conhecer Aborto Elétrico que foi de onde sairam algumas canções do Renato antes dele entrar na Legião.

    ResponderExcluir