<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875</id><updated>2012-02-16T11:41:09.105-08:00</updated><title type='text'>companhia magnética</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>210</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-2074538677474343457</id><published>2010-09-17T12:17:00.000-07:00</published><updated>2010-09-17T12:20:47.265-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (50)</title><content type='html'>Então, tá, moçada, chegamos a 50 programas! E justo no fim de semana em que completamos também um ano no ar - em 19 de setembro do ano passado, COMPANHIA MAGNÉTICA foi ao ar pela primeira vez na FM CULTURA. Neste sábado, 22h, na 'Rádio Pública dos Gaúchos' - 107.7 no dial ou www.fmcultura.com.br -, tem dois especiais, um dos lançamentos mais bacanas do ano e várias presenças femininas de respeito. Enjoy!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º bloco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MOUNTAIN MAN – Soft Skin&lt;br /&gt;Trio feminino americano de Vermont, formado pelas estudantes de artes Molly Erin Sarle, Alexandra Sauser-Monning e Amelia Randall Meath, formado no final dos anos 2000. Tem apenas um álbum, ‘Made The Harbor’, lançado em junho, em que as três dividem as composições, bastante influenciadas pela tradição folk americana, tanto em termos de melodia quanto de imagens. Algumas canções, inclusive, são interpretadas à capela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIVIAN GIRLS – Tension&lt;br /&gt;Outro trio feminino americano, cultuado, este é do novaiorquino do Brooklyn, mas de proposta sonora bem diferente: fazem um pop lo-fi garageiro com referências que vão de Raincoats a Black Tambourine. Começaram a chamar atenção em 2008, com seus primeiros singles, lançados por pequenos selos independentes. O álbum de estreia, homônimo, veio no mesmo ano de 2008, e o seguindo e até agora último, ‘Everything Goes Wrong’, em setembro do ano passado. A formação do grupo teve uma alteração recente: a baterista Ali Koehler saiu para tocar com o Beach House e foi substituída por Fioan Campbell. As outras duas integrantes são as mesmas: Cassie Ramone (guitarra e vocais) e Kathy Goodman, também conhecida por Kickball Kathy, baixista e também vocalista. As duas têm projetos paralelos: a primeira toca num grupo chamado The Babies, já com dois singles na praça, com o baixista dos Woods, e a segunda tem um projeto-solo chamado La Sera, cujo disco sai em novembro, e outro, All Saintes Day, com um dos músicos da Cat Power.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOPE SANDOVAL &amp; THE WARM INVENTIONS – Wild Roses&lt;br /&gt;Gatona de voz doce e melancólica, filha de americanos e mexicanos, cresceu em East Los Angeles, fez fama no mundo do rock alternativo com vocalista do Mazzy Star, um dos pioneiros do som slowcore dos anos 1990, tem 44 anos de idade, e muita história pra contar: pencas de colaborações com gente bacana – Chemical Brothers, Death In Vegas, Massive Attack, Air – e um namoro com William Reid, do Jesus And  Mary Chain, banda com a qual também gravou. Formou o Hope Sandoval &amp; The Warm Inventions ainda em 2000, já que o MS encontra-se em standby desde 1997, com o baterista Colm Ociosoig, ex-My Bloody Valentine, lançando no mesmo o E.P. ‘At The Doorway Again’, e no ano seguinte o álbum ‘Bavarian Fruit Bread’. O segundo disco só veio no ano passado, ‘Through The Devil Softly’.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º bloco: MODEST MOUSE – ‘The Moon In Antarctica’ (2000)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Completando dez anos de lançamento um dos discos mais importantes de uma das melhores bandas americanas dos últimos quinze anos, o Modest Mouse de Isaac Brock, um dos vocalistas e compositores mais peculiares que há no mercado há tempos. ‘The Moon &amp; Antarctica’ é o terceiro álbum de carreira do MM, lançado em junho de 2000, o primeiro por uma grande gravadora – a Epic Records –, e junto com o anterior, ‘Lonesome Crowded West’ (1997), o melhor de sua discografia. Se o anterior tinha a aspereza característica do início dos primeiros trabalhos do grupo, ‘The Moon ...’ já se caracteriza por uma placidez, climas acústicos, um certo suíngue herdado dos Talking Heads, além de instrumentos antes pouco comuns ao som dos caras – que ate´então eram basicamente uma guitar band –, como piano, cellos. Mas o estranhamento continua intacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘The Moon &amp; Antarctica’ já havia sido relançado em 2004, com quatro faixas-bônus – gravações da banda para a BBC –, e este ano ganhou versão em vinil duplo em abril, e nova edição em CD em agosto, mas sem novidades. À época de seu lançamento, o disco chegou a ser comparado a ‘Ok Computer’, o antológico álbum do Radiohead.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Modest Mouse ainda era um trio naquela época, composto por Brock (guitarra e vocais), Jeremiah Green (bateria) e Eric Judy (baixo). Depois, sua formação foi inchando até chegar ao quinteto atual – acrescido por um terceiro guitarrista, Jim Fairchild, nas apresentações ao vivo. Johnny Marr, ex-Smith, participou do último álbum, ‘We Were Dead Before the Ship Even Sank’ (2007) e tocou com o grupo até o ano passado, quando decidiu juntar aos ingleses The Cribbs. Os outros integrantes são Joe Plummer, baterista, e Tom Peloso, guitarrista e baixista.         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3rd Planet&lt;br /&gt;Gravity Rides Everything&lt;br /&gt;Dark Center of the Universe&lt;br /&gt;Tiny Cities Made Of Ashes&lt;br /&gt;Paper Thin Walls&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º bloco: BIRTHDAY PARTY – ‘Junkyard’ (1982)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mítica, seminal, sombria e barulhenta banda australiana de Melbourne, formada em 1976, responsável por apresentar ao mundo o carismático cantor e excelente compositor Nick Cave, que a partir de 1983 tornou-se, com o auxílio dos seus Bad Seeds, uma das personalidades mais marcantes do pós-punk. As histórias de culpa sem direito a redenção, violência, perversidade, religião, amor e morte de Cave fizeram dele um clássico moderno, e esse talento narrativo ele levaria depois para a literatura e até para o cinema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nicholas Edward Cave nasceu em 22 de setembro de 1957 – completa 53 anos na próxima quarta-feira, portanto – em Wangaratta, no estado de Victoria, na Austrália, e criou-se em um ambiente familiar propício para o desenvolvimento artístico: se pai, professor, era apaixonado por literatura, sua mãe, bibliotecária, e o avô, radialista e produtor de documentários. Cantou em coros de colégio, mas rebelou-se contra as autoridades dos colégios pelos quais passou, e mais tarde praticaria alguns atos de delinquência bem no momento em que seu pai morria de acidente de carro, o que causaria impacto profundo e duradouro em sua já atormentada existência. Estudou arte por pouco tempo, largando a universidade para dedicar-se à carreira musical. Sua primeira banda, The Boys Next Door, formada em 1973, tinha, além dos seus vocais, a guitarra de Mick Harvey – seu escudeiro até hoje –, e a bateria de Phill Calvert, ambos colegas de escola. O baixista Tracey Pew entraria em 1975, último ano escolar dos caras no colégio, e o guitarrista Rowland S. Howard, em 1978. Esta seria a formação clássica do Birthday Party, nome adotado pelos caras quando da mudança para Londres, para onde mudaram-se em 1980, e inspirado no título de uma peça do dramaturgo inglês Harold Pinter.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cave sempre foi a figura mais marcante do grupo, mas foi com a entrada de Howard que o som do Birthday Party tomou forma definitiva: se antes os caras soavam como uma banda típica da new wave com referências do proto-punk dos Stooges e dos conterrâneos The Saints e Radio Birdman, com a adição de Howard o som do BP, além de tornar-se ainda mais agressivo e ruidoso, passou a incluir elementos do free jazz, do rockabilly e mergulhou ainda mais fundo na influência do blues – também uma referência decisiva para Nick Cave. E o múlti-instrumentista, arranjador e produtor Mick Harvey (Michael John Harvey, nascido em 29 de setembro de 1958), que depois acompanharia Nick Cave nos Bad Seeds, gravaria trilhas sonoras e participaria de outra banda, o Crime + The City Solution, contibuía com sua guitarra concisa para o som minimal do grupo – a dramaticidade e sofisticação dos Bad Seeds também devem muito a ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Birthday Party lançou três álbuns – ‘The Birthday Party’ (1980, então creditado ainda a The Boys Next Door), ‘Prayers On Fire ‘ (1981) e ‘Junkyard’ (1982) –, e vários singles e E.P.s. O derradeiro disco, ‘Junkyard’, trouxe alterações significativas na formação do grupo: o baterista Calvert foi chutado pelos companheiros de banda por que os caras acharam que ele não era capaz de tocar satisfatoriamente o ritmo frenético de ‘Dead Joe’, sendo substituído nas gravações por Harvey.  Tracy Pew, o baixista, foi preso por dirigir alcolizado, vindo a passar três meses na cadeia, sendo substituído pelo ex-Magazine Barry Adamson – outro que tocaria nos Bad Seeds de Nick Cave depois. Mas outros problemas já ameaçavam a continuidade dos trabalhos: as diferenças entre Howard e Cave tornavam-se cada vez mais evidentes, e o abuso de drogas tmabém já cobravam a conta. A banda, com mais mudanças na formação – o alemão Blixa Bargeld, líder do Einstürzende Neubauten e mais um a integrar os Bad Seeds na sequência, tocou guitarra na última turnê – resistiria pouco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1983, anunciou sua dissolução. Mas o estrago já tava feito: a influência do blues gótico e noisy do Birthday Party permaneceria como referência para inúmeras bandas de variados estilos: My Bloody Valentine, LCD Sound System, Dinosaur Jr., 16 Horsepower, Cocteau Twins, Gogol Bordello, Jesus And Mary Chain, Deerhunter ... todos assumem com orgulho a influencia de Cave, Howard, Harvey e companhia.                &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blast Off&lt;br /&gt;She’s Hit&lt;br /&gt;Dead Joe&lt;br /&gt;Kiss Me Black&lt;br /&gt;Release the Bats&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-2074538677474343457?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/2074538677474343457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/09/companhia-magnetica-no-radio-50.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/2074538677474343457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/2074538677474343457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/09/companhia-magnetica-no-radio-50.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (50)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-7192221584329907310</id><published>2010-09-17T12:15:00.000-07:00</published><updated>2010-09-17T12:16:56.881-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (49)</title><content type='html'>O playlist do programa da semana passada, pra registro. Em instantes, o de amanhã -  o 50º!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º bloco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBERHOFER – I Could Go&lt;br /&gt;É cria de um garoto chamado Brad Oberhofer, de apenas 19 anos, que nem álbum completo tem ainda: tem apenas alguns singles, que já viraram objeto de culto entre o povo indie, um E.P., recém-lançado, ‘o0Oo0Oo’, e vídeos feitos pelos próprios caras e postados no Youtube e no MySpace. Oberhofer é orinudo de Tacoma, Washington, e começou a gravar seu material na casa dos pais mesmo, antes de se mudar pro Brooklyn, em Nova Iorque, pra um apartamento que faz pouco tempo andou incendiando – mas pelo menos os caras conseguiram salvar o sofá e um arquivo com algumas gravações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WILD NOTHING – Chinatown&lt;br /&gt;Banda novíssima, formada no ano passado, por Jack Tatum, ex-Jack and the Whale e Facepaint, faz um pop indie inspirado na famosa ‘class of 86’ – as bandas inglesas de meados dos anos 1980 que faziam um som melodioso e despojado, inspirado nos Smiths, tipo The Loft, Pastels e Shop Assistants. O Wild Nothing, que chamou a atenção com uma versão de ‘Cloudbusting’, de Kate Bush, tem apenas dois singles e um álbum, ‘Gemini’, lançado este ano.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THE MICROPHONES – The Moon &lt;br /&gt;Banda cult americana de Olympia, Washington, berço da mítica gravadora K Records, que lançou todos os seus discos, assim como das outras bandas do líder Phil Evrum, D+ e Old Time Relijun. Fazia um som lo-fi muito bacana, por vezes barulhento, por vezes delicado, falando de amores perdidos ou sobre as memórias da infância. Evrum, que começou a tocar nos anos 1990 em uma banda chamada Anacortes, anunciou o fim dos Microphones em 2004 pra iniciar outro projeto chamado Mount Eerie, mas dois anos depois lançou um disco usando novamente o nome da antiga banda, de modo que desde mais ou menos 2007 não se sabe se os Microphones ainda vivem ou não. De qualquer maneira, o álbum de 2001, ‘The Glow Pt. 2’, segue sendo um dos mais festejados do som alternativo da década.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º bloco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MELVINS – Evil New War God&lt;br /&gt;Patrimônio da barulheira, uma das principaisbandas do rock americano dos últimos 25 anos, passaram à história não apenas pelo brutal mix de Black Sabbath, punk rock e experimentalismos, mas por serem uma das principais inspirações do grunge, em especial do Nirvana – Kurt Cobain não apenas era fã de carteirinha, como acabou virando produtor do grupo.  Estão na estrada há 25 anos, são da mesma Aberdeen, no estado de Washington, onde nasceram Cobain e seu parceiro Krist Novoselic. Apesar da força de Kurt e do estouro do Nirvana ter aberto as portas para um sem-número de bandas, os Melvins não duraram muito no universo das grandes gravadoras: após excelentes serviços prestados à causa indie, assinaram com a Atlantic no começo dos 90’s, mas foram dispensados após três discos – um deles, justamente ‘Houdini’ (1993), produzido por Kurt. Voltaram ao gueto independente, e desde então gravam pela Ipecac Records, selo de propriedade do maluco Mike Patton, vocalista do Faith No More. A última porrada é o recém-lançado ‘The Bride Screamed Murder’. Na atual formação, além dos sócios-fundadores Dale Crover (bateria) e Buzz Osbourne (guitarra e vocal), há ainda Jared Williams (baixo e vocais) e um segundo baterista, Coady Williams. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TAD – Jinx&lt;br /&gt;Uma das bandas que mais claramente foi influenciadas pelos Melvins – e também pela Gang Of Four, pelo Killing Joke e pelo Birthday Party. A mais escrotona das bandas do grunge de Seattle, durou exatos dez anos – de 1988 a 1998 –, começou gravando pela Sub Pop, passou por outras gravadoras – entre eles, a Elektra –, deixou apenas 5 álbuns, até seu vocsliasta, Tad Doyle, decidir formar outro grupo, o Hog Molly, que lançou apenas um disco e também desapareceu. Mais tarde, Tad teria outras duas bandas, Hoof e Brothers of Sonic Cloth, seu projeto atual. O rotundo Tad, além de grasnar suas brutais composições, na companhia de Gary Thorstensen (guitarra), Kurt Danielson (baixo) e Steve Weid (bateria, depois substituído por Josh Sinder), tinha como profissão a atividade de açougueiro. ‘8-Way Santa’, o segundo álbum, de 1991 – produzido pelo mesmo Butch Vig que pilotou as picapes de ‘Nevermind’, do Nirvana, no mesmo ano, é o melhor disco do Tad.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WAYNE COUNTY &amp; THE ELECTRIC CHAIRS – Storm The Gates of Heaven&lt;br /&gt;Figuraça da cena novaiorquina dos anos 1970, Wayne Rogers, nascido em 13 de julho de 1947 (tem 63 anos de idade, portanto) em Dallas, na Georgia, entrou para os anais da história por ser, se não o primeiro, o mais famoso transexual do meio. Atuou em vários filmes dirigidos por Andy Warhol e assumiu seu nome de guerra em um espetáculo chamado ‘Femme Fatale’. Em 1972, fazia performances vestido de drag no lendário Max’s Kansas City e já cantava com o aopio de uma banda curiosamente chamada The Back Street Boys, mas como não arrumava gravadora, mudou-se para Londres, onde registrou seu primeiro álbum, ‘The Electric Chairs’, em 1977, ano do estouro punk na ilha. Ainda mudaria-se pra Berlin – onde transformou-se de Wayne em Jane – até voltar pra América em 1980. Um de seus registros clássicos é ‘Storm the Gates of Heaven’, de 1978.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º bloco: AMERICAN MUSIC CLUB – ‘Everclear’ (1991)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultuada e prolífica banda californiana de San Francisco, durou 12 anos, deixou 9 álbuns, revelou um excelente compositor, mas sua trajetória, ainda que amplamente respaldada pela imprensa especializada – em 1991, o vocalista Mark Eitzel foi eleito “compositor do ano” pela Rolling Stone –, não foi muito diferente da maioria das bandas indie das três últimas décadas: sua passagem pelo mainstream foi discreta, e num dado momento os caras decidiram se separar. Mas assim como a maioria das bandas cult, beneficiaram-se com a aura criada em torno de si, e acabaram decidindo voltar dez anos depois.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou em 1983, quando o itinerante John Mark Eitzel, depois de perambular por Okinawa, Taiwan, Reino Unido e Ohio, volta para sua San Francisco natal. Antes de unir-se ao guitarrista Scott Alexander, ao baterista Greg Bonnell e ao baixista Brad Johnson e fundarem o American Music Club, Eitzel lançara dois singles com outras duas bandas, The Cowboys e The Naked Skinnies. O AMC teria algumas mudanças de formação, mas seu núcleo básico se consolidaria com Eitzel, Danny Pearson (baixo), Matt Morelli (bateria), Brad Johnson (transefiro para os teclados) e o guitarrista Vudi. Os dois primeiros álbuns, ‘The Restless Stranger’ (1985) e ‘Engine’ (1987) chamaram a atenção para o ecletismo sonoro e as composições de Eitezl, mas foi só no terceiro, ‘California’ (1988), que o grupo firmou-se como uma das forças do underground americano, a essas alturas apoiado também nas caóticas apresentações do grupo: apesar da aparente calmaria das canções – o AMC é um dos inventores do chamado slowcore –, Eitzel, alcóolatra desde os 14 anos, frequentemente desafiava seus demônios em pleno palco, com resultados absolutamente imprevisíveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O álbum seguinte, ‘United Kingdom’, curiosamente seria lançado apenas no Reino Unido, como o título já sugere, embora tenha sido todo gravado em um hotel de San Francisco. E o quinto pôs definitivamente os nomes dos caras em destaque: ‘Everclear’ foi eleito álbum do ano pela Rolling Stone e Eitzel o melhor compositor. Mas em termos de resultado prático, nada mudou muito. É eitzel quem recorda: “Eu lembro que estávamos na Alemanha quando soubemos da eleição da Rolling Stone, e aquilo me fez realmente bem. Mas no próximo show haviam apenas 20 pessoas na platéia, e eram caras do exército, que acharam que pelo nome – ‘Clube Americano de Música – fôssemos uma espécie de ‘American Freedom-Fighters’”. O fato é que o grande público não se sensibilizou com canções como ‘Rise’, uma candidata a hit que teve alguma rotação no 120 Minutes (o ‘Lado B’ da MTV americana) nem com canções como ‘Sick of Food’, uma das mais pungentes músicas sobre o drama da AIDS, e o álbum não teve maior repercussão. Lançariam apenas mais um disco, ‘San Francisco’, em 1994, e então desistiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltaram em 2004 com ‘Love Songs For Patriots’, sucedido por ‘The Golden Age’, lançado há dois anos. Quem sabe, agora vai.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Why Wont’t You Stay&lt;br /&gt;Rise&lt;br /&gt;Crabwalk&lt;br /&gt;The Confidential Agent&lt;br /&gt;Sick Of Food&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-7192221584329907310?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/7192221584329907310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/09/companhia-magnetica-no-radio-49.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/7192221584329907310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/7192221584329907310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/09/companhia-magnetica-no-radio-49.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (49)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-6251095857774629844</id><published>2010-09-03T07:35:00.000-07:00</published><updated>2010-09-03T07:57:44.676-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (48)</title><content type='html'>Conforme o prometido, o programa deste &lt;strong&gt;sábado&lt;/strong&gt;,&lt;strong&gt; dia 4&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;às 22h&lt;/strong&gt; na &lt;strong&gt;FM CULTURA &lt;/strong&gt;(&lt;strong&gt;107.7&lt;/strong&gt; no dial ou &lt;strong&gt;www.fmcultura.com.br&lt;/strong&gt;) é um &lt;strong&gt;especial&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;com os Pogues &lt;/strong&gt;de Shane McGowan, com material dos dois principais discos da banda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco: ‘&lt;em&gt;Rum, Sodomy and Lash&lt;/em&gt;’ (1985)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das raras unanimidades no pós-punk europeu, um grupo que não apenas tinha conceito entre os punks – afinal, começou inspirado no Clash –, como entre o pessoal de gerações anteriores: Tom Waits é seu fã, Bob Dylan convidou-os para abrir uma turnê sua. Unindo o punk à música tradicional irlandesa, os Pogues legaram também ao rock uma dos frontmen mais carismáticos, talentosos e atormentados dos últimos 30 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shane Patrick Lysaght MacGowan nasceu em 25 de dezembro de 1957 em Pembury, Kent, Inglaterra, de pais irlandeses, e cresceu justamente imerso na cultura do país vizinho – sua mãe, por exemplo, era cantora e dançarina da tradicional música irlandesa. Aos 14 anos, Shane ganhou uma bolsa de estudos na renomada Westminster School, mas acabaria sendo esxpulso no segundo ano por posse de drogas – e o convívio com os abusos químicos seria um problema que o acompanharia para sempre: Shane conta que começou a beber aos 4 anos de idade, com uma tia, e mais tarde, cultivaria o vício em heroína também. O que não o impediria de desenvolver sua carreira musical. Inspirado no Clash, participou de uma banda punk chamada Nipple Erectors, que mudaria seu nome para Nips depois. Com o fim desse grupo, formou os Pogues em 1982, com um cara que viu tocando flauta celta numa estação de metrô, Spider Stacy. Inicialmente, deram à banda o nome de Pogue Mahone – que no dialeto gaélico irlandês significa “kiss my ass” (“beije meu rabo”) –, logo mudado simplesmente para The Pogues, pra evitar boicote de emissoras de rádio e TV. Além de Shane e Spider, a primeira formação dos Pogues tinha o antigo guitarrista dos Nips, Jim Fearnley, o baterista Andrew Ranken, a baixista Cait O'Riordan, e Jem Finer, que tocava guitarra e banjo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros shows dos Pogues foram nas ruas e em tradicionais pubs irlandeses de Londres, e os caras tocavam basicamente canções tradicionais da Irlanda, mas logo as composições de Shane foram ganhando espaço. Assim como a música, a selvageria das apresentações ia ganhando fama – não era raro Shane subir ao palco totalmente embriagado. O primeiro single do grupo, independente, viria no começo de 1984, ‘Dark Streets of London’, e em seguida os Pogues já estariam abrindo uma turnê do Clash. Também não tardaria a aparecerem gravadoras interessadas, e a banda assinaria com a Stiff Records, histórica gravadora que lançou o primeiro single (‘New Rose’) e o primeiro álbum (‘Damned, Damned, Damned’) do punk britânico, ambos do Damned, e tinha no catálogo também Ian Dury e Elvis Costello. ‘Red Roses For Me’, o primeiro álbum, veio no mesmo ano de 1984, e continha canções clássicas do grupo, como o citado single de estreia e ‘Streams of Whisky’, mas os discos que fariam dos Pogues uma das bandas mais importantes do rock nos anos 1980 seriam os dois seguintes.                 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Sickbed of Cuchulainn&lt;br /&gt;The Old Man Drag&lt;br /&gt;A Pair Of Brown Eyes&lt;br /&gt;Sally MacLennane&lt;br /&gt;Dirty Old Town&lt;br /&gt;The Band Played Waltzing Matilda&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º bloco: ‘&lt;em&gt;If I Should Fall From Grace With God&lt;/em&gt;’ (1988)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transformado em septeto, com a entrada de mais um guitarrista, Phil Chevron, os Pogues lançariam em 1985 o disco que os estabeleceria como um dos grandes grupos de sua época. Produzido por Elvis Costello – que declarou que logo percebeu que sua tarefa era “capturá-los em toda sua glória decadente, antes que um produtor profissional os ferrasse” – e tirando seu título de uma frase falsamente atribuída a Winston Churchill sobre as verdadeiras tradições da Real Marinha Britânica – “Não me fale sobre tradição naval. Não é nada mais do que rum, sodomia e chicote” –, ‘Rum, Sodomy and Lash’ trazia um Shane MacGowan ainda mais inspirado como compositor, e uma banda afiadíssima. Há algumas versões para temas tradicionais, como no primeiro disco, mas aqui as canções próprias, como ‘The Sick Bed Of Cúchullaín’, ‘The Old Man Drag’ e ‘A Pair Of Brown Eyes’ tomam à frente. O disco fez sucesso dos dois lados do Atlântico, sendo adotado pelas college radios americanas. A capa também é um clássico: traz a obra ‘A Balsa da Medusa’, do francês Théodore Géricault, em que mostra alguns dos sobreviventes da fragata Medusa, que colidiu com um banco de areia navegando na costa oeste africana em 1816. Os rostos dos pobres tripulantes, que se amontoaram na referida balsa improvisada, sendo levados inexoravelmente à fome, ao canibalismo e ao desespero, foram trocados pelos integrantes dos Pogues. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o grupo não soube aproveitar o momento de sucesso – se bem que também foram atrapalhados por algumas circunstâncias alheias à sua vontade: recusaram-se a gravar um novo álbum – o terceiro só sairia três anos depois –, sofreram um desfalque sério – a baixista O’Riordan casou com Elvis Costello e pulou fora –, a Stiff faliu. E os hábitos autodestrutivos de Shane começavam a atrapalhar o trabalho: se antes ele subia ao palco bêbado, agora simplesmente não aparecia mais, o que levou os caras a terem de cancelar várias datas. Mas a fama crescia: Shane e Cait atuaram em ‘Straight to Hell’, do diretor inglês Alex Cox e várias canções do grupo foram incluídas na trilha sonora do filme, em 1987. No ano seguinte, eis que surge o aguardado sucessor de ‘Rum, Sodomy and Lash’: produzido por Steve Lillywhite, ‘If I Should Fall From Grace With God’ traria a mais conhecida música dos Pogues, também considerada por alguns a melhor canção de Natal de todos os tempos, ‘Fairytale of New York’, um dueto de Shane com Kirsty MacColl, além de outros clássicos, como a faixa-título, ‘Turkish Song of The Damned’ e ‘Thousands Are Sailing’. O álbum, que diversificava as referências sonoras da banda – as influências agora vinham também da música espanhola, do jazz, e do leste europeu –, chegou ao número 3 da parada britânica e fez belíssima figura nos charts americanos, assim como o seguinte, ‘Peace and Love’, mas nada disso foi suficiente para segurar Shane, que bebia cada vez mais. Resultado: acabou sendo demitido do grupo que fundou em 1991. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Pogues ainda tentaram se virar sem seu marcante homem de frente por alguns álbuns – ‘Hell’s Ditch’ (1990), ‘Waiting For Herb’ (1993), ‘Pogue Mahone’ (1996) –, com Spider e Jem dividindo-se nos vocais, enquanto que nas turnês era o ex-líder do Clash, Joe Strummer, quem fazia o papel de Shane. Mas logo ficou claro que sem ele não tinha mais graça, e a banda anunciou sua dissolução em 1996. Voltariam em 2001 para uma tour pelo Reino Unido e desde então reunem-se esporadicamente, sem pretensões de gravar material inédito, segundo Spider. Pelo menos por enquanto.            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;If I Should Fall From Grace With God&lt;br /&gt;Turkish Song of The Damned &lt;br /&gt;Bottle of Smoke&lt;br /&gt;Fairytale of New York&lt;br /&gt;Thousands Are Sailing&lt;br /&gt;Lullaby of London&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS - 'Rum, Sodomy and Lash', mais o álbum de estreia, 'Red Roses For Me', os derradeiros disco com Shane, 'Peace and Love' e 'Hell's Ditch', estão finalmente sendo lançados no mercado nacional, pela série "Best Sellers" (?) da Warner, a um precinho bem camarada, menos de 20,00 cada. Mais: além dos Pogues, a tal série traz os gloriosos discos iniciais de Tom Waits, clássicos de Joni Mitchel, o excelente 'Bummed', dos Happy Mondays (em edição especial), a antológica estreia de Crosby, Stills and Nash, o primeiro registro solo de David Crosby, além de bons álbuns de Ramones, Lou Reed, Alice Cooper, Dinosaur Jr., Aretha Franklin. Assim, a vida fica mais legal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-6251095857774629844?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/6251095857774629844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/09/companhia-magnetica-no-radio-48.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/6251095857774629844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/6251095857774629844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/09/companhia-magnetica-no-radio-48.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (48)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-3077186354898176938</id><published>2010-09-01T10:17:00.000-07:00</published><updated>2010-09-01T10:31:04.296-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (47)</title><content type='html'>Tá aí o playlist do programa do último fim-de-semana. O próximo é um Especial inteirinho dedicado aos Pogues de Shane McGowan. Enjoy!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARIEL PINK’S HAUNTED GRAFFITI – &lt;em&gt;Round And Round&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Curioso grupo californiano de Los Angeles, na estrada desde 1996, obra do múlti-instrumentista, cantor e compositor Ariel Pink, um sujeito que recebe influências tanto da vanguarda do rock dos anos 1970 – Bowie, Roxy Music, Frank Zappa – quanto do pop radiofônico mais trivial, além do som da new wave dos anos 1980. Os primeiros dois discos do Haunted Graffiti, ‘Theb Doldrums’ (1999) e ‘Vital Pink’ (2000) foram gravados em esquema caseiro e não foram parar nas lojas: eram cópias caseiras, que Ariel Pink tirava do seu computador e fazia circular por aí. Só em 2004 é que o cara foi assinar um contrato com uma gravadora – no caso, a Paw Tracks, do pessoal do Animal Collective; o Haunted Graffiti, aliás, acabou sendo sendo a primeira banda fora do grupo do Animal Collective assinar com o selo. O mais recente álbum, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Before Today&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;lançado em junho&lt;/strong&gt;, já encontra o Ariel Pink’s Haunted Graffiti em novo lar, o lendário selo britânico 4AD, e é um dos mais elogiados discos do ano até aqui.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TAME IMPALA – &lt;em&gt;Solitude Is Bliss&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Grupo australiano muito bacana, formado em Perth em 1999, quando seus dois homens de frente, o vocalista e guitarrista Kevin Parker e o baixista Dominic Simper tinham apenas 13 anos. Foi só em 2007, com a entrada do baterista Jay Watson, que os caras resolveram tirar a cara pra fora da toca. O grupo é mais um que soube usar as modernas ferramentas da comunicação: chegou a ser disputado por várias gravadoras após postar músicas no seu endereço no MySpace, e quem acabou mordendo a isca foi a Modular Records, que mandou um e-mail pros caras depois de conhecer o som, e recebeu de volta uma demo com 20 canções. Em 2008, veio um E.P. homônimo e &lt;strong&gt;neste ano o álbum de estreia&lt;/strong&gt;, ‘&lt;em&gt;Innerspeaker&lt;/em&gt;’. O som dos caras busca suas principais referências na psicodelia do final dos anos 1960 – Hendrix, o Pink Floyd de Syd Barrett.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TITUS ANDRONICUS – &lt;em&gt;A More Percfect Union&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Grupo americano de Glen Rock, New Jersey, fundado em 2005, tirou seu nome de um lendário navio da marinha americana, e com dois álbuns no currículo: ‘The Airing of Grieviances’, de 2008, que faz referência a um episódio de Seinfeld, e ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Monitor&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;deste ano&lt;/strong&gt;. As influências vão de baluartes do indie rock como Pixies e Bright Eyes, a cantores e compositores clássicos do rock americano como Bruce Springteen. O novo disco tem uma penca de convidados, como o pessoal de bandas bacanas como as Vivian Girls, o Ponytail, os Felice Brothers e o Hold Steady, entre outros, e requintes como o uso de trombones, cellos, violinos e gaitas de fole, contrastando com seu som simples e enérgico, de verniz punk. ‘The Monitor’ é outro álbum entre os mais elogiados de 2010.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º bloco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J MASCIS + THE FOG – &lt;em&gt;Where’d You Go&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mítica figura do rock americano das últimas três décadas, o hoje grisalho frontman do Dinosaur Jr., prestes a completar 45 anos de idade, natural de Amherst, Massachussets, um dos caras que revitalizou o uso da guitarra na cena indie, curiosamente começou tocando bateria, num grupo hardcore formado na adolescência com seu futuro parceiro de Dinosaur, Lou Barlow. Após desativar o grupo em 1997, formou nova banda, passando a se apresentar como J Mascis + The Fog, que deixou apenas dois álbuns, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;More Light&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;2000&lt;/strong&gt;) e ‘Free So Free’ (2002), antes de J fazer as pazes com Lou Barlow e reativar o Dinosaur. – antes, já havia gravado um disco solo acústico, chamado ‘Martin + Me’, em 1996. A personalidade do cara é tão marcante que qualquer um de seus projetos, além da qualidade, traz sua marca evidente, tanto nas composições, com sua dinâmica particular, equilibrando melodia e barulho, quanto nos vocais largadões e no modo de tocar guitarra, entre o groove, a melodia e o esporro. ‘More Light’, do The Fog, tem co-produção do não menos mítico Kevin Shields, do My Bloody Valentine.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BELLRAYS – &lt;em&gt;That’s Not The Way It Should Be &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Grande banda californiana de Riverside, na estrada há aproximadamente 20 anos, é o projeto de um casal: Bob Venuum, originalmente guitarrista, depois tornado baixista, e sua mulher, a vocalista Lisa Kekoula, dona de um vozeirão que lembra algumas das maiores divas da soul music. O som dos BellRays, profundamente enraizado no final dos anos 1960 – quando o rock ficava cada vez mais barulhento e a black music americana, mais envenenada –, geralmente é descrito como um mix do som protopunk de Detroit (Stooges, MC5) com e a voz das grandes soul ladies (tipo Aretha Franklin e Tina Turner). Dos vários álbuns lançados pelo grupo desde o ao vivo ‘Let It Blast’ (1999, o pontapé inicial, ao vivo), apenas o regular ‘Have a Little Faith’, de 2006, saiu no Brasil. O mais recente é ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Hard, Sweet and Sticky&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;de 2008&lt;/strong&gt;, que equilibra bem a fúria dos primeiros discos, com o clima de r’n’b vintage e toques jazzísticos das gravações mais recentes.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HELLACOPTERS – &lt;em&gt;Hopeless Case of a Kid In Denial&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quinteto sueco formado em 1994 que até já se apresentou em Porto Alegre, abrindo para Sepultura e Deep Purple, uns 7 anos atrás, também retira suas referências básicas do som protopunk – não apenas a música de Detroit dos Stooges e MC5, mas também os autralianos do Radio Birdman, além do hard rock do Cheap Trick. Por sinal, antes de penetrar no mercado americano via o mítico selo de Seattle Sub Pop Records, os caras primeiro tornaram-se cult na Austrália e em certos cantos da Europa. Têm vários álbuns lançados, e um dos mais bacanas é ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;High Visibility&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;de 2002&lt;/strong&gt;, o primeiro lançado no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º bloco: THE LIGHTNING SEEDS – ‘&lt;em&gt;Cloudcuckooland&lt;/em&gt;’ (1989)/‘&lt;em&gt;Sense&lt;/em&gt;’ (1992)/ ‘&lt;em&gt;Jolification&lt;/em&gt;’ (1994) &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta se encaixa direitinho naquele conceito de “banda de um homem só”: por muito tempo foi apenas um projeto do múlti-instrumentista e produtor inglês Ian Broudie, que sequer tinha vida fora dos estúdios de gravação. Só foi fazer sua primeira turnê em 1994, cinco anos após a fundação do “grupo”, pra divulgar o lançamento do terceiro álbum – mas o Lightning Seeds, a essa altura, já havia se estabelecido como um dos principais grupos do então emergente britpop, com sua melodias ensolaradas e referências que vão da psicodelia ao synthpop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brodie nasceu em Liverpool em 4 de agosto de 1958, e sua primeira banda mais ou menos conhecida foi o Big In Japan, lendário grupo punk da cidade que surgiu no final dos anos 1970 na mesma cena da qual emergiriam também os lisérgicos Echo &amp; The Bunnymen e The Teardrop Explodes. Após o fim desse grupo em 1979, passou por outras bandas, como The Original Mirrors e Care, enquanto fazia fama como produtor: ele pilotou as pickups nos dois primeiros álbuns do Echo &amp; The Bunnymen, ‘Crocodiles’ (1980) e ‘Heaven Up Here’ (1981), além de discos do The Fall e do Wah!. Foi em 1989, já com o primeiro single, ‘Pure’, que Brodie estabeleceu-se com o novo grupo, batizado de Lightning Seeds, que, assim como no curto período em que teve este projeto Care, era aklgo totalmente idealizado por ele mesmo, apenas contando com músicos de apoio, contratados. Mas nem o sucesso estrondoso da canção nas paradas, nem a boa repercussão do álbum de estreia, ‘Cloudcuckooland’, também de 1989, fez com que abandonasse sua atividade de produtor: bandas como The Primitives e Sleeper, além da cantora Alison Moyet devem boa parte de seu sucesso ao trabalho competente de Brodie na mesa de som. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No álbum seguinte, ‘Sense’ (1992), Brodie já contava com o auxílio do programador Simon Rogers, ex-The Fall, mas foi só em ‘Jolification’ (1994), que o cara decidiu montar sua primeira banda de verdade, para excursionar. Datam daí seus primeiros shows em dez anos, desde a época dos Original Mirrors. Em 1996 viria ‘Dizzy Heights’, em 1999, ‘Tilt’, e só no ano passado, quebrando um hiato de dez anos sem lançar nada, portanto, viria um novo álbum, ‘Four Winds’, já com a banda totalmente reformulada por Brodie.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;All I Want&lt;br /&gt;Pure&lt;br /&gt;Sense&lt;br /&gt;The Life of Reiley&lt;br /&gt;Perfect&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-3077186354898176938?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/3077186354898176938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/09/companhia-magnetica-no-radio-47.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/3077186354898176938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/3077186354898176938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/09/companhia-magnetica-no-radio-47.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (47)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-417701328585271211</id><published>2010-09-01T10:13:00.000-07:00</published><updated>2010-09-01T10:17:01.383-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (46)</title><content type='html'>Só pra registro, o playlist do penúltimo programa, &lt;strong&gt;Especial com os MEAT PUPPETS&lt;/strong&gt;. See Ya.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comemorando trinta anos de carreira em 2010, uma das mais míticas e longevas bandas americanas da cena indie dos anos 1980, um dos principais grupos do catálogo da não menos mítica gravadora californiana SST Records, e responsável pelo surgimento de um subgênero do pós-punk americano, o ‘cowpunk’, os Meat Puppets cumprem uma trajetória das mais peculiares e acidentadas do rock americano das últimas décadas: começaram tocando um hardcore mais ou menos corriqueiro, adicionando elementos da música de raíz americana, criaram um som único, ganharam as college radios americanas, conquistaram público fiel, esse público fiel torceu o nariz para eles quando o som passou a aproximar-se do mainstream, ganharam a sorte grande quando um certo Kurt Cobain convidou-os pra participar do Acústico MTV de sua banda, ganharam então as paradas do seu país, não seguraram a onda, um dos integrantes quase morreu por problemas com drogas, a própria banda morreu, mas ressuscitou tempos depois. Morreu de novo e viveu mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As origens do grupo remontam à adolescência dos irmãos Kirkwood, Curt (guitarrista) e Cris (baixista) em Phoenix, no Ariziona, onde começaram tocando em bandas de hard rock. O baterista Derrick Bostrom, que tinha uma invejável coleção de discos de punk rock no final dos anos 1970, tocava em uma banda chamada Atomic Bomb, que incluía Chris e gravou algumas demos. Os trÊs acabaram se juntando logo depois de formarem-se no high school. O primeiro nome escolhido foi The Bastians of Immaturity, logo trocado pra Meat Puppets, inspirado em um cartum. Tocavam um hardcore furioso, tocado o mais alto e sujo possível, que logo chamou a atenção de um olheiro da SST Records, gravadora de propriedade do guitarrista do Black Flag, Greg Ginn, que os contratou. Os primeiros discos, o E.P. ‘In a Car’ (1981), e o álbum de estreia, ‘Meat Puppets’ (1982), têm a marca do hardcore. A guinada viria no seguinte, ‘Meat Puppets II’ (1984), o indiscutível clássico do grupo.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;In a Car&lt;/em&gt; (‘In a Car’ E.P., 1981)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Blue-Green God &lt;/em&gt;(‘The Meat Puppets’, 1982)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Split Myself In Two&lt;/em&gt; (‘The Meat Puppets II’, 1984)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Plateau&lt;/em&gt; (‘The Meat Puppets II’, 1984)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lake Of Fire&lt;/em&gt; (‘The Meat Puppets II’, 1984)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º bloco: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Meat Puppets II’, gravado em 1983, teve postergado seu lançamento pela SST em um ano, mas quando saiu logo causou sensação. À época, a banda já declarava estar cansada do hardcore, e tratou, então, de partir para novos rumos. Canções como as três que o Nirvana tocaria em seu Acústico da MTV com participação dos irmãos Kirkwood, dez anos depois – ‘Plateau’, ‘Lake of Fire’ e ‘Oh, Me’ –, além dos experimentos com o country &amp; western, o folk, o blues rock e a psicodelia sessentista, garantiram a excelente repercussão do álbum, clássico absoluto da última grande geração do rock americano – aquela que se firmou no universo indie primeiro pra depois arrombar as portas do mainstream (R.E.M., Hüsker Dü, Sonic Youth, Replacements, um pouco depois o Dinosaur Jr.). No disco seguinte, a primeira controvérsia: ‘Up On The Sun’ deixava pra trás a pegada punk, aproximando-se do folk rock dos Byrds e do Buffalo Springfield, o que levou alguns fãs a acusarem os Puppets soarem perigosamente “parecidos com os hippies, traindo suas origens punk”. Mas esse terceiro disco do trio, com o passar do tempo, acabaria firmando como um dos melhores de sua carreira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À época do E.P. ‘Out My Way’, porém, vem o primeiro percalço: em um acidente com a van da banda, Curt quebra um dedo, e o quarto disco, ‘Mirage’, de claras tinturas psicodélicas, só que mais acessível que os anteriores, é adiado pro ano seguinte. Em 1987, também sai ‘Huevos’, puxando mais pro hard rock e com influência evidente do blues rock do ZZ Top. Esse último é outro grande disco, trazendo uma banda afiada e gravado quase que de uma tacada só – a maioria das músicas foi registrada em um só take –, em poucos dias de gravação.   &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Enchanted Porkfist&lt;/em&gt; (‘Up On The Sun’, 1985)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Out My Way&lt;/em&gt; (‘Out My Way’ E.P., 1986)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Confusion Fog&lt;/em&gt; (‘Mirage’, 1987)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Get On Down&lt;/em&gt; (‘Mirage’, 1987)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º bloco:&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Monsters’, de 1989, com seus temas extendidos em jams e uma perigosa proximidade ao heavy metal, definitivamente desagradou aos fãs mais antigos, e também às normalmente militantes college radios: praticamente foi ignorado pelas emissoras universitárias americanas, basicamente o público cativo dos Meat Puppets. Seria o último álbum da banda pela SST: o trio foi contratado logo em seguida pela London Records, que lançaria os três discos do grupo nos anos 1990, ‘Forbidden Places’, de 1991, ‘Too High to Die’, de 1994, e ‘No Joke!’, de 1995. ‘Too High ...’, turbinado pela participação dos irmãos Kirkwood no Acústico do Nirvana, acabaria tornando-se o único álbum do grupo a figurar nas paradas, por conta do single ‘Backwater’, rendendo um disco de platina pelas mais de 500.000 cópias vendidas. ‘No Joke!’, talvez o disco mais fraco de todo o catálogo dos Meat Puppets, seria o último da formação original. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O envolvimento de Cris com vários tipos de drogas pesadas levaria o grupo a se separar em 1996, só voltando à ativa em 2002, e mesmo assim, à meia-boca: o baixista foi preso pelo entrevero com um segurança, que atirou em seu estômago, foi condenado e cumpriu pena, sendo solto em julho de 2005, mesma época em que o grupo resolveria pendurar as chuteiras mais uma vez. Mas seu calvário tava só começando: Cris ainda teria de encarar as mortes por overdose de sua mulher e outros amigos junkies, sumiu de vista, peramblulou como um zumbi por aí. Finalmente recuperado, voltou a seu antigo posto na nova volta dos Puppets, já sem Derrick, um ano depois, e desde então o reativado grupo lançou os álbuns ‘Rise to Your Knees’ em 2007 e ‘Sewn Together’ no ano passado. Em 2008, tocou inteirinho o repertório do clássico segundo álbum em um festival em Nova Iorque, repetindo a dose depois em Londres.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Look at The Rain &lt;/em&gt;(‘Huevos’, 1987)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Automatic Mojo &lt;/em&gt;(‘Huevos’, 1987)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Attacked By the Monsters&lt;/em&gt; (‘Monsters’, 1989)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Strings On Tour Heart&lt;/em&gt; (‘Monsters’, 1989)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-417701328585271211?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/417701328585271211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/09/companhia-magnetica-no-radio-46.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/417701328585271211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/417701328585271211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/09/companhia-magnetica-no-radio-46.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (46)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-8547373529261358481</id><published>2010-08-18T12:56:00.001-07:00</published><updated>2010-08-18T12:59:13.753-07:00</updated><title type='text'>My Life in Lists – discos (2000’s)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;RADIOHEAD – &lt;em&gt;In Rainbows&lt;/em&gt; (2007)&lt;/strong&gt;‘Ok Computer’ pode ser o álbum de ruptura, o que entrou pra história – em minha canção favorita deles, ‘Subterranean Homesick Alien’ –, mas o que mais me pegou foi este aqui, em que as vanguardices, o desamparo, o estranhamento, as referências ao krautrock, ao pós-rock e até ao progressivo encaixam-se perfeição, em uma sonoridade enxuta e moderna. É isso: o Radiohead soa contemporâneo/conectado/original sem fazer força. Grandes músicas a escolher: ‘Body Snatchers’, ‘All I Need’ (linda), ‘House Of Cards’, ‘Jigsaw Falling Into Place’. Grande cara esse Thom Yorke, rumando firme para o Olimpo do rock de todos os tempos.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BJÖRK – &lt;em&gt;Vespertine&lt;/em&gt; (2001)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Confesso que entre os álbuns de Björk, tenho uma leve predileção por ‘Homogenic’ em relação a este aqui – acontece que aquele não entra na minha lista dos 90 (por pouquinho, é verdade), e este passa por cima da concorrência. Mas ‘Hidden Place’, ‘Coccon’ e ‘Pagan Poetry’ são tão emocionantes quanto ‘Jóga’, e ainda tem ‘An Echo, A Stain’, ‘Aurora’ ... O disco tem a colaboração do duo californiano Matmos, que faz electronica experimental – gravaram um disco recheado de sons colhidos em cirurgias, o curioso ‘A Chance to Cut Is a Chance to Cure’. Mas o que se sobressai é a interpretação da islandesa, plácida como nunca. Mais um discão da ex-cantora dos Sugarcubes (alguém ainda se lembra deles?).   &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;OUTKAST – &lt;em&gt;Stankonia&lt;/em&gt; (2000)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pra mim, o melhor disco de hip-hop dos anos 2000, melhor até do que o excelente disco duplo dos caras que veio na sequência, ‘Spearboxx/The Love Below’ (2003), em que resolveram trabalhar separados. Aqui, o clima é de entrosamento total entre Andre 3000 e Big Boi, e faixas entorpecidas como ‘Gasoline Dreams’, ‘B.O.B.’, ‘So Fresh, So Clean’ são irresistíveis. E tem ainda uma das grandes canções desta década, ‘Ms. Jackson’. Pensei que já não se fizessem discos de rap como este – na verdade, não fizeram mais depois. Nem eles mesmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;QUEENS OF THE STONE AGE – &lt;em&gt;Rated ‘R’ &lt;/em&gt;(2000)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sério candidato a melhor disco de rock da década. Só ‘Elephant’, dos White Stripes, é capaz de rivalizar com esta paulada classuda. Josh Homme é mestre da guitarra rítmica, desfilando riffs cortantes em canções com refrões marcantes num som potente que desce redondinho como o melhor whisky – ou cerveja, segundo a propagarnda aquela. É aqui que está a canção mais conhecida da banda, o hino hedonista/inconsequente/pé na jaca ‘Feel Good Hit of The Summer’ (‘Nicotine, Valium, Vicodin, Marijuana, Ecstasy and Alcohol’). Recém-relançado numa edição dupla de luxo, que deixou a capa mais bonita (era azul, agora é vermelha), e traz um show inteirinho da época, a apresentação dos caras em Reading, em que não faltam a citada ‘Feel Good ...’, ‘Better Living Through Chemistry’, ‘Monsters in The Parasol’, ‘The Lost Art of Keeping a Secret’. Um discão de rock em que nada falta.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE WALKMEN – &lt;em&gt;Everyone Whe Pretended to Like Me is Gone &lt;/em&gt;(2002)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vou confessar que a última vez que ouvi este disco já faz alguns anos, mas não é migué: o mix Tom Waits/U2/Nick Cave, além de classudo, é arrebatador. Estes novaiorquinos já haviam formado uma banda bacana antes, o Jonathan Fire-Eater, de curta duração, mas o Walkmen é melhor que o JF-E. Têm disco novo prometido pro mês que vem, ‘Lisbon’ – o mais recente, ‘You &amp; Me’, é de 2007. Curiosidade: construíram o próprio e caprichado estúdio de gravação, no qual até a Nação Zumbi já gravou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TV ON THE RADIO – &lt;em&gt;Desperate Youth, Blood Thursty Babies &lt;/em&gt;(2003)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A banda mais cool da década, em seu registro de estreia – excluindo-se, claro, o E.P. de estreia, ‘Young Liars’ –, ainda soando mais como The Fall e P.I.L. do que Prince, P-Funk e Tälking Heads. Ainda assim, o apelo afropop surge firme aqui e ali, assim como as referências gospel. Tunde Adebimpe é um dos grandes revelações de cantores dos 2000, David Sitek é um mago da produção e ‘Staring at The Sun’ e ‘Dreams’ estão entre as melhores canções da década. Mas ainda tem ‘The Wromg Way’, ‘Ambulance’ ...   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LCD SOUND SYSTEM – &lt;em&gt;LCD Sound System &lt;/em&gt;(2005)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Rock moderno é isso aqui: electro, house, krautrock, disco, todas as referências certas para quem realmente compreende o que acontece na seara pop/rock. James Murphy é o cara, que ainda por cima, tem um selo quer lança pencas de coisas bacanas, da atualidade e do passado, principalmente daquele fundamental período entre o final dos anos 1970 e o começo dos 1980 – justamente o que mais influenciou seu grupo. Após um terceiro disco já demonstrando sinais de cansaço, diz que vai aposentar o grupo. Sujeito sábio, como se vê.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ANIMAL COLLECTIVE – &lt;em&gt;Meriweather Post Pavillion &lt;/em&gt;(2009)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O melhor disco do ano passado, e um dos melhores da década, síntese do caldeirão múlti-referencial que caracteriza a primeira década do século XXI, em especial a música eletrônica: soa um pouco como electropop dos anos 1980, lembra certas vanguardices de Laurie Anderson, não soa deslocado ao lado dos baluartes da electronica dos 90’. Noah Lennox, um dos cabeças, é responsável por um outro projeto extra bacana, o Panda Bear. ‘My Girls’, ‘Lion in the Coma’, ‘Taste’, a maioria das faixas de ‘Merriweather ...’ vicia de cara. Deixou a (forte) concorrência comendo poeira no ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WHITE STRIPES – &lt;em&gt;Elephant&lt;/em&gt; (2003)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;De tanto ouvir até encheu, razão pela qual sua inclusão na lista chegou a estar ameaçada, mas pelo simples fato de que viciou direto quando chegou até minhas mãos e a obsessão permaneceu por muito tempo, que não tem como evitá-lo. O segredo de Jack White é ser tão fiel às raízes da música americana, notadamente o blues, quanto fazer seu grupo soar como uma banda indie. ‘Seven Nation Army’ não é menos que clássica, ‘The Hardest Button to Button’, também, ‘In the Cold, Cold Night’ revela a ótima intérprete que Meg pode ser (impossível não lembrar de Moe Tucker), a sensacional cover de ‘I Just Don’t Know What To Do With Myself’ (aula de como se faz versões pra canções alheias), ‘Ball and Biscuit’, ‘Black Math’, ‘Girl, You Have No Faith In Medicine’ ... Um disco de rock como há muito não se fazia – e Jack ainda legaria aos fãs o brilhante álbum de estreia dos Raconteurs e o bacana The Dead Weather.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VAMPIRE WEEKEND – &lt;em&gt;Vampire Weekend  &lt;/em&gt;(2008)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se o novo, ‘Contra’, é um tanto polido – ainda que traga grandes canções, como o single ‘Horchata’ –, este é totalmente ‘raw’, roots mesmo. Os auto-apelidados West Side Soweto vieram pra ficar – ‘Mansard Roof’, ‘A-Punk’, ‘Oxford Comma’, ‘I Stand Corrected’ e ‘The Kids Don’t Stand a Chance’ estão aí pra comprovar. Esqueça as origens, digamos, burguesas do grupo. Fazem lembrar os melhores momentos dos Talking Heads – mas sem as vanguardices de David Byrne.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suplente: '&lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Moon &amp; Antactica&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;' (&lt;strong&gt;2000&lt;/strong&gt;), do &lt;strong&gt;Modest Mouse&lt;/strong&gt;, relacionado num post recente, entre os relançamentos mais bacanas de 200.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-8547373529261358481?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/8547373529261358481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/my-life-in-lists-discos-2000s.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/8547373529261358481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/8547373529261358481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/my-life-in-lists-discos-2000s.html' title='My Life in Lists – discos (2000’s)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-2249673550655542572</id><published>2010-08-18T12:54:00.000-07:00</published><updated>2010-08-18T12:55:58.077-07:00</updated><title type='text'>My Life in Lists – discos (90’s)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;BEASTIE BOYS – &lt;em&gt;Check Your Head &lt;/em&gt;(1992)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um dos dois discos fundamentais do trio Ad Roc/Mike D/MCA – o outro é ‘Paul’s Boutique’ (1989) – ‘Check Your Head’ não é um disco apenas de hip-hop: aqui os caras se armam de guitarra, baixo e bateria, e, com o auxílio do percussionista Eric Bobo e do tecladista Mark Ramos Nishita (AKA Money Mark), samples de Jimi Hendrix e referências que vão de Sly Stone ao soul jazz e as trilhas blaxpoitation setentistas, compõem um álbum excitante (originalmente duplo em vinil), inspiradíssimo. Clássicos às pencas: ‘Jimmy James’, ‘So Watcha Want’, ‘Gratittude’, ‘Funky Boss’, ‘Pass The Mic’, ‘Someting’s Gotta Give’ ... O álbum de hip-hop da era grunge. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NIRVANA – &lt;em&gt;Nevermind&lt;/em&gt; (1991)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Falar da importância do segundo álbum do Nirvana para a indústria é chover no molhado, típico caso de “antes e depois de”. Não que ‘Nevermind’ tenha causado uma ruptura estética significativa – tudo que está aqui já havia sido trabalhado por ‘n’ bandas antes –, mas ao escancarar as portas das majors e das paradas para o som alternativo, acabou por tornar o negóciod e música pop um pouco mais decente. Sem falar no fato inescapável de ter servido perfeitamente de trilha sonora para a juventude angustiada de seu tempo – outro clichê. Podem ficar brabos, ms é verdade: o Nirvana foi o que ficou do grunge. Os outros são todos secundários. A famigerada ‘Smells Like Spirit’, ‘Breed’, ‘Drain You’, ‘Polly’, ‘Something In The Way’, ‘Come As You Are’, ‘In Bloom’ ... Nada se perdeu. O posterior ‘In Utero’ é tão bom quanto este – mas mais contido, travado, bem no clima junky em que Kurt se meteu e infelizmente não saiu.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CHEMICAL BROTHERS – &lt;em&gt;Dig You Own Hole &lt;/em&gt;(1997)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Poucos discos de rock soam tão rock como este segundo álbum dos irmãos químicos, Ed Simmons e Tom Rowland. Uma colagem sensacional de sons lisérgicos, que chega ao absurdo de juntar mais de 300 samples em uma só música (convenientemente batizada ‘Databank’), tem a manha de chamar o pessoal do Mercury Rev (em 'The Private Psychedelic Reel’, veradeira sinfonia psicodélica) e revisitar a beatle ‘Tomorrow Never Knows’ (‘Setting Sun’, cantada por Noel, do Oasis). E ainda tem o baticum viciante de ‘Block Rockin’ Beats’, a bela ‘Where Do I Begin’ (com a voz de Beth Orton), o transe de ‘It Doesn’t Matter’, a paulada funky da faixa-título. Diversão non stop para as massas.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PRODIGY – &lt;em&gt;The Fat of the Land &lt;/em&gt;(1997)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ao lado de ‘Nevermind’ (Nirvana), o álbum punk noventista. Tem muito de Sex Pistols aqui, não só no visual do doidão Keith Flint, mas na levada agressiva de uma pá de faixas: ‘Serial Thrilla’, a cover de ‘Fuel My Fire’ (L7), especialmente ‘Firestarter’ (um hino roqueiro dos 90’s), mesmo ‘Smack My Bitch Up’ e ‘Breathe’. ‘Narayan’ leva o ouvinte às nuvens, ‘Mindfields’ faz pensar que uma bad trip pode não ser tão ruim assim, ‘Diesel Power’ é hip-hop esquizo/chapadão (com rap de um dos heróis de Liam Howlett, Kool Keith) ... Quem não ouviu o disco três, quatro vezes, em mais de uma ocasião, e a excitação só aumentava após cada uma delas? Nunca mais o Prodigy voltou à velha forma, uma pena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DEPECHE MODE – &lt;em&gt;Violator&lt;/em&gt; (1990)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O disco definitivo do Depeche, que serviu para que os antigos detratores, preconceituosos, firmasse novo conceito sobre o grupo. Denso, dark, retrato perfeito das incertezas da virada dos anos 1980 para os 1990, um ‘Achtung Baby’ (ou ‘Zooropa’) mais sofrido. David Gahan prova pela enésima vez que é um baita intérprete – e repetiria o feito várias vezes depois. Ao hit ‘Enjoy the Silence’ (‘Words like violence/Break my silence/Come Crashing In/Into My Little World’) somam-se composições inspiradas como ‘The World in My Eyes’, ‘Halo’ (minha preferida), ‘Personal Jesus’ (gravada depois por ninguém menos que o men in black em pessoa, Johnny Cash), ‘Policy of Truth’, ‘Clean’. O Depeche é um caso sério, não dá pra querer negar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MASSIVE ATTACK – &lt;em&gt;Mezzannine &lt;/em&gt;(1998)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O álbum mais sombrio do então trio de Bristol, e que trouxe os caras ao Brasil: a turnê de divulgação de ‘Mezzaninne’ inclui datas no falecido Free Jazz Festival, e Porto Alegre viu o show, excelente, no Teatro do Sesi. Se o primeiro disco é um clássico absoluto dos anos 1990 – ‘Blue Lines’ lançou as bases do triphop –, e o segundo, e o luxuoso ‘Protection’ segurou a onda, este é o disco mais roqueiro do grupo – a ponto de causar discordâncias internas sérias. A matadora sequência de abertura – a pesadona ‘Angel’ (regravada pelo Sepultura), a sinistra ‘Risingson’, o hit ‘Teardrop’ (com a brilhante participação da fada dos cocteau Twins, Liz Fraser), a orientalizada ‘Inertia Creeps’ – é inigualável, mas ‘Man Next Door’, com Horace Andy mais uma vez arrasador e sample muito bem sacado de ‘10:15 Saturday Night’, do Cure, ‘Dissolved Girl’ e a faixa-título não ficam muito atrás. Só este ano é que o Massive Attack foi entregar aos fãs um álbum digno de sua gloriosa trinca inicial – mas ainda assim ‘Heligoland’ não resiste à comparação com ‘Mezzaninne’.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PJ HARVEY – &lt;em&gt;Dry &lt;/em&gt;(1993)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O feroz álbum de estreia de Polly Jean tornou-se um dos preferidos de Kurt Cobain, logo que lançado. Não é difícil entender por que: boas melodias, influência sutil porém marcante do blues, letras iradas. ‘Sheila NA Gig’ e ‘Dress’ são os hits, mas tem ainda o lamento de ‘Oh My Lover’, ‘Happy and Bleeding’ (sobre mesntruação!), a acachapante ‘Water’ (minha preferida) ... O início de uma trajetória brilhante.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MERCURY REV – &lt;em&gt;Desserter’s Songs&lt;/em&gt; (1998)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Este disco marca uma guinada significativa do grupo americano: um álbum pastoral, de tinturas folk, depois dos ultra-barulhentos trabalhos iniciais – chegaram a ser expulsos do palco de um show no Festival Lollapalooza, em meados dos anos 1990, porque as autoridades de uma localidade do interior dos Estados Unidos, atendendo reclamações da vizinhança, constataram que o MR tocava em um nível de decibéis muito acima do permitido. ‘Desserter’s ...’ abre com a floydiana ‘Holes’, tem ainda a linda ‘Tonite It Shows’, a arrepiante ‘Endlessly’ (e seu som de serrote), a bacana ‘Goddess On a Hiway’, as sinfônicas ‘Opus 40’ e ‘Hudson Line’. A participação dos The Band Garth Hudson e Levon Helm é um achado. O disco psicodélico/onírico da década.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SONIC YOUTH – &lt;em&gt;Goo &lt;/em&gt;(1990)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Certo que não é o melhor disco de Thurton, Kim, Lee e Steve, mas aqui o caráter sentimental fala (muito) mais alto: foi o álbum que mais ouvi em uma época muito especial, meu exílio norte-americano (e só fui ver os caras ao vivo 5 anos depois, em San Francisco, e depois de novo em São Paulo, em 2000). O primeiro álbum do SY por uma major traz canções com claro teor pop mas a velha pegada punk/experimental que fez a fama do grupo na trinca clássica que o antecede (‘EVOL’/‘Sister’/‘Daydream Nation’). Os petardos vão se sucedendo: ‘Dirty Boots’, ‘Tunic (Song For Karen)’ (sobre Karen Carpenter, uma das obsessões do quarteto), a feminista ‘Kool Thing’ (com participação engraçada de de Chuck D), ‘Mote’ (cantada por Lee), ‘My Friend Goo’, ‘Disappearer’, a instrumental ‘Mildred Pierce’, ‘Cinderella’s Big Score’. Quem falou que este álbum não está altura dos clássicos do grupo?      &lt;br /&gt;&lt;strong&gt; &lt;br /&gt;PAVEMENT – &lt;em&gt;Crooked Rain, Crooked Rain &lt;/em&gt;(1995)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A última bolachinha a ser incluída na lista, ganhando no tapa de ‘Angel Dust’ (Faith No More, 1992) e ‘Chocolate and Cheese’ (1994, Ween). A melhor guitar band dos anos 1990 (quen me perdoem os fãs dos Pixies), e o álbum mais equilibrado, tão espontâneo quando o debut, ‘Slanted and Enchanted’, mas sem a tosqueira, e já incluindo as referências ao rock e ao pop clássicos que dominariam sua produção nos discos finais. Um disco que tem composições como ‘Range Life’, ‘Gold Soundz’, ‘Cut Your Hair’, ‘Elevate Me Later’ e ‘Stop Breathin’ não tem nada faltando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-2249673550655542572?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/2249673550655542572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/my-life-in-lists-discos-90s.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/2249673550655542572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/2249673550655542572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/my-life-in-lists-discos-90s.html' title='My Life in Lists – discos (90’s)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-7488694235585685194</id><published>2010-08-18T12:51:00.000-07:00</published><updated>2010-08-18T12:53:38.576-07:00</updated><title type='text'>My Life in Lists – discos (80’s)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;RUN DMC – &lt;em&gt;Raising Hell &lt;/em&gt;(1986)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Toda uma geração descobriu o rap aqui, e há uma explicação mais do que óbvia: a cover de ‘Walk This Way’, com participação do Aerosmith, autores da canção, inclusive no clipe bem sacado em que a parede é quebrada, resultando no crossover definitivo entre o rock branco e a música black. Mas ‘Raising Hell’ é muito mais que ‘Walk ...’: ‘Peter Piper’, com seu canto de chamada e resposta e levada econômica (uma das marcas da excelente produção do barbudão Rick Rubin) abre os trabalhos, e a elas seguem-se outros clássicos como ‘It’s Tricky’, ‘My Adidas’, ‘Perfection’ (onde o minimalismo chega ao extremo, é praticamente só voz e bateria) ‘You Be Illin´’, as guitarras serra elétrica de ‘Raising Hell’, ‘Dumb Girl’. Pra se ouvir como se ouve um disco de rock – que é o que ele é, na essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PUBLIC ENEMY – &lt;em&gt;It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back &lt;/em&gt;(1988)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A prova definitiva de que letras de cunho social (até radicais) e postura anti-establishment não são demodé – desde que trabalhadas com talento e honestidade. O mais furioso hip-hop gravado até então, neste segundo disco de Chuck D, Flavor Flav e cia. não perdeu nada nesses 22 anos. ‘Black Steel In The Hour of Chaos’, depois regravada pelo Sepultura, ‘Bring The Noise’, uma das primeiras a utilizar a batida de ‘Funky Drummer’, de James Brown (e que viraria moeda corrente logo, logo), mais tarde regravada pela própria banda em parceria com o Anthrax, e ‘Don’t Believe The Hype’ são os clássicos óbvios, mas tem ainda a cacetada de ‘She Watch The Channel Zero?!’ (com o riff de ‘Angel of Death’, do Slayer, sampleado), ‘Show’Em Watcha Got’, ‘Rebel Without a Pause’ (bela auto-definição) e a resposta ao hedonismo dos Beastie Boys e sua ‘(You Gotta) Fight For Your Right (To Party!)’, em ‘Party For Your Right to Fight’. Sério candidato a melhor disco de hip-hop de todos os tempos, e vale aqui até mais o escrito no texto anterior, sobre o Run DMC: é rock, mais do que todo o rock gravado naquela década e desde então.          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PREFAB SPROUT – &lt;em&gt;Steve McQueen &lt;/em&gt;(1985)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esqueça o Simply Red e seu pop soul pretensioso e xarope: o PS fez um dos mais bonitos discos do pop oitentista mixando influências que vão de Marvin Gaye (de quem o cantor e compositor Paddy McAllon sempre foi fã confesso) à country music americana, do soft rock à new wave. Mas o trunfo dos caras eram mesmo as letras inspiradíssimas de Paddy, um dos músicoa que melhor compôs sobre relacionamento nas últimas duas décadas e meia: ‘Bonny’, ‘Faron young’, ‘Apettite’, ‘Horsin´ Around’ ... é uma melhor que a outra. Mas o tiro de misericórdia é mesmo ‘When Love Breaks Down’, capaz de enternecer o mais duro e frio coração. ‘Steve McQueen’ saiu aqui com o título americano, ‘Two Wheels Good’, por complicações com os herdeiros do mítico ator americano, falecido cinco anos antes do álbum. Formado em Newcastle em 1977, o Prefab ainda está na ativa, mesmo com os sérios problemas de visão enfrentados por Paddy.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE SMITHS – &lt;em&gt;Hatful of Hollow &lt;/em&gt;(1984)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os álbuns clássicos dos Smiths certamente são ‘The Queen is Dead’ (1986) e o primeiro, homônimo, mas a compilação ‘Hatful of Hollow’ tem uma peculiaridade que a faz um registro tão antológico quanto os melhores álbuns de carreira do grupo: traz Morrisey, Marr, Rourke e Joyce tocando ao vivo nos estúdios da BBC em plena forma, arrebatamento e soando absurdamente concisos. Isso sem falar na inclusão de clássicos lançados só em single, faixas maravilhosas que não se encontra em nenhum dos álbuns de carreira da banda. ‘William, It Was Really Nothing’, ‘What Difference Doe It Make?, ‘How Soon is Now?’ (I’m the Son and heir of a shyness that is ciminally vulgar/I’m the son and heir of nothing in particular’), ‘Hand In Glove’, ‘Please, Please, Please, Let Me Get What I Want’, ‘Still Ill’, ‘Handsome Devil’ ... São ao todo 16 faixas sensacionais.   &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;COMSAT ANGELS – &lt;em&gt;Waiting for a Miracle &lt;/em&gt;(1980)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pouco falada, menos ainda ouvida, essa banda inglesa de Sheffield fazia uma música tão densa, desesperançada e gelada que o Joy Divison, e até algumas similaridades podem ser notadas no som: bateria trubal, com farto uso de tom-tons, guitarras esparsas, baixo pulsante. Pensou na Legião Urbana e demais bandas brasilienses dos anos 1980? Sim, chuparam tudo daqui, e como ninguém conhecia o som do CA mesmo, Renato Russo (embora fosse cínico o suficiente pra citar o grupo como uma das grandes influências da Legião) e demais piratas jamais sofreram a execração pública que mereciam – ouvir ‘Independence Day’ chega a dar nojo dos brasilienses. A esquizofrênica ‘Missing In Action’ abre o disco, que tem grandes momentos ainda na faixa-título, em ‘Total War’, ‘Postcard’ ... As versões expandidas trazem bônus bacanas, como ‘Ju Ju Money’ e ‘Home Is The Range’. Pérola infelizmente escondida do brilhante pós-punk britânico.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TOM WAITS – &lt;em&gt;Rain Dogs&lt;/em&gt; (1985)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sério candidato a melhor disco de bebum de todos os tempos – concorrendo, provavelmente, com outras obras de Tom. R’n’b, vaudevile, jazz, polka ... um verdadeiro caldeirão de referências múltiplas e díspares de onde sai um amálgama incrivelmente coerente, tudo se encaixa à perfeição. Grandes canções, como ‘Clap Hands’, ‘Cemetery Polka’, ‘Jack Full Of Bourbon’, ‘Time’, a manjada ‘Downtown Train’, a belíssima ‘Anywhere I Lay My Head’ (que recebeu versão honesta da bela Scarlett Johansson, mas é naturalmente arquivada com a cruel comparação) ... É bem o disco que, depois que pega (pode demorar um pouco), não te larga mais. Décimo álbum de Waits, que vinha de outras duas obras-primas – a trilha de ‘One From The Heart’ (‘O Fundo do Coração’, de Coppola, 1982) e ‘Swordfishtrombones’, de 1983 –, e lançaria outras mais nos 25 anos seguintes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BRUCE SPRINGSTEEN – &lt;em&gt;Nebraska&lt;/em&gt; (1982)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outro disco que pode levar um tempo pra ser descoberto. Primeiro porque, embora frequentemente seja citado em textos sobre a carreira do Chefão, não gerou nenhum hit – só ‘Atlantic City’ teve execução razoável, nas rádios americanas e na MTV. ‘Nebraska’, cujo retrato do cidadão comum americano, suas mazelas, percalços, esperanças, angústias, inspirou até filme de Sean Penn (‘The Pledge’, com Jack Nicheolson), é precursor da onda lo-fi que tomou conta do rock indie americano na primeira metade dos anos 1990: foi inteirinho gravado de forma caseira, com Bruce, seu violão e sua gaita, utilizando um modesto gravadorzinho. Trata-se do disco mais corajoso gravado por Sprinsteen em toda sua vitoriosa carreira: o cara já era um megastar e o álbum, que á basicamente uma coleção de demos, saiu por uma grande gravadora. A faixa-título, a citada ‘Atlantic City’, ‘Mansion On The Hill’ e ‘Reason to Believe’ são alguns dos highlights. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HÜSKER DÜ – &lt;em&gt;Zen Arcade &lt;/em&gt;(1984)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Álbum importantíssimo, originalmente duplo em vinil, um dos melhores do excelente catálogo da SST Records de Greg Ginn, que lançou clássicos dos Meat Puppets, Bad Brains, o melhor Dinosaur Jr. (‘You’re Living All Over Me’, suplente desta lista), Minutemen, Sonic Youth. O hardcore peculiar do trio Grant Hart/Bob Mould/Greg Norton recebe a partir de ‘Zen ...’ referências da psicodelia, do country rock, do folk, e o contraste delicadeza/aspereza, barulho/melodia é desenvolvido à perfeição. ‘Something I Learned Today’ começa o serviço quebrando tudo, e as outras 22 faixas não deixam a peteca cair. Alguns destaques: ‘Turn On The News’, ‘Masochism World’, ‘Never Talking to You Again’, ‘Pink Turns to Blue’. Um dos discos de rock que marcaram os anos 1980.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JESUS AND MARY CHAIN – &lt;em&gt;Psychocandy&lt;/em&gt; (1985)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lembro até hoje da audição de ‘Psychocandy’, em um toca-discos colocado à disposição da freguesia, em uma famosa loja da Galeria Chaves, centro de POA, tradicional ponto de encontro de rock/pop maníacos em meados dos 80’s – a Pop Som. Já tinha lido sobre o Jesus na revista Bizz e me interessei pelo mix melodias pop assobiáveis/paredão de microfonia. Além do quê, a referência frequente que se fazia quando se falava nos irmãos Reid era ao Velvet Underground, cuja história me interessava – mas também não conhecia, ainda.  Bom, mas quando acomodei a agulha na bolacha e ‘Just Like Honey’ começou a rodar,  logo me senti em transe. Balada cool, sentida, o tal pop perfeito do qual a crítica inglesa fala, só que emoldurado por uma (até aí leve) camada de distorção. Vem a seguinte, ‘The Living End’, depois ‘Taste The Floor’, ‘The Hardest Walk’ ... o Lado A fecha com um pop bumblegum com guitarra serra elétrica do c*. Viro e coloco o lado B, que começa com a matadora ‘Never Understand’ (cuja linha melódica foi plagiada desavergonhadamente pela Legião Urbana em “Eu Era Um Lobisomem Juvenil’, que também rouba sem a menor sutileza o título de um clássico dos Cramps), depois vem ‘Inside Me’, mais adiante tem ‘You Trip Me Up’, e tudo fecha espetacularmente com ‘Its So Hard’. Alucinado/eletrizado/sob frenesi total, decidi levar o disco, mesmo achando que a audição provavelmente tenha sido prejudicada pelo mau estado da cópia colocada para audição, que devia estar arranhada. Cheguei em casa, abri o pacote e tirei um vinil estalando de novo pra tocar, e constatei imediatamente que a cópia ouvida meia hora antes não estava arranhada. O arrebatamento só tava começando. Foi, sem sombra de dúvida, o maior choque musical da minha vida depois da primeira audição dos Pistols – que definiram tudo. Vi o Jesus ao vivo há 20 anos – sim, esse tipo de banda tocava nos palcos de Porto Alegre tempos atrás –, no Salão de Atos da UFRGS, e o zunido no ouvido permaneceu por uns três dias. Unbelievable. Mas voltando ao do disco, tem uma versão alemã disponível que adiciona ainda a maravilhosa ‘Some Candy Talking’, single de 1986, último com a formação original, com Bobby ‘Primal Scream’ Gillespie e Douglas Hart secundando os Reid Brothers. Te liga: ‘Psychocandy’ vai tocar inteirinho, na ordem, naquele esquema Lado A/Lado B, no COMPANHIA MAGNÉTICA quando do aniversário de 25 anos de seu lançamento. Em breve, muito breve. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MARIANNE FAITHFULL – &lt;em&gt;Strange Weather &lt;/em&gt;(1987)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O melhor disco de fossa das últimas duas décadas e meia, provavelmente. Clima de cabaré total. Marianne volta com um álbum lindo e sofrido, depois de anos e anos relegada ao limbo. O espírito de Tom Waits paira aqui – é dele a faixa-título – mas aqui o humor waitsiano cede lugar apenas à dor. Grandes músicos, como Fernando Saunders, Dr. John, Bill Frisel, Robert Quine, produção luxuosa, clássicos do cancioneiro de todos os tempos, como ‘Boulevard of Broken Dreams’, ‘Yesterdays’, ‘Penthouse Serenade’, o bluesão ‘I Ain’t Go Down to The Well No More’, de Leadbelly, a dylaniana ‘I’ll Keep It With Mine’ (composta para Edie Sedwick, gravada por Nico), a sexy ‘Hello Stranger’, de Doc Pomus ... Sabe aquele papo de “decadência com elegância”? É bem isto aqui. A versão de ‘As Tears Go By’, composta pra ela mesma por seu então namorado Mick Jagger, rivaliza com o original dos Stones – pura questão de gosto pessoal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-7488694235585685194?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/7488694235585685194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/my-life-in-lists-discos-80s.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/7488694235585685194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/7488694235585685194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/my-life-in-lists-discos-80s.html' title='My Life in Lists – discos (80’s)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-8868907852052728941</id><published>2010-08-18T12:47:00.000-07:00</published><updated>2010-08-18T12:50:52.231-07:00</updated><title type='text'>O ano até aqui (IV)</title><content type='html'>Alguns dos melhores relançamentos de 2010 até o final da primeira quinzena de agosto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SERGE GAINSBOURG &amp; JANE BIRKIN – ‘&lt;em&gt;Serge Gainbourg et Jane Birkin&lt;/em&gt;’ (1969)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Clássico da sacanagem chic de um eterno provocador e sua então musa, a atriz inglesa, futura mamãe da descolada Charlotte. É deste disco a música mais conhecida do figuraça Serge, ‘Je T’Aime Moi Non Plus’,  tema do filme dirigido por ele mesmo – lançado este ano no Brasil em DVD pela Lume –, ‘Paixão Selvagem’, que traz o antigo dançarino da troupe de Andy Warhol, Joe D’Alessandro, como um caminhoneiro gay que desenvolve uma obsessão apaixona por uma garota (Jane) de cabelos curtíssimos e aparência quase infantil – daí que ele a sodomiza o tempo todo, fantasiando que está se relacionando com um garoto. Gainsbourg é único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;QUEENS OF THE STONE AGE – ‘&lt;em&gt;Rated R&lt;/em&gt;’ (2000)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Melhor disco da banda, ganhou agora a tradicional edição DeLuxe – disco duplo, com uma cacetada de faixas bônus. No caso, um show inteirinho de Josh Homme e comparsas à época. ‘R’ é o disco mais equilibrado e conciso do QOTSA, com riffs ganchudos, barulheira na medida, experimentalismos sutis. É deste disco o hino ‘Feel Good Hit of the Summer’ (aquela canção que desfila o nome de uma série de drogas), mas tem ainda ‘Monsters In the Parasol’, ‘The Lost Art of Keeping a Secret’, ‘Auto Pilot’, ‘Parasol’, ‘Better Living Through Chemistry’ ... Stoner Rock do melhor. O disquinho adicional traz todos os lados B dos singles, além doarrasador show dos caras no Festival de Reading do ano. A edição especial, comemorativa aos 10 anos de lançamento, melhorou o que já era excelente, e até a capa ficou mais atraente: saem o azul (que compunha com preto e branco a combinação mais horrorosa que se conhece) e entra o vermelho. O super power trio arregimentado com pompa e circunstância por Josh no ano passado – o Them Crooked Vultures, com Dave Grohl e John Paul Jones – não chega nem perto disso aqui.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;R.E.M. – ‘&lt;em&gt;Fables of Reconstruction&lt;/em&gt;’ (1985)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Terceiro disco da banda de Michael Stipe, aquele famoso álbum de transição – no caso, de uma banda que tinha causado sensação com seus dois primeiros álbuns e o E.P. de estreia com um energético college rock de tintas rurais. ‘Fables of Reconstruction’ (ou ‘Reconstruction of Fables’, dá no mesmo) claramente procura novos caminhos, com o auxílio de metais, arranjos de cordas e um certo estranhamento. Curiosidade: foi o primeiro a sair no Brasil, em vinil, por uma tal ‘New Rock Collection’ (com as famosas tarjinhas amarelas ornamentando as capas), que também lançou Prefab Sprout, Lone Justice, Big Audio Dynamite. Longe de ser o melhor, é, por outro lado, um dos discos mais curiosos do R.E.M. Tem os hits ‘Can’t Get There From Here’ e ‘Driver 8’, e a estranhona ‘Feeling Gravity’s Pull’, que abre o disco, além das bacanas ‘Maps and Legends’, ‘Life and How to Live It’, ‘Auctioneer’, ‘Old Man Kensey’, ‘Green Grow the Rushes’. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;JUNIOR MURVIN – ‘&lt;em&gt;Police &amp; Thieves&lt;/em&gt;’ (1977)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Clássico do reggae do cantor de jamaicano de Port Antonio de timbre peculiar, cuja faixa-título é mais conhecida por aqui na versão do Clash – que, usando o mesmo produtor (o bruxo do dub, Lee ‘Scratch’ Perry), registrou-a no mesmo ano, em seu álbum de estreia. Mas a obra não resume-se à evidentemente marcante faixa-título: ‘Roots Train’, ‘Solomon’, ‘Lucifer’, ‘I Was Appointed’ e outras pérolas do groove garantem a paz espiritual do ouvinte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CURE – ‘&lt;em&gt;Disintegration&lt;/em&gt;’ (1989)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O último grande disco do Cure – e lá se vão mais de 20 anos. Melancólico e pop, ‘Disintegration’, disco de cabeceira de uma geração de músicos americanos e ingleses, soa quase que como um mix do pop de ‘Head On The Door’ e o pesadelo de ‘Pornography’. Pop sombrio pra tocar no rádio, como só Bob Smith e cia. sabiam fazer: anos depois, Robert Smith reuniu o repertório do pesadão ‘Pornography’ (1982), o deste e o de ‘Bloodflowers’ (2000) numa série de shows em Berlim, ‘Trilogy’ (espécie de trilogia gótica). A presente edição especial é mais do que luxuosa: virou um álbum triplo, em que às canções originais (clássicos como ‘Pictures of You’, ‘Love Song’, ‘Lullaby’ e ‘Fascination Street’), remasterizadas, juntam-se e um disco só com demos, ensaios e versões alternativas das músicas registradas e ainda, créme de la créme, show inteirinho da época, realizado em julho de 1989 no velho Wembley, com todas as canções tocadas na mesma ordem do álbum. Vale a pena se endividar por esse brinquedinho aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PAVEMENT – &lt;em&gt;Quarentine The Past &lt;/em&gt;(2010)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não é propriamente um relançamento, uma vez que as canções estão aqui agrupadas desta maneira pela primeira vez, mas trata-se da coletânea definitiva da banda, que desde o ano passado voltou a se apresentado no hemisfério norte – mas já avisou que não vai retomar a carreira nem lançar música nova. O que faz de ‘Quarentine’ ainda mais essencial: o Pavement é a quintessência da guitar band indie da primeira metade dos anos 1990, com senso de humor (às vezes até maldoso, como em ‘Range Life’), dissonância e aquele estilo chapado/largadão bem próprio da época. Alguns clássicos ficaram de fora, o que seria inevitável, mas o acerto na escolha foi justamente privilegiar raridades difíceis de encontrar, pois foram lançadas só em singles e outras coletâneas – mas de qualquer maneira ‘Summer Babe’, ‘Gold Soundz’, ‘Stereo’, ‘Shady Lane’, ‘Here’, ‘Trigger Cut/Wounded-Kite At :17’ estão aqui, reluzentes. É bala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE FLESHTONES – ‘&lt;em&gt;It’s Super Rock Time! The I.R.S. Years – 1980-1985&lt;/em&gt;’ (2010)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outra coletânea caprichada, de uma banda veterana – a origem remonta ao Queens novaiorquino no ano de 1976 –, focando seu período clássico, a primeira metade dos anos 1980, em que eram uma das principais estrelas do selo I.R.S., que fez fama por revelar o R.E.M. O protopunk regado a muito r’n’b clássico dos Fleshtones, liderados pelo carismático Peter Zaremba (ex-apresentador da MTV americana), pegam na veia, em faixas como ‘I’ve Got to Change My Life’, ‘R-I-G-H-T-S’, ‘Roman Gods’ e ‘American Beat’ – essa última incluída na trilha da comédia teen “Despedida de Solteiro”, em 1984. Abriam tanto os shows do Blondie e dos Ramones, quanto de Chuck Berry e de James Brown.      &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;THE UNITS – '&lt;em&gt;The Early Years: 1977-1983&lt;/em&gt;' (2007)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A compilação foi originalmente lançada há três anos, coincidindo com os 20 anos das primeiras gravações, mas tá sendo reposta agora no mercado gringo. Os californianos Units froma uma das primeiras bandas de ‘synthpunk’ da história, surgida poucos anos depois do Suicide em San Francisco – mas os sintetizadores dos caras soavam como guitarras distorcidas em faixas como ‘High Pressure Days’. Seus shows eram lendários, com direito a projeção de filmes anti-stablishment feitos por eles próprios.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IGGY &amp; THE STOOGES – '&lt;em&gt;Raw Power&lt;/em&gt;' (1973)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É provável que este terceiro disco do Iguana e seus comparsas não seja o melhor do grupo – o segundo, ‘Fun House’, que acaba de completar 40 anos de lançamento, . Mas também não faz muita diferença: ‘Raw Power’ é tão essencial tanto. Mais alucinado, mais barulhento, é uma catarse sem precedentes no rock, uma cacetada que nem Iggy nem ninguém conseguiu repetir. Um crítico brasileiro, certa vez, resenhando o (bom) ‘Instinct’, torcendo o nariz para a bolabcha gravada por Iggy em 1987, forçou a comparação: “tente marcar as músicas batendo o pé em ‘Raw Power’ ... Impossível”. Melhor definição jamais ouvi. Rock’n’Roll mais animal também não: ‘Search and Destroy’, ‘Your Pretty Face is Going to Hell’, ‘Penetration’, ‘Raw Power’, ‘I Need Somebody’ ... tem até uma baladinha mais ou menos delicada – mas não muito, saca o título: ‘Gimme Danger’. A nova Legacy Edition acrescenta várias bônus (muitas das quais os fãs tão carecas de conhecer) e a mixagem original do produtor e salcvador da pátria, David Bowie. Quem não conhece, vai pirar. Quem já conhece ... jamais se recuperou. Me dá mais! Me dá mais! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MODEST MOUSE – &lt;em&gt;The Moon &amp; Antarctica &lt;/em&gt;(2000)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mais uma edição comemorativa – no caso, de dez anos de lançamento do primeiro disco por uma grande gravadora de uma das principais bandas alternativas americanas dos últimos quinze anos. Se toda transição para uma major de um respeitado grupo indie fosse assim ... O esquisitão Isaac Brock e seus escudeiros entregam um álbum mais polido, menos áspero que o clássico ‘Lonesome Crowded West’, mas a densidade e o estranhamento são os mesmos. ‘Dark Center of the Universe’ sempre foi minha preferida, mas tem ‘Gravity Rides Everything’, ‘3rd Planet’, ‘Tiny Cities Made of Ashes’, ‘Paper Thin Walls’, ‘I Came As a Rat’ ... O Modest Mouse depois partiu para um som mais suingado, aparentado dos Talking Heads, e chegou a ter o lendário Johhny Marr, ex-guitarrista dos Smiths, em sua formação. Um novo álbum não deve estar longe.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WILLIE COLÓN &amp; RUBÉN BLADES – '&lt;em&gt;Siembra&lt;/em&gt;' (1978)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tem preconceito com a latinidad? Bota esse pra tocar, então. Começa com um chacundum que é pura disco music, em ‘Plástico’, depois cai na mais arrebatada salsa. O politizado Bladés está aqui no auge da forma, criticando a sociedade de consumo norte-americana na citada ‘Plástico’, descrevendo o modo de vida terceiro-mundista em ‘Pedro Navaja’ ... A dupla Colón (novaiorquino do Bronx) e Blades (apelidado de “o Bruce Springsteen panamenho”), que teve longa colaboração, quebraria os pratos tempos depois, mas só por esse estupendo álbum, ponto alto do som latino dos anos 1970, já se justificaria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ROLLING STONES – ‘&lt;em&gt;Exile On Main St.&lt;/em&gt;’ (1972)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fechando a lista, aquele disco de rock/múcia pop com o qual nada que foi ou venha a ser lançado ou relançado neste ano e nos próximos 50 possa ser comparado – até porque os Beatles já passaram por seus “Remaster’, assim como Jimi Hendrix, Bob Dylan e o Velvet Underground. A história das gravações e o conturbado período por que passavam os Stones – fuga do implacável e cruel fisco britânico, os problemas com a lei, o romance sério de Keith, Anita Pallenberg e a heroína ... tudo isso tá contado no livro ‘Uma Temporada no Inferno com os Rolling Stones’, de Robert Greenfield (saiu pela Zahar Editor em 2008), e no documentário ‘Stones In Exile’, que chega ao mercado paralelamente ao disco. Mas ‘Exile ...’, um dos poucos álbuns duplos da história do rock que não traz um mísero instante supérfluo, é uma experiência que tem de ser sentida, não pode ser descrita. Bom, ajuda dizer que ‘Tumbling Dice’, ‘Loving Cup’, ‘Happy’ (uma das melhores canções defendidas por Keith em toda a discografia do grupo), ‘All Down The Line’, ‘Rocks Off’, ‘Shine a Light’, as esquisitonas ‘I Just Wanna See His Face’ e ‘Ventilator Blues’ estão aqui, ao lado de outras 10 pérolas – agora remasterizadas no capricho (o som denso e sujo do grupo então era uma armadilha e tanto, plenamente desviada nesta edição Deluxe) que ganhou a companhia de um disquinho a mais só de bônus da época (mais 10 faixinhas). Sempre achei que meu preferido era ‘Let It Bleed’, agora já não sei mais. O certo mesmo é que os Stones, mesmo recheando sua trajetória de canções clássicas nos últimos 38 anos, jamais conseguiram lançar um álbum tão perfeito, supimpa como este aqui. Nem eles, nem ninguém.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS – conferir também álbuns antigos de &lt;strong&gt;Jon Spencer Blues Explosion &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;St. Etienne &lt;/strong&gt;que voltam ao mercado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-8868907852052728941?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/8868907852052728941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/o-ano-ate-aqui-iv.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/8868907852052728941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/8868907852052728941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/o-ano-ate-aqui-iv.html' title='O ano até aqui (IV)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-7382189801205727635</id><published>2010-08-18T12:44:00.000-07:00</published><updated>2010-08-18T12:46:05.035-07:00</updated><title type='text'>O ano até aqui (III)</title><content type='html'>Alguns singles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Horchata &lt;/em&gt;(Vampire Weekend)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Afropop descolado, bacana, dos auto-apelidados ‘West Side Soweto’ guys. Mais limpinho que os sons do álbum de estreia, mas bem feito e íntegro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tighten Up&lt;/em&gt; (The Black Keys)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O blues rock indie da dupla Dan Auerbach/Pat Carney agora mais chegado à Motown. Pra tocar no rádio – e isso não é ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Month of May&lt;/em&gt; (Arcade Fire)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uma das faixas que puxam o novo álbum da banda canadense, ‘The Suburbs’, primeiro lugar na parada da Billboard já na semana de lançamento. Rock inteligente, classudo.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Heaven and Earth&lt;/em&gt; (Blitzen Trapper)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Belíssima balada do álbum novo do grupo americano de Portland, Oregon, ‘Destroyer of the Void’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Forever &amp; Ever Amen&lt;/em&gt; (The Drums)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Tão pegajosa quanto as canções do álbum do Phoenix do ano passado, tem um quê de anos 1950.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;The Overachievers&lt;/em&gt; (Liars)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Rock experimental, paga tributo tanto ao Can quanto ao Nirvana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Art Czars&lt;/em&gt; (Japandroids)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mais uma bacana dos canadenses esporrentos, que lançaram o álbum cacetada de 2009, ‘Post Nothing’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Post Acid&lt;/em&gt; (Wavves)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Punk pop chapadão do largado Nathan Williams, que sabe o que faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Slow Motion&lt;/em&gt; (Panda Bear)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esta, na verdade, é o lado B. O A é ‘Tomboy’, também muito bacana. Mas o B é melhor. Noah Lennox hoje é o cara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Written In Reverse &lt;/em&gt;(Spoon)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Levada stoneana, mudança de tempo, manha de quem sabe. Os texanos acertam de novo: ‘Transference’ é um dos discos de rock do ano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o campeão do ano até agora, sem dúvida, é ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Free&lt;/em&gt; (M.I.A.)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Brutal, utilizando como base a matadora ‘Ghost Rider’, do Suicide, e turbinada por versos como ‘’. Grande Maya Arulpragasam! Isso sim é que é rock dos anos 2000.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-7382189801205727635?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/7382189801205727635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/o-ano-ate-aqui-iii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/7382189801205727635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/7382189801205727635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/o-ano-ate-aqui-iii.html' title='O ano até aqui (III)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-8227877276725439888</id><published>2010-08-18T12:43:00.000-07:00</published><updated>2010-08-18T12:44:02.225-07:00</updated><title type='text'>O ano até aqui (II)</title><content type='html'>Entre os veteranos, dois se destacam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gil Scott-Heron&lt;/strong&gt;, americano de Chicago, 61 anos completados em abril, vem cumprindo trajetória errática nos últimos tempos: entra e sai da cadeia com enorme facilidade, sempre por problemas com drogas – e violação da condicional. Não gravava um disco desde 1994, quando lançou ‘Spirits’ e o ao vivo ‘Minister of Information’. O excelente ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;I’m New Here&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ tem 15 faixas, entre canções e vinhetas, sendo doze compostas pelo cantor – um dos virtuais inventores do rap lá no final dos anos 1960/início dos 1970 recitava seus versos com acompanhamento eminentemente soul-jazzístico –,  e tem produção de Richard Russell, cabeça do selo britânico XL Recordings (Basement Jaxx, Devendra, M.I.A., Vampire Weekend, Dizzee Rascal).  Tem batidas de hip-hop, samples e efeitos sonoros, mas também violão folk. O clima é autobiográfico (‘On Coming From a Broken Home’, ‘The Crutch’), entre o nostálgico e o reflexivo. A faixa-título é de Bill Callahan, ex-(Smog), herói de CM, e entre as recriações de obras alheias está ‘Me and the Devil’, de Robert Joehnson, e ‘I’ll Take Care Of You’, do repertório de Bobby ‘Blue’ Bland. ‘I’m New Here’  é o disco mais bonito de 2010 até aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Paul Weller&lt;/strong&gt;, inglês, nove anos menos que Heron – nasceu em Woking, Surrey, em maio de 1958 –, lançou o disco de rock dos primeiros sete meses do corrente. ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Wake Up The Nation&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ é um disco moderno porque não tenta bancar o moderno: profundamente imerso na tradição do melhor rock britânico (as referências de Weller de sempre, Who, Small Faces, os Kinks e os Beatles – tanto a fase psicodélica como o período final, de canções como ‘Don’t Let Me Down’ e discos como ‘Abbey Road’ e o álbum branco), atesta toda a maestria e a maturidade do compositor Weller, em 16 faixas, a maioria curtas, como a faixa-título, ‘Fast Car/Slow Traffic’, ‘No Tears to Cry’, a lisérgica ‘Andromeda’, ‘7 &amp; 3 Is The Strikers Name’ e ‘Trees’ – a mais longa do álbum, com meros 4 minutos e 19 segundos. A carreira solo de Weller é das mais vivas entre seus contemporâneos: ‘Wake Up ...’ é seu décimo álbum  de carreira – descontados os registros ao vivo – desde 1992, quando recuperou o a reputação perdida nos tempos de Style Council (que não era tão xarope assim, não sejamos tão cri-cri), lançando o álbum que leva apenas seu nome. A esse, seguiram-se outros grandes álbuns, como o clássico ‘Wild Wood’ (1994), ‘Stanley Road’ (seu álbum que mais vendeu, puxado pela ótima ‘The Changingman’, 1995), ‘Heliocentric’ (2000), ‘Ilumination’ (2002) e o recente ‘22 Dreams’ (2008). Weller é um dos caras que definiu o moderno som britânico, a partir da mais inglesa de todas as bandas a emergir do levante punk da segunda metade dos anos 1970, o Jam. Que o digam os irmãos Gallagher, o Ocean Colour Scene, o Blur, o Supergrass e todo o pessoal do brit-pop. Também gerou cópias desavergonhadas worlwide – conheces um tal de Ira?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-8227877276725439888?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/8227877276725439888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/o-ano-ate-aqui-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/8227877276725439888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/8227877276725439888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/o-ano-ate-aqui-ii.html' title='O ano até aqui (II)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-9004235787481618931</id><published>2010-08-18T12:41:00.000-07:00</published><updated>2010-08-18T12:42:53.977-07:00</updated><title type='text'>O ano até aqui (I)</title><content type='html'>Bons lançamentos no ano de 2010 abundam: &lt;strong&gt;Beach House &lt;/strong&gt;(‘Teen Dream’ é tão bom ou melhor que ‘Devotion’), &lt;strong&gt;Local Natives &lt;/strong&gt;(ótima guitar band), &lt;strong&gt;Vampire Weekend &lt;/strong&gt;(mais polido que o álbum de estreia, mas com excelentes canções), &lt;strong&gt;Surfer Blood &lt;/strong&gt;(surf music indie, do c*), &lt;strong&gt;Spoon &lt;/strong&gt;(um dos melhores disco de rock do ano), &lt;strong&gt;Liars&lt;/strong&gt; (anarquia é seu nome), boas promessas (&lt;strong&gt;Morning Benders&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;The Radio Dept.&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Blitzen Trapper&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;The Tallest Man On Earth&lt;/strong&gt;), som de raiz (&lt;strong&gt;Band of Horses&lt;/strong&gt;), veteranos da electronica em plena forma (&lt;strong&gt;Bomb The Bass&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;UNKLE&lt;/strong&gt;), novas feras (&lt;strong&gt;Gonjasufi&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Flying Lotus&lt;/strong&gt;), confirmações (&lt;strong&gt;Panda Bear&lt;/strong&gt; e seu novo single, o &lt;strong&gt;Black Keys&lt;/strong&gt;, mais pop mas sem perder o fio). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá ameaçando ser até melhor que o ótimo ano de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-9004235787481618931?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/9004235787481618931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/o-ano-ate-aqui-i.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/9004235787481618931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/9004235787481618931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/o-ano-ate-aqui-i.html' title='O ano até aqui (I)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-306835011697895265</id><published>2010-08-18T12:39:00.000-07:00</published><updated>2010-08-18T12:40:38.486-07:00</updated><title type='text'>Versinhos bacanas (26) – On Coming From a Broken Home (GIL SCOTT-HERON)</title><content type='html'>“I&lt;em&gt; want to make this a special tribute&lt;br /&gt;To a family that contradicts the concepts&lt;br /&gt;Heard the rules but wouldn'€™t accept&lt;br /&gt;And women-folk raised me&lt;br /&gt;And I was full grown before I knew&lt;br /&gt;I came from a broken home&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sent to live with my grandma down south&lt;br /&gt;When my uncles was leaving&lt;br /&gt;And my grandfather had just left for heaven&lt;br /&gt;They said and as every-ologist would certainly note&lt;br /&gt;I had no strong male figure right?&lt;br /&gt;But lily Scott was absolutely not your mail order&lt;br /&gt;Room service type cast black grandmother&lt;br /&gt;I was moved in with her; temporarily, just until things were patched, &lt;br /&gt;Til this was patched and til that was patched&lt;br /&gt;Until I became at 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 and 10&lt;br /&gt;The patch that held lily Scott who held me and like them 4&lt;br /&gt;I become one more and I loved her&lt;br /&gt;From the absolute marrow of my bones&lt;br /&gt;And we was holdin on, &lt;br /&gt;I come from a broken home&lt;br /&gt;She had more then the 5 senses&lt;br /&gt;She knew more then books could teach&lt;br /&gt;And raised everyone she touched just a little bit higher&lt;br /&gt;And all around her there was a natural sense&lt;br /&gt;As though she sensed what the stars say what the birds say&lt;br /&gt;What the wind and the clouds say&lt;br /&gt;A sensual soul and self that African sense&lt;br /&gt;And she raised me like she raised 4 of her own&lt;br /&gt;And I was hurt and scared and shocked&lt;br /&gt;When lily Scott left suddenly one night&lt;br /&gt;And they sent a limousine from heaven to take her to god, &lt;br /&gt;If there is one.&lt;br /&gt;So I knew she had gone; and&lt;br /&gt;I came from a broken home&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Uma das canções de teor autobiográfico do reflexivo ‘&lt;em&gt;I’m New Here&lt;/em&gt;’, excelente disco que põe fim a um hiato de mais de 15 anos na carreira do grande &lt;strong&gt;Gil Scott-Heron&lt;/strong&gt;, ‘&lt;strong&gt;On Coming From a Broken Home&lt;/strong&gt;’ relata uma das passagens mais marcantes de sua vida: a mudança para a casa da avó, Lillie, após o divórcio dos pais. Além de ser um dos inventores do canto falado na música negra americana e um dos primeiros artistas black engajados – as duas facetas podem ser conferidas na canção ‘The Revolution Will Not Be Televised’, de 1970 –, Gil também é escritor: seu romance ‘Abutre’, retrato contundente da vida no gueto,  saiu no Brasil anos atrás, publicado pela Ed. Conrad.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-306835011697895265?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/306835011697895265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/versinhos-bacanas-26-on-coming-from.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/306835011697895265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/306835011697895265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/versinhos-bacanas-26-on-coming-from.html' title='Versinhos bacanas (26) – On Coming From a Broken Home (GIL SCOTT-HERON)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-3622444039132112940</id><published>2010-08-18T12:36:00.000-07:00</published><updated>2010-08-18T12:39:15.924-07:00</updated><title type='text'>Eu e Meu Brinquedo (11) – BRIAN DE PALMA</title><content type='html'>“&lt;em&gt;Estávamos assistindo à guerra às 18:30 no jornal, todos os dias. O governo não havia prendido a controlar a mídia nestes assuntos, ainda. Assistimos imagens, diretas, de pessoas explodindo, corpos e sangue, de crianças morrendo ... Tudo isso deu início ao movimento pacifista. Da mesma forma que o movimento dos direitos civis teve seu início com imagens de cães mordendo as pessoas negras. Cães que os policiais e xerifes soltavam e que atacavam os negros no chão. Quando assistimos a essas imagens, o país inteiro acordou&lt;/em&gt;”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Comecei na época das câmeras leves, que de repente estavam seguindo as pessoas, com câmeras leves de 16 mm. Vimos o que pensávamos ser os Maysles &lt;/em&gt;(&lt;strong&gt;NOTA&lt;/strong&gt;: os irmãos Albert e David, documentaristas, papas do “cinema direto”, diretores de ‘The Beatles: The U.S. First Visit’ e do controverso ‘Gimme Shelter’, dos Rolling Stones e ) &lt;em&gt;e os sócios de D&lt;/em&gt;rew (&lt;strong&gt;NOTA&lt;/strong&gt;: Robert Drew, documentarista americano, adepto do cinema-verdade, famoso pelo filme ‘Primary’, cobrindo as primárias do Partido Democrata ocorridas no estado de Wisconsin entre os pré-candidatos à Presidência John Kennedy e Hubert Humphrey&lt;em&gt;). Estávamos vendo todos esses documentários fabulosos, dizendo: É assim que é a vida. A câmera está pegando tudo. É impressionante’. Assim, o público acreditou. É nesta época que temos a citação famosa de Godard: ‘O cinema é a verdade 24 quadros por segundo’. Digo o inverso, acho que é a mentira 24 quadros por segundo. Sendo um diretor de filmes, sei como é fácil, em documentários como&lt;/em&gt; ‘Be Black Baby’ &lt;em&gt;e&lt;/em&gt; ‘Hi, Mom!’&lt;em&gt;, você poder  manipular as imagens e as pessoas vão acreditar no que você quiser&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;A maior tragédia que eu já presenciei é que a televisão tornou-se só comerciais de informações. A informação programada. Não há mais informação de verdade. Recebemos a informação que eles querem, é como a censura do governo sobre informações. Falam sobre a liberdade da imprensa, mas todas as agências da mídia são controladas por grandes empresas. Vemos o que elas querem que vejamos. No final das contas, foi nos anos 60 que tudo começou a ferver na América: (os 60) marcaram o início do movimento feminista, o início da liberdade política para os negros, muita música excelente, as drogas que expandiam a consciência. Foi uma época realmente fascinante e inspiradora. Muitos dos cineastas da minha geração produziram obras que tornaram-se a base do cinema americano contemporâneo. Eles foram produtos dos 60’s. Grandes artistas têm de estar no lugar certo no momento certo. Nunca perdi meu espírito 60’s&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Depois de montar o filme &lt;/em&gt;(&lt;strong&gt;NOTA&lt;/strong&gt;: ‘Get to Know Your Rabbit’, seu primeiro e frustrante filme – um curta – para a major Warner Bros&lt;em&gt;.), não gostaram do que havia feito, não gostaram das minha mudanças para melhorá-lo ...Então eles ‘me mandaram pra casa’. É interessante o fato de Orson Welles estar naquele filme, porque ele foi um homem que nunca descobriu como se beneficiar do sistema de estúdios. Só que uma parte de produzir filmes é a capacidade de lidar com esse sistema. Os grandes cineastas aprenderam a lidar com ele: Ford, Hitchcock ... Conseguiram trabalhar dentro do sistema e realizar suas extraordinárias visões. Não se pode simplesmente dizer: ‘Sou um artista, eles não me entendem’. Não faz sentido. É uma indústria, administrada por homens gananciosos, e você tem de fazê-los executar o que você quer. Fala-se de ‘Soberba’ &lt;/em&gt;(&lt;strong&gt;NOT&lt;/strong&gt;A: ‘The Magnificent Ambersons’, o segundo filme de Orson Welles, rodado um ano depois de ‘Cidadão Kane’, e totalmente mutilado pelos produtores&lt;em&gt;), que é um filme fantástico mas foi destruído. Onde estão as cenas cortadas de ‘Soberba’? Pode-se discutir todas as razões do mundo, eu penso no meu filme todos os dias, no meu estúpido filme curto ‘Get to Know Your Rabbit’. O fato é: a culpa é minha! Eles foram mais espertos do que eu. A mesma coisa aconteceu com Orson Welles. Enfim, meu desejo é: quero assistir a meu filme e estar satisfeito com ele. Somente por mim mesmo. Posso assiti-lo, na tela da minha televisão, e dizer: ‘Aquilo foi ideia minha, e eu a realizei. Vou ficar do lado dele’. O que está errado é o que eu errei. Não foi porque outra pessoa chegou e mudou as coisas&lt;/em&gt;”.     &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;(&lt;strong&gt;Brian De Palma&lt;/strong&gt;, em entrevista à TV francesa, à época do lançamento de ‘Femme Fatale’, nos extras de ‘Saudações’ – ‘Greetings’, de 1968 –, seu primeiro longa, lançado em DVD este ano pela Lume. Filho típico dos 60’s, o cineasta americano natural de Newark, New Jersey, que completa 70 anos no próximo 11 de setembro, é parte da brilhante geração que renovou o cinema americano entre o final dos anos 1960/início dos 70 – Copolla, Scorsese, Spielberg. De Palma ainda não teve lançado por aqui seu contundente ‘Redacted’, de 2007, um docudrama ambientado na Guerra do Iraque, rodado em câmeras de vídeo de alta definição, em que episódios como o estupro de uma colegial iraquiana por soldados americanos recebem tanta atenção como o olhar sobre a moderna cobertura jornalística da guerra, como farto uso do universo tecnológico – reportagens em blogs pela web, uso de parafernália digital ...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-3622444039132112940?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/3622444039132112940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/eu-e-meu-brinquedo-11-brian-de-palma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/3622444039132112940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/3622444039132112940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/eu-e-meu-brinquedo-11-brian-de-palma.html' title='Eu e Meu Brinquedo (11) – BRIAN DE PALMA'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-5170658514971751823</id><published>2010-08-18T12:35:00.002-07:00</published><updated>2010-08-18T12:36:31.768-07:00</updated><title type='text'>Pitacos de filosofia no pop (1)</title><content type='html'>“&lt;em&gt;A prova de que você deve ter bons discos pra fazer bons discos&lt;/em&gt;”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;strong&gt;James Wirth&lt;/strong&gt;, resenhista britânico, em uma edição antiga – 1996 – do tradicional Rough Guide of Rock, falando sobre os escoceses do BMX Bandits, embrião do Teenage Fanclub – que, a propósito, está de volta com novo disco, ‘Shadows’, mais uma vez mostrando a diferença que faz uma discoteca informada em casa. Tão fundamental quanto simples, tal verdade não transparece na audição da maioria das bandas de rock brasileiras. E gaúchas.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-5170658514971751823?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/5170658514971751823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/pitacos-de-filosofia-no-pop-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/5170658514971751823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/5170658514971751823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/pitacos-de-filosofia-no-pop-1.html' title='Pitacos de filosofia no pop (1)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-7433864273638413317</id><published>2010-08-18T12:35:00.001-07:00</published><updated>2010-08-18T12:35:37.300-07:00</updated><title type='text'>A morte das gravadoras</title><content type='html'>O novo e ótimo álbum dos canadenses do Arcade Fire (excelente show em POA em 2005, abrindo pros Strokes no que seria o Pepsi On Stage), ‘The Suburbs’, já estreou em primeiro lugar na parada da Billboard. Vendeu 156.000 cópias só na primeira semana, atingindo um resulatado bem melhor que o anterior, o incensado ‘Neon Bible’ (2007), que quando foi lançando foi adquirido por 92.000 satisfeitos fãs. Desses 156.000 compradores, nada menos que 97.000 adquiriram a obra através de download, pagando apenas U$ 3,99 (!!!!!). Laura Ballance, baixista do Superchunk e uma das proprietárias do excelente selo Merge Records, casa do Arcade e do próprio Superchunk (além de Lambchop, Spoon, Magnetic Fields ...) justifica a bagatela cobrada: “Desvalorizar a música é algo que me preocupa bastante ... Mas é difícil traçar uma linha divisória aí. A essa altura, as pessoas podem fazer o download de graça se elas realmente quiserem. Se você está tentando fazer com que as pessoas comprem música, pessoas que não o fariam de outra maneira, talvez esse seja o jeito. Fazer tão barato que acabe por reequilibrar a balança”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, no universo das majors, os tubarões da indústria debatem-se tentando descobrir de que maneira tentarão retomar o controle absoluto que tinham sobre o comércio da música, perdido nos últimos dez anos pro libertário universo virtual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vão. A revolução veio e ficou, esta é a realidade. Bem feito pras grandes corporações. Die, die, motherfuckers!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-7433864273638413317?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/7433864273638413317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/morte-das-gravadoras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/7433864273638413317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/7433864273638413317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/morte-das-gravadoras.html' title='A morte das gravadoras'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-3885448261367759716</id><published>2010-08-18T12:34:00.001-07:00</published><updated>2010-08-18T12:34:37.327-07:00</updated><title type='text'>O baixinho do Simply Red, não, Ronnie, por favor!</title><content type='html'>Os Faces foram uma das melhores bandas da história do rock de todos os tempos, sem qualquer sombra de dúvida. Tinham tudo o que uma verdadeira banda tem de ter: agressividade, malícia, peso, suíngue, vocalista carismático e de voz rouca e potente, dois guitarristas afiados, cozinha segura, mix de r’n’b barulhento e a melhor soul music, que influenciou até os Stones e mesmo os Pistols (como admitido pelos próprios), além de ter ajudado a forjar o som dos Black Crowes (“ajudar” é generosidade nossa). Só terminaram quando os Stones convocaram Ronnie Wood para substituir o demissionário Mick Taylor – e por essa época Rod Stewart já engendrava sua carreira muitíssimo bem-sucedida (em termos comerciais, é claro). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Well, os Faces resolveram reunir-se mais uma vez, para uma tour pelo Reino Unido. O pontapé inicial foi no Da formação original, apenas Ronnie, o baterista Kenney Jones (que tocaria no The Who após a morte de Keith Moon) e o tecladista Ian McLagen. Na guitarra que foi de Steve Marriott agora está o filho de Ronnie, Jessie, e no baixo, o enjeitado ex-baixista dos Pistols, Glen Matlock. Quanto aos vocais, ... bem, Rod decidiu não participar desse comeback, mais interessado que está nos seus banais discos de covers do cancioneiro popular americano. E então Ronnie e comparsas optaram por convocar ... Mick Hucknall. Sim, ele mesmo, o ruivinho enjoado vocalista do não menos enjoado Simply Red. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O SR e seu cantor baixinho têm lá seus fãs por aqui, e CM, impregnada que é de espírito democrático e libertário, respeita todas as posições contrárias à sua. Mas concorda com a piadinha contida no final de ‘A Festa Nunca Termina’ . E completa: bandas e artistas pop oitentistas que prestavam tributo à melhor soul music americana e iam além, havia várias – Prefab Sprout, Dexy’s Midnight Runners, Scritti Politti, Elvis Costelo ... Entre essas, não está o Simply Red.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bola fora, Ronnie.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-3885448261367759716?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/3885448261367759716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/o-baixinho-do-simply-red-nao-ronnie-por.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/3885448261367759716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/3885448261367759716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/o-baixinho-do-simply-red-nao-ronnie-por.html' title='O baixinho do Simply Red, não, Ronnie, por favor!'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-8283106475117157377</id><published>2010-08-18T12:33:00.001-07:00</published><updated>2010-08-18T12:33:55.335-07:00</updated><title type='text'>Tá, mas a gente vai lá só pra beber ou ouvir rock também?</title><content type='html'>O último Rock In Rio realizado na cidade que lhe dá nome foi o terceiro, e lá se vão quase dez anos. Foi em 2001, e trouxe Foo Fighters, a falecida Cássia Eller (puxando o saco da audiência e de Dave Grohl cantando ‘Smells Like Teen Spirit’), Beck, Queens Of The Stone Age (com Nick Olivieri peladão, vítima da demagogia local, indo dar explicações na delegacia), Sepultura, R.E.M., Red Hot Chili Peppers (chocho pra cacete), Neil Young &amp; Crazy Horse (nada menos que destruidor) e aquela malfadada noite com os fraudulentos Oasis e Guns ‘N’ Roses e seu público jeca cobrindo de garrafas d’água um deslocado e inconveniente Carlinhos Brown – repetindo o que já acontecera nas edições anteriores com Baby &amp; Pepeu e Erasmo Carlos no primeiro, em 1985, e com Lobão em 1991, todos vítimas da fúria metaleira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois agora, Roberto Medina, com aquele mesmo cabelinho escovado e puxado pra trás, tá anunciando a volta do festival à cidade maravilhosa pro ano que vem. Vai rolar nos dias 23, 24, 25 e 30 de setembro, e 1º e 2 de novembro. O vídeo oficial já foi gravado, com uma nova versão daquela musiquinha xarope, agora entoada por figuras como Dinho Ouro Preto, Pitty, Rogério Flausino, Tico Santa Cruz e Ivete Sangalo. Quanto aos artistas que se apresentarão no evento, Medina não confirma ninguém, mas diz que seu sonho é Ter Shakira e Lady Gaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta que insiste em não calar é desnecessária de tão óbvia, mas CM insiste, mesmo assim: o que é que o rock tem a ver com isso?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-8283106475117157377?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/8283106475117157377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/ta-mas-gente-vai-la-so-pra-beber-ou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/8283106475117157377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/8283106475117157377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/ta-mas-gente-vai-la-so-pra-beber-ou.html' title='Tá, mas a gente vai lá só pra beber ou ouvir rock também?'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-4570721713352365304</id><published>2010-08-13T11:46:00.000-07:00</published><updated>2010-08-13T12:00:16.469-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (45)</title><content type='html'>Sorry, moçada. O playlist do penúltimo programa só vai hoje, com quase uma semana de atraso. Sorry again: neste sábado, 14, também não vai ter programa, pois acontece a cerimônia de encerramento do Festival de Gramado. Mas no próximo, tem especial, um programa inteirinho dedicado aos 'cowpunks' originais, os Meat Puppets, ainda hoje na ativa, mas só com as gravações clássicas dos anos 1980. Enjoy.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16 HORSEPOWER – &lt;em&gt;South Pennsylvania Waltz &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Banda formada em 1992 em Denver, no Colorado, um dos baluartes do chamado ‘alt country’ (o country alternativo), veículo de David Eugene Edwards, cantor, compositor e múlti-instrumentista (ele toca guitarra, banjo e bandoneon), que também tem outro projeto muito bacana chamado Woven Hand, que a gente mostra num dos próximos programas. Edwards é filho de um pastor e a religiosidade do pai o influenciou de maneira decisiva: as letras do 16 Horsepower são carregadas de imagens cristãs e temas como culpa e redenção – ao estilo de Nick Cave, de quem Edwards é fã confesso. Além das referências da música americana de raiz (country, folk, bluegrass), o som do grupo também tinha forte apelo do rock gótico, em especial Joy Division e Gun Club (de quem regravou a clássica ‘Fire Spirit’), o que lhe valeu a fama de Ter criado um novo gênero, o ‘gothic americana’. Por “diferenças pessoais, espirituais e políticas”, a banda se separou em 2005. Deixou um E.P., dois álbuns ao vivo, quatro discos de carreira e uma &lt;strong&gt;coletânea&lt;/strong&gt; excelente chamada ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Olden&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;2003&lt;/strong&gt;), com versões nunca lançadas de canções antigas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEACHWOOD SPARKS – &lt;em&gt;Confusion is Nothing New&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Grupo de Los Angeles, claramente influenciado pelo country rock psicodélico sessentista de Byrds, Love e Buffalo Springfield, formado em 1997, encerrou as atividades em 2002, mas voltou à ativa em 2008. Tem como figuras centrais o baixista Brent Rademaker, que também tem uma outra banda muito legal, chamada The Tyde, e o cantor e guitarrista Chris Gunst, ex-Strickly Ballroom – os dois integravam antes um grupo chamado Further. O Beachwood Sparks tem dois elogiados álbuns, sendo que o primeiro, homônimo, lançado em 2000, tem uma sonoridade mais mais rock, enquanto que o segundo, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Once We Were Trees&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;2001&lt;/strong&gt;), é mais viajandão, tem uma sonoridade mais ‘spacey’ – não por acaso um resenhista definiu o som dos caras como “cosmic country-pop”. Atualmente, os caras trabalham em um novo disco.   &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;UNCLE TUPELO – &lt;em&gt;Gun&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Talvez a mais mítica dessas bandas de country alternativo, não só por ter sido uma das primeiras a fundir a fúria punk à música caipira americana, mas também por contar com dois carismáticos cantores/guitarristas/compositores que formaram outras duas bandas que deram o que falar depois: Jeff Tweedey é o líder do incensado Wilco, enquanto que Jay Farrar é o cabeça do Son Volt. O Uncle Tupelo, que tirou seu nome de uma clássica canção gospel, durou apenas 7 anos, deixou quatro cultuados álbuns, incluindo o clássico ‘No Depression’ (1990), cujo título virou sinônimo de artistas de rock alternativo que se voltam para as raízes da música americana, e ‘March 16-20, 1992’, gravado ao vivo em estúdio pelo guitarrista do R.E.M., Peter Buck. Mas o disco que talvez melhor traduza esse mix Hank Williams/Leadbelly/Replacements/Hüsker Dü do grupo seja o segundo, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Steel Feel Gone&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;de 1991&lt;/strong&gt;. Com o estremecimento das relações entre Tweedy e Farrar, o UT encerrou as atividades em 1994, com o primeiro levando o baterista original, Mike Heidorn, para o Wilco, e o segundo o seu substituto, Ken Coomer, e os múlti-instrumentistas John Stirratt e Max Johnson para o Son Volt.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º bloco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PANDA BEAR – &lt;em&gt;Slow Motion&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Incensado projeto do prolífico Noah Lennox, também fundador do quentíssimo Animal Collective e integrante de outros grupos como Jane e Together. O PB faz som eminentemente eletrônico, de referências múltiplas e variadas, e Noah se vira em várias funções: além de ser o cantor de peculiar timbre de voz (começou cantando em corais de igreja nos tempos de colégio), pilota teclados, samplers, toca guitarra e até bateria – na turnê mais recente do Animal Collectvie, era ele o percussionista (se diz influenciado por Stewart Copeland, do Police). O Panda Bear tem três álbuns, sendo que o mais recente, ‘Person Pitch’, de 2007, foi eleito disco do ano pelo site Pitchfork. &lt;strong&gt;O novo single&lt;/strong&gt;, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Tomboy&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;saiu este mês&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HOW TO DESTROY ANGELS – &lt;em&gt;A Drowning &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nova banda do atormentado Trent Reznor, que deu férias por tempo indeterminado para o Nine Inch Nails ano passado, depois de 20 anos de atividades. O How To Destroy Angles, que tirou seu nome de um single do Coil lançado em 1984, tem ainda a cantora indiana Mariqueen Maandig, mulher de Trent, e o múlti-instrumentista e produtor Atticus Ross, velho colaborador do NIN, e é um projeto novíssimo: iniciou pouco tempo depois do último show do Nine Inch Nails, em setembro de 2009. Segundo os mais rigorosos, trata-se de um Nine Inch Nails com uma mulher no vocal, pois o grupo também faz um rock eletrônico denso, que tem referências que vão do som industrial ao trip-hop, do som gótico à IDM, mas a presença de Mariqueen, que contribui para uma atmosfera mais sensual e onírica, faz toda a diferença. Todo o material lançado pela banda é deste ano: um &lt;strong&gt;E.P homônimo de 6 faixas&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;single&lt;/strong&gt; ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A Drowning&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, colocado na rede para free download, o vídeo de ‘True Believers’ e a faixa ‘The Believers’, disponível num iPad lançado pela revista Wired.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FLYING LOTUS – &lt;em&gt;Mmmhmm&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Codinome de um cidadão californiano de Los Angeles chamado Steven Ellison, 26 anos, que fez fama com o tema da animação ‘Adult Swim’, do Cartoon Network, e desde então vem fazendo música eletrônica experimental, com uma penca de referências bacanas: hip-hock, jazz, trilhas de filmes blaxploitation, techno, house, drum’n’bass, IDM ... Ellison geralmente faz a música no seu laptop, manipula tapes e toca-discos, mas no mais recente, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cosmogramma&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;lançado em maio deste ano&lt;/strong&gt;, há também a colaboração de músicos, responsáveis por guitarras, baixos, instrumentos de sopro, cellos, violinos e até harpa. Curiosidade: Ellison é sobrinho de Alice Coltrane, grande compositora e pianista do jazz e viúva do mestre John Coltrane. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º bloco: LYDIA LUNCH – ‘&lt;em&gt;Queen of Siam&lt;/em&gt;’ (1980)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lydia Koch, 51 anos (nascida em 2 de junho de 1959 em Rochester, Nova Iorque), é uma das personagens mais sui generis da música americana das últimas três décadas: começou fazendo parte da barulhenta cena no wave novaiorquina, gravou um disco com influência do jazz e do pop sessentista, passou a gravar discos apenas falados, atuou em e dirigiu filmes underground, sempre mantendo a postura feroz, provocativa, anti-comercial e niilista. Também teve sua vida marcada pelo uso abusivo de drogas pesadas, em especial a heroína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lydia chegou à big apple aos 16 anos, e logo passou a viver em uma comunidade de artistas, onde recebeu seu nome de guerra: como ela tinha o hábito de roubar os almoços dos outros, passaram a chamá-la “Lydia Lunch”. E foi depois de um show do Suicide, no lendário Max’s Kansas City, que decidiu abraçar a carreira musical, formando o Teenage Jesus &amp; The Jerks, grupo noise do qual fazia parte também o saxofonista James Chance. O Teenage e os Contortions, a banda liderada por Chance, fariam parte do clássico álbum-manifesto ‘No Wave’, produzido por Brian Eno, lançado em 1978, e que contava também com o DNA de Arto Lindsay e um grupo chamado Mars. No mesmo ano, Lydia também participou do disco de estreia dos Contortions, ‘Off White’, usando o pseudônimo “Stella Rico”, e também atuou no filme ‘Black Box’, curta-metragem dirigido pelo casal de cineastas indie Scott e Beth B, no qual fazia o papel de uma torturadora. Na sequência, viriam outras participações em filmes underground, sendo o mais notório deles ‘Fingered’, de Richard Kern, em que faz cenas de sexo explícito. Alguns dos filmes dos quais participou ele mesmo escreveu e dirigiu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Queen of Siam’, seu álbum de estreia solo, foi gravado em Nova Iorque em 1979 com arranjos do craque Billy VerPlanck, lendário trombonista e arranjador que trabalhou com big bands famosas como a de Tommy Dorsey, e lançado um ano depois. Tinha também o não menos lendário Robert Quine, e-guitarrista de Richard Hell e Lou Reed, e a própria Lydia, além de cantar suas composisções e versões de clássicos como a lúgubre ‘Gloomy Sunday’ e a solar ‘Spooky’, também faz solos de guitarra em duas faixas. O álbum saiu pelo selo Triple X e foi reeditado em CD ano passado pela gravadora Chery Red. Como todos os trabalhos de Lydia, apesar de elogiado, pouca repercussão teve em termos de vendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois anos depois, a rainha das trevas da cena novaiorquina lançaria ‘13.13’ com o auxílio de integrantes dos Weirdos, e uma série de colaborações viria, com gente como o Birthday Party de Nick Cave, os alemães experimentais do Die Haut, o Sonic Youth, os alemães nervosos do Einsturzende Neubauten, o maluco Michael Gira, ex- Swans, entre outros. Nos anos 1990, teve um grupo de curtíssima duração com Kim Gordon (Sonic Youth) chamado Harry Crews, homenagem ao escritor cult americano, e seguiu lançando seus discos apenas falados – faceta que dominou sua obra principalmente na primeira metade da década de 2000 –, com parcerias que vão desde sua amiga Exene Cervenka (ex-vocalista do X) ao romancista que deu voz ao submundo novaiorquino, Hubert Selby Jr. (de ‘Réquiem para Um Sonho’ e ‘Última Saída para o Brooklyn’). Sua carreira literária tem resultados controversos, segundo os resenhistas. Em 1997, publicou sua autobiografia, ‘Paradoxia’, em que abordava sem rodeios sua infância, a agitada vida sexual, o uso abusivo de drogas e também seus problemas psíquicos. Seu último disco é do ano passado, ‘Big Sexy Noise’, do grupo homônimo que mantém com James Johnston, Terry Edwards e Ian White.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mechanical Flattery&lt;br /&gt;Gloomy Sunday&lt;br /&gt;Spooky&lt;br /&gt;Atomic Bongos&lt;br /&gt;Lady Scarface&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-4570721713352365304?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/4570721713352365304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/companhia-magnetica-no-radio-45.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/4570721713352365304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/4570721713352365304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/08/companhia-magnetica-no-radio-45.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (45)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-2029001273621400510</id><published>2010-07-28T13:32:00.000-07:00</published><updated>2010-07-28T13:40:30.456-07:00</updated><title type='text'>Assim Foi Escrito (12) - O SOM E A FÚRIA (William Faulkner)</title><content type='html'>“&lt;em&gt;Seguimos junto à cerca até chegar à cerca do jardim, onde as nossas sombras estavam. A minha sombra era mais alta que a de Luster na cerca. Chegamos no lugar quebrado e passamos por ele.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;‘Espera aí.’ Disse Luster. ‘Você prendeu aquele prego outra vez. Será que você nunca consegue passar aqui sem prender no prego.’&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caddy me soltou e passamos para o outro lado. O tio Maury disse para a gente não deixar ninguém ver a gente, então é melhor a gente se abaixar, disse Caddy. Abaixa, Benjy. Assim, ó. Nós nos abaixamos e atravessamos o jardim, as flores raspando na gente e estremecendo. O chão era duro. Subimos na cerca, onde os porcos estavam grunhindo e fungando. Eles devem estar tristes porque mataram um deles hoje, disse Caddy. O chão era remexido e embolotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica com as mãos no bolso, disse Caddy. Senão elas congelam. Você não quer ficar com as mãos congeladas no Natal, não é.                &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;‘Está muito frio lá fora.’ Disse Versh. ‘Não inventa de sair não.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘O que foi.’, disse a mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Ele quer ir lá fora.’ Respondeu Versh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Deixe ir.’ Disse a mãe. ‘Melhor ele ficar em casa. Benjamin. Pare com isso, já.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Deixe, o que é que tem.’ disse o tio Maury.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Benjamin.’ Disse a mãe. ‘Se você não se comportar vai para a cozinha.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘A mamãe falou pra ele não ir à cozinha hoje não.’ Disse Versh. ‘Ela disse que tem que preparar um montão de comida.’ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Deixe, Caroline.’ Disse o tio Maury. ‘Você vai piorar de tanto se preocupar com ele.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Eu sei.’ Disse a mãe. ‘É o meu castigo. Eu acho às vezes.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Eu sei, eu sei.’ Disse o tio Maury. ‘Você tem que poupar suas forças. Vou praparar um grogue para você.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Isso me deixa ainda pior.’ Disse a mãe. ‘Você sabe muito bem.’&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;strong&gt;7 de abril de 1928&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Onde a sombra da ponte caía dava para enxergar bem fundo, mas não até o leito. Quando você deixa uma folha muito tempo dentro d’água o tecido desaparece e as fibras delicadas balançando devagar como o movimento do sono. Elas não encostam uma na outra, por mais que antes estivessem enredadas por mais próximas que antes estivessem dos ossos. E talvez quando Ele disser levantai-vos os olhos subam a superfície também, do fundo tranquilo do sono, para contemplar a glória. E depois de algum tempo os ferros de passar também subiriam à superfície. Escondi-os debaixo da extremidade da ponte e debrucei-me sobre o parapeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dava para ver o fundo, mas consegui ver a água fluindo numa boa profundidade até minha vista cansar, e depois vi uma sombra pendurada como uma seta gorda pendendo sobre a corrente. Efeméridas entravam e saíam da sombra da ponte bordejando a superfície da água&lt;/em&gt;. Se ao menos houvesse um inferno depois: a chama limpa nós dois mais que mortos. Então você terá só a mim então só a mim então nós dois em meio à reprovação e o horror além da chama limpa &lt;em&gt;A seta aumentou sem movimento, então num torvelinho rápido a truta engoliu um inseto sob a superfície com aquela espécie de delicadeza gigantesca com que um elefante pega um amendoim. O vórtice aquietou-se aos poucos e seguiu correnteza abaixo e depois vi a seta outra vez, oscilando de leve ao ritmo da água sobre a qual efeméridas pousavam inclinadas&lt;/em&gt;. Só você e eu então em meio à reprovação e o horror emparedados pela chama limpa”        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;strong&gt;2 de junho, 1910&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Uma vez vagabunda, sempre vagabunda, é o que eu digo. O que eu digo é que a senhora é feliz se sua única preocupação é ela estar matando aula. O que eu digo é que ela deveria estar lá embaixo na cozinha agora mesmo, em vez de socada no quarto dela, lambuzando a cara com maquiagem e esperando que seis negros que nem conseguem se levantar da cadeira se não devorarem uma panela cheia de pão e carne prepararem o café da manhã dela. E a mãe diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Mas as autoridades escolares vão pensar que eu não consigo controlá-la, e isso eu não ...’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Ora’, eu digo, ‘a senhora não controla mesmo, é ou não é? A senhora nunca tentou nada com ela’, eu digo. ‘O que adianta começar a essa altura, quando ela já está com dezessete anos?’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ficou pensando um tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Mas o que vão pensar ... Eu nem sabia que tinha boletim. Ela me disse no outono passado que este ano tinham parado de usar boletim. E agora o professor Junkin me telefona para dizer que com mais uma falta ela vai ter que sair da escola. Como é que ela faz isso? Aonde ela vai? Você passa o dia todo no centro; você devia vê-la se ela fica na rua.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘É’, eu digo. ‘Se ela ficasse na rua. Imagino que se ela mata aula não é pra fazer uma coisa que ela podia fazer em público’, eu digo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘O que você quer dizer?’ ela pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Não quero dizer nada’, eu digo. ‘Só fiz responder a sua pergunta.’ Então ela começou a chorar de novo, dizendo que o sangue do sangue dela agora a amaldiçoava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘A senhora me perguntou’, eu digo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Não estou me referindo a você’, ela diz. ‘Você é o único que não me envergonha.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Claro’, eu digo. ‘Nunca tive tempo pra isso. Nunca tive tempo pra ir estudar em Harvard nem pra me matar de tanto beber. Sempre tive que trabalhar. Mas, é claro, se a senhora quiser que eu fique andando atrás dela pra saber o que ela faz, eu largo a loja e arranjo um emprego em que eu possa trabalhar à noite. Aí eu posso ficar o dia inteiro atrás dela, vigiando, e a senhora manda o Ben me substituir à noite.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Eu sei que para você sou só um fardo e um estorvo’, ela diz, chorando no travesseiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘E eu não sei?’, eu digo. ‘Há trinta anos que a senhora vive me dizendo isso. Até mesmo o Ben já deve estar sabendo. A senhora quer que eu fale com ela?’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Você acha que vai adiantar alguma coisa?’ ela pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Não, se a senhora descer e se meter na conversa assim que eu começar’, eu digo. ‘Se a senhora quer que ela fique sob meu controle, é só me dizer e depois não se meter. Toda vez que eu tento, a senhora se intromete e aí ela ri de nós dois.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Não esqueça que ela é sangue do seu sangue’, ela diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Claro’, eu digo, ‘era justamente nisso que eu estava pensando – sangue. Na minha opinião, um pouco de sangue seria bom. Quando uma pessoa age igual a um negro, seja ela quem for, o jeito é ela ser tratada como negro.&lt;/em&gt;’''&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;strong&gt;6 de abril, 1928&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;O dia nasceu feio e frio, uma muralha móvel de luz cinzenta vinda do nordeste, que, em vez de dissolver-se em umidade, parecia desintegrar-se em partículas minúsculas e venenosas, como a poeira que, quando Dilsey abriu a porta da cabana e dela emergiu, se cravou lateralmente em sua carne, precipitando-se não exatamente como umidade e sim como uma substância com a consistência de óleo fino, não completamente coagulado. Ela usava um chapéu de palha preto rígido equilibrado sobre um turbante e uma manta de veludo grená com uma bainha esfiapada de alguma pele anônima por cima do vestido de seda roxo, e permaneceu parada à &lt;br /&gt;porta por um instante, com um rosto multifacetado e mirrado voltado para o céu inclemente, e uma mão angulosa e descorada como o ventre de um peixe, e em seguida jogou a manta para o lado para examinar a frente do vestido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vestido caía anguloso dos ombros, cobrindo os seios caídos, depois se retesava sobre a barriga dilatada e pendia de novo, avolumando-se um pouco acima das roupas de baixo, que ela ia removendo camada por camada  à medida que a primavera se cumpria com os dias mais quentes, em cores imperiais e moribundas. Outrora fora uma mulher graúda, mas agora seu esqueleto vinha à tona, frouxamente encoberto pela pele solta que se apertava novamente sobre a barriga quase hidrópica, como se músculo e tecido fossem a coragem ou resistência que os dias ou os anos haviam consumido até que só restasse o esqueleto indômito, como uma ruína ou um marco que se elevasse sobre as entranhas sonolentas e inatingíveis, e no alto de tudo o rosto desabado que dava a impressão de que os próprios ossos estavam fora da carne, emergindo no dia implacável e exprimindo ao mesmo tempo fatalismo e a decepção atônita de uma criança, até que ela se virou, voltou para dentro de casa e fechou a porta.&lt;/em&gt;”     &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;strong&gt;8 de abril, 1928&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Marco da moderna ficção americana, ‘&lt;strong&gt;O Som e a Fúria&lt;/strong&gt;’, publicado em 1929, é geralmente considerado não apenas o primeiro grande romance de &lt;strong&gt;William Falkner&lt;/strong&gt; como sua obra-prima. Trata da decadência de uma típica família sulista aristocrática, os Compsons, na localidade fictícia de Yoknapatawpha, e é dividido em quatro capítulos, cada qual representando um ponto de vista diferente: os três primeiros, dos irmãos Benjy, Quentin e Jason, e o último, de um narrador que a tudo observa. Benjy, que tem o mesmo nome de um tio, é retardado; Quentin, o sensível, que nutre uma paixão platônica pela irmã Caddy, estudou em Harvard e viu de longe a derrocada de sua família sem nada poder fazer, é o suicida; Jason é o revoltado, ressentido, que nutre um rancor desmedido, em especial de Caddy, por se julgar o preterido, e ainda por cima não aceita a nova ordem que coloca os judeus como os novos senhores da economia local e onde os negros já desfrutam de liberdade. Mas o interesse de ‘O Som ...’ não se resume ao enredo: lançando mão de múltiplos pontos de vista sobre os mesmos episódios, fluxo de consciência e saltos no tempo, Falukner cria uma narrativa fragmentada que forjou um estilo único e deixou inúmeras crias, várias delas crias na América Latina – Borges, Juan Rulfo, García Márques. A origem do título do livro vem do famoso monólogo no quinto ato de Macbeth, de Shakespeare, onde o protagonista define assim a vida: “uma história cheia de som e fúria, contada por um idiota, e que não significa nada”. William Cuthbert Falkner, nascido em 25 de setembro de 1897, já havia publicado outros quatro romances antes de ‘O Som e a Fúria’, e na sequência lançaria outros clássicos, como ‘Enquanto Agonizo’ (1930, disponível em edição da L&amp;PM), ‘Luz de Agosto’ (editado aqui pela mesma CosacNaify que colocou ‘O Som ...’ no mercado com tradução de Paulo Henriques Britto em 2003), antes de uma malfadada experiência hollywwodyana nos anos 1940, onde fez amizade com Howard Hawks, Bogart e Bacall, frustrou-se, tomou todas ... O alcolismo o levou cedo, aos 64 anos de idade, em 6 de julho de 1962, não sem antes faturar o Nobel de literatura em 1949. Dizia que a fonte de sua literatura devia-se à equação “imaginação-observação-experiência”, e sobre “O Som e a Fúria”, no qual dizia ter colocado suas vísceras, garantia ser “de todos os meus livros, aquele onde o fracasso é o mais trágico e esplêndido”. Quem mergulha com vontade nesse denso retrato do sul profundo não se arrepende: é daqueles livros de que não se esquece e não se vê a hora de vivê-lo de novo.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-2029001273621400510?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/2029001273621400510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/07/assim-foi-escrito-12-o-som-e-furia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/2029001273621400510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/2029001273621400510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/07/assim-foi-escrito-12-o-som-e-furia.html' title='Assim Foi Escrito (12) - O SOM E A FÚRIA (William Faulkner)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-1905959582323487249</id><published>2010-07-23T11:06:00.000-07:00</published><updated>2010-07-23T11:19:58.749-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (44)</title><content type='html'>O programa deste &lt;strong&gt;sábado&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;24&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;às 22h&lt;/strong&gt; na &lt;strong&gt;FM CULT&lt;/strong&gt;URA (&lt;strong&gt;107.7&lt;/strong&gt; no dial ou &lt;strong&gt;www.fmcultura.com.br &lt;/strong&gt;na rede) tem quatro lançamentos entre os mais quentes do ano até aqui, baluartes da música eletrônica, um DJ doidão, powerpop de primeira e pop escocês com suíngue negro lá dos anos 1980, mais falado do que ouvido. Enjoy!  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco: &lt;br /&gt;TEENAGE FANCLUB – &lt;em&gt;Baby Lee&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pintando mais uma vez por aqui o excelente grupo escocês liderado pelo trio de compositores/cantores Gerard Love, Norman Blake e Raymond McGuinley, na ativa há 21 anos, desta vez com álbum novo, o nono na carreira, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Shadows&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;recém-lançado&lt;/strong&gt;. É o primeiro disco a sair pela própria gravadora da banda, Pema – na América, o lançamento é da Merge, do pessoal do Superchunk –, produzido pelo próprio Teenage, e com participação de Euros Child, do Gorky’s Zygotic Mynci. O disco começou a ser gravado ainda em 2008, no esquema sem pressa que tem caracterizado o grupo na última década – um álbum a cada cinco anos –, tem o mesmo tom reflexivo do anterior, ‘Man-Made’ (2005), e as velhas referências de Beatles, Byrds, Love, Big Star e Velvet Underground.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SLOAN – &lt;em&gt;Money City Maniacs&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Grupo canadense de Halifax, influências muito parecidas (pra não dizer absolutamente idênticas) às do Teenage (country rock californiano, psicodelia sessentista, power pop), sucesso estrondoso em casa, nem tanto fora – nem mesmo no vizinho Estados Unidos: contratados da Geffen Records, mesma gravadora do Nirvana, no auge do estouro grunge, foram deixados de lado pelo selo, que não percebeu que o momento de volta às raízes, “back to basic” do grunge tinha tudo a ver com os caras. O Sloan, que chegou a considerar encerrara as atividade à época, depois de ótimos discos como ‘Smeared’ (1993) e ‘Twice Removed’ (1994), deu seu grito de independência em 1995, restabelecendo-se com ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;One Chord to Another&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;1996&lt;/strong&gt;), sucesso tanto no Canadá quanto nos EUA. Seguiram-se outros grandes discos, como ‘Navy Blues’ (1998), um consagrador CD duplo ao vivo um ano depois, faixas em trilhas sonoras de filmes bacanas, uma coletânea fazendo a retrospectibva de seus primeiros 15 anos de carreira – estão na estrada desde 1991 –, sendo que seu último álbum é de 2008, ‘Parallel Play’.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEULAH – &lt;em&gt;A Good Man is Easy to Kill&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esta já encerrou as atividades – em 2004, com oito anos de carreira e cinco álbuns no currículo. A dupla de líderes, Miles Kurosky e Bill Swann, eram colegas em uma empresa em San Francisco, e, apesar de uma ligeira inmplicância mútua, juntaram-se pra fazer um som que lembrasse a psicodelia e o folk rock californianos dos anos 1960 (Byrds, Love, Buffalo Springfiled, Beach Boys). Juntaram-se ao pessoal da Elephant 6 (selo/cooperativa de Neutral Milk Hotel, Olivia Tremor Control e Apples in Stereo, entre outras bandas, com as quais, por sinal, o Beulah também excursionou). ‘When Yourheartstrings Break’ (1999), gravado no capricho com vários músicos adicionais executando flautas, arranjos de cordas e órgãos, e ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Coast Is Never Clear&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;2001&lt;/strong&gt;, curiosamente lançado em 11 de setembro, dia dos ataques terroristas às torres gêmeas e ao prédio do Pentágono) são seus discos mais conhecidos e aclamados.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º bloco: &lt;br /&gt;UNKLE (c/ SLEEPY SUN) – &lt;em&gt;Follow Me Down&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Projeto do dono do selo Mo’ Wax, o DJ inglês James Lavelle, que faz um mix de batidas de hip-hop com gêneros variados da electronica. Já teve em suas fileiras DJ Shadow, gravou com uma série imensa de convidados bacanas – Thom Yorke (Radiohead), Richard Ashcroft (ex-Verve), Mike D (Besatie Boys), Jason Newsted (ex-Metallica), Josh Homme (Queens of the Stone Age), Ian Astbury (Cult) –, uma cacetada de remixes para bambambans que vão do Portishead a Howie B, fez trilha sonora para documentários, e tá de ábum novo, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Where Did the Night Fall&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;lançado em maio&lt;/strong&gt;, com nova formação, que inclui Pablo Clements no lugar de Richard File, como companheiro de Lavelle, mais uma penca de convidados legais (Mark Lanegan, The Black Angels, Big Japan, e o som mais “orgânico”, com um time de músicos, além da parafernália eletrônica.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BOMB THE BASS (c/ GUI BORATTO &amp; RICHARD DAVIES) – &lt;em&gt;Price On Your Head&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um dos nomes fundamentais da cena eletrônica britânica da virada dos anos 1980 para os 90, o DJ londrino Tim Simenon é um garoto-prodígio. Começou discotecando no Wag Club londrino ainda adolescente, em meados dos anos 1980, logo passou a fazer experimentos com teclados eletrônicos e beatboxes, fez curso de produção num college londrino e com 20 anos de idade já gravava um dos discos que impulsionaram a cena rave – ‘Into The Dragon’ (1988). Tornou-se logo referência, produzindo singles clássicos como ‘Buffalo Stance’, de Neneh Cherry, e ‘Crazy’, de Seal, mais tarde colaboraria com Sinéad O’Connor, Bono, Massive attack, Bowie, Depeche Mode, Primal Scream, mas aos poucos a carreira de produtor foi fazendo que a de performer fosse ficando de lado: apenas dois álbuns foram lançados na década de 1990 – e na primeira metade. Mas eis que há dois anos, o cara resolve dar as caras de novo com material próprio: ‘Future Chaos’ veio em 2008, com as participações de Jon Spencer e Mark Lanegan, entre outros, e teve boas críticas, assim como &lt;strong&gt;o novo&lt;/strong&gt;, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Back to Light&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, que conta com o auxílio de um dos nomes mais quentes da electronica hoje, o brasileiro Gui Boratto, e o vocalista Richard Davies, do Muse, entre outros convidados.         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GONJASUFI – &lt;em&gt;Dednd&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sumach Ecks é o verdadeiro nome deste DJ californiano de San Diego, bicho-grilo de carteirinha (tem longos dreadlocks), que é também instrutor de ioga, começou seus experimentos musicais fazendo rap com o pessoal do Masters of Universe, trabalhou ainda como DJ no projeto Killowatz, até que resolveu se dedicar ao seu trabalho-solo chamado Gonjasufi (em shows, ele já usou os nomes de Sumach Valentine e Randy Johnson). Já viveu na praia, depois no deserto, e desde 2006, com o auxílio de Flying Lotus e Gaslamp Killer, baluartes do hip-hop underground, vem lançando seu material, com fartas referências à psicodelia sessentista mais hard, com som tecaldinhos vintage e guitarras com pedal de fuzz, à música oriental, ao hip-hop mais entorpecido dos anos 1990 e ao funk viajandão de George Clinton e seu P-Funk. Gonjasufi tem apenas um álbum, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A Sufi and a Killer&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;lançado este ano&lt;/strong&gt;, pelo selo Warp.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º bloco: ORANGE JUICE – ‘&lt;em&gt;You Can’t Hide Your Love Forever&lt;/em&gt;’ (1982)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cult band escocesa de Glasgow, formada na Segunda metade dos anos 1970, impulsionou a forte cena musical de seu país (Josef K, Fire Engines, Scars) na década seguinte, com um pop inteligente, vibrante, com muita influência da soul music americana e que tornou-se referência para inúmeros grupos que vieram depois – inclusive o citado Teenage Fanclub, que abriu este programa, The Vaselines, Aztec Camera. Não chegaram a durar uma década, deixaram apenas três álbuns (os dois primeiros são clássicos), mas revelaram ao mundo o talento do cantor e compositor Edwyn Collins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As origens do OJ remetem ao ano de 1976, quando Collins fundou seu primeiro grupo, o Nu-Sonics (tomando emprestado o nome de um marca de guitarra barata), que tinham em sua formação , além de Collins como cantor e guitarrista, o baixista David McClymont, o baterista Steven Daly e o guitarrista James Kirk. Adotaram o nome de “suco de laranja” em 1979, ano em que Collins completava 20 anos de idade – ele nasceu em Edimburgo em 23 de agosto. O Orange Juice foi uma das primeiras bandas do pós-punk britânico a assumir influências do funk e da disco – mas num clima mais melódico, menos ruidoso e agressivo que a dissonante Gang Of Four, por exemplo. A temática das canções também diferia da maioria das bandas do período: as letras otimistas tinham até um certo ar de ingenuidade e inocência raros então. Embora Collins fosse o principal compositor do grupo, Kirk também compunha e cantava suas composições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O single de estreia do grupo veio no começo de 1980: ‘Falling and Laughing’, gravada ao custo de menos de 100 libras, e saiu por um selo chamado Postcard, especializado em pop indie de qualidade. Teve ótima repercussão junto à imprensa especializada, assim como os posteriores, já preparando o terreno para o aguardado primeiro álbum, que acabaria sendo lançado por uma major: a essa altura, a Polydor levou o passe dos caras e bancou o resto das gravações. ‘You Can’t Hide Your Love Forever’ saiu em março de 1982, e logo depois a formação do Orange Juice era modificada, com a entrada do guitarrista Michael Ross (oriundo de outra influente banda escocesa do período, o Josef K) e do baterista Zeke Manyika (africano do Zimbábue) e as saídas de Daly e Kirk. ‘Rip It Up’, o disco seguinte, foi ainda mais aclamado que o anterior, a faixa-título rendeu o único hit do grupo nas paradas (oitavo lugar na parada de singles britânica), e influenciaria, com sua levada funk e uso de sintetizadores, boa parte da acid house britânica do final da década de 1980. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no começo de 1984,  Ross e McClymont, os últimos remanescentes da formação original além de Collins, também resolveram pular fora, e o terceiro disco, ‘The Orange Juice’, foi gravado por Collins, Manyika e músicos convidados – antes, a dupla ainda lançaia um E.P., chamado ‘Texas Fever’. Desmobilizado, o Oranje Juice encerraria as atividade logo depois, e, de maneira curiosa, a gravadora que resolvera dispensar Collins decidiu lançar Manyika como artista-solo. Collins só voltaria a ter um hit em, 1995, quando a canção ‘A Girl Like You’, de seu terceiro álbum, ‘Gorgeous George’, lançado um ano antes, foi parar na trilha do filme ‘Empire Records’. Mas com a ascensão de novas bandas escocesas ao cenário pop mundial, nos anos 1990 e 2000, como Belle &amp; Sebastian, Franz Ferdinand, ... o interesse pela música do Oranje Juice volotou, e a coletânea ‘The Glasgow School’, lançada em 2005, foi considerada a melhor reedição daquele ano pela revista inglesa Uncut. Para esse ano, o selo americano Domino promete a reedição dos três álbuns.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Falling and Laughing&lt;br /&gt;Tender Object&lt;br /&gt;L.O.V.E. Love&lt;br /&gt;Three Cheers For Our Side&lt;br /&gt;Felicity&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-1905959582323487249?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/1905959582323487249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/07/companhia-magnetica-no-radio-44.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/1905959582323487249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/1905959582323487249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/07/companhia-magnetica-no-radio-44.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (44)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-3971903469897421287</id><published>2010-07-16T12:57:00.000-07:00</published><updated>2010-07-16T13:05:23.380-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (43)</title><content type='html'>O programa deste &lt;strong&gt;sábado&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;dia 17&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;às 22h&lt;/strong&gt;, na &lt;strong&gt;FM CULTURA &lt;/strong&gt;(&lt;strong&gt;107.7&lt;/strong&gt; no dial ou &lt;strong&gt;www.fmcultura.com.br &lt;/strong&gt;na rede) tem psicodelia, nu rave, power pop e um clássico do punk feminista. Enjoy!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;STARDEATH AND WHITE DWARFS – &lt;em&gt;New Heat&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pintando mais uma vez por aqui, desta vez sozinha: a banda de Dennis Coyne, sobrinho do líder dos Flaming Lips, Wayne Coyne, já tinha dado as caras em CM antes, quando do lançamento da versão de ‘The Dark side of The Moon’, gravada pelas duas bandas. As referências do Stardeath são muito parecidas com as da banda de titio Wayne: um rock experimental com boas melodias e climão psicodélico. Curiosamente, também são da mesma gravadora, a toda-poderosa Warner Brothers. Procedente de Norman, Oklahoma, na ativa desde 2004, o grupo de Dennis Coyne tem excursionado pela América com bambambans do cenário alternativo como Explosions in the Sky, Deerhoof, Band of Horses e, claro, os Flaming Lips. &lt;strong&gt;O primeiro álbum&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;lançado em junho do ano passado&lt;/strong&gt;, cinco anos depois do E.P. de estreia, chama-se ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Birth&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OF MONTREAL – &lt;em&gt;Coquet Coquette&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Prolífica banda americana – tá lançando o 10º álbum em 13 anos de carreira, que incluem ainda vários singles, E.P.’s e coletâneas –, é natural de Athens, na Georgia, lar do R.E.M., dos B-52’s e do Pylon, embora tenha perambulado pela Flórida, por Cleveland e por Minneapolis. O OM é a empresa de um cidadão chamado Kevin Barnes, maluco-beleza que batizou sua banda a partir de um pé-na-bunda que levou de uma garota canadense de Montreal, e surgiu na Segunda geração de bandas do selo/cooperativa Elephant 6, uma comunidade de artistas que emergiu na primeira metade dos anos 1990 que mixava o som lo-fi então em voga com o folk psicodélico sessentista e da qual faziam parte Olivia Tremos Control, Elf Power, Apples In Stereo e Neutral Milk Hotel, entre outros. A diferença básica para esses é que o Of Montreal tem referências mais variadas, que vão da new wave ao vaudeville, além de elementos teatrais. O &lt;strong&gt;novo álbum&lt;/strong&gt;, que &lt;strong&gt;tá saindo &lt;/strong&gt;lá fora, chama-se ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;False Priest&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;KLAXONS – &lt;em&gt;Flashover&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Trio londrino que faz rock largamente influenciado pela dance music, em especial o luminoso período entre o final dos anos 1980 e o começo da década seguinte, ou seja, a explosão da cena rave britânica – consta até que foi o baixista, cantor e compositor Jamie Reynolds quem cunhou o termo “nu-rave”, inicialmente para designar o som do seu grupo, mas o rótulo acabou pegando também em outras bandas que fazem esse tipo de som, como The Sunshine Underground, Hot Chip, Shitdisco e até o brasuca Cansei de Ser Sexy. O Klaxons, desde os primeiros singles, virou queridinho de publicações como a revista inglesa NME, o álbum de estreia, ‘Myths of the Near Future’, saiu em 2007, e &lt;strong&gt;o novo&lt;/strong&gt;, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Surfing the Void&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;tá previsto pro final do mês que vem&lt;/strong&gt;.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;2º bloco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THE GO-BETWEENS – &lt;em&gt;Magic in Here&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Clássica banda australiana de Brisbane, formada em 1978. Típica organização cult, teve um séquito pequeno porém fiel de fãs, grande respeito da crítica, fazendo um som com referências inatacáveis (Velvet Underground, Bob Dylan), deixando discos significativos em selos bacanas como os ingleses Rough Trade e Beggars Banquet – chegaram até a se mudar pra Londres num dado momento. Os donos da bola, os guitarristas, vocalistas e compositores Grant McLennan e Robert Forster, foram encorajado por ninguém menos que os Saints, banda proto-punk dos anos 1970, referência inesgotável do rock australiano. Os GB encerraram as atividades no auge, no último dia de de 1989, um ano após o lançamento de seu sexto – e, segundo críticos e fãs, melhor – disco, ‘16 Lovers Lane’. Voltaram uma década depois, lançando o ótimo ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Friends of Rachel Worth&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;2000&lt;/strong&gt;), com Foster e McLennan fazendo-se acompanhar por importantes músicos da cena indie americana, como Janet Weis (baterista do Quasi e do Sleater-Kinney), Sam Coomes (ex-parceiro de Elliot Smith no Heatmiser, tecladista do Quasi) e Corine Tucker (cantora e guitarrista do Sleater-Kinney). Deixaram mais dois álbuns de estúdio e um ao vivo, até a morte, por ataque cardíaco, de MacLennan, em maio de 2006.         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ELECTRAFIXION – &lt;em&gt;Lowdown&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Banda inglesa de Liverpool que durou apenas dois anos, deixando apenas um álbum, hoje um tanto esquecido, mas que serviu para o nobilíssimo propósito de reeditar a clássica parceria entre o vocalista e compositor Ian McCulloch e o guitarrista Will Seargent, pouco mais de cinco anos de Mac ter deixado o Echo &amp; The Bunnymen – que continou um tempinho sem ele, até que se deu conta de que sem o seu homem de frente não fazia o menor sentido continuar. Mais pesado e barulhento que o Echo, com guitarras mais turbinadas, claramente influenciadas pela onda grunge de então, o Electrafixion acabou servindo para animar a dupla Mac e Will a ressuscitar o Echo. Além dos dois, o grupo, que lançou ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Burned&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ &lt;strong&gt;em 1995&lt;/strong&gt;, ainda tinha o baixista Tony McGuigan.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SUGAR – &lt;em&gt;Gee Angel &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outra banda de curtíssima duração (1992-95), formada pelo cantor, compositor e guitarrista Bob Mould, ex-Hüsker Dü, com o baixista David Barbe e o baterista Malcolm Travis, e mais ou menos com as mesmas referências – violões suaves e guitarras barulhentas, melodia e distorção convivendo em paz – que a ex-banda do frontman, apenas com uma pega a mais pop, sem tanto aquela estridência que era influência do hardcore do HD. Mould havia lançado dois álbuns solo muito bem recebidos após o fim do Hüsker Dü, em 1987, e com o Sugar registraria apenas dois – ‘Copper Blue’ (1992), o disco mais bem sucedido de toda a carreira do cara, disco de ouro no mercado americano, e ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;File Under: Easy Listening&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;1994&lt;/strong&gt;) –, além do E.P. ‘Beaster’ (1993), até decidir-se pela volta à carreira solo. O Sugar ainda deixou uma coletânea de lados B de singles, chamada ‘Besides’, tão bacana quanto os álbuns de carreira.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º bloco: X-RAY SPEX – ‘&lt;em&gt;Germ Free Adolescents&lt;/em&gt;’ (1978)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das principais bandas da explosão punk britânica dos anos 1970, junto com os Sex Pistols, Clash e o Damned, formada em Londres em 1976, registrou seu único álbum em 1978, encerrou as atividades um ano depois, mas é referência até hoje, principalmente para as bandas femininas – e feministas: Beth Ditto, do Gossip, sempre cita o X-Ray Spex como uma de suas bandas favoritas, o nome da banda já apareceu na letra de uma das músicas do Le Tigre e literalmente todas as riot grrrls pagam um tributo violento à banda da mítica cantora e compositora Poly Styrene. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poly – ou Marion Joan Elliot Said, seu nome de batismo, nascida em 1957 filha de mãe secretária e pai somali de origem aristocrata mas que perdeu tudo e sumiu de vista – tem uma trajetória das mais fantásticas: aos 15 anos de idade, saiu de casa com apenas três libras no bolso, pegando a estrada e indo de carona de festival de rock em festival de rock, hospedando-se nos famosos ‘squats’ (casas abandonadas onde viviam comunidades punk) até pisar num prego enferrujado, contrair septicemia e ter de encerrar a brincadeira. Impressionada depois de assistir a um show dos Pistols, resolveu formar sua própria banda, com o auxílio da amiga Lora Logic (ou Susan Whitby, saxofonista, que logo depois formaria o The Essential Logic), então com apenas 16 anos – Poly tinha 19. O primeiro single do X-Ray, lançado em outubro de 1977, é um clássico absoluto: ‘Oh Bondage, Up Yours!’ é um dos grandes hinos feministas da história do rock. Além das canções de teor feminista, o principal tema das letras de Poly era o consumismo e a alienação da juventude de seu tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único álbum gravado pelo X-Ray Spex, ‘Germ Free Adolescents’, saiu em novembro de 1978, saudado pela crítica britânica como um dos melhores discos daquele ano, e a banda então já não contava com Lora Logic, que havia sido saída do grupo (sua participação nos arranjos das canções sequer é creditada), entrando em seu lugar Rudi Thompson. Mas a banda teria vida curtíssima mesmo. Após um show em Dorchester, Poly teve uma visão de uma luz cor-de-rosa vinda do céu e objetos caindo que se desintegravam quando ela os tocava. Sua mãe, achando que a garota estivesse alucinando, a internou em um hospital, e o primeiro diagnóstico foi de esquizofrenia, acompanhado pela recomendação de que ela não voltasse a trabalhar nunca mais. Mais tarde, o diagnóstico seria “abrandado” para transtorno bipolar, o que a levou a uma série de idas e vindas de hospitais. Vendo a coisa em retrospecto, mais tarde Polly disse que o perído até foi positivo: apesar de Ter de parar de tocar justo no momento em que sua banda acontecia, ela acha que foi bom sair da mira dos holofotes por um tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressurgiu pouco tempo depois modificada. Virou hare krishna e lançou um elogiado disco-solo, ‘Translucence’, em 1981, gravado inclusive nos estúdios pertencentes ao movimento. Ainda soltou um míni-LP chamado ‘God’s &amp; Godesses’, em 1986, e um novo álbum só viria em 2004, ‘New Age Flower Aeroplane’. O X-Ray Spex foi reeditado algumas vezes ainda – para um show-surpresa em Londres, em 1991, e depois para um novo disco (com Polly, Lora Logic e o baixista Paul Dean da formação original), chamado ‘Conscious Consumer’, lançado em 1995. Há dois anos, teve mais um comeback, para um show absolutamente lotado de 3.000 entusiasmados fãs: o concerto realizado no dia 6 de setembro no The Roadhouse londrino, descrito como “áspero” pela imprensa da ilha, foi lançado em disco dois meses depois, ‘Live @ the Roundhouse London 2008’. Hoje, uma amadurecida Poly Styrene, se auto-define como “uma observadora, não uma artista torturada que compõe a partir de suas torturadas experiências. Uma pessoa que usa a palavra e as ideias, tendo um sorriso no rosto sobre tudo, que trata de puxar a coisa pra cima”. Sua filha, Celeste Bell, também é cantora de uma banda, o Debutant Disco, radicado em Madri.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;The Day The World Turned Day-Glo&lt;br /&gt;Identity&lt;br /&gt;Germ Free Adolescents&lt;br /&gt;Warrior in Woolworths&lt;br /&gt;Highly Inflammable&lt;br /&gt;Oh Bondage, Up Yours!&lt;/em&gt; (*)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(*) 1º e clássico single da banda, não saiu no álbum original, mas consta de edições posteriores como faixa-bônus&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-3971903469897421287?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/3971903469897421287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/07/companhia-magnetica-no-radio-43.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/3971903469897421287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/3971903469897421287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/07/companhia-magnetica-no-radio-43.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (43)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-2961163430386613688</id><published>2010-07-16T12:49:00.001-07:00</published><updated>2010-07-16T12:57:30.780-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (42)</title><content type='html'>Sorry, babies. Aí vai o playlist do &lt;strong&gt;programa do &lt;/strong&gt;sábado passado, &lt;strong&gt;dia 10&lt;/strong&gt;, só pra registro - novamente tivemos problemas técnicos, além de atribuições em excesso (you can believe that). Em instantes, o desta semana. See Ya.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MALE BONDING – &lt;em&gt;Pirate Key&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Trio londrino que faz um som garageiro mas com boas melodias, começou há dois anos tocando numa festa de amigos e logo já fundava seu próprio selo de gravação, Paradise Vendors Inc. A primeira aparição em disco foi em um álbum-tributo ao Flipper, e logo seguiram-se uma tour pelo Reino unido com as Vivian Girls, além de shows com algumas bandas bacanas que a gente já mostrou aqui, como HEALTH e Fucked Up. Após assinarem com o selo americano Sub Pop, no passado, gravaram seu álbum de estreia, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nothing Hurts&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, que &lt;strong&gt;saiu há pouco&lt;/strong&gt;.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BEST COAST – &lt;em&gt;Boyfriend&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Duo americano com base em Los Angeles, formado ano passado pela cantora Bethany Cosentino, que aos 17 anos já postava suas canções no MySpace, sob o codinome Bethany Sharayah. Desses tempos inicias de voo solo no universo virtual, chegou a trair o interesse de várias gravadoras, mais assustada, Bethany achou que não não estava preparada, e acabou dedicando-se aos estudos e participando de um projeto experimental chamado Pocahaunted, até estabelecer a parceria com o múlti-instrumentista Bobb Bruno e gravar as primeiras demos do Best Coast, inspirado na surf music dos anos 1960, nas girl groups clássicas (como Ronettes, Shangri-Las e Supremes), no som lo-fi dos anos 1990 e no punk pop. De cara, viraram sensação do universo indie com o E.P. ‘Where the Boys Are’, que apareceu em várias listas de melhores lançamentos do ano passado, a agora reaparecem com o álbum de estreia, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Crazy For You&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;recém-lançado&lt;/strong&gt;.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CLUB 8 – &lt;em&gt;Shape Up!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Veterana banda sueca, tá na estrada já há quinze anos, &lt;strong&gt;lançou em maio seu sétimo disco&lt;/strong&gt;, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;The People’s Record&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, novamente investindo no ecletismo: as referências vão da MPB ao trip-hop, da música do oeste africano ao noise, do synthpop oitentista a bandas clássicas do pós-punk britânico. O C8 é basicamente um projeto da dupla Karolina Komsted e Johan Angergard, que já havia trabalhado junta em um outro grupo, chamado Poprace. O curioso é que o Club 8, um dos contratados da prestigiada Labrador Records, o mais conceituado selo indie nórdico, fez o caminho inverso da maioria das bandas: estreou primeiro em disco, gravando três faixas para um E.P., em 1995, só debutando nos palcos três anos depois, e longe de casa, no famoso CMJ Festival em Nova Iorque.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE DRUMS – &lt;em&gt;Forever and Ever Amen&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Mais uma banda americana que foi sensação no ano passado, por conta de seu E.P. de estreia, ‘Summertime!’, e que dá as caras agora com seu &lt;strong&gt;primeiro álbum&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;homônimo&lt;/strong&gt;. A música do The Drums tem um quê de anos 1950 nas melodias, mixado aum instrumental que é cria direta do pós-punk oitentista. Jonathan Pierce e Jacob Graham, respectivamente vocalista e guitarrista, são os donos da bola, e se conhecem desde a adolescência, quando tiveram outra banda, chamada Goat Explosion. O guitarrista Adam Kessler e o baterista Connor H completam a formação do grupo, que teve ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Drums&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ lançado primeiro na Inglaterra e só depois no mercado americano.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º bloco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAUL WESTERBERG – &lt;em&gt;High Time&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ex-líder de uma das mais influentes e queridas bandas do rock americano dos anos 1980, os Replacements, que encerraram as atividades em 1991. No ano seguinte, o cara já iniciava o voo solo, com duas faixas na trilha do filme ‘Singles – Vida de Solteiro’, comédia romântica passada em Seattle no auge do grunge – que teve os Replacements, por sinal, como uma de suas principais referências. O primeiro disco-solo, ’14 songs’, de 1993, teve a mesma recepção de quase todos os álbuns de sua ex-banda: ótimas críticas, vendas nem tanto. O trabalho mais recente de Paul, americano de Minneapolis, Minesotta, 50 anos completados no último dia de 2009, é ’49:00’, lançado em 2008. &lt;strong&gt;Em 2002&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;saiu&lt;/strong&gt; – inclusive no Brasil –, um curioso álbum duplo chamado ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Stereo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’/‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mono&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, com um disco gravado em mono e outro em estéreo – sendo que o primeiro chegou a ser lançado antes, sozinho, creditado à identidade secreta de Westerberg, Grandpaboy.      &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;GRANT HART – &lt;em&gt;Nobody Rides For Free&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Grantzberg Vernon Hart, um dos raros bateristas/cantores da história do rock, também excelente compositor, fez história atrás do drum kit de outra instituição do rock americano dos anos 1980 – e assim como os Replacements também de Minneapolis –, o trio Hüsker Dü. Banda que acabou em 1987, no auge, depois de lançar um de seus clássicos, o álbum duplo ‘Warehouse – Songs and Stories’. Um ano depois, era o primeiro ex-Hüsker Dü a lançar um trabalho solo, o E.P. ‘2541’, eminentemente acústico. Em 1989, formou novo trio, o Nova Mob, que deixou apenas dois discos e foi desfeito cinco anos depois. Tendo enfrentado sérios problemas com drogas durante muito tempo, Hart, nesses 23 anos de carreira-solo desde a dissolução dos Hüskers – que teria como um de suas causas determinantes exatamente os abusos do cara –, gravou apenas cinco álbuns, o último deles ‘Hot Wax’, lançado no ano passado. Um de seus melhores trabalhos é ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Good News For Modern Man&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;de 1999&lt;/strong&gt;.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EVAN DANDO – &lt;em&gt;Hard Drive&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outro sujeito vira e mexe às voltas com problemas com abusos químicos, que muito já prejudicaram sua carreira e quase abreviaram, sua vida, Evan Griffith Dando, nascido em Boston em 1967, cresceu ligado na dourada geração dos anos 1980 do rock americano – em especial Replacements e Hüsker Dü – e formou os Lemonheads antes de completar 20 anos. Misturando melodias ensolaradas com energia punk, o grupo deu o que falar na primeira metade dos anos 1990, em álbuns como ‘It’s a Shame About Ray’ (1991) e ‘Come On Feel The Lemonheads’ (1993), mas a vida louca de Dando chegou a determinar, em meados dos 90’s, o encerramento das atividades dos Lemonheads, que acabaram voltando no começo dos 2000’s, tendo inclusive tocao em Porto Alegre, no Bar Opinião, em 2004. Entre os discos-solo de Dando, um dos destaques é o segundo, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Baby I’m Bored&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’,&lt;strong&gt; de 2003&lt;/strong&gt;.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º bloco: THE TEARDROP EXPLODES – ‘&lt;em&gt;Kilimanjaro&lt;/em&gt;’ (1980)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Banda inglesa de Liverpool da primeira geração do rock a receber o rótulod e “neo-psicodélica”, no finalzinho dos anos 1970/início dos 1980, e que tinha como um de seus baluartes justamente um conterrâneo dos TE, o Echo &amp; The Bunnymen, cujo vocalista, Ian McCulloch, participara antes de um trio chamado The Crucial Three, que contava ainda com Pete Wylie, que depois formaria o Wah!, e uma folclórica figura apaixonada por krautrock e drogas alucinógenas chamada Julian Cope, que logo também formaria sua própria banda ... os Teardrop Explodes, que iniciou suas atividades em 1978 tirou seu nome (‘A Lágriam Explode’) de uma história em quadrinhos da Marvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som do TE, assim como o do Echo, pagava um tributo violento aos Doors, principalmente pelo farto uso dos teclados, o que os aproximava também do electropop então vigente. Seu primeiro single, ‘Sleeping Gas’, teve boa recepção, assimo como o seguinte, ‘Bouncing Babies’. Esse, lançado em julho de 1979, deu muito o que falar: ancorado no poderoso e incisivo som dos teclados do recém-chegadoGerald Quinn, que substituía o organista original Paul Simpson, e na distorção da guitarra de Michael Finkler, herdeira do melhor rock de garagem dos anos 1960, a músia teve acolhida entusiasmada, mas o single inexplicavelmente logo sumiu das lojas, o que acabou inspirando uma curiosa homenagem de uma banda chamada The Freshies, que gravou uma canção sobre o fato, ‘I Can’t Get (Bouncing Babies by The Teardrop Explodes)’ – ‘Eu Não Acho (Bouncing Babies dos The Teardrop Explodes)’. Os dois singles posteriores, ‘Treason’ e ‘When I Dream’, chegaram até as paradas britânicas. Todas essas canções foram incluídas no álbum de estreia, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Kilimanjaro&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;lançado em outubro de 1980&lt;/strong&gt;.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que o Teardrop Explodes, ao contrário do Echo, jamais conseguiu formar um séquito de fãs fora do universo underground, e a banda só conseguiu lançar mais um disco, ‘Wilder’, em 1981, antes de encerrar as atividades. Ainda sairia um último álbum, mas só em 1990, ‘Everybody Wants to Shag ... The Teardrop Explodes’, gravado pouco antes da dissolução, em 1983. Julian Cope, desde então, partiu para em carreira-solo, bem-sucedida na Inglaterra, mas pouco conhecida fora dela. Ele também é escritor, tem quatro livor publicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ha Ha  I’m Drowning&lt;br /&gt;Sleeping Gas&lt;br /&gt;Treason&lt;br /&gt;Bouncing Babies&lt;br /&gt;When I Dream&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-2961163430386613688?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/2961163430386613688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/07/companhia-magnetica-no-radio-42.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/2961163430386613688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/2961163430386613688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/07/companhia-magnetica-no-radio-42.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (42)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-7363905493302424797</id><published>2010-07-02T10:25:00.000-07:00</published><updated>2010-07-02T10:41:30.835-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (41)</title><content type='html'>Tá aí o programa deste &lt;strong&gt;sábado&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;03/07&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;às 22h&lt;/strong&gt;, na &lt;strong&gt;FM CULTURA&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;107.7&lt;/strong&gt; no dial ou &lt;strong&gt;www.fmcultura.com.br &lt;/strong&gt;na rede). Conforme o anunciado, um &lt;strong&gt;especial&lt;/strong&gt; bacana &lt;strong&gt;do Sonic Youth&lt;/strong&gt;, reunindo os três discos lançados na segunda metade dos anos 1980 - os últimos independentes, antes de asinarem com a Geffen e por lá ficarem quase 20 anos, e também os mais importantes, por serem os atestados definitivos da maturirade do quarteto novaiorquino, equilibrando o noise e as vanguardices da cena no wave com o pop e o rock. Enjoy!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco: ‘&lt;em&gt;&lt;em&gt;EVOL&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;’ (1986) &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sonic Youth tinha um míni-LP, dois álbuns e aproximadamente cinco anos de carreira, em 1986, quando o rumo da sua música passou a mudar. Antes associado à cena no wave novaiorquina (Swans, Lydia Lunch), ao lançar ‘EVOL’ abraçava de forma mais direta referências do pop e do rock também – sem deixar de lado as famosas experimentações, como as mudanças de afinações das guitarras, por vezes tocadas com baquetas e até chaves de fenda (!), o farto uso de feedback e drones, criando assim uma atmosfera densa, ruidosa, hipnótica e dissonante, herança das participações de Thurston Moore e Lee Ranaldo na orquestra de guitarras do compositor de vanguarda Glenn Branca, além da influência de compositores minimalistas como John Cage e Steve Reich e o free jazz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘EVOL’, lançado em maio de 1986, foi o primeiro disco do Sonic Youth com Steve Shelley na bateria – em substituição a Bob Bert –, o que também colaborou decisivamente para a nova dinâmica da música da banda, e também o primeiro pelo lendário selo californiano SST Records, de Greg Ginn, ex-guitarrista do Black Flag, e que lançou, entre outros, os Meat Puppets, o Hüsker Dü, o Minutemen e o Dinosaur Jr., além do próprio Black Flag. O pessoal do Sonic Youth sempre foi fã da gravadora, com Lee chegando a dizer que era “a única companhia em que nós realmente faríamos tudo para estar”. O terceiro álbum do grupo teve participações de velhos amigos: a doidona Lydia Lunch e o baixista Mike Watt, ex-Minutemen. Esse último credita à convivência com a banda sua decisão de continuar a tocar: deprimido com a morte de seu amigo D Boon, vocalista e guitarrista do Minutemen, em dezembro de 1985, que decretou o fim da banda, havia decidido abandonar a carreira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tom Violence&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Shadow of a Doubt&lt;/em&gt; (*)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Green Light&lt;br /&gt;Express to Yr. Skull&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(*)&lt;/strong&gt; A letra faz referência ao filme homônimo de Alfred Hitchcock, ‘A Sombra de Uma Dúvida’ (1943), e também a ‘Pacto Sinistro’ (1951)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º bloco: SONIC YOUTH – ‘&lt;em&gt;Sister&lt;/em&gt;’ (1987)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais equilibrado que o disco anterior na mistura de experimentalismos e melodia, ‘Sister’, lançado em junho de 1987, foi também a confirmação da maturidade do Sonic Youth, e o primeiro em que o senso melódico começa a passar à frente – sem, contudo, deixar de lado as vanguardices que sempre caracterizaram o som do quarteto. É também o primeiro disco conceitual dos caras, parcialmente inspirado em um episódio que marcou a vida do escritor de ficção científica Philip K. Dick (‘Andoides Sonham com Carneiros Elétricos?’, conto que deu origem a ‘Blade Runner’, ‘O Homem Duplo’): o título refere-se à irmã do autor, que morreu logo após o parto, fato que atormentou Dick por toda a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Sister’, todo gravado em equipamento analógico, pra dar um ar “vintage” à sonoridade, foi o segundo e último álbum pela SST, e é tido como um dos melhores discos não só do Sonic Youth e do som indie, mas mesmo do rock dos anos 1980, só perdendo para o álbum seguinte do grupo. Foi também o primeiro deles a sair no Brasil, em vinil, pelo selo Stilleto (com distribuição da Eldorado).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Schizophrenia&lt;br /&gt;Tuff Gnarl &lt;br /&gt;White Kross&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º bloco: SONIC YOUTH – ‘&lt;em&gt;Daydream Nation&lt;/em&gt;’ (1988)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco mais ambicioso do Sonic Youth – era, originalmente, um álbum duplo em vinil –, foi também o último do grupo a sair por um selo independente (o Enigma, com quem a banda teria problemas), em maio de 1988. Foi gravado em um estúdio localizado em um porão em Nova Iorque, com co-produção e engenharia de som de Nick Susano, um sujeito que mal conhecia o grupo. Expert em hip-hop, mostrou para o grupo seu trabalho em ‘Black Steel in the Hour of Chaos’, do Public Enemy, temendo a reação dos caras, mas eles gostaram. Agendaram, então, três semanas de gravações ao custo de U$ 1.000 ao dia, mas as longas jams do quarteto, além da insatisfação de Kim Gordon com alguns de seus vocais, fizeram com que o custo final da empreitada chegasse a U$ 30.000, o que levou Thurston a chamar ‘Daydream Nation’ de “nosso primeiro álbum não econômico”. O método de composição mudou neste quinto álbum do quarteto: ao invés de Thurston levar as ideias básicas de melodias e progressões de acordes para os ensaios, como de costume, o grupo preferiu as improvisações das suas tradicionais jam sessioms, que velhos amigos como Henry Rollins notavam serem uma característica marcante do grupo não muito explorada nos discos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançado em outubro de 1988, ‘Daydream Nation’ agradou de cara, sendo adotado pelas college radios americanas, pela imprensa especializada tanto americana quanto inglesa, e até frequentando as paradas: entrou em 99º lugar nos charts britânicos (o que não deixa de ser considerável para uma banda do undeground) e na 20ª posição da então recém-criada parada de ‘Modern Rock Tracks’ da revista americana Billboard. É, sem dúvida, um clássico do rock: em 2006, foi incluído numa nova leva de 50 álbuns a serem adicionados no Registro Nacional de Gravações da Biblioteca do Congresso Norte-Americano.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Teen Age Riot&lt;br /&gt;Eric’s Trip&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;(*)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Hey Joni&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;(**)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Candle &lt;em&gt;(***)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) baseada no famoso monólogo de Eric Emerson, músico, dançarino e ator,  em ‘Chelsea Girls’, filme de Andy Warhol&lt;br /&gt;(**) referência a Joni Mitchel, verdadeira obsessão dos caras, e também à clássica canção ‘Hey Joe’, de Billy Roberts, imortalizada por Jimi Hendrix&lt;br /&gt;(***) faz referência às velas queimando que estampam a capa e a contra-capa do disco, trabalho do artista alemão Gerhard Richter intitulado ‘Kerze’ (‘vela’, ou ‘candle’)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-7363905493302424797?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/7363905493302424797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/07/companhia-magnetica-no-radio-41.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/7363905493302424797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/7363905493302424797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/07/companhia-magnetica-no-radio-41.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (41)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-109094616689687792</id><published>2010-06-28T14:03:00.000-07:00</published><updated>2010-06-28T14:13:01.733-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (40)</title><content type='html'>Com atraso - problemas 'técnicos' e puro vacilo, mesmo -, vai aí o playlist do que tocou no último sábado, 26, no nosso 40o (!!!!!) programa. Sorry, moçada - mas fiquem ligados que no próxim tem um especial cascudo do Sonic Youth! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JESSE MALIN &amp; THE ST. MARK’S PLACE – &lt;em&gt;Burning the Bowery&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Novaiorquino do Queens, 42 anos, ex-vocalista do hardcore Heart Attack (na adolescência) e do giltter D Generation, desde 2001 em carreira-solo, gravando discos em que a tônica é o mix do som indie com as raízes da música americana – o folk, o blues, o country –, com fartas referências a Bob Dylan, Lou Reed, Neil Young e a seu ídolo Bruce Springsteen. Jesse já pintou por aqui no &lt;strong&gt;CM&lt;/strong&gt; com uma faixa de seu excelente disco de estreia, ‘The Fine Art of Sel-Destruction’ (2003, produzido pelo ex-Whiskeytown Ryan Adams), vem de um álbum de covers e outro ao vivo, lançados em 2008, e &lt;strong&gt;há pouco lançou &lt;/strong&gt;‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Love It to Life&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, tendo como banda de apoio o St. Mark’s Social, grupo que descobriu ano passado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BAND OF HORSES – &lt;em&gt;On My Way Back Home&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Americanos de Seattle, Washington, na estrada desde 2004, já com três álbuns no currículo, os dois primeiros pelo selo Sub Pop, uma das glórias da cidade, e o mais recente, &lt;strong&gt;o recém-lançado &lt;/strong&gt;‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Infinite Army&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, pela Fat Possum Records. O som é um mix de power pop com folk, country, harmonias vocais à Beach Boys ... Ou dseja, som indie com sabor de country rock californiano sessentista. Os múlti-instrumentistas Ben Bridwell e Mat Brooke são os sócios-fundadores do grupo, que agora é um quinteto, com todos colaborando nas composições.    &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;BLITZEN TRAPPER – &lt;em&gt;Heaven and Earth&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Também americanos, do noroeste, ali pertinho de Seattle – de Portland, Oregon, lar do cineasta Gus Van sant e um celeiro de bandas indie super bacanas há pelo menos uns vinte anos. O BT também tem influência do country e do folk (Neil Young, em especial), mas igualmente do som lo-fi dos anos 1990 e do art rock dos 1970’s. Eric Earley, cantor e compositor, é o líder do grupo, na ativa já há 10 anos, e que antes de assinar com a Sub Pop em 2008 lançou trÊs discos às próprias custas. O trabalho mais recente, o quinto, é ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Destroyer of the Void&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;lançado há pouco&lt;/strong&gt;.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JESUS AND MARY CHAIN – &lt;em&gt;Some Candy Talking&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Patrimônio do som indie de todos os tempos e mesmo da história do rock, responsável por um dos álbuns mais barulhentos que já se ouviu – prestes a completar 25 anos de lançamento –, passou por Porto Alegre há exatos 20 anos, deixando um zunido insistente nos tímpanos de quem esteve presente à sua performance no Salão de Atos da Reitoria da UFRGS. Havia pendurado as chuteiras em 1999, depois de 15 anos de estrada, muitos excessos e brigas dos irmãos Reid, Jim e William, mas a partir de uma bem-sucedida apresentação no Festival Coachella, em 2007 – com direito a participação de Scarlett Johansen –, os irmãos resolveram reatar a parceria, e um disco novo é esperado para breve. Entre a dissolução e a volta, os álbuns de carreira foram relançados, coletâneas e um caprichado box set foi colocado no mercado, dando aos velhos e novos fãs a chance de curtir velhos clássicos, como ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Some Candy Talking&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;single lançado em 1986&lt;/strong&gt;, um ano após o álbum de estreia, e a última gravação com o line-up original, tendo Douglas Hart no baixo e o dono do Priaml Scream, Bobby Gillespie, martelando um kit de bateria tão econômico quanto o de Moe Tucker no Velvet Underground.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE PASTELS – &lt;em&gt;Unfair Kind of Fame&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Conterrâneos – também são escoceses de Glagow – e contemporâneos – na verdade, são até mais antigos, estão na ativa desde 1982 – do Jesus, embora jamais tenham interrompido a carreira, não têm nem dez discos no currículo, pois lançam seus trabalhos com longos intervalos entre um e outro. Stephen Pastel, o líder, cantor, compositor e guitarrista, é o cara que fez a coisa acontecer na cena pop de meados dos anos 1980 na Escócia: seu lendário selo 53rd &amp; 3rd lançou, entre várias bandas importantes, sobretudo da famosa ‘class of 86’, os Shop Assistants, o BMX Bandits (embrião do Teenage Fanclub), os Vaselines e até o próprio Jesus And Mary Chain. A música simples, despojada, preguiçosa, mas emotiva e com boas melodias, foi então apelidada pela imprensa britânica de “shambling pop”, e os Pastels eram chamados de “anorak” band (anoraks são aquelas blusas de gola longa, tipo “cacharrel”, baratas e muito usadas pelo pessoal da época). O álbum mais recente dos Pastels é ‘Two Sunsets’, do ano passado, recém o segundo lançado nos anos 2000. A banda teve grandes momentos nos anos 1980 e 1990, e o &lt;strong&gt;E.P. &lt;/strong&gt;‘&lt;em&gt;Unfair Kind of Fame&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;de 1997&lt;/strong&gt;, é um deles.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WE’VE GOT A FUZBOXX (AND WE’RE GONNA USE IT) – &lt;em&gt;XXX Sex&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O “Jesus And Mary Chain de saias”, quarteto feminino inglês de Birmingham, durou apenas cinco anos (1985 a 1990), mas resolevu voltar este ano. As meninas era muito jovens quando gravaram &lt;strong&gt;o primeiro single&lt;/strong&gt;, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;XXX Sex&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;em 1986 &lt;/strong&gt;– a vocalista e violinista Vix não tinha 18 anos completos –, e deixaram dois álbuns. A propósito do nome da banda, a escolha deu-se a partir da frase pronunciada de maneira radiante pela múlti-instrumentista e também vocalista Maggie Dunne quando as garotas compraram seu primeiro pedal de distorção: “Nós temos um fuzzbox e vamos usá-lo!”.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THAT PETROL EMOTION – &lt;em&gt;Can’t Stop&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Contemporâneos do Jesus, dos Pastels e do Fuxxbos, só que irlandeses de Derry, deram o pontapé inicial em 1984, embora seus fundadores, os irmãos Sean (guitarra) e Damian O’Neil (baixo) já fossem veteranos: foram antes integrantes dos clássicos Undertones, a mais importante banda do punk irlandês (e que já foi atração do CM, naturalmente). O TPE fazia um rock igualmente energético, barulhento e politizado, com boas melodias e baseado no contraponto das duas guitarras. Tinha o atlético americano Seteve Mack como seu frontman e deixou apenas cinco discos, sendo o mais marcante deles o primeiro, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Manic Pop Thrill&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;de 1986&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º bloco: BRIAN ENO – ‘&lt;em&gt;Here Come the Warm Jets&lt;/em&gt;’ (1974)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um dos poucos caras na história da música pop e do rock que pode efetivamente ser chamado de gênio, cuja influência é incalculável não apenas por trafegar por vários estilos – antecipando alguns, inclusive –, mas principalmente por mudar a maneira como a música é percebida. Brian Eno, auto-intitulado ‘não músico’ (pra ele, sempre mais interessou a textura sonora do que as demonostrações de técnica), pioneiro da ‘ambient music’, artista múlti-mídia, um dos caras que primeiro e melhor fizeram a fusão de ritmos étnicos com o rock e o pop, produtor de discos marcantes do U2, David Bowie, Talking Heads, Laurie Anderson, Coldplay e outros, é verbete incontestável da música contemporânea.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian Peter George St. Baptiste de la Salle Eno, inglês de Woodbridge, nascido em 15 de maio de 1948, estudou arte na escola, tendo como inspiração inicial a pintura minimalista. Começou a utilizar um gravador como intrumento musical, inspirado em uma obra do compositor Steve Reich chamada ‘It’s Gonna Rain’, que era justamente uma “orquestra de tapes”. LaMonte Young, Terry Reilly e John Cage eram outras de suas referências, assim como as músicas que ouvia no rádio quando criança – o doo wop e os primódios do rock americano dos anos 1950, que conheceu ouvindo a rádio do exército americano, que tinha uma base na área rural de Suffolk, onde viviam Eno e sua família. Eno descreve essa música que ouvia na infância como “de marte”. Encorajado pelo pintor Tom Philips, seu professor no St. Joseph’s College, entrou na Scratch Orchestra de Cornelius Cardew, quando fez suas primeiras gravações. Daí para o rock ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eno entra no Roxy Music em 1971, mas num primeiro momento não participava dos shows, apenas limitando-se a operar seu sintetizador VCS3, a mesa de som e os tapes pré-gravados, mas logo ficou claro que as suas esquisitices ajudavam a definir mais claramente o conceito Roxy de fazer música – ‘Remake/Remodel’ –, retrabalhando influências que vinham da música pop americana, forjando um rock experimental. Outra coisa que logo ficou clara é que o Roxy era pequeno demais para suas duas figuras mais sui generis, Eno e o frontman Bryan Ferry, e depois do segundo disco do grupo, ‘For Your Pleasure’, de 1973, Eno decidiu pular fora, já tendo engatilhada uma colaboração com outra figura da vanguarda do rock, o guitarrista Robert Fripp, do King Crimson, no álbum ‘Pussyfooting’. Mas seu primeiro álbum-solo ainda marcado pelas experiências glam do Roxy, viria no ano seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Here Come The Warm Jets’, recheado de participações especiais (o citado Fripp, o guitarrista Chris Spedding, o baixista Busta Jones, e todo o Roxy Music à exceção de Bryan Ferry), foi gravado de maneira pouso usual: Eno queria juntar músicos cujos estilos não tivessem nada a ver uns com os outros – de preferência, com formações até mesmo antagônicas. Orientava os caras utilizando linguagem corporal e dança, e pedia que os caras cantassem versos nonsense, que seriam a base para as futuras letras das canções. Depois que cada um gravava sua parte em separado, Eno condensava e mixava tudo, muitas vezes resultando em algo totalmente diferente do que fora registrado. Quanto ao título – “Aí vão os jatos quentes” –, Eno na época disse que referia-se a urina. Vinte e cinco anos depois, em uma entrevista esclareceu que na verdade a expressão descrevia o som que buscava para a sonoridade da guitarra da faixa-título. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O álbum teve excelente repercussão junto à crítica – o lendário Lester Bangs o definiu como “incrível” e a ele seguiram-se outras obras-primas do rock experimental, como ‘Taking Tiger Mountain (By Strategy)’, ‘Another Green World’ e ‘Before and After Science’ (todos relançados remasterizados nesta década pelo selo AstralWerks), os famosos discos ambient – ‘Music For Airports’, ‘Music For Films’ – e colaborações com John Cale, David Byrne, além das suas produções que entraram para a história, como a trilogia berlinense de David Bowie e alguns dos discos mais bem-sucedidos do U2. O disco mais recente de Eno é ‘Ambient: The Plateaux of Mirror’, do ano passado.    &lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Needles in the Camel’s Eye&lt;br /&gt;Baby’s On Fire&lt;br /&gt;Driving Me Bacwards &lt;br /&gt;Some of Them Are Old&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-109094616689687792?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/109094616689687792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/06/companhia-magnetica-no-radio-40.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/109094616689687792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/109094616689687792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/06/companhia-magnetica-no-radio-40.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (40)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-3624144844601424808</id><published>2010-06-18T14:13:00.000-07:00</published><updated>2010-06-18T14:30:32.997-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (39)</title><content type='html'>O programa deste &lt;strong&gt;sábado&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;19&lt;/strong&gt;, tá do c*: três lançamentos quentíssimos (novas do &lt;strong&gt;Arcade Fire&lt;/strong&gt;,&lt;strong&gt; Japandroids &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Wavves&lt;/strong&gt;), quatro bandas de meninas muito bacanas (&lt;strong&gt;Cibo Matto&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Le Tigre&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Luscious Jackson &lt;/strong&gt;e o &lt;strong&gt;Men&lt;/strong&gt; -  que esteve entre nós semana passada) e um tesouro escondido (o &lt;strong&gt;Pylon&lt;/strong&gt;, conterrâneo e contemporâneo de R.E.M. e B-52's - ambos, aliás, idolatravam os caras). É às &lt;strong&gt;22h&lt;/strong&gt; na &lt;strong&gt;FM CULTURA &lt;/strong&gt;(&lt;strong&gt;107.7 &lt;/strong&gt;no dial ou &lt;strong&gt;www.fmcultura.com.br &lt;/strong&gt;na rede). Enjoy!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARCADE FIRE – &lt;em&gt;Month of May&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Banda canadense de Montreal, do primeiríssimo time do rock atual, fez um show até hoje muito lembrado em Porto Alegre em 2005, abrindo para os Strokes no futuro Pepsi On Stage, na perna gaúcha do Tim Festival. Na ativa desde 2003, com dois álbuns ultra-elogiados no currículo, ‘Funeral’ (2004) e ‘Neon Bible’ (2007), tá voltando com o aguardadíssimo ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Suburbs&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, que &lt;strong&gt;sai em breve&lt;/strong&gt;. Apresentações teatrais, referências musicais as mais variadas (bossa nova, canção francesa, punk rock, o pós-punk dos anos 1980, o indie rock dos 1990), o grupo liderado pelo casal Win Butler e Régine Chassagne tocou nos principais festivais de rock do planeta, apresentou-se na campanha à presidência de Barrack Obama, abriu para o U2 e chegou a fazer mais de um show a cada três dias no intervalo de um ano tempos atrás.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JAPANDROIDS – &lt;em&gt;Art Czars&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Também canadenses, esses de Vancouver, mas com um approach totalmente diferente: duo de guitarra e bateria – Brian King é o homem das cordas, David Prowse é o responsável pelas baquetas –, tem no punk e no powerpop suas maiores inspirações. Um álbum de carreira apenas, ‘Post-Nothing’, um dos melhores do ano passado (mostramos aqui no programa), tiveram uma coletânea de faixas dispersas, ‘No Singles’, lançada &lt;strong&gt;recentemente no mercado&lt;/strong&gt;, assim como dois &lt;strong&gt;single&lt;/strong&gt;s, ‘Younger Us’ e este ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Art Czars&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WAVVES – &lt;em&gt;Post Acid&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Projeto do malucão Nathan Williams, californiano de San Diego, um skatista largadão que faz um som lo-fi garageiro, que abandonou seu emprego como atendende de uma loja de discos pra se dedicar full-time a seus três maiores prazeres: andar de skate, compor músicas e consumir cannabis. Sem gravadora, começou a digitalizar seus singles, até que chamou a atenção da imprensa especializada e fãs de música indie. ‘Wavvves’, o disco, veio no ano passado, e o cara não para: ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Post Acid&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ &lt;strong&gt;é o single mais recente&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;recém lançado&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CIBO MATTO – &lt;em&gt;Beef Jerky&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Dupla de japonesinhas muito bacana formada em Nova Iorque na primeira metade dos anos 1990, fazia um mix de funk, tropicalia, melodias pop, batidas de hip-hop, deixaram apenas dois álbuns e separaram-se logo depois do segundo, ‘Stereo Type A’, de 1999. Miho Hatori (vocalista) e Yuka Honda (tecladista e responsável também pelos samplers) chegaram em momentos diferentes à big apple, foram se conhecer lá mesmo e antes do Cibo Matto (“loucura por comida”, em italiano), ainda tocaram juntas em uma banda noise chamada Leitoh. Honda havia sido integrante do Brooklyn Funk Essentials, enquanto Hatori fora do grupo de rap Kimidori, em Tóquio. Sean Lennon e o baterista de Jon Spencer, Russel Simmins, chegaram a fazer parte da banda por um curto período. ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Viva! La Woman&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;de 1996&lt;/strong&gt;, é um dos discos mais divertidos da década de 1990. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LUSCIOUS JACKSON – &lt;em&gt;Daughters of The Chaos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Geralmente relacionadas aos Beastie Boys – as meninas gravavam pelo selo do trio, Grand Royal, e Kate Schellenbach foi a primeira baterista dos Beasties, no tempo em que os caras tocavam hardcore –, o Luscious Jackson fazia uma colagem com referências muito parecidas com as do Cibo Matto, mas o som, mais denso, remetia também ao típico rock indie americano dos anos 1990. Gabby Glaser (guitarrista e vocalista), Jill Cunniff (baixista e vocalista) e a citada Schellenbach conheceram-se na adolescência em Nova Iorque, quando frequentavam a cena musical da cidade –   Cunniff, inclusive, editava um fanzine chamado The Decline of Art. Formaram o Luscious em 1991, já tendo Vivain Trimble (tecladista) na formação. O primeiro E.P., ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;In Search of Manny&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;1993&lt;/strong&gt;), foi sensação entre o povo indie, assim como o álbum de estreia, ‘Natural Ingredients’ (1994), que rendeu uma tour nacional abrindo para o R.E.M. em 1995. ‘Fever In Fever Out’ (1996), produzido por Daniel Lanois, é bem variado, e ‘Electric Honey’ (1999), já sem Vivain, é honesto mas não segurou a onda: as meninas se separaram um ano depois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LE TIGRE – &lt;em&gt;What’s Yr Take On Cassavetes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Trio americano, tem sua figura central em Kathleen Hanna, ex-líder do barulhento Bikini Kill, feminista radical, editora de fanzine, inspiradora do hino do grunge – Kurt cobain escreveu ‘Smells Like Teen Spirit’ inspirado em uma frase que ela deixou no espelho de sua casa, quando eram namorados, e mulher de Ad Roc, dos Beastie Boys. Na verdade, o Le Tigre tinha sido fundado pra ser um projeto solo dela, mas aos poucos Johanna Fateman (também fanzineira) e Sadie Benning (cineasta) foram se impondo. Bening só participou do &lt;strong&gt;primeiro álbum&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;homônimo&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;lançado em 1999&lt;/strong&gt;, que trazia um som que mixava punk, pop, samples e batidas eletrônicas, sendo sbstituída por J.D. Sampson a partir do segundo, ‘Feminist Sweepstakes’ (2001). ‘This Island’, o mais recente, é de 2004, e é o primeiro lançado por uma grande gravadora – no caso, a Universal. O Le Tigre está de férias desde 2007, e nesse meio-tempo, Fateman e J.D. aproveitaram pra fundar outro projeto, o Men.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MEN – &lt;em&gt;Off Our Backs&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Grupo novaiorquino formado originalmente por dois terços do Le Tigre, Johanna Fateman e J.D. Samson, embora só essa última ainda permaneça como integrante full-time – Johanna colabora como compositora e produtora mas não excursiona, dedicando-se a outros projetos. Juntaram-se às duas, integrantes de outro projeto de J.D., o Hirsute: Michael O’Neill (que toca também no Ladybug Transistor) e Ginger Brooks Takahashi. A banda, que ainda não tem contrato com nenhuma gravadora, tem &lt;strong&gt;um E.P&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;de três faixas lançado este ano&lt;/strong&gt;, e na semana passada, apresentou-se em Porto Alegre, no Beco, no braço gaúcho do festival PopLoad, organizado pelo jornalista Lúcio Ribeiro, junto com os Girls.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º bloco: PYLON – ‘&lt;em&gt;Gyrate&lt;/em&gt;’ (1980)/‘&lt;em&gt;Chomp&lt;/em&gt;’ (1983)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma daquelas bandas muito mais faladas do que ouvidas, esta, os fãs de R.E.M. e B-52’s em algum momento já ouviram a respeito: da mesma cidade que as bandas de Michael Stipe e Kate Pierson, o Pylon foi o precursor da cena nwe wave de Athens, no estado americano da Georgia, foi uma grande inspiração para os outros grupos da cidade, mas infelizmente nunca fez sucesso sequer minimamente comparável com os conterrâneos, e nem mesmo uma forcinha de seus fãs/discípulos/amigos deu jeito. Deixou apenas dois álbuns em cinco anos, animou-se a voltar cinco anos depois, mas acabou desistindo de novo, mas nos últimos anos sua obra tem experimentado uma espécie de revisão, com seus dois primeiros discos sendo relançados de forma caprichada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guitarrista Randy Bewley e o baixista Michael Lachowski, estudantes de artes na Universidade da Geórgia, fundaram o Pylon em 1978, inspirados no som da cena novaiorquina do CBGB (Television, Talking Heads, Ramones)  e tomaram emprestado título de um romance de William Faulkner. Ensaiavam num loft alugado de um artista local, Curtis Crowe, que logo tornaria-se o baterista do grupo, e completariam a formação no mesmo meio: depois de testar vários candidatos, Vanessa Briscoe, também estudante de artes, ficou com o posto. O show de estreia do grupo foi em março de 1979, no mesmo momento em que os conterrâneos do B-52’s ganhavam as paradas do país com o single ‘Rock Lobster’. O primeiro single do Pylon viria no começo de 1980, ‘Cool’, tendo ótima recepção da crítica e logo virando um hit underground. ‘Gyrate’, o disco de estreia, viria em seguida e logo após teve a chance de apresentor-se no Central Park novaiorquino abrindo para o B-52’s. O disco seguinte, ‘Chomp’, veio em 1983 depois de constantes tours pela América, mas a banda a essas alturas já andava desmobilizada, inclusive por não ter ficado satisfeita com o álbum, e então resolveram se separar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro anos se passaram, e numa famosa entrevista dada à revista Rolling Stone, quando sua banda era eleita a melhor da América, o baterista do R.E.M., Bill Berry, agradeceu mas fazendo a ressalva que a honra cabia ao Pylon, uma grande influência no trabalho de seu grupo - o R.E.M inclusive gravou 'Crazy', do Pylon, no álbum 'Dead Letter Office'. Somando-se a isso, o lançamento da &lt;strong&gt;coletânea&lt;/strong&gt; ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Hits&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, pelo selo dB, inspirou então os caras a voltarem, e o Pylon então lançou mais um disco, ‘Chain’, em 1990, mas o guitarrista Bewley logo anunciaria sua saída, ocasionando nova dissolução. O último show do grupo, no auge do estouro do grunge, foi realizado na Athens natal, em 22 de novembro de 1991. Nos últimos anos, sua música foi resgatada pelo selo DFA (de James Murphy, do LCD Sound System), com o relançamento dos dois primeiros discos, expandidos – ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Gyrate Plus&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ &lt;strong&gt;saiu em 2007&lt;/strong&gt;, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Chomp More&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;em 2009&lt;/strong&gt;. Bewley faleceu em 2005, vítima de ataque cardíaco.           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cool&lt;br /&gt;Volume&lt;br /&gt;Feast On My Heart&lt;br /&gt;Beep &lt;br /&gt;Crazy&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-3624144844601424808?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/3624144844601424808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/06/companhia-magnetica-no-radio-39.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/3624144844601424808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/3624144844601424808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/06/companhia-magnetica-no-radio-39.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (39)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-2712186679370819590</id><published>2010-06-11T12:50:00.000-07:00</published><updated>2010-06-11T12:58:33.737-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (38)</title><content type='html'>Tá aí o playlist do programa deste &lt;strong&gt;sábado&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;12&lt;/strong&gt;, na &lt;strong&gt;FM CULTURA &lt;/strong&gt;(&lt;strong&gt;107.7&lt;/strong&gt; no dial ou &lt;strong&gt;www.fmcultura.com.br &lt;/strong&gt;na rede), às &lt;strong&gt;22h&lt;/strong&gt;. E dá-lhe anos 70! Enjoy ('engaged' or 'single')! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JÓNSI - &lt;em&gt;Go Do&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Alcunha do islandês Jon Thor Birgisson, durante 16 anos vocalista do atmosférico, viajandão e cult Sigur Sós, baluarte do pós-rock dos anos 1990 e 2000. ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Go&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’,&lt;strong&gt; deste ano&lt;/strong&gt;, é seu primeiro álbum-solo – antes, no ano passado, havia lançado um outro projeto fora do Sigur, ‘Riceboy Sleeps’, do projeto Jónsi &amp; Alex, em parceria com Alex Somers – que também participa de ‘Go’, assim como Samuli Kosminen e o arranjador e compositor Nico Muhli.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ESPERS – &lt;em&gt;That Wich Darkly Thrives&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Trio americano da Filadélfia, já está no seu terceiro álbum – ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Espers III&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ foi &lt;strong&gt;lançado em 2009 &lt;/strong&gt;– e o som é um mix de Velvet Underground, Love, Byrds ... psicodelia californiana sessentista, folk britânico, ruído. Nos discos, ao cantor e compositor Greg Weeks e suas parceiras Meg Baird e Brooke Sietinsons  juntam-se diversos colaboradores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE POLYPHONIC SPREE – &lt;em&gt;Soldier Girl&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outro projeto psicodélico – este, de Dallas Texas –, no caso, um combo gigantesco liderado pelo maluco-beleza Tim DeLaughter, que antes era frontman da banda garageira Tripping Daisy, que enceroou suas atividades em 1999 com a morte por overdose do guitarrista Wes Berggren. Um ano depois, Tim recolheu seus colegas de TD e mais uma galera e fundou o Polyphonic Spree, que faz um som pop psicodélico e sinfônico, com referências a Beach Boys e Flaming Lips e chega a Ter mais de 20 integrantes no palco. O PS tem cinco álbuns, o primeiro deles sendo ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Beginning Stages of ...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;de 2002&lt;/strong&gt;, e o mais recente o ao vivo ‘Live From Austin, TX’, de 2007.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;'FLAMING LIPS AND STARDEATH AND WHITE DWARFS WITH HENRY ROLLINS AND PEACHES doing The Dark Side of the Moon&lt;/em&gt;’ (2010) &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homenagem divertida do patrimônio psicodélico de Oklahoma City e convidados – a banda do sobrinho do líder dos Lips, Wayne Coyne, Dennis, mais a bagaça canadense Peaches e o ícone punk americano Henry Rollins – ao clássico do som progressivo do Pink Floyd lançado em 1973, que ficou 15 anos nas paradas e até hoje é um dos três discos mais vendidos de todos os tempos. O curioso é que os Flaming Lips sempre tiveram muito mais afinidade com o som frenético do Pink Floyd de Syd Barrett do que com a música elaborada e rococó da era Roger Waters. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, os Lips já haviam se aventurado em recriar clássicos dos anos 1970 – ‘Ballroom of Mars’, do T-Rex, ‘Baba O’Reily’, do The Who, ‘Under Pressure’, do Queen e David Bowie – e já haviam gravado com o Stardeath and White Darfs uma versão de ‘Borderline’, de Madonna, e esta versão de ‘The Dark Side of The Moon’ já havia sido apresentada na virada do ano. O Stardeath existe desde o final de 2004, tem apenas um álbum (‘The Birth’, de 2009), um single (‘Toast &amp; Marmalade For Free’) e um E.P. homônimo (de 2005) no currículo, mas já esxcursionaram com Deerhoof, Explosions in the Sky, British Sea Power e o próprio Flaming Lips.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Time/Breathe (Reprise)&lt;br /&gt;Us and Them&lt;br /&gt;Brain Damage&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º bloco: SUICIDE – ‘&lt;em&gt;Suicide&lt;/em&gt;’ (1977)/‘&lt;em&gt;Suicide&lt;/em&gt;’ (1980)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente a mais obscura entre todas aquelas bandas de quem se pode dizer que geraram um número absurdo de crias e nas mais variadas vertentes do pop, do rock , da música experimental  e da electronica. Com 40 anos de carreira, apenas uma dezena de álbuns, muitas idas e vindas, o Suicide jamais chegou perto de ter uma canção nas paradas ou um álbum entre os mais vendidos, mas poucos grupos podem se gabar de ter influenciado tanta gente, que vai dos duos tecnopop dos anos 1980 ao pessoal do som industrial, do punk rock dos anos 1970 ao som indie dos anos 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Suicide foi formado em 1970 em Nova Iorque por Alan Vega, cantor e compositor, e Martin Rev, responsável pelos sintetizadores (inicialmente, o cara usava um velho órgão Farfisa avariado) e drum machines, e os caras logo começaram a chamar a atenção pelas suas paresentações caóticas no circuito de artes do Lower East Side da cidade. À música, agressiva e minimal, somava-se uma postura que logo seria uma das marcas registradas do Suicide: a atitude de confronto do vocalista, provocando a plateia – e muitas vezes causando mesmo um conflito generalizado. É famosa a gravação ‘23 Minutes Over Brussels’, um show (ou tentativa) em Bruxelas na Bélgica que durante 23 minutos não acontece muita coisa além de Vega e a audiência se insultarem. Consta que o Suicide foi a primeira banda da história a definir sua música como ‘Punk’, no flyer de um de seus primeiros shows, em novembro de 1970 – o termo eles recolheram de um artigo do lendário crítico Lester Bangs. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o nome, Suicide, veio de uma revista em quadrinhos do Motoqueiro Fantasma, ‘Satan Suicide’, que Vega adorava. ‘Ghost Rider’, aliás, o nome original do Motoqueiro, é o nome da mais clássica música da banda, que abre seu primeiro e fundamental disco, o álbum homônimo de 1977, e tem sido constantemente sampleada (‘Born Free’, mais recente e impressionante single da M.I.A., é toda baseada nela) e citada (a levada de ‘Silver Trembling Hands’, dos Flaming Lips, é claramente inspirada nela também). O segundo disco do Suicide, também homônimo, de 1980, com produção do líder dos Cars, Ric Ocasek e sensivelmente mais melódico, é outro clássico, mas a ele segue-se um período de hiato que só vai ser quebrado com a volta do grupo no final dos anos 1980, abraçado pelo selo Wax Trax e o pessoal da cena industrial (Cabaret Voltaire, Ministry, Front 242). Mas o Suicide tem admiradores famosos em outras paragens: Bruce Springsteen é fã de carteirinha, assim como o R.E.M., o Jesus &amp; Mary Chain, Nick Cave, o pessoal do Joy Division/New Order, Soft Cell, Steve Albini, Primal Scream Spiritualise, Peaches, Henry Rollins. O álbum de carreira mais recente do duo é ‘American Supreme’, de 2002, mas os caras seguem na ativa: ano passado, tocaram o primeiro álbum inteirinho no festival All Tomorrow’s Parties, e repetitam a dose em maio deste ano em Londres, abrindo para Iggy &amp; The Stooges, que, por sua vez, tocaram o clássico ‘Raw Power’ de cabo a rabo. Alan Vega sempre foi fã da banda de Iggy Pop, chegou a definir a música dos Stooges como “grande arte” após ver um show dos caras no começo dos anos 1970.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ghost Rider&lt;br /&gt;Rocket USA&lt;br /&gt;Cheree (remix)&lt;br /&gt;Diamonds, Fur Coat, Champagne&lt;br /&gt;96 Tears (live at CBGB’s 1977)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-2712186679370819590?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/2712186679370819590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/06/companhia-magnetica-no-radio-38.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/2712186679370819590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/2712186679370819590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/06/companhia-magnetica-no-radio-38.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (38)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-5837647037628531095</id><published>2010-06-04T11:34:00.000-07:00</published><updated>2010-06-04T11:47:39.414-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (37)</title><content type='html'>Conforme o prometido, tá aí o especial dedicado às Ramones de saias, as &lt;strong&gt;Runaways&lt;/strong&gt; de Joan Jett, Sandy West, Lita Ford, Jackie Fox e Cherie Currie. Tá aí o playlist do prorama, que como sempre vai ao ar no &lt;strong&gt;sábado&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;22h&lt;/strong&gt;, na &lt;strong&gt;FM CULTURA &lt;/strong&gt;(&lt;strong&gt;107.7&lt;/strong&gt; no dial ou &lt;strong&gt;www.fmcultura.com.br&lt;/strong&gt; na rede). Enjoy!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;     Uma das principais bandas femininas da história do rock, referência pra pelo menos três gerações de bandas de garotas – das punks inglesas de primeira época (Slits, Raincoats, Kleenex/Liliput), as Riot Grrls dos anos 1990 (Bikini Kill, Hole, L7, Sleater-Kinney, Babes In Toyland e 7Year Bitch) e até as meninas iradas dos anos 2000, como The Donnas. Recentemente, a trajetória das Runaways foi contada em filme, simplesmente chamado ‘The Runaways’ – lançado em março no mercado norte-americano.&lt;br /&gt;     A origem das meninas remonta ao ano de 1975, em Los Angeles, onde a guitarrista Joan Jett e a baterista Sandy West apresentaram-se ao produtor, compositor e agitador californiano Kim Fowley, sugerindo-lhe a ideia de formar um grupo só de meninas. Detalhe é que as duas não se conheciam – encontraram-se com Fowley em ocasiões diferentes, mas ele passou o telefone de uma a outra, e elas então encontraram-se e passaram a ensaiar juntas, mostrando depois o resultado ao cara. Saíram então a procurar as outras integrantes, e a primeira a entrar foi a baixista e cantora Micki Steele, dando origem ao power trio que fez as primeiras apresentações públicas das Ruanaways. Logo, seriam adicionadas também Lita Ford, guitarrista de apenas 16 anos, e Cherie Currie, que seria a vocalista principal – e também tinha apenas 16 anos. Mas Micki acabaria deixando o grupo – pra reaparecer depois nas Bangles –, sendo substituída primeiro por Peggy Foster, que ficou apenas um mês, e finalmente por Jackie Fox, completando o line-up clássico que gravaria o primeiro disco, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Runaways&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, em &lt;strong&gt;1976&lt;/strong&gt;.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cherry Bomb&lt;br /&gt;You Drive Me Wild&lt;br /&gt;Blackmail&lt;br /&gt;Secrets&lt;br /&gt;Dead End Justice  &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º bloco:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A repercussão do primeiro álbum não poderia ter sido melhor: além das boas vendas e da aclamação da crítica, rendeu uma grande turnê pela América do Norte, com shows lotadíssimos, tocando com artistas que vão de Cheap Trick a Van Halen e Tom Petty and The Heartbreakers – todos abrindo para as garotas. O divertido era como as meninas tomavam seus ídolos como modelos: Cherie se inspirava em David Bowie, Joan, em Keith Richards e Suzi Quatro, Lita, em Richie Blackmore e Jeff Beck, Sandy, em Roger Taylor (Queen), e Fox em Gene Simmons. As meninas eram figuras frequentes entre as cenas punk novaiorquina – tocavam seguidamente com os Dead Boys, o Blondie e seus amigos Ramones – e londrina – com os Pistols e o Damned.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo disco, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Queens of Noise&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, saiu em &lt;strong&gt;1977&lt;/strong&gt;, e rendeu a primeira turnê mundial, com passagem marcante pelo Japão, onde ocupavam o quarto lugar em vendas entre artistas estrangeiros – somente atrás do Abba, do Kiss e do Led Zeppelin –, foram tema de vários programas de TV – incluindo um especial inteirinho dedicado a elas –, sendo mesmo objeto de uma idolatria absurda a tal ponto de Joan Jett descrevê-la como similar à beatlemania. Em Tóquio, registraram seu álbum ao vivo, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Live In Japan&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, também lançado em &lt;strong&gt;1977&lt;/strong&gt;, mas com o sucesso vieram as primeiras baixas: Jackie Fox pulou fora, fazendo com que Joan temporariamente ocupasse a posição de baixista – na volta, Vickie Blue, com 17 anos, assumiria o posto. Na volta, a cantora Cherie Currie também largaria o grupo, fazendo com que Joan assumisse o posto de única vocalista – posição que dividia com a dissidente, que logo lançaria um álbum-solo, com a participação de sua irmã, Marie.            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Queens of Noise&lt;br /&gt;Born to Be Bad&lt;br /&gt;I Love Playin’ With Fire&lt;br /&gt;California Paradise&lt;br /&gt;Hollywood&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º bloco:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto álbum das Runaways, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Waiting For The Night&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, de &lt;strong&gt;1977&lt;/strong&gt;, além de inferior aos anteriores, marcou o início do fim para as garotas: por questões de grana e gerenciamento, separaram-se do antigo protetor Kim Fowley, e por tabela também ficaram sem gravadora – uma vez que o contrato com a Mercury/Polygram estava atrelado à pessoa de Kim. A figura do produtor na banda, aliás, gera muita controvérsia até hoje: em um documentário chamado ‘Edgeplay’, Jackie, Cherie e seus pais, além dos pais de Sandy, acusam Fowley de ter jogado as meninas umas contra as outras como forma de dominá-las e até de ter praticado abusos sexuais. O fato é que as Runaways lançariam apenas mais um disco, ‘And Now ... The Runaways’, em 1978 – e com mais uma mudança, Laurie McCallister no lugar de Vicki –, até decidir encerrar as atividades, em abril de 1979. O último show havia sido na noite da passagem do ano.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, Joan Jett formou sua própria banda, Joan Jett &amp; The Blackhearts, e o próprio selo, Blackhearts Records, e firmou-se como um ícone do rock, Lita Ford investiu na carreira de metaleira farofa, sob os auspícios de Sharon Osbourne (gravou até com Ozzy), Micki Steele juntou-se às Bangles, Cherie envolveu-se com drogas pesadas, fez filmes e gravou discos, Vickie trabalha como produtora e diretora de filmes, Laurie, após projetos mal-sucedidos largou a música, e Jackie foi estudar: estudou linguística e italiano e formou-se em direito em Harvard, além de ser fotógrafa amadora. Sandy, após tocar com a Sandy West Band nos anos 1980 e 1990 e gravar com John Entwistle (The Who), foi diagnosticada com câncer no sistema linfático em 2005, falecendo no ano seguinte.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em março deste ano, estreou o filme ‘The Runaways’, dirigido por Floria Sigismondi e baseado nas memórias de Cherie Curie, que no filme é interpretada por Dakota Fanning. Joan Jett, cujo papel é interpretado por Kristen Stewart, é uma da produtoras executivas da fita, com a qual Jackie Fox não quis se envolver, o que ocasionou a mudança do nome de sua personagem para Robin.      &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;I Wanna Be Where The Boys Are (ao vivo)&lt;br /&gt;Neon Angels On The Road to Ruin (ao vivo)&lt;br /&gt;Wasted&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-5837647037628531095?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/5837647037628531095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/06/companhia-magnetica-no-radio-37.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/5837647037628531095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/5837647037628531095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/06/companhia-magnetica-no-radio-37.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (37)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-2745430859874814568</id><published>2010-05-28T15:14:00.000-07:00</published><updated>2010-05-28T15:19:02.466-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (36)</title><content type='html'>O programa deste &lt;strong&gt;sábado&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;29&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;às 22h&lt;/strong&gt;, na &lt;strong&gt;FM CULTURA &lt;/strong&gt;(&lt;strong&gt;107.7&lt;/strong&gt; no dial ou &lt;strong&gt;www.fmcultura.com.br&lt;/strong&gt; na rede). Enjoy!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco:&lt;br /&gt;THE NATIONAL –  &lt;em&gt;Bloodbuzz Ohio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outra sensação da cena do Brooklyn novaiorquino, já com alguma estrada – o quinteto já tem cinco discos no currículo, o último deles recém-lançado, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;High Violet&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’. Ao cantor de peculiar voz de barítono Matt Berninger somam-se duas duplas de irmãos, os Devendorf, Scott (guitarra) e Bryan (bateria), e os Dessner, Aaron (baixo) e Bryce (guitarra). O National surgiu no final da década de 1990 numa cena em as bandas de Nova Iorque – Interpol, Stokes, Yeah Yeah Yeahs, The Walkmen – vinham com grande influência do pós-punk, especialmente o britânico, mas mixando o seu chamber pop com elementos do country rock e da música de raíz americana, além do britpop.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LCD SOUND SYSTEM – &lt;em&gt;Dance Yrself Clean&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um dos mais incensados grupos da segunda metade dos anos 2000, já estreou com um clássico absoluto, o single ‘Losing My Edge’, lançado em 8 de julho de 2002, com suas várias referências bacanas na letra (Can, Gil Scott-Heron, Captain Beefheart, Eric B &amp; Rakim, Pere Ubu, The Germs, Sun Ra, Faust, The Sonics e mais umas duas dezenas) e no som (o electro, a disco, o punkfunk do PIL e da Gang Of Four). James Murphy, o dono da bola e também o cara por trás do influente selo DFA (além de remixador pra artistas como Metro Area,  N.E.R.D. e Le Tigre), foi eleito o cara mais cool do planeta por várias publicações descoladas. Os dois incensados álbuns anteriores do LCD, ‘LCD Sound System’ (2005) e ‘Sound of Silver’ (2007), naturalmente criaram uma exagerada expectativa em torno do novo, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;This Is Happening&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, que &lt;strong&gt;acaba de sair &lt;/strong&gt;no mercado.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SLEIGH BELLS – &lt;em&gt;A/B Machines&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pra fechar o bloquinho de lançamentos, mais um do Brooklyn, este um duo formado pelo compositor e produtor Derek Miller e a vocalista Alexis Krauss que iniciou suas atividades no ano passado, apresentando-se no famoso indie CMJ Festival. Alice era cantora de uma banda chamada Rubyblue e Derek, de um grupo de hardcore, o Poison the Well. Mixam melodias pop, samples bacanas (os Kinks, por exemplo) e muito barulho, e seu disco de estreia, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Treats&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, também &lt;strong&gt;saiu recentemente&lt;/strong&gt;.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º bloco:&lt;br /&gt;MOJAVE 3 – &lt;em&gt;Who Do You Love&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Banda inglesa formada em 1995 dos escombros do Slowdive, pelo líder daquele grupo, Neil Halsted (vocal e guitarras), sua velha amiga Rachel Goswell e o baterista Ian McCutcheon. Tem em comum com o Slowdive o gosto pelo som atmosférico e viajandão, mas aqui o negócio tá mais pra Bob Dylan, Bob Dylan, Nick Drake – compositores com quem Halsted geralmente é comparado – e The Band do que pra Pink Floyd fase Syd Barrett. Tem cinco discos no currículo, todos lançados pelo conceituado selo britânico $AD (Cocteau Twins, Pixies), sendo o primeiro deles ‘Ask Me Tomorrow’, de 1996, e o mais recente, ‘Puzzles Like You’, de 2006. Um dos melhores é ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Out of Tune&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;de 1998&lt;/strong&gt;.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(SMOG) – &lt;em&gt;I Was a Stranger&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Durante quase 20 anos alcunha do cantor, compositor e múlti-instrumentista Bill Callahan – que hoje usa seu verdadeiro nome –, o (Smog) é um daqueles famosos grupos de um homem só, com Callahan comandando as ações e eventualmente chamando músicos de apoio para as gravações e as apresentações ao vivo. Foi um dos balurates do som lo-fi dos anos 1990 – na verdade, começou suas gravações caseiras, lançadas apenas em cassete, em 1988 –, logo assinando com o influente selo Drag City, de Chicago, pelo qual lançou todos os seus discos, de ‘Forgotten Foundation’ (1992) a ‘A River Ain’t Too Much To Love’ (2005), passando por clássicos como ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Red Apple Falls&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;1997&lt;/strong&gt;). A melancolia folk de Callahan, com referências que vão de Nick Drake a Syd Barrett, teve seu último lançamento no ano passado com ‘I Wish I Were an Eagle’, um dos melhores discos de 2009 e o terceiro assinando com o próprio nome.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EELS – &lt;em&gt;My Descent Into Madness &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Também um projeto ligado basicamente a uma pessoa só – e um sujeito tão atormentado quanto Callahan: no caso o tambémamericano Mark Oliver Everett, conhecido por ‘E’ nos meios pop. E fundou o Eels em Los Angeles em 1995, mixando folk, blues, pop sessentista e até elementos eletrônicos, numa sonoridade que às vezes lembra os primeiros discos de Beck. Seu segundo disco, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Electro-Shock Blues&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, lançado em &lt;strong&gt;1996&lt;/strong&gt;, é um dos melhores álbuns da década de 1990, uma profunda reflexão sobre a morte – comparado a clássicos como ‘Tonight’s The Night’, de Neil Young, e ‘Magic and Loss’, de Lou Reed – tendo como mote o passamento de vários familiares e amigos num curto espaçod e tempo. O novo disco do Eels, ‘Tomorrow Morning’, fecho da trilogia composta por ‘Hombre Lobo’ (2009) e ‘End Times’ (deste ano), já é o nono de carreira – fora os álbuns-solo de E e participações em trilhas sonoras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THE FLESHTONES – ‘&lt;em&gt;It’s Super Rock Time!: The I.R.S. Years (1980-1985)&lt;/em&gt;’ (col., 2010)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá aí uma banda que consegue agradar tanto aos fãs do punk rock e do som alternativo – foi da primeira geração da ‘new wave’ novaiorquina, em meados dos anos 1970 – e aos roqueiros mais tradicionais. Desde a fundação, em 1976, os Fleshtones vem construindo uma sólida carreira, com mais de 20 álbuns, e a parte mais expressiva dessa trajetória, os primeiros cinco anos de gravações, está resumida na recém lançada compilação ‘It’s Super Rock Time!: The I.R.S. Years (1980-1985)’, que o selo australiano Raven Records põe no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A origem dos Fleshtones já é por si só mítica: Keith Streng, que seria o baixista, e Jan-Marek Pakulski, que assumiria o baixo, encontraram instrtumentos perdidos no porão da casa que alugavam, e chamaram seus amigos Lenny Calderon, baterista, e Peter Zaremba, vocalista, tecladista e gaitista, pra se juntarem a eles. Estrearam no mítico C.B.G.B.’s em 19 de maio de 1976, e logo, logo, já estariam se apresentando também em outros palcos tradicionais de Nova Iorque, como o Max’s Kansas City, o Club 57 (onde viraram habitués), o Irving Plaza, a Danceteria, além de outros clubs famosos em outras paragens, como o Maxwell’s, de Hoboken (New Jersey) e o 9:30 de Washington D.C.. Por essa época, dividiam um espaço de gravações com os Cramps no Bowery, e logo depois assinariam contrato com a Red Star Records – que tinha io Suicide no seu cast. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música dos Fleshtones fazia um mix de rhythm’n’blues e rock de garagem, com guitarras distorcidas por pedais de fuzz e um toque sessentista dado pelos teclados Farfisa, tinha o apoio ao vivo e nas gravações da metaleira do Action Combo, formado pelos irmãos Gordon (sax alto e harmônica) e Brian (sax tenor) Spaeth – o primeiro tornou-se integrante fixo do grupo em 1983. Lançaram seu primeiro single, ‘American Beat’ em 1979 – a canção seria regravada cinco anos depois para a trilha sonora de ‘Despedida de Solteiro’ –, e logo foram contratados pela I.R.S. Records (mesma gravadora do R.E.M.) em 1980. Lançaram seu primeiro E.P., ‘Up-Front’, no mesmo ano, e o álbum de estreia, ‘Roman Gods’, viria em 1982, e seguiram-se a ele ‘Blast Off!’ (com gravações não lançadas pela Red Star), também de 1982, e ‘Hexbreaker’, em 1983 – esses são considerados os melhores trabalhos do grupo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora extremamente populares no circuito underground e com uma grande e fiel audiência, nos charts não jamais se repetiu o sucesso dos Fleshtones: a melhor posição nas paradas um 174º lugar com ‘Roman Gods’. Mesmo assim, os caras continuaram tendo respaldo popular e até presença na mídia: Zaremba foi o mestre de cerimônias do programa da I.R.S. na MTV, ‘I.R.S. Records Presents The Cutting Edge’, que foi ao ar entre 1984 e 1987, e o grupo também apareceu no episódio final do ‘Andy Warhol’s Fifteen Minutes’, show do artista pop na mesma MTV, em 1987. Mesmo sem gravadora, no final dos anos 1980 continuavam a tocar em algumas das casas noturnas mais quentes da América e abriam turnês para nomes históricos como James Brown e Chuck Berry. Nos últimos anos, têm lançado alguns de seus trabalhos mais aclamados, pelo antenado selo Yep Roc Records, pra quem gravam desde 2003.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;I’ve Gotta Change My Life&lt;br /&gt;The Girl From Baltimore&lt;br /&gt;R-I-G-H-T-S&lt;br /&gt;Deep in My Heart&lt;br /&gt;Hope Come Back&lt;br /&gt;American Beat ‘84&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-2745430859874814568?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/2745430859874814568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/05/companhia-magnetica-no-radio-36.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/2745430859874814568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/2745430859874814568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/05/companhia-magnetica-no-radio-36.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (36)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-9121436510101060339</id><published>2010-05-21T13:40:00.000-07:00</published><updated>2010-05-21T13:54:35.197-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (35)</title><content type='html'>No programa deste &lt;strong&gt;sábado&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;22&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;às 22h&lt;/strong&gt;, na &lt;strong&gt;FM CULTURA &lt;/strong&gt;(&lt;strong&gt;107.7&lt;/strong&gt; no dial ou &lt;strong&gt;www.fmcultura.com.br &lt;/strong&gt;na rede), tem três lançamentos muito legais, o resgate de três obscuridades bacanas do final dos anos 1970/início dos 1980 e uma palhinha de uma coletânea recém-lançada que dá uma geral na carreira de uma cult band inglesa dos anos 1990. Enjoy!  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco:&lt;br /&gt;SURFER BLOOD - &lt;em&gt;Swim&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Surf music indie da melhor qualidade, um dos melhores discos a pintar no mercado &lt;strong&gt;este ano&lt;/strong&gt;, o álbum de estreia da banda de West Palm Beach, Flórida, de recentíssima formação: começaram a tocar ano passado apenas. ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Astro Coast&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ tem melodias pop grudentas, peso e uma levada indie que os aproxima de clássicas guitar bands americanas, como Pavement e Built To Spill, além de esculpirem em alguns momentos um paredão sonoro que lembra as experimentações de Kevin Shields do My Bloody Valentine, além do papa do wall of sound do pop sessentista, Phil spector. São um quinteto, formado pelo cantor e guitarrista John Paul Pitts, o baterista Tyler Schwarz, o guitarrista Thomas Fekete, o baixista Brian Black e o percussionista Marcos Marchesani, são queridinhos de órgãos como o influente site Pitchfork e já excursionaram com Art Brut e Japandroids.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE BLACK KEYS – &lt;em&gt;Tighten Up&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O duo americano de Akron, Ohio – Dan Auerbach, guitarra e voz, e Patrick Carney, bateria –, na estrada desde 2001, &lt;strong&gt;está de volta com&lt;/strong&gt; ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Brothers&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, álbum com uma levada soul sessentista, som de órgãozinho análogo e efeitos de phasing e fuzz nas guitarras e até uma versão do clássico ‘Never Gonna Give You Up’, da dupla de compositores Gamble &amp; Huff, já gravado por “n” artistas. ‘Brothers’ sucede o aclamado ‘Attack &amp; Release’ (2008), que teve produção de Danger Mouse, e ‘Blacrock’, Álbum em colaboração com vários artistas de hip-hop, como Mos Def, RZA e Ludacris, entre outros.  O BK também tem se apresentado por aí com gente como Public Enemy, The Roots e TV On The Radio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE TALLEST MAN ON EARTH – &lt;em&gt;King of Spa&lt;/em&gt;in&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“O Homem Mais Alto do Mundo” é a alcunha do sueco Kristian Matsson, um trovador folk de timbre de voz peculiar, também cantor de uma banda chamada Montezumas. Tem dois álbuns, o aclamadíssimo ‘Shallow Grave’, lançado há dois anos, e ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Wild Hunt&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, que &lt;strong&gt;saiu no mês passado&lt;/strong&gt;, além de um EP de estreia, homônimo. O curioso é que o cara, mesmo sendo nórdico, utiliza não só elementos da música de raíz dos Estados Unidos – fazendo um som bem cru, aliás, que remete a Dylan e Woody Guthrie –, mas mesmo termos e expressões antigas do inglês falado na América do Norte. The Tallest Man On Earth grava para o selo americano Dead Oceans.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THE UNITS – &lt;em&gt;High Pressure Days&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sensacional banda californiana de San Francisco, uma das pioneiras do “synthpunk” (ou seja, o punk rock que utilizava sintetizadores em vez de guitarras), que teve vida curta – de 1978 a 1984 –, e teve lançada lá fora a coletânea ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;History of The Units: The Early Years: 1977-1983&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, no final do ano passado. Misto de grupo de rock e artistas performáticos, seus shows eram espetáculos múlti-mídia com projeções de filmes satíricos e anti-conformistas com fortes críticas ao consumismo – uma compilação destes filmes, ‘Unit Training Film #1’, chegou a passar em algumas salas de cinema alternativas da bay area de San Francisco, na época. A coletânea que está no mercado gringo é basicamente uma reunião do primeiro álbum, ‘Digital Stimulation’ (1980), e vários singles. Mesmo obscuros, desconhecidos do grande público, os Units tocaram com Iggy Pop, Orchestral Manouvres In The Dark, Soft Cell, Police, XTC, Gary Numan, Psychedelic Furs e os conterrâneos Dead Kennedys.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE PLIMSOULS – &lt;em&gt;Everyday Things &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outra banda californiana – mas de Los Angeles –, fundada no final dos anos 1970 – também em 1978 –,  igualmente de curta duração – encerrou as atividades em 1983 –, e com pegada punk – mas fundindo o rock garageiro ao soul dos 60’s, os Plimsouls tinham no vocalista e compositor Peter Case, autor de ‘Hangin’ On the Telephone’, depois gravada pelo Blondie, a principal figura. Jamais deixaram de ser uma banda cult e sequer conseguiram que sua fama local atravessasse o Atlântico, mas foram um dos mais quentes grupos a fazerem o circuito de clubs da Sunset Strip, em L.A. em sua época. Saiu há pouco lá fora um disco ao vivo dos caras, gravado justamente numa dessas apresentações, em uma noite de Halloween, ‘Live! Beg, Borrow &amp; Steal: October 31, 1981 Whisky a Go Go’, mas a faixa que a gente ouve é do segundo e último álbum de estúdio dos caras, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Everywhere at Once&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;de 1983&lt;/strong&gt;. Os caras têm outro disco ao vivo, lançado em 1988, lançado com a banda já inativa. Os Plimsouls voltaram em 1995, com Clem Burke, ex-Blondie, na bateria, e ainda registraram o álbum ‘Kool Trash’, em 1998, e penduraram as chuteiras definitivamente. Peter Case tem uma respeitada carreira-solo, em discos que mixam o rock ao blues e ao folk.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LET’S ACTIVE – &lt;em&gt;Every Word Means No&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Banda oitentista de Chapel Hill, da Carolina do Norte, liderada por um dos caras mais influentes mais do rock americano dos anos 1980, o prolífico Micth Easter, produtor dos clássicos primeiros discos do R.E.M., um álbum do Pavement, outro do Helium, dono dos famosos Drive-In Studios, e ex-integrante de uma banda chamada The Sneakers. O Let’s Active durou de 1981 a 1988, deixou três álbuns e alguns E.P.s – sendo o primeiro, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Afoot&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;de 1983&lt;/strong&gt;, um clássico –, e um som grudento (no bom sentido), com melodias que lembram os 60’s, de acento sulista, que exerceu grande influência em várias college bands americanas. Mitch, que tá com 55 anos de idade, lançou seu primeiro álbum-solo, ‘Dynamico’, só em 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SLOWDIVE – ‘&lt;em&gt;The Shining Breeze: The Slowdive Anthology&lt;/em&gt;’ (col., 2010)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso típico daquelas bandas muito mais faladas do que ouvidas, o Slowdive geralmente é um dos citados quando se ouve o termo “shoegazer’ – algo como o cara que fita os sapatos, numa referência à postura tímida e distante e o som etéreo e viajandão dos caras –, embora as outras bandas citadas do gênero, como My Bloody Valentine, Ride e Jesus &amp; Mary Chain sejam bastante populares entre os curtidores do som alternativo. O Slowdive surgiu em 1989 em Reading, terra de um dos mais populares festivais de rock na Inglaterra, encerrou as atividades seis anos depois, deixou apenas três álbuns, gravados quando os integrantes do grupo mal haviam saído da adolescência que teimam em soar de uma rara beleza quase vinte anos após lançados. A recém-lançada coletânea dupla ‘The Shining Breeze: The Slowdive Anthology’ cobre do primeiro E.P., ‘Slowdive’, lançado em 1990, até o terceiro e derradeiro álbum ‘Pygmalion’, de 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome da banda veio de um sonho do baixista Nick Chaplin, um dos integrantes originais, junto com a vocalista e guitarrista Rachel Goswell – fã de carteirinha dos Smiths –, o também vocalista e guitarrista Neil Halstead (amigo de infância de Rachel), o guitarrista Christian Savill e Adrian Sell, o primeiro de vários bateristas. Não demorou muito para que assinassem com o selo Creation – não por acaso, o mesmo de Jesus &amp; Mary Chain e My Bloody Valentine –, e os primeiro single chamaram logo a atenção da crítica especializada e do povo indie, tendo excelente repercussão. Pela altura do terceiro, ‘Holding Our Breath’, lançado em junho de 1991, já eram uma das sensações do que a imprensa britânica apelidou de “a cena que celebra a si mesma” – que incluía ainda o Curve, o Lush, o Swervedriver e até o recém surgido Blur, o que no caso não tinha nada a ver com narcisismo, mas referia-se basicamente a uma turma que saía junto pra fazer festa, em que os caras iam uns nos shows dos outros e de quem se esperava fosse fazer algo de relevante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco de estreia do Slowdive, ‘Just For a Day’, saiu na Inglaterra em setembro de 1991, justamente no momento em que a América era sacudida pelo bombástico ‘Nevermind’, do Nirvana, e apesar de o disco frquentar o Top 10 indie britânico, a cena shoegaze já andava saindo de moda, e a imprensa musical da ilha, que tradicionalmente abandona rapidinho as bandas que pouco antes incensou – o famoso esquema do “a melhor banda do mundo esta semana” –, já não dava mais muita bola pros caras. Ao debut, seguiu-se a coletânea de singles ‘Blue Day’ – que continha uma versão de ‘Golden Hair’, canção de Syd Barrett a partir de poema de James Joyce, e mais um disco de carreira, ‘Souvlaki’ (1993), que teve até o luxuoso auxílio de Brian Eno em algumas faixas, mas teve problemas na divulgação no mercado americano, uma vez que a turnê agendada não contou com o principal: por conta de uma inacreditável trapalhada da gravadora SBK, o disco só foi sair nos EUA muito tempo depois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de retirar-se de cena, o Slowdive ainda gravaria o controverso ‘Pygmalion’, álbum de atmosfera ambient que desgostou Chaplin e Savill, que resolveram pular fora em meio às gravações, vindo a ser praticamente um trabalho-solo de Halstead. Halstead, porém, reuniu o que sobrou do grupo – sua velha amiga Rachel e o baterista Ian McCutcheon, e fundou o Mojave 3, que faz um som eminentemente acústico – e etéreo – e já tem cinco discos no currículo.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Alison&lt;br /&gt;Catch The Breeze&lt;br /&gt;Dagger&lt;br /&gt;Machine Gun&lt;br /&gt;Souvlaki Spacestation&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-9121436510101060339?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/9121436510101060339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/05/companhia-magnetica-no-radio-35.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/9121436510101060339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/9121436510101060339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/05/companhia-magnetica-no-radio-35.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (35)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-202586196848564893</id><published>2010-05-14T12:46:00.000-07:00</published><updated>2010-05-14T13:07:15.428-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (34)</title><content type='html'>Este é o &lt;strong&gt;COMPANHIA MAGNÉTICA &lt;/strong&gt;deste &lt;strong&gt;sábado&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;dia 15&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;às 22h &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;na FM CULTURA &lt;/strong&gt;(&lt;strong&gt;107.7&lt;/strong&gt; no dial ou &lt;strong&gt;www.fmcultura.com.br &lt;/strong&gt;na rede). Tem três lançamentos de 2010 (um deles desta semana), mais clássicos de quatro bandas dos anos 1980 e 90 que fazem aniversário e/ou resolveram retomar as atividades. Enjoy!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THE DEAD WEATHER – &lt;em&gt;Die by the Drop&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-2qmC7Z04I/AAAAAAAABBU/SnpRPa6VcAM/s1600/The+Dead+Weather.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 143px; height: 95px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-2qmC7Z04I/AAAAAAAABBU/SnpRPa6VcAM/s320/The+Dead+Weather.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471216692922798978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um dos dois projetos paralelos do cabeça dos White Stripes, o cantor/guitarrista/compositor Jack White – o outro são os Raconteurs –, o Dead Weather surgiu no verão de 2008, quando os Raconteurs excursionavam com o duo The Kills, e de maneira inusitada: como White estava impedido de cantar por conta de uma bronquite, a vocalista dos Kills, Alison Mosshart, foi chamada a subir no palco e substituí-lo em algumas canções. Deu tão certo que Jack e Alison resolveram juntar esforços em um outro grupo, e chamaram pra se juntar a eles o baixista ‘Little Jack’ Lawrence e o guitarrista Dean Fertita, que toca no Queens of The Stone Age. Detalhe: no TDW, Jack White é baterista. O som dos caras é um blues-rock sombrio, e a primeira gravação do quarteto foi um cover de Gary Numan, ‘Are Friends Electric?’. A primeira apresentação do Dead Weather deu-se em março do ano passado, e o disco de estreia, ‘Horehound’, veio no verão americano. O segundo álbum, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sea of Cowards&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;saiu na terça-feira desta semana&lt;/strong&gt;, dia 11, lá fora.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HERE WE GO MAGIC – &lt;em&gt;Collector&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-2q0IWnvwI/AAAAAAAABBc/V_pJYrrfb8I/s1600/Here+We+Go+Magic.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 121px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-2q0IWnvwI/AAAAAAAABBc/V_pJYrrfb8I/s320/Here+We+Go+Magic.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471216934897303298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mais uma banda bacana a sair do Broklyn novaiorquino, o HWGM é obra de um sujeito chamado Luke Temple, cantor e compositor, que, antes de se aventurar pela música, era artista visual – o cara é muralista, e vagava por vários cantos da América até se fixar em Nova Iorque . O som do grupo é um mix de folk, country, pop indie, com referências aos anos 1980 e 1990, e os caras já têm dois discos: o debut, homônimo, lançado ano passado, e ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Pidgeons&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, colocado no mercado americano &lt;strong&gt;este ano&lt;/strong&gt;, pelo selo Secretly Canadian.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE RADIO DEPT. – &lt;em&gt;Heaven’s On &lt;/em&gt;Fire&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-2rAwWxyYI/AAAAAAAABBk/TJUaLwKdHJY/s1600/The+Radio+Dept..jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 90px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-2rAwWxyYI/AAAAAAAABBk/TJUaLwKdHJY/s320/The+Radio+Dept..jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471217151793809794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esta banda é sueca, muito influenciada pelo som shoegazer britânico da virada dos anos 1980 para os 90 (Slowdive, My Bloody Valentine, Jesus &amp; Mary Chain), e já tem uma certa estrada: o álbum de estreia, ‘Lesser Matters’, é de 2003. Na verdade, a primeira encarnação do grupo data de 1995, fundada por Elin Almered e Johan Duncanson, mas não durou muito. Três anos depois, já com Martin Larsson no lugar de Almered, voltaram decididos, gravando uma demo que logo enviaram para uma popular revista sueca chamada Sonic, que gostou e inclui uma das canções em um CD-sample encartado em uma de suas edições. O influente selo indie Labrador gostou e contratou os caras, e em 2005 veio a consagração a nível internacional, quando os caras tiveram três música incluídas na trilha do filme ‘Maria Antonieta’, de Sofia Coppola. O quinto álbum, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Clinging to a Scheme&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;saiu há menos de um mês&lt;/strong&gt;.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º bloco:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SUNNY DAY REAL ESTATE – &lt;em&gt;In Circles&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-2rKjBrrCI/AAAAAAAABBs/03ndskptYPg/s1600/Sunny+Day+Real+Estate.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 129px; height: 85px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-2rKjBrrCI/AAAAAAAABBs/03ndskptYPg/s320/Sunny+Day+Real+Estate.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471217320014359586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Influente grupo americano de Seattle, surgido em 1992, logo após o advento do grunge, registrou seus álbuns pela mesma gravadora Sub Pop que fez a fama do gênero, mas diferentemente de seus conterrâneos Nirvana, Tad e Mudhoney, sempre fizeram um som mais elaborado e melódico, que serviu de inspiração inclusive para o povo emo. A curta história do Sunny Day é das mais curiosas, recheada de mistério: originalmente um trio – Dan Hoerner (guitarra e vocais), Nate Mendel (baixo) e William Goldsmith (bateria) –, com a entrada do vocalista Jeremy Enigk o grupo parece que passou a assumir uma postura enigmática: só liberaram uma foto para divulgação na imprensa, concederam apenas uma entrevista, e por alguma razão que se desconhece, jamais tocaram na Califórnia com o quarteto completo. O primeiro disco, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Diary&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;saiu em 1994&lt;/strong&gt;, mesma época em que Enigk se convertia ao Cristianismo, e no ano seguinte, logo após o lançamento de ‘LP2’ resolveram parar. Voltariam dois anos depois, já sem Mendel, que se juntou ao Foo Fighters, e gravaram mais três álbuns – um deles ao vivo –, até decidirem parar de vez, em 2001. Ano passado, retomaram as atividades e estão nas escalações dos festivais de rock mais importantes do hemisfério norte deste ano.    &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE HOUSE OF LOVE – &lt;em&gt;Christine&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-2rUl2_5GI/AAAAAAAABB0/YU4cx1ktASM/s1600/The+House+of+Love.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 124px; height: 87px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-2rUl2_5GI/AAAAAAAABB0/YU4cx1ktASM/s320/The+House+of+Love.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471217492573545570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Banda muito popular no Reino Unido no final dos anos 1980/início dos 90, uma guitar band que mixava melodias à la Smiths, psicodelia e ruído, muito comparada também ao Jesus &amp; Mary Chain, até por ser da mesma gravadora – a mítica Creation Records, do visionário Alan McGhee. Guy Chadwick, vocalista e guitarrista, era o compositor e principal figura do grupo, que deixou quatro álbuns até 1994, quando resolveram encerrar as atividades. O primeiro, sim plesmente intitulado ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;The House of Love&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;saiu em 1988&lt;/strong&gt;, teve grande impacto na Inglaterra e foi relançado ano passado lá fora. O segundo, também homônimo, é conhecido como “o álbum da borboleta”, em função da capa, e compõe junto com o antecessor, a nata de sua discografia. Após 10 anos de hiato, Chadwick e o guitarrista Terry Bickers resolveram reativar o HOL, com o mesmo baterista Pete Evans, mas Matt Jury no lugar do baixista original, Chris Groothuizen, e o resultado foi o disco ‘Days Run Away’, lançado em 2005. Consta que ainda estão na ativa. Ano passado, saiu um disco ao vivo gravado na BBC.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE WEDDING PRESENT – &lt;em&gt;Brassneck&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-2rgUjar3I/AAAAAAAABB8/TOGXUOTNe5E/s1600/The+Wedding+Present.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 83px; height: 122px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-2rgUjar3I/AAAAAAAABB8/TOGXUOTNe5E/s320/The+Wedding+Present.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471217694086442866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Outra sensação do rock inglês surgida na metade dos anos 1980 – e também comparada aos Smiths –, surgiu em Leeds em 1985, anunciou seu fim em 1997 mas também resolveu retornar à atividade em meados dos anos 2000. David Gedge, cantor e compositor, e único remanescente da formação original, é, basicamente, o dono da bola, mexendo constantemente no line-up do grupo. Ele era líder de uma banda chamada The Lost Pandas, que acabou, basicamente, quando sua namorada, a baterista do grupo,  o deixou pra ficar com o guitarrista. Gedge e o baixista, então, renomearam o grupo como “O Presente de Casamento”, uma referência a um de seus grupos favoritos, o australiano The Birthday Party (“O Presente de Aniversário”), de Nick Cave. Mais uma banda bacana a cair nas graças do lendário DJ da BBC John Peel, o TWP fez sua primeira aparição no rádio. O primeiro álbum do grupo, que o tornou uma sensação nos meios universitários britânicos, faz outra homenagem, esta ao craque irlandês do Manchester United dos anos 1970 George Best, mas é o seguinte, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Bizarro&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;1989&lt;/strong&gt;), produzido por Steve Albini, o preferido pela maioria dos fãs do grupo. Acaba de sair uma edição especial comemorativa aos 21 anos de lançamento do disco no hemisfério norte.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THE SOFT BOYS – ‘&lt;em&gt;Underwater Moonlight&lt;/em&gt;’ (1980)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos grupos mais influentes do pós-punk britânico, influência confessa do R.E.M., do Yo La Tengo, dos Replacements, do Dream Syndicate e uma infinidade de guitar bands psicodélicas americanas, o quarteto liderado pelo cantor, compositor e guitarrista Robyn Hithcock durou apenas cinco anos, o suficiente pra imprimir sua marca e deixar pelo menos dois discos clássicos, o primeiro, ‘A Can of Bees’ (1979), e o segundo, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Underwater Moonlight&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;1980&lt;/strong&gt;), um poderoso mix de Beatles, Byrds, Buffalo Springfield, Syd Barrett, Television e Big Star. De quebra, as letras originais de Robyn Hitchcock, um dos compositores mais respeitados do rock dos anos 1980, 90 e 2000. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Soft Boys – que inicialmente chamavam-se Dennis and the Experts – iniciaram em 1976 em Cambridge, na Inglaterra, bem no olho do furacão, quando o punk explodia na ilha. Além de Hitchcock, a formação inicial tinha Morris Windsor na bateria, Andy Metcalfe no baixo, e Rob Lamb, que foi logo substituído po Alan Davies, na outra guitarra, e a primeira gravação foi um E.P. chamado ‘Give It to The Soft Boys’, registrado na sala da casa de Hitchcock em 1976. Logo, a formação mudaria, com a saída Davies, entrando Kimberley Rew em seu lugar. O álbum de estreia, ‘A Can of Bees’, foi gravado já com essa formação, mas logo Metcalfe também sairia, para a entrada de Matthew Seligman e saiu em 1979. A obra-prima da banda viria no ano seguinte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Underwater Moonlight’ juntava à perfeição o senso melódico com a energia punk em canções como ‘I Wanna Destroy You’, canções pop ganchudas como a faixa-título com as  udanças de ritmo como a nervosa ‘Insanely Jealous’. Uma pena que um disco dessa envergadura e com tamanho apelo pop não tenha servido para manter a banda na ativa: os caras resolveram se separar logo depois, deixando ainda dois discos póstumos, o E.P ‘2 Halfs For the Price of One’ (1981), e uma compilação de gravações feitas mais ou menos na mesma época de ‘Underwater ...’, ‘Invisible Hits’ (1983). Robyn Hitchcock partiria em respeitada carreira solo logo a seguir, lançando material sob o nome de Robyn Hitchcock &amp; The Egyptians, tendo Morris Windsor e Andy Metcalfe como músicos de apoio, enquanto que Seligman tornou-se um requisitado músico de estúdio e Kimberley Rew juntou-se à banda Katrina &amp; The Waves. Os Soft Boysa ainda se reuniriam duas outras vezes, em 1994, para uma breve tour pelo Reino Unido, e em 2001, por conta dos 20 anos (21, na verdade) do lançamento de ‘Underwater Moonlight’, que recebeu uma &lt;strong&gt;edição dupla&lt;/strong&gt;, caprichada, &lt;strong&gt;da americana Matador Records&lt;/strong&gt;. Ainda registraram mais um disco, ‘Nextdoorland’, em 2002, mas fecharam o boteco definitivamente no ano seguinte. Hitchcock, que acaba de lançar mais um disco-solo – o bastante elogiado ‘Propellor Time’ –, pode ser visto em pontas dos filmes mais recentes do diretor Jonathan Demme – ‘Sob o Domínio do Mal’, ‘O Casamento de Rachel’ –, seu velho fã e amigo.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-2rs2236yI/AAAAAAAABCE/kWo-9L3vlxg/s1600/The+Soft+Boys.Underwater+Moonlight.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-2rs2236yI/AAAAAAAABCE/kWo-9L3vlxg/s320/The+Soft+Boys.Underwater+Moonlight.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471217909453286178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;I Wanna Destroy You&lt;br /&gt;Kingdom of Love&lt;br /&gt;Insanely Jealous&lt;br /&gt;Underwater Moonlight&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-2r8ii2sgI/AAAAAAAABCM/HIczchYS_Ns/s1600/The+Soft+Boys.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-2r8ii2sgI/AAAAAAAABCM/HIczchYS_Ns/s320/The+Soft+Boys.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471218178878517762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os Soft Boys: melhor banda a unir a urgência punk às melodias folk &lt;strong&gt;psicodélicas &lt;/strong&gt;sessentistas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-2sTWm59YI/AAAAAAAABCU/1ycKAaXuJKU/s1600/robyn-hitchcock-in-rachel-getting-married.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-2sTWm59YI/AAAAAAAABCU/1ycKAaXuJKU/s320/robyn-hitchcock-in-rachel-getting-married.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471218570811274626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O incansável Robyn Hitchcock, em seu 'cameo' em 'O Casamento de Rachel': novo disco, pra variar, foi bastante elogiado&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-202586196848564893?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/202586196848564893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/05/companhia-magnetica-no-radio-34.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/202586196848564893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/202586196848564893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/05/companhia-magnetica-no-radio-34.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (34)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-2qmC7Z04I/AAAAAAAABBU/SnpRPa6VcAM/s72-c/The+Dead+Weather.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-3567200218473642930</id><published>2010-05-07T11:55:00.000-07:00</published><updated>2010-05-07T12:21:14.579-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (33)</title><content type='html'>De novo, dois bloquinhos retrô - um com um ícone do rock, outro com uma das bandas mais queridas da seara alternativa das duas últimas décadas -, além de três lançamentos recentes. É neste &lt;strong&gt;sábado&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;08&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;às 22h&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;na FM CULTURA &lt;/strong&gt;(&lt;strong&gt;107.7&lt;/strong&gt; no dial ou &lt;strong&gt;www.fmcultura.com.br &lt;/strong&gt;na rede). Enjoy!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CRYSTAL CASTLES – &lt;em&gt;Celestica &lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-Rk212A0eI/AAAAAAAABAc/rlCIh91TuQE/s1600/Crystal+Castles.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 89px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-Rk212A0eI/AAAAAAAABAc/rlCIh91TuQE/s320/Crystal+Castles.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468606740863963618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Projeto de um cidadão chamado Ethan Kath, que tirou o nome dos desenhos da She-Rah e He-Man, e da cantora Alice Glass. Fazem pop eletrônico experimental, barulhento com referências ao Suicide e ao pop eletrônico oitentista. Uma das curiosidades é que os caras usam um teclado com seu som modificado por chip de computador da famosa (pra quem era adolescente nos anos 1980, é claro) marca de jogos eletrônicos Atari – que teve um game lançado em 1983 que também serviu de inpiração pro nome usado pelo duo. O ‘modus operandi’ dos caras também é sui generis: a canção ‘Alice Practicing’ era pra ser o que o título sugere, uma demo gravada despretensiosamente em um ensaio, sem pretensão maior de virar canção, só que foi parar no My Space e rendeu um convite de várias gravadoras, acabando por ser lançada em single em 2006. O disco de estreia, homônimo, é de 2008. &lt;strong&gt;O novo&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;recém-lançado lá fora&lt;/strong&gt;, também &lt;strong&gt;chama-se simplesmente ‘&lt;em&gt;Crystal Castles&lt;/em&gt;’&lt;/strong&gt;. Entre um e outro, fizeram vários remixes, pra bandas como Liars, Klaxons, Bloc Party e Health. Como o novo disco vazou todinho na internet no mês passado, a banda acabou liberando-o pra download logo depois. O lançamento físico saiu agora, neste mês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CARIBOU – &lt;em&gt;Odessa&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-RlCjrIGGI/AAAAAAAABAk/neF2oOiAu5c/s1600/Caribou.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 97px; height: 129px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-RlCjrIGGI/AAAAAAAABAk/neF2oOiAu5c/s320/Caribou.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468606942144895074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Projeto de um cidadão chamado Dan Snaith, canadense de Ontario, ex-acadêmico de matemática (é de uma família de matemáticos) e que ganhou fama na cena eletrônica do início dos anos 2000 gravando sob a alcunha de Manitoba, e cujos primeiros E.P.’s e álbum encantaram a imprensa especializada. Forçado a deixar pra lá a alcunha de Manitoba após o líder da lendária banda punk Dictators, Handsome Dick Manitoba o processou pelo uso indevido de seu nome (ou sobrenome) de guerra, rebatizou-se como Caribou, e já tem três álbuns sob a nova identidade, &lt;strong&gt;o mais recente&lt;/strong&gt; deles &lt;strong&gt;lançado no finzinho do mês passado&lt;/strong&gt;, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Swim&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’. Ao vivo, Snaith (ou Caribou) apresenta-se com uma banda de apoio, fazendo as vezes de percussionista.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PANTHA DU PRINCE – &lt;em&gt;Stick to My Side &lt;/em&gt;(c/ Noah Lennox)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-RlR0tzMGI/AAAAAAAABAs/QLsxDpaZKhs/s1600/Pantha+Du+Prince.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 109px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-RlR0tzMGI/AAAAAAAABAs/QLsxDpaZKhs/s320/Pantha+Du+Prince.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468607204417548386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Obra do produtor alemão Hendrik Weber, que também já gravou usando nomes como Glühen 4 e Panthel, embora seu trabalho mais conhecido seja mesmo sob a alcunha Panthe Du Prince. Inicialmente ligado ao selo alemão Dial, de Hamburgo, especializado em techno experimental, gravou seu álbum mais recente, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Black Noise&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (o terceiro, &lt;strong&gt;deste ano&lt;/strong&gt;) pela gravadora britânica Rough Trade. O disco tem participações de Noah Lennox (Animal Collective e Panda Bear) e Tyler Pope (guitarrista do !!!) e a música do Pantha Du Prince, com referências tanto ao techno (especialmente o de Detroit) quanto a cena shoegazer do rock britânico do final dos anos 1980/início dos anos 1990 (My Bloody Valentine, Slowdive, Ride), é densa e sombria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEENAGE FANCLUB – ‘&lt;em&gt;Catholic Education&lt;/em&gt;’ (1990)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 21 anos na ativa, uma das bandas mais importantes do rock alternativo dos anos 1990 e 2000, prestes a lançar mais um álbum, pinta por aqui com seu clássico disco de estreia, lançado há 20 anos e que não só serviu, de certa maneira, de inspiração para o grunge, como virou também uma das referências do brit pop. O Teenage Fanclub, formado em 1989 em Glasgow, na Escócia, pelos guitarristas Norman Blake e Raymond McGinley e pelo baixista Gerard Love – todos cantores e compositores, uma das marcas do grupo – e tinha como baterista Francis McDonald, o primeiro de vários na função. De cara, chamavam a atenção nos shows o mix de pegada punk com harmonias vocais à Beach Boys e referências a outras clássicas bandas sessentistas californianas, como os Byrds – embora a grande inspiração do grupo sempre tenha sido o powerpop do Big Star de Alex Chilton – e o revezamento dos vocais principais entre os três homens de frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blake, McGinley e Love já haviam tocado juntos em uma banda chamada Boy Hairdressers, que saiu da famosa cena C86 – “class of 86”, uma leva de bandas que surgiram naquele ano fazendo um som que remetia ao pop ensolarado dos anos 1960 –, que gravou apenas um single e encerrou as atividades, dando origem ao BMX Bandits, que também teve curta duração. Já como Teenage Fanclub, assinaram contrato na Inglaterra com a lendária Creation Records (Jesus &amp; Mary Chain, Oasis) e nos Estados Unidos com a Matador Records (Yo La Tengo, Pavement), e durante as gravações do seu primeiro disco, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A Catholic Education&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, já havia trocado de baterista, com Brendan O’Hare substituindo Francis McDonald. Entre os 9 álbuns do Teenage – ou ‘The Fannies’, como são chamados carinhosamente pelos fãs –, é o que tem o som mais sujo, agressivo, urgente, e seu lançamento no mercado americano certamente teve grande impacto sobre o pessoal do grunge, cujo som também sempre teve o mesmo conceito e as mesmas referências (Kurt Cobain era grande fã dos caras). É também o álbum de discurso mais forte e direto, deixando de lado a sutileza características das composições posteriores do grupo: canções amargas e desiludidas como ‘Everybody’s Fool’ somam-se a ataques à igreja, como a faixa-título e à apatia da molecada, como as duas duas ‘Heavy Metal’.           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sequência de ‘A Catholic Education’, o Teenage lançaria, em 1991, o desleixado ‘The King’ só pra cumprir o contrato com a Matador Records, gravadora que estavam deixando, e o incensado ‘Bandwagonesque’, então eleito melhor disco do ano pela revista Spin (à frente até de ‘Nevermind’, do Nirvana, ‘Out of Time’, do R.E.M. e ‘Loveless’, do My Bloody Valentine) e que levou a Rolling Stone a elegê-los, na sua edição de fim de ano, como a banda mais quente para 1992. O quarto álbum, ‘Thirteen’ (1993), gravado já com novo baterista – Paul Quinn, ex-Soup Dragons –, não teria essa receptividade toda, e a própria banda, exercitando uma sinceridade pouco comum no show businness, se disse decepcionada com o resultado. O quinto, ‘Grand Prix’ (1995), os colocou de volta ao noticiário – e agora, eram também referência pro britpop (o folclórico líder do Oasis dizia então que o Teenage era a “segunda melhor banda do mundo”). ‘Songs from Northern Britain’ (1997) e ‘Howdy!’ (2000) tem sonoridade mais folky, acústica, ‘Words of Wisdom and Hope’ (2002) foi gravado em parceria com Jad Fair, e ‘Man-Made’ (2005), o primeiro lançado pelo selo do próprio Teenage, PeMa, foi inteiramente gravado pelo cabeça do Tortoise, John McEntire, em seu estúdio em Chicago. Em breve, deve sair ‘Shadows’, que teve suas primeiras gravações feitas em agosto de 2008.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-RleLd-kPI/AAAAAAAABA0/r7hQWA4MrA4/s1600/Teenage+Fanclub.A+Catholic+Education.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 114px; height: 116px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-RleLd-kPI/AAAAAAAABA0/r7hQWA4MrA4/s320/Teenage+Fanclub.A+Catholic+Education.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468607416683630834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Everything Flows&lt;br /&gt;Everybody’s Fool&lt;br /&gt;Catholic Education&lt;br /&gt;Critical Mass&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-RlqCdkvII/AAAAAAAABA8/mWG-lK_6dD8/s1600/Teenage+Fanclub.ao+vivo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 118px; height: 89px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-RlqCdkvII/AAAAAAAABA8/mWG-lK_6dD8/s320/Teenage+Fanclub.ao+vivo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468607620424449154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O núcleo dos 'Fannies', seu trio de compositores/cantores/instrumentistas: vinte anos de carreira sem deixar a peteca cair não é coisa comum no meio alternativo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOHNNY THUNDERS &amp; THE HEARTBREAKERS – ‘&lt;em&gt;Live at Max’s Kansas City&lt;/em&gt;’ (1979)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das figuras mais mitológicas da história do rock, um dos caras que melhor encarnou o trinômio básico aquele – “sex, drugs and rock’n’roll” –, e provavelmente o sujeito cuja morte por overdose foi a mais previsível de todas no meio, John Anthony Genzale, Jr., nascido no Queens, em Nova Iorque, em 15 de julho de 1952, e precocemente falecido em 23 de abril de 1991 em New Orleans, iniciou cedo sua trajetória. Fã incondicional de Keith Richards – sua principal inspiração tanto no som, quanto no estilo de vida e até no visual –, depois de se recusar a cortar o cabelo e por isso perder a vaga no time de basquete no colégio, formou sua primeira banda, Johnny and The Jaywalkers, onde atendia por Johnny Volume. Passou a frequentar os endereços quentes do rock na big apple aos 16 anos: primeiro, indo ao shows no Fillmore East, depois curtindo a balada em bares como o Nobody’s, na famosa Bleecker Street, futuro endereço do C.B.G.B.’s, no no Village. Na mesma rua, como atendente em uma loja especializada em artigos de couro, conheceu Arthur Kane e Billy Murcia, que tocavam, respectivamente, baixo e bateria em uma banda chamada ‘The Actress’, que passaria a se chamar New York Dolls com as entradas do vocalista David Johansen e do guitarrista Sylvain Sylvain. A essas alturas, o guitarrista John Genzale já se chamava Johnny Thunders – nome tirado de uma HQ da DC com o mesmo nome –, e os Dolls eram uma das sensações do underground novaiorquino com seu rhythm ‘n’ blues sujo e visual andrógino/debochado (pareciam uma versão drag dos Stones), inspiração para a cena punk que logo viria. Os Dolls duraram quatro anos e lançaram apenas dois discos, ambos clássicos, mas até hoje são referenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thunders não perdeu tempo: após sua saída das “bonecas de Nova Iorque” – que ainda se apresentaram durante um tempo, com Sylvain e Johansen à frente –, formou logo os Heartbreakers no auge da explosão punk, com o baterista Jerry Nolan, que substituíra o falecido Billy Murcia nos Dolls, e o ex-baixista do Television, o também figuraça Richard Hell. O guitarrista Walter Lure completou logo depois a formação inicial, que não durou muito: como Hell percebeu que a bola nos Heartbreakers pertencia a Thunders e que portanto dificilmente teria espaço para suas composições, pulou fora para formar seu próprio grupo, Richard Hell &amp; The Voidoids, sendo substituído por Billy Rath. Com esta formação, Johnny Thunders e os Heartbreakers registraram em 1977 seu único álbum de carreira (de estúdio) do grupo, ‘L.A.M.F.’ (abreviatura de ‘Like a Mother Fucker’), e mudaram-se para Londres, onde Thunders era extremamente popular junto à galera punk – tanto que, ao lançar seu primeiro disco solo, ‘So Alone’, com participações de Steve Jones, Paul Cook, Phil Lynott, Chrissie Hynde e outros, um ano depois, excursionou junto com os Sex Pistols, o Clah e o Damned na histórica “Anarchy Tour”. Suas performances de palco à epoca – muitas vezes bêbado e/ou chapado, não dizendo coisa com coisa – tornaram-se lendárias.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerradas as atividades dos Heartbreakers, e iniciada a carreira-solo, ainda encontraria tempo para parcerias tanto com antigos fãs como com velhos ídolos: tocou em um grupo chamado Gang War, que formou com o ex-guitarrista do MC5, Wayne Kramer, e também fez parte do The Living Dead, com Sid Vicious. Os Hartbreakers ainda se reuniriam esporadicamente até a morte de Thunders, em 1991, e uma dessas, em 1979, no mesmo Max’s Kansas City que fez a fama dos Dolls, do Suicide e do Velvet underground, entre tantos grupos seminais do barulhento rock novaiorquino foi gravada, dando origem ao clássico álbum ao vivo lançado no mesmo ano. A performance do grupo foi tão elogiada que rendeu o convite para mais uma apresentação no Max’s, só que o quarteto era de tal forma devotado ao uso de drogas pesadas – em especial, a heroína –, que o novo show (ou tentativa de show) resumiu-se a apenas cinco canções, que entrariam numa segunda edição do disco, lançada apenas em 1996 pelo combativo selo americano ROIR. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thunders, que nos últimos três anos de vida teve como acompanhante uma banda chamada The Oddballs, foi achado morto em um quarto de hotel em New Orleans, em 23 de abril de 1991, aos 38 anos de idade. Embora estivesse chapado, como de costume, sua biógrafa Nina Antonia garante que o nível de drogas achado no organismo não dava pra ser considerado fatal. A famosa ex-groupie Pamela Des Barres, em um livro chamado ‘Dark Moments in Music Babylon’, publicou uma entrevista com a irmã de Thunders em que ela diz que a autópsia confirmou evidências de leucemia em estado avançado, o que ninguém ligado ao músico sabia, e a família do guitarrista, não conformada com as poucas informações sobre o caso, pediu mais de uma vez que o mesmo fosse reabaerto, o que não aconteceu. O certo é que o velho junkie Thunders sempre foi um ávido consumidor de substâncias ilícitas e nos últimos tempos andava tomando metadona, para ver se ao menos minimizava seu vício em heroína.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-RmVvmXT4I/AAAAAAAABBE/Vgs1u0ijAaI/s1600/Johnny+Thunders+%26+The+Heartbreakers.Live+at+Max%27s.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-RmVvmXT4I/AAAAAAAABBE/Vgs1u0ijAaI/s320/Johnny+Thunders+%26+The+Heartbreakers.Live+at+Max%27s.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468608371275288450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Milk Me&lt;br /&gt;Chinese Rocks&lt;br /&gt;London Boys&lt;br /&gt;One Track Mind&lt;br /&gt;Too Much Junkie Business&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-Rmim0KkNI/AAAAAAAABBM/jEzGpRG4OmI/s1600/Johnny+Thunders.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 112px; height: 118px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-Rmim0KkNI/AAAAAAAABBM/jEzGpRG4OmI/s320/Johnny+Thunders.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468608592255553746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Johnny (1952-1991) nos tempos de New York Dolls: a dúvida nunca foi 'se' nem 'como', mas 'quando' os excessos iam cobrar a conta definitiva&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-3567200218473642930?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/3567200218473642930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/05/companhia-magnetica-no-radio-33.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/3567200218473642930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/3567200218473642930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/05/companhia-magnetica-no-radio-33.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (33)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S-Rk212A0eI/AAAAAAAABAc/rlCIh91TuQE/s72-c/Crystal+Castles.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-7914526718845403089</id><published>2010-04-30T13:17:00.000-07:00</published><updated>2010-04-30T13:45:46.527-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (32)</title><content type='html'>Tá aí o há horas prometido espacialzinho do &lt;strong&gt;Pavement&lt;/strong&gt;, um resumo dos cinco álbuns de carreira da banda californiana que tá voltando. Na &lt;strong&gt;FM CULTURA &lt;/strong&gt;(&lt;strong&gt;107.7&lt;/strong&gt; no dial ou&lt;strong&gt; www.fmcultura.com.br &lt;/strong&gt;na rede) neste &lt;strong&gt;sábado&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;1º/05&lt;/strong&gt;, às &lt;strong&gt;22h&lt;/strong&gt;. Enjoy!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Patrimônio da cena indie dos anos 1990, um dos baluartes do som lo-fi, tendo deixado 5 ótimos álbuns, 9 E.P.’s e um considerável e fiel séquito de fãs, os californianos de Stockton voltam à ativa depois 11 anos depois de encerradas as atividades, em princípio para apenas alguns shows, nos principais festivais de rock americanos e europeus. De quebra, é lançada uma coletânea bacana lá fora, ‘Quarantine The Past’, misto de ‘greatest hits’ com raridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início do Pavement remonta ao ano de 1989, inicialmente apenas como um despretensioso projeto de estúdi dos guitarristas e cantores Stephen Malkmus e Scott Kanberg, que registravam o material usando as alcunhas de ‘S.M.’ e ‘Spiral Stairs’, respectivamente. Gravavam num estúdio chamado Louder Than You Think, de propriedade de um ripongão de nome Gary Young, que viria a ser o primeiro baterista do Pavement, e o cara que, após ouvir as duas primeiras canções da dupla , vaticinou: “esse idiota do Malkmus é um completo gênio como compositor”. Já no começo, apareceriam problemas nas relações pessoais do grupo, o que seria uma marca até o fim da trajetória do Pavement: Jason Fawkes, o baterista escolhido pra substituir Gary Young, que compreensivelmente se dedicava mais a seu estúdio do que à banda ainda iniciante, e o temperamental Malkmus de cara já não se bicaram muito, e então Young acabou voltando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só em &lt;strong&gt;1992&lt;/strong&gt; é que o Pavement realmente foi virar uma banda de verdade, profissionalmente falando, com as entradas de Mark Ibold – aliás, um dos primeiros fãs do grupo –, e o percussionista Bob Nastanovich. ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Slanted and Enchanted&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, o álbum de estreia, foi lançado pela Matador Records, teve críticas muito positivas – hoje, é considerado um dos melhores discos de rock da década de 1990 – naquele ano – embora circulasse já em versão cassete um ano antes.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9s_0pll1RI/AAAAAAAAA_0/1XcWi6yCVh8/s1600/Slanted"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9s_0pll1RI/AAAAAAAAA_0/1XcWi6yCVh8/s320/Slanted" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466032746493498642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Summer Babe (Winter Version)&lt;br /&gt;Trigger Cut/Wounded-Kite at :17   &lt;br /&gt;Here&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cut Your Hair&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;2º bloco:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confirmando o problema crônico que sempre foi a total falta de tato, principalmente de Malkmus, em lidar com as questões de relacionamento, Young – ainda que dono de um comportamento frequentemente bizarro, foi dispensado pelo grupo em um famoso episódio ocorrido em um quarto de hotel em Copenhague, na Dinamarca, em 1993. Seu substituto, Steve West, era um antigo conhecido de Malkmus, e entrou quando a banda já se preparava para gravar o segundo disco, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Crooked Rain Crooked Rain&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, lançado em &lt;strong&gt;1994&lt;/strong&gt; e tão aclamado quanto o primeiro. Mais melodioso e menos barulhento que o antecessor, pagando tributo ao rock clássico tanto quanto às velhas influências mais experimentais, como The Fall e Sonic Youth, o álbum chamou atenção também pelo teor ferino da letra de ‘Range Life’, que dava alfinetadas em bandas como Smashing Pumpkins e Stone Temple Pilots – embora o compositor Malkmus garanta que não se tratava de seu ponto de vista, mas da personagem da canção, um hippie jurássico, mas o fato é que Billy Corgan, o líder dos Pumkins não gostou, e mais: contratado pra ser o headliner do festival Lollapalooza daquele ano, diz que se o Pavement estivesse escalado, sua banda abandonaria o festival. Muios anos depois do incidente, Malkmus e Corgan ainda seguiriam trocando farpas pela imprensa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco seguinte, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Wowee Zowee&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, sairia já no ano seguinte, &lt;strong&gt;1995&lt;/strong&gt;, e teve mais controvérsia: o mais variado disco do grupo – que inclui influências que vão do country às baladas –, definido por Malkmus como “o último disco clássico do Pavement” desgostou Kannenberg, que não aprovou principalmente a pressa nas gravações, o tempo curto entre os lançamentos de ‘Crooked Rain’. Pra completar, a banda, por essa época, passava praticamente o tempo inteiro chapada, e as apresentações eram verdadeiramente caóticas. Escalados para o Lolapalooza daquele ano, ficaram conhecidos como “a banda que arruinou o festival”.   &lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9tAFE4uaxI/AAAAAAAAA_8/7es8Y_FX0FQ/s1600/Crooked"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9tAFE4uaxI/AAAAAAAAA_8/7es8Y_FX0FQ/s320/Crooked" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466033028699417362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Gold Soundz&lt;br /&gt;Range Life&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9tAXVQ318I/AAAAAAAABAE/-kdkcDyx7Po/s1600/Wowee"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9tAXVQ318I/AAAAAAAABAE/-kdkcDyx7Po/s320/Wowee" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466033342333310914" /&gt;&lt;/a&gt;Rattle By The Rush&lt;br /&gt;Grounded&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º bloco:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o prestígio devidamente consolidado – ainda que os tumultos todos se sucedendo –, o Pavement planejou, para seu quarto disco, um som mais mainstream, já que o time tava ganhando jogando desse jeito, angariando fãs entre os admiradores de um rock mais clássico. A estratégia deu certo: produzido por Mitch Easter (cantor e compositor indie dos anos 1980, líder do Let’s Active, que produziu, entre outros, o R.E.M. ), ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Brighten the Corners&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;de 1997&lt;/strong&gt;, vendeu mais do que os anteriores, amparado principalmente pelo sucesso dos singles de ‘Stereo’ e ‘Shady Lane’ – curiosamente as duas primeiras faixas do álbum, que também foi o primeiro a incluir as letras no encarte. Mas parece que a banda sempre gostou de se auto-sabotar: mesmo com o sucesso batendo à porta, os cinco preferiam se dedicar mais a projetos paralelos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O derradeiro álbum seria ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Terror Twilight&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;de 1999&lt;/strong&gt;, ainda mais acessível e melódico. O título (“O Terror do Crepúsculo”) foi sugerido por Nastanovich, que explica: “é o curto lapso temporal entre o pôr-do-sol e o cair da noite; é considerado o período mais perigoso no trânsito, porque metade das pessoas está com os faróis acesos e a outra não. É quando a maioria dos acidentes acontece”. O disco era pra ser produzido pela própria banda, mas após as primeiras e frsutrantes sessões de gravação, o quinteto decidiu apelar para um profissional, e o conceituado Nigel Godrich, conhecido por seu trabalho com R.E.M., Radiohead e Beck, foi chamado. Mas até a escolha de um produtor virou motivo de problema na banda: Nastanovich diz que ficou satisfeito com o trabalho de Godrich, mas saiu reclamando que o cara deu atenção excessiva a Malkmus e praticamente ignorou o resto da banda. A dissolução já estava a caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na turnê de seis meses que se seguiu ao lançamento do álbum, Malkmus já praticamente não falava com mais nenhum de seus companheiros de banda. E ainda fazia piada a respeito, chamando a si mesmo de ‘’The Little Bich’. O repertório das apresentações ao vivo incluía muito mais canções antigas do que novas, o que alguns críticos interpretaram como um sinal de que a banda parecia um bando de veteranos tocando seus sucessos em uma turnê de despedida. Em um show na Brixton Academy de Londres – que acabaria sendo o último do Pavement –, Malkmus colocou um par de algemas junto à haste de seu microfone e disse à platéia que aquilo simbolizava “o que era estar em uma banda por todos esses anos”. Era o fim. E pra honrar a tradição, até a separação foi a mais  desagradável possível: Malkmus chamou Kannberg e disse que este precisava informar no site do grupo que els não eram mais uma banda; Kannberg disse que precisava reunir os demais integrantes pra informá-los, então, que a banda estava se dissolvendo; mas Malkmus pulou fora e deixou a tarefa ingrata inteiramente para Kannberg, e assim foi feito – embora West sustente até hoje que jamais recebeu o comunicao pessoalmente de alguns dos companheiros, tendo ficado sabendo via internet.      &lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9tAmMaP0QI/AAAAAAAABAM/hn15OsA7TjM/s1600/Brighten+the+Corners"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9tAmMaP0QI/AAAAAAAABAM/hn15OsA7TjM/s320/Brighten+the+Corners" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466033597654749442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Stereo&lt;br /&gt;Shady Lane&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9tAwnNXmCI/AAAAAAAABAU/Y5VYucRh8YI/s1600/Terror"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9tAwnNXmCI/AAAAAAAABAU/Y5VYucRh8YI/s320/Terror" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466033776647182370" /&gt;&lt;/a&gt;Spit On a Stranger&lt;br /&gt;The Hexx&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9s-jtQZXLI/AAAAAAAAA_s/ImRw7nPIwUI/s1600/Pavement.banda"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 120px; height: 120px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9s-jtQZXLI/AAAAAAAAA_s/ImRw7nPIwUI/s320/Pavement.banda" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466031355908938930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Pavement, com Malkmus à frente: o cara pode ser um total 'asshole', mas a música é do cacete&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-7914526718845403089?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/7914526718845403089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/04/companhia-magnetica-no-radio-32.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/7914526718845403089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/7914526718845403089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/04/companhia-magnetica-no-radio-32.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (32)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9s_0pll1RI/AAAAAAAAA_0/1XcWi6yCVh8/s72-c/Slanted' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-8689361414686926090</id><published>2010-04-29T12:36:00.000-07:00</published><updated>2010-04-29T12:45:11.754-07:00</updated><title type='text'>We love You, Tim &amp; Johhny, but ...</title><content type='html'>Difícil achar alguém, entre aqueles que percebem o cinema como o território do sonho, do imaginário, que não seja fã de Tim Burton. O realizador americano de shape freaky, ao longo das últimas duas décadas, tem  brindado os fãs com seus contos de fadas góticos e pesadelos cartunescos, porém cheios de ternura, em que não falta um olhar poético voltado aos deslocados, figuras órfãs (literal ou metaforicamente) que parecem sobrar no mundo. Quando anunciado, uns dois anos atrás, que seu próximo projeto seria uma nova versão para ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Alice no País das Maravilhas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, seus admiradores babaram: tá aí o filme certo pro cara certo. A surreal estória infanto-juvenil de Lewis Carroll encontrara o realizador ideal, que prometia uma visão sombria – mais aproximada do livro do que as costumeiras adaptações infantis – da garotinha que cai na toca de um coelho e mergulha num universo estranho, onde vai-se deparar com figuras como a Rainha Vermelha, que manda decapitar quem a contraria, o Gato Risonho e o Chapeleiro Louco, o tipo sui generis que, entre outras coisas, é acusado pela Rainha de matar o Tempo ... Prato cheio pro cara que mostrou o herói Batman e seus arqui-inimigos Mulher Gato e Pinguim como vítimas dos mesmos fantasmas, que retratou o modo de vida americano tão bizarro quanto a peculiar figura de um garoto com tesouras no lugar das mãos e eternizou a figura do pior cineasta de todos os tempos como um vencedor – segundo seus próprios termos, é claro. Só que, infelizmente, desta vez a promessa não se cumpriu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tim Burton, em ‘Alice’, toma certas liberdades em relação à história, o que foi usado como argumento para algumas críticas negativas recebidas pelo filme quando de sua estreia nos EUA, mas o problema não reside aí. Ao juntar elementos de ‘No País das Maravilhas’ e sua sequência, ‘Alice no País do Espelho’, além de alterar dados – a protagonista agora não é mais a menininha do primeiro livro, nem a adolescente do segundo, mas uma garota de 19 anos prestes a ser entregue em casamento ao paspalho herdeiro de uma fortuna –, Burton ressalta o caráter pessoal da empreitada procurando manter sua essência. Alice, perplexa com o casamento que arrumaram para ela após a morte de seu pai, e sem saber o que fazer, foge no meio da festa na aristocrática Oxford programada para ser a do acerto de seu futuro em uma daquelas típicas mansões inglesas, quando vê um irriquieto coelho correndo de um lado a outro pelos jardins. Ele parece estar ali justamente para chamar sua atenção, e ela, cansada daquela gente com quem não possui qualquer afinidade, segue o coelho até sua toca. Lá, vai se deparar com um mundo que conheceu quando pequena mas do qual já não se lembra. Um mundo agora dominado pela malvada Rainha Vermelha, com o auxílio do assustador Jabberwocky. É contra o monstrengo da soberana que Alice terá de lutar, ao lado do Chapeleiro Louco e do Gato Risonho, para que a coroa seja devolvida à Rainha Branca – a do bem.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Alice’ traz o costumeiro apuro visual dos filmes de Burton, como era de se esperar: o desenho de produção leva a assinatura de Robert Stromberg, que levou o Oscar deste ano por seu trabalho em ‘Avatar’, e é realçado pelo 3D. O problema é que aquilo que virou quase um clichê se dizer a respeito de vários filmes de Burton – de que valem o ingresso só pelo visual, pela atmosfera criada, não precisavam nem ter história –, ironicamente acaba definindo à pefeição este seu 14º longa: ‘Alice’ quase que só vale, praticamente, pelas imagens. Os cenários e figurinos, mais uma vez, são deslumbrantes, mas incrivelmente ... falta clima. E o cineasta, o que é mais gritante, não soube manejar o desenrolar da história. O desenvolvimento dos personagens é unidimensional: todos, ainda que bem interpretados, são sem sal e sem carisma, meros coadjuvantes do requinte visual que inunda a tela – a tal ponto de fazer quase desaparecer os atores. A australiana Mia Wasikowska até que defende bem sua Alice, Helena Bonham Carter mais uma vez mostra seus dotes como a temperamental Rainha Vermelha – sem dúvida, a caracterização mais marcante do filme –, e Johnny Depp, como o Chapeleiro ... bem, Johnny Depp adiciona mais um tipo excêntrico à sua galeria, que por vezes lembra até o Willy Wonka com trejeitos de Michael Jackson de ‘A Fantástica Fábrica de Chocolate’. Johnny é um baita ator, não há dúvida, mas esses tipos, digamos, sui generis, já estão meio que cansando, e em ‘Alice’ sua performance é burocrática, sem carisma ou alguma boa sacada, nada que  memorável. Já o sumido Crispin Glover – famoso por George McFly, o pai de Michael J. Fox em ‘De Volta para o Futuro’, e pelo Andy Warhol de ‘The Doors’ –, como o Valete de Copas, esse, sim, é digno de lembrança. E a boa atriz Anne Hathaway, que fez da atormentada Kym de ‘O Casamento de Rachel’ um dos papéis femininos mais marcantes dos últimos tempos, está francamente enjoada de tão insossa como a Rainha Branca. As vozes, sim, compõem um capítulo à parte: o veterano Christpoher Lee, herói de Burton (como Jabberwocky), o cult Stephen Fry (o Gato Risonho), o sempre seguro Alan Rickman (que faz a Lagarta). Este último dá vida a um personagem animado digitalmente de uma maneira que seus colegas que interpretam os personagens ‘de-carne-e-osso’ não alcançam.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à trama, a primeira metade do filme é verdaddeiramente enfadonha. Na segunda, que é quando se dá o esperado enfrentamente de Alice &amp; Amigos x Jabberwocky, a coisa melhora um pouco, mas não o suficiente pra afastar aquele sentimento de que a coisa, por algum motivo, não funcionou. A roteirista tem história significativa na Disney: é Linda Woolverton, a mesma de ‘A Bela e a Fera’, o filme que recuperou a companhia no começo dos anos 1990, e ‘O Rei Leão’. Burton, que iniciou sua carreira na Disney mas logo foi dispensado, voltou a trabalhar para a companhia inúmeras vezes, e admite ter uma relação de amor e ódio com a empresa. Paradoxalmente, seus filmes mais recentes cada vez mais parecem ter um quê de ‘filme-família’, já há muito distantes da melancolia que caractarizava seus antigos trabalhos. Pode ser que a felicidade recém conquistada – seu casamento com Helena Bonham-Carter em 2001 e a paternidade – tenha retraído a poesia triste que brotava naturalmente. E é provável que Burton hoje seja também um nome de tal maneira consolidado no universo pop – vide o sucesso estrondoso do filme e da mostra recém-finda de seus desenhos, fotos, storyboards, maquetes e brinquedinhos no MoMa (terceira maior afluência de público na história do museu, só perdendo para Picasso e Matisse) – que também já não tenha aquela inquietação de outrora, ainda que tenha realizado recentemente belíssimos trabalhos que enfatizam esse novo momento pessoal: ‘A Fantástica Fábrica de Chocolate’ já era uma clara fábula moral sobre a importância da família na versão de versão dos anos 1970 com Gene Wilder, e o tema ganhou ênfase ainda maior no filme de Burton, com o acréscimo do história pessoal de Willy Wonka e seu desentendimento com o pai; o tema de reconciliação paterna também marca o subestimado ‘Peixe Grande’. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso são conjecturas – até banais, admito. Psicologia de almanaque. Também não é o caso de entrar no mérito se a famigerada teoria do autor dos ‘jovens turcos’ da Cahiers Du Cinéma nos anos 1950 (Truffaut, Godard, Rohmer) ainda tá valendo, naqueles seus preceitos mais caros, tipo dividir o universo dos realizadores entre os meros artesãos e os verdadeiros autores, cuja obra possui uma linha mestra que a perpassa, revelando aspectos da biografia do diretor. Discussão longa e infrutífera, dado o espaço. Mas se a tomarmos como válida ainda nos dias de hoje, há que se considerar que ‘Alice No País das Maravilhas’ tem todas as características mais flagrantes do cinema de Tim Burton. Só não tem, parece, a velha paixão, e aquela ternura latente pelos esquisitos/deslocados – ainda que Burton tenha declarado que sinta uma certa tristeza em Alice, o que faz identificar-se com a personagem. Mas ‘Alice’ não emociona, esse é o fato. Quem sabe no próximo trabalho, uma nova versão de ‘Frankenweenie’, seu primeiro curta, de 1984. Vamos esperar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS I – dica: uma bela pedida nas locadoras é a versão (com animação em stop-motion mais a garota Krystina Kohoutová no papel principal) de ‘Alice No País das Maravilhas’ dirigida pelo tcheco Jan Svankmajer em 1988, simplesmente chamada ‘Alice’. Também é uma adaptação e não uma transposição quase literal do livro de Lewis Carroll, mas esta, sim, acerta em cheio. E perturba.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS II – Falando em versões para clássicos do cine fantástico, vem aí um remake do perturbador ‘O Bebê de Rosemary’, do estuprador de criancinhas Roman Polansky, desta vez capitaneada por Michael Bay, de ‘Os Transformers’. Oremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9nhYHcXPjI/AAAAAAAAA_k/GUTOuI6WP-M/s1600/Alice.Johhny+e+Tim.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 95px; height: 135px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9nhYHcXPjI/AAAAAAAAA_k/GUTOuI6WP-M/s320/Alice.Johhny+e+Tim.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465647427221929522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A dupla dinâmica: vários bons serviços prestados, mas esse não colou&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-8689361414686926090?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/8689361414686926090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/04/we-love-you-tim-johhny-but.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/8689361414686926090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/8689361414686926090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/04/we-love-you-tim-johhny-but.html' title='We love You, Tim &amp; Johhny, but ...'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9nhYHcXPjI/AAAAAAAAA_k/GUTOuI6WP-M/s72-c/Alice.Johhny+e+Tim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-1088498179730662608</id><published>2010-04-23T12:19:00.000-07:00</published><updated>2010-04-23T12:42:38.601-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (31)</title><content type='html'>Pela primeira vez, teremos dois bloquinhos 'retrô' no programa, com duas bandas clássicas que já vínhamos prometendo. As mulheres têm destaque especial, estão à frente de todas as atrações. O programa vai ao ar neste &lt;strong&gt;sábado&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;dia 24&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;às 22h&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;na FM CULTURA &lt;/strong&gt;(&lt;strong&gt;107.7&lt;/strong&gt; no dial ou &lt;strong&gt;www.fmcultura.com.br &lt;/strong&gt;na rede). Enjoy!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DUM DUM GIRLS – &lt;em&gt;I Will Be&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9H1cJ8X3-I/AAAAAAAAA-s/1g84r9RrSDk/s1600/Dum+Dum+Girls.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 127px; height: 84px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9H1cJ8X3-I/AAAAAAAAA-s/1g84r9RrSDk/s320/Dum+Dum+Girls.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463417687031406562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quarteto californiano formado só por garotas, com apenas um álbum &lt;strong&gt;lançado&lt;/strong&gt; – por sinal, &lt;strong&gt;este ano &lt;/strong&gt;–, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;I Will Be&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, pelo selo Sub Pop. Fazem um pop de inspiração sessentista, tanto pelas melodias ensolaradas à la Beach Boys quanto pela insolência e  malícia das Shangri-Las e pelo espírito punk dos Stooges. O nome do grupo, aliás, foi tirado de uma canção do primeiro álbum-solo de Iggy Pop (‘The Idiot’, de 1977), ‘Dum Dum Boys’, que justamente evocava seus tempos de Stooges, e também de um disco dos escoceses The Vaselines, ‘Dum Dum’ (1990). O fetichismo roqueiro do grupo vai além: a vocalista atende pelo menso nome do baixista original dos Ramones, Dee Dee, e tanto o single de estreia, ‘Jail La La’, quanto o álbum foram produzidos pelo veterano Richard Gottehrer, famoso pelo seu trabalho com o Blondie. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LONELADY – &lt;em&gt;Early The Haste Comes &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9H1nR99WoI/AAAAAAAAA-0/n6NhYLc7ZXk/s1600/LoneLady.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9H1nR99WoI/AAAAAAAAA-0/n6NhYLc7ZXk/s320/LoneLady.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463417878164101762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Alcunha de Julie Campbell, inglesa de Manchester, que faz um som inspirado pela new wave, em especial a primeira geração do pós-punk que fez a fama de sua cidade, lá pelos idos de 1977-78-79 (Fall, Joy Division, Magazine, Buzzcocks). Começou fazendo gravações caseiras em um gravador de quatro canais em 2004, usando basicamente guitarra e drum machine. Alguns singels e um E.P. se seguiram, até que finalmente LoneLady foi entrar em um estúdio profissional pela primeira vez em 2001, quando foi lançada uma edição limitada de 500 cópias do single com ‘Early the Haste Comes’ e ‘Joy’. O álbum de estreia, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nerve Up&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, só &lt;strong&gt;saiu este ano&lt;/strong&gt;, pela prestigiada gravadora Warp Records. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;QUADRON – &lt;em&gt;Slippin’&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9H1y8HyA-I/AAAAAAAAA-8/Yt9onGKOR54/s1600/Quadron.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 94px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9H1y8HyA-I/AAAAAAAAA-8/Yt9onGKOR54/s320/Quadron.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463418078458151906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É uma dupla dinamarquesa, formada pela vocalista Coco O e pelo múlti-instrumentista e produtor Robin Braun – também conhecido no universo indie como Robin Hannibal em outro projeto, o duo Owusu &amp; Hannibal. O som do Quadron mixa soul music, r&amp;b e várias vertentes do pop eletrônicos doas anos 1980, 1990 e 2000 e caiu nas graças do DJ londrino Gilles Peterson, da BBC, no ano passado. &lt;strong&gt;Em 2010&lt;/strong&gt;, a boa fama do grupo chegou à América: o selo Plug Research soltou &lt;strong&gt;o homônimo álbum &lt;/strong&gt;do Quadron em março.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KLEENEX/LILIPUT – ‘&lt;em&gt;Kleenex/Liliput&lt;/em&gt;’ (col., 1993)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grupo suíço formado em 1978, ao lado das britânicas Slits e Raincoats uma das três principais bandas femininas do punk/pós-punk europeu. Duraram apenas cinco anos – e nesse meio-tempo, ainda tiveram que mudar o nome –, tiveram ‘n’ formações, mas deixaram sua marca: letras malucas, surreais e bem-humoradas (fugindo até do tradicional pessimismo punk), cantadas tanto em alemão quanto em inglês, cheias de gemidos, grunhidos e outras onomatopeias, levada funky, guitarras utilizadas às vezes quase como intrumento percussivo, além do uso de violino (até mais distorcido que as guitarras), flauta e sax.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro nome da banda era Kleenex, mas depois de uma ação na justiça do grupo Kimberly-Clarke (detentor da tradicional marca de lencinhos de papel), tiveram de mudar pra LiLiPUT, com apenas um ano de carreira. O line-up original do Kleenex tinha a baixista e vocalista Klaudia Schiff, única integrante a participar de todas as formações, a baterista Lislot Ha, a vocalista Regula Sing e mais dois integrantes que não chegaram a participar de alguma gravação. Mas já no primeiro single, com ‘Hedi’s Head’ e ‘Ain’t You’, a guitarrista Marlene Marder, que acompanharia Klaudi até o encerramento das atividades do grupo, em 1983, dava as caras. Marlene havia pouco antes sido demitida de uma banda em que ela era a única mulher, porque os rapazes acharam que uma verdadeira banda punk não poderia contar com uma saxofonista. Então, ela foi se juntar a outras meninas que, como ela, havia assistido a um show dos Sex Pistols em Zurique e deicidiu ser punk na vida. Agora como guitarrista, compôs com Klaudia, Regula e Lislot a primeira formação mais ou menos estável do grupo. Mas logo Regula também sairia, entrando Chrigle Freund (vocais) e Augie Barrack (sax e vocais). O ano também já havia mudado pra LiLiPUT, inspirado na terra dos homens em miniatura do clássico ‘As Viagens de Gulliver’. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se como Kleenex registraram apenas singles e E.P.’s, é como LiLiPUT que virão os únicos dois álbuns: ‘LiLiPUT’, de 1982, e ‘Some Songs’, de 1983. Este último saiu pouco antes das meninas decidirem pendurar as chuteiras: mesmo contratadas por um importante selo britânico (Rough Trade, em breve a gravadora dos Smiths), elas jamais cogitaram sair da Suíça, nunca tiveram preocupação maior em investir verdadeiramente na carreira, e ainda por cima, paralelamente à música, desenvolviam uma série de outras atividades (pintura, escrita), às quais dedicavam a mesma atenção que dispensavam à banda. Mesmo após o fim do grupo, no final de 1983, o interesse pela música das garotas não parou de crescer: eentre o final dos anos 1980 e início dos 1990, era comum os dois LP’s do LiLiPUT, fora de catálogo, custarem mais de 100 dólares em sebos americanos e ingleses. Foi só em 1993 que o selo suíço Off Course resolveu editar o CD duplo ‘Kleenex/LiLiPUT’, reunindo todas as 46 faixas registradas pelo(s) grupo(s). A americana Kill Rock Stars editou a coletânea na América em 2001, e acaba de lançar lá fora uma caixa chamada ‘Live Recordings, TV-Clips and Roadmovie’, com CD e DVD.                &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9H1_xRNOrI/AAAAAAAAA_E/8Cmyv1RaIs4/s1600/Kleenex.Liliput.%C3%A1lbum.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9H1_xRNOrI/AAAAAAAAA_E/8Cmyv1RaIs4/s320/Kleenex.Liliput.%C3%A1lbum.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463418298883193522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Beri-Beri&lt;br /&gt;Eisiger Wid&lt;br /&gt;In a Mess&lt;br /&gt;Ring-A-Ding-Dong&lt;br /&gt;A Silver Key Can Open an Iron Lock Somewhere&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9H2MBdwxjI/AAAAAAAAA_M/4sOl5jczg4A/s1600/Kleenex.Liliput.Marlene+Marder+e+Klaudia+Schiff.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 129px; height: 97px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9H2MBdwxjI/AAAAAAAAA_M/4sOl5jczg4A/s320/Kleenex.Liliput.Marlene+Marder+e+Klaudia+Schiff.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463418509389252146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Klaudia Schiff e Marlene Marder, o núcleo do Kleenex/LiLiPUT: referência para as riot grrrrls, elas só queriam se divertir &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THE ADVERTS – ‘&lt;em&gt;Crossing the Red Sea with The Adverts&lt;/em&gt;’ (1978)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra glória do punk europeu, banda formada em Londres no auge da explosão da ‘no future generation’, os Adverts estrearam no lendário Roxy Club em 1976, ano em que os Sex Pistols davam as caras. De saída, chamaram a atenção do guitarrista do Damned, Brian James, que os convidou para abrir os shows de sua banda. Daí para um contrato com o selo Stiff Records – que en trou para a história por lançar o primeiro single (‘New Rose’) e o primeiro álbum ‘(Damned Damned Damned’) do punk britânico, ambos do Damned – foi só um pulinho. Mas apesar do começo meteórico, o single de estreia dos Adverts só sairia no ano seguinte, 1977, mas trata-se de um capítulo à parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os caras, mesmo considerando-se, digamos, a “economia de recursos” característica do punk rock, mal sabiam tocar o mínimo indispensável, e a letra de ‘One Chord Wonders’ brincava justamente com isso, usando um humor auto-depreciativo que era a cara do punk inglês: “Fico pensando o que vamos tocar pra você esta noite/Algo pesado ou algo mais leve/Algo pra iluminar sua alma/Fico pensando como vamos responder quando você disser/‘Nós não gostamos de vocês – vão embora/Voltem quando tiverem aprendido a tocar’”. Mas mesmo tendo consciência da própria precariedade, os caras tinham moral: as revistas Sound e Melody Maker recomendaram entusiasticamente a bolacha, os Adverts a essa altura já haviam tocado no programa do respeitado DJ John Peel da BBC e aberto shows de Generation X, Slaughter and The Dogs e The Jam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em agosto de 1977, saía o segundo single, ‘Gary Gilmore’s Eyes’, e desta vez haveria controvérsia de verdade: agora, a letra falava de um serial killer que desejava os olhos aos cientistas após sua execução. A revista Sounds o classificou “o mais inteligente e doentio single a sair da new wave”, e mais tarde a Mojo o elegeria um dos melhores singles punk de todos os tempos. Foi o primeiro do grupo a figurar no Top 40 britânico, o que os levou a se apresentar no popular programa de TV ‘Top of the Pops’ da BBC. O jogo já estava mais do que ganho quando enfim saiu o disco de estreia dos Adverts, ‘Crossing The Red Sea with The Adverts’, em fevereiro de 1978. Há quem o considere não só um dos melhores discos de punk rock, mas mesmo do rock dos anos 1970. Infelizmente, ‘Cast of Thousands’, lançado no ano posterior, não segurou a onda, e a banda encerrou as atividades, não sem antes passar por dois episódios desagradáveis: a morte por eletrocutamento de seu empresário, Michael Dempsey, e um processo movido por dois ex-integrantes, tentando impedir que o casal que fundou e sempre liderou os Adverts, T.V. Smith, o principal compositor do grupo, e Gaye Advert, a primeira verdadeira estrela feminina do punk britânico, a usarem o nome The Adverts sem eles.     &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9H29dyCUdI/AAAAAAAAA_U/ImiGmIard_s/s1600/The+Adverts.%C3%A1lbum.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9H29dyCUdI/AAAAAAAAA_U/ImiGmIard_s/s320/The+Adverts.%C3%A1lbum.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463419358804070866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;One Chord Wonders&lt;br /&gt;Bored Teenagers&lt;br /&gt;New Church&lt;br /&gt;Newsboys&lt;br /&gt;Gary Gilmore’s Eyes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9H3IeDEqfI/AAAAAAAAA_c/d4pxSAdlkCI/s1600/The+Adverts.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 101px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9H3IeDEqfI/AAAAAAAAA_c/d4pxSAdlkCI/s320/The+Adverts.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463419547854088690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os Adverts: músicos sofríveis fizeram um dos grandes discos de rock dos anos 1970 &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-1088498179730662608?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/1088498179730662608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/04/companhia-magnetica-no-radio-31.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/1088498179730662608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/1088498179730662608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/04/companhia-magnetica-no-radio-31.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (31)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S9H1cJ8X3-I/AAAAAAAAA-s/1g84r9RrSDk/s72-c/Dum+Dum+Girls.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-3897838468815988342</id><published>2010-04-16T13:21:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T13:48:13.846-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (30)</title><content type='html'>No nosso trigésimo programa, tem anarquia, groove e pegada punk, sons hipnóticos, anos 1970, 1980 (no espírito), 1990 e 2000. Te liga na &lt;strong&gt;FM CULTURA &lt;/strong&gt;(&lt;strong&gt;107.7&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;www.fmcultura.com.br&lt;/strong&gt;) neste &lt;strong&gt;sábado&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;dia 17&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;às 22h &lt;/strong&gt;e enjoy! Here's the playlist:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WOLF PARADE – &lt;em&gt;Call It a Ritual &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S8jKHlbpaiI/AAAAAAAAA9k/GEUNjTUJ9W0/s1600/Wolf+Parade"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 128px; height: 92px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S8jKHlbpaiI/AAAAAAAAA9k/GEUNjTUJ9W0/s320/Wolf+Parade" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460836779842693666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Banda canadense formada em Montreal em 2003, de cara já deu pé quente, ao estrear nos palcos abrindo para o Arcade Fire e caindo também nas graças de Isaack Brock, o líder do Modest Mouse, que também faz as vezes de caça-talentos da gravadora Sub Pop. Quando contratados pelo lendário selo de Seattle, já tinham dois EP’s, lançaram mais um em 2005, e no mesmo ano veio o disco de estreia, ‘Apologies to the Queen Mary’, que transformou os caras e seu o som abrasivo e ao mesmo tempo elaborado um dos musts da cena indie daquele ano, com o WP já sendo geralmente citado pela a imprensa ao lado de outras conceituadas bandas canadenses, como o Broken Social Scene. Em &lt;strong&gt;2008&lt;/strong&gt;, veio o segundo álbum, o ainda mais aclamado ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;At Mount Zoomer&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BROKEN SOCIAL SCENE – &lt;em&gt;World Sick  &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S8jKaXeeUAI/AAAAAAAAA9s/kZAoUSADSOE/s1600/Broken+Social+Scene"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 143px; height: 92px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S8jKaXeeUAI/AAAAAAAAA9s/kZAoUSADSOE/s320/Broken+Social+Scene" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460837102513967106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um combo de músicos canadenses vindos de outras bandas – Stars, Metric (que tocamos no programa da semana passada, Do Make Say Think, entre outras –, começou em 1999 em Ontario pelas mãos dos amigos de longa data Kevin Drew, ex-K.C. Accidental, e Brendan Canning, ex-By Divine Right. O conceito é justamente este: um monte de amigos se divertindo – os caras chegaram a ter 11 integrantes à época do segundo disco, o premiado ‘You Forget It in People’, de 2002. Além desse, são mais dois álbuns de carreira e uma coletânea de raridades, e o novo álbum, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Forgiveness Rock Record&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;sai mês que vem &lt;/strong&gt;lá fora.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HEALTH – &lt;em&gt;Die Slow&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S8jKktEbE2I/AAAAAAAAA90/GVosfuPqtGg/s1600/Health"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 94px; height: 124px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S8jKktEbE2I/AAAAAAAAA90/GVosfuPqtGg/s320/Health" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460837280108974946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Grupo californiano de Los Angeles, na ativa desde 2005, começaram fazendo uma penca de shows gratuitos e gravaram seu primeiro disco, homônimo, em um espaço chamado The Smell, exercitando à vontade a anarquia sonora  e a estética ‘do it yourself’, fazendo uso de batidas tribais,  noise, e um instrumento chamado Zoothorn, que vem a ser um misto de microfone e pedal para guitarras. &lt;strong&gt;Ano passado&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;saiu&lt;/strong&gt; o segundo disco dos caras, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Get Color&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REDD SNAPPER – &lt;em&gt;Image of You&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S8jKwBq3oUI/AAAAAAAAA98/83sQIt0zy_8/s1600/Red+Snapper"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 85px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S8jKwBq3oUI/AAAAAAAAA98/83sQIt0zy_8/s320/Red+Snapper" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460837474617499970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma das melhores bandas a fundir funk, hip-hop e texturas jazzísticas, utilizando instrumentos elétricos, samplers e parafernália eletrônica, o Red Snapper foi fundado em Londres em 1993 e não chegou a durar dez anos em sua “primeira existência” – enceraram as atividades em 2002 pra retornar cinco anos depois. Deixaram grandes discos – em especial os aclamados ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Making Bones&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (o segundo, &lt;strong&gt;de 1998&lt;/strong&gt;) e ‘Our Aim is to Satisfy’ (o terceiro, de 2000). Basicamente um trio, formado pelo guitarrista David Ayers, o baixista Ali Friend e o baterista Richard Thair, reforçados por vocalistas e rappers convidados. O último disco, o da volta, é ‘Pale Blue Dot’, é de 2008.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HERBALISER – &lt;em&gt;Shattered Soul&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S8jK8IXQ59I/AAAAAAAAA-E/hJ1i6daV0hM/s1600/Herbaliser"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 135px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S8jK8IXQ59I/AAAAAAAAA-E/hJ1i6daV0hM/s320/Herbaliser" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460837682572748754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Também londrinos, também originários da cena britânica do início dos anos 1990 e seu caldeirão de referências, tem diferenças significativas em relação ao Red Snapper no que se refere à formação e aos elementos que marcam presença mais forte em sua música: o Herbaliser é um projeto do baixista baixista Jake Wherry e do DJ Ollie Teeba, e os grooves venenosos dos caras têm como principais inpirações o hip-hop da old school (Sugar Hill Gang, Jungle Brothers), trilhas de filmes blaxploitation e o funk jazzificado de artistas como Roy Ayers e Ramsey Lewis. Têm oito álbuns, a maior parte deles lançada pelo selo Ninja Tune (de propriedade de Jonathan More e Matt Black, do Coldcut), e um dos mai legais é ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Very Mercenary&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;1999&lt;/strong&gt;).        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NIGHTMARES ON WAX – &lt;em&gt;Ethnic Majority &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S8jLFHPXw1I/AAAAAAAAA-M/p4Kdpsj2CEE/s1600/Nightmares+On+Wax"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 98px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S8jLFHPXw1I/AAAAAAAAA-M/p4Kdpsj2CEE/s320/Nightmares+On+Wax" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460837836890030930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Outro inglês – este de Yorkshire –, e também um pouco mais antigo – é de 1988 –, e totalmente eletrônico. É obra dos DJ’s George Evelyn e Robin Taylor-Firth, e cria da efervescente cena pós-rave britânica, que absorvia influências de todos os lados: a house e o electro novaiorquinos, o techno de Detroit, a acid britânica, ofunk, o soul e o hip-hop. Os dois primeiros singles do NOW, ‘Dextrous’ e ‘Aftermath’, são clássicos da electronica dos anos 1990, assim como os discos ‘Smokers Delight’ (1995) e ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Carboot Soul&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;1999&lt;/strong&gt;). A dupla tem ainda várias colaborações – como com o De La Soul – e remixes –, e segue na ativa: os dois álbuns mais recentes foram lançados em 2008 e 2009. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RADIO BIRDMAN – ‘&lt;em&gt;The Essential (1974-1978)&lt;/em&gt;’ (col., 2001)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntamente com The Saints, um dos pilares do punk rock australiano, esta banda de Sydney paga forte tributo à cena de Detroit: na canção ‘Do The Pop’, o vocalista Rob Younger canta ter visto os Stooges e o MC5, e o próprio nome do grupo foi tirado de um dos versos iniciais da canção ‘1970’, da banda de Iggy Pop – na verdade, a canção jamais cunhou essa expressão, trata-se de uma adaptação que eles fizeram (‘Out of my mind on saturday night/ 1970 rollin’ in sight/ Radio burnin’ up above/ Beautiful baby, feed my love’). O Radio Birdman teve curta existência, apenas quatro anos, e o melhor de sua produção está nesta coletânea, que dá uma geral nos álbuns ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Radios Appear&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ e ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Living Eyes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ e os E.P.’s ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Burn My Eye&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ e ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;More Fun&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’. ‘The Essential’ preencheu uma importante lacuna, já que as clássicas gravações do sexteto havia muito tempo estavam disponíveis apenas no mercado australiano, quando lançada nos Estados Unidos, em 2001, com texto do expert David Fricke, da Rolling Stone, pelo selo Sub Pop. Curiosamente, ‘Sub-Pop’ era como a banda definia sua música.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cantor Rob Younger e o guitarrista Deniz Tek, este americano de nascimento, fundaram o grupo em 1974, logo após deixarem suas bandas – The Rats e TV Jones, respectivamente. Em seguida, entrariam o tecladista Philip ‘Pip’ Hoyle, de formação clássica, o baterista Ron Keely e o baixista Carl Roke – que logo seria substituído por Warwick Gilbert, que tocara com Rob nos Rats. O  guitarrista Hoyle deixaria também a banda por um curto período, sendo substituído por Chris Masuack. Hoyle voltaria depois como tecladista. Num primeiro momento, nenhuma gravadora interessou-se pelo grupo, que abriu um pub em Sydney chamado ‘The Oxford Funhouse’ (pegando emprestado o nome do segundo álbum dos Stooges, do qual também gravaram ‘TV Eye’), onde se apresentavam não apenas o RB, mas uma infinidade de grupos do underground roqueiro australiano da época. O lugar começou a bombar e a primeira cena do punk de Sydney estava surgindo, assim como o culto ao Birdman, cujo famoso logotipo, criado por Gilbert (também artista gráfico), já era usado pela pequena multidão de fãs que ia se formando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O E.P. de estreia, ‘Burn My Eye’ e o primeiro álbum, ‘Radios Appear’ vieram respectivamente em 1976 e 1977, e confirmaram todas as expectativas: o LP chegou inclusive a receber cinco estrelas da edição australiana da revista Rolling Stone. O problema é que os caras não tinham uma gravadora forte por trás – o selo Trafalgar era de propriedade deles mesmos, e mesmo que tenham descolado um acordo com a Warner para distribuição, não houve verba para divulgação, e as vendas foram francamente decepcionantes. O RB a essa altura excursionava por toda a Austrália, e um desses shows foi assistido por Seymour Stein, o então influente e antenado presidente da Sire Records – o cara que contratou os Ramones e os Talking Heads –, que estava na ilha na verdade para contratar os Saints, mas acabou decidindo oferecer um contrato ao Birdman. Pela Sire, o que saiu foi na verdade uma nova versão de ‘Radio Appear’, que consistia em algumas faixas remixadas, outra regravadas, além de novas gravações. As inevitáveis comparações entre as duas versões vieram acaloradas – mas a verdade é que a maioria dos fãs de carteirinha adquiriram as duas versões e chegam a considerá-las mesmo discos diferentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que era pra ser o momento de escalada para o sucesso do grupo foi, na verdade, o início de uma sucessão de problemas. As vendas mais uma vez não foram as esperadas – tanto que o segundo álbum, ‘Living Eyes’, gravado em 1978, só viria a ser lançado em 1981, quando a banda já não existia mais – e os shows do grupo passaram a ser frequentado por gente do mal, como os tristemente célebres Hell’s Angels californianos. Acabariam encerrando as atividades em 1978, mas nos últimos 15 anos de vez em quando a banda dá as caras: ensaiaram um comeback em 1996, quando tocaram no Big Day Out Festival, e dez anos depois voltaram a gravar em 2006: o terceiro álbum de carreira, o elogiado ‘Zeno Beach’, saiu em 24 de junho daquele ano pelo próprio selo do grupo, Crying Sun Records.   &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S8jLSICyWsI/AAAAAAAAA-U/4zVG-vSbpJ0/s1600/Radio+Birdman.disco"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S8jLSICyWsI/AAAAAAAAA-U/4zVG-vSbpJ0/s320/Radio+Birdman.disco" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460838060443982530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Aloha Steve and Danno&lt;br /&gt;Murder City Nights&lt;br /&gt;New Race&lt;br /&gt;Burn My Eye ’78&lt;br /&gt;Hanging On&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S8jLe1E-HAI/AAAAAAAAA-c/ZTnCRGpoyNI/s1600/Radio+Birdman.a+banda"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 129px; height: 89px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S8jLe1E-HAI/AAAAAAAAA-c/ZTnCRGpoyNI/s320/Radio+Birdman.a+banda" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460838278691167234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Radio Birdman em seus gloriosos tempos de juventude (1974-1978): isso sim é que é rock australiano de verdade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S8jM50h3etI/AAAAAAAAA-k/phKu-ajEEho/s1600/Radio+Birdman.o+logo"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S8jM50h3etI/AAAAAAAAA-k/phKu-ajEEho/s320/Radio+Birdman.o+logo" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460839841912027858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O famoso logo do grupo, criado pelo baixista Warwick Gilbert &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-3897838468815988342?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/3897838468815988342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/04/companhia-magnetica-no-radio-30.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/3897838468815988342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/3897838468815988342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/04/companhia-magnetica-no-radio-30.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (30)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S8jKHlbpaiI/AAAAAAAAA9k/GEUNjTUJ9W0/s72-c/Wolf+Parade' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-2595786098974640462</id><published>2010-04-09T13:34:00.000-07:00</published><updated>2010-04-09T15:08:25.135-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (29)</title><content type='html'>Pára tudo! Pára tudo! O tradicional bloquinho retrô do programa deste &lt;strong&gt;sábado&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;dia 10&lt;/strong&gt;, às &lt;strong&gt;22h&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;na &lt;strong&gt;FM CULTURA &lt;/strong&gt;(&lt;strong&gt;107.7&lt;/strong&gt; ou &lt;/strong&gt;www.fmcultura.com.br) seria com os australianos do Radio Birdman, conforme prometido já há duas semanas, mas surpreendido com a notícia - divulgada mais nos cartazes colados nos muros da cidade do que nos jornais (nada!) e rádios (não ouvi) - da primeira vinda à América latina de uma das mais longevas (está na estrada desde 1978) e brilhantes carreiras do punk californiano da virada dos anos 1970 para os 80, o &lt;strong&gt;Social Distortion &lt;/strong&gt;de &lt;strong&gt;Mike Ness&lt;/strong&gt;, CM mudou a configuração do seu último bloco. O SD toca na próxima quinta-feira em POA e em agosto será um dos headliners do Lollapaloza deste ano. Então, abre-se o espaço pra Ness e cia. - e também pra outras seis atrações da edição deste ano de um dos mais importantes festivais alternativos do planeta. Enjoy!    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THE BLACK KEYS – &lt;em&gt;I Got Mine&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-Tn7vPkoI/AAAAAAAAA78/gn5oPlNEG7E/s1600/Black+Keys.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 124px; height: 83px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-Tn7vPkoI/AAAAAAAAA78/gn5oPlNEG7E/s320/Black+Keys.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458243587656356482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Banda americana de Akron, Ohio, muito comparada aos White Stripes por conta de algumas similaridades: também são um duo de guitarra e bateria, também têm o blues e o rock de raíz como suas principais referências, e ainda há a referência às cores nos nomes. Dan Auerbach, guitarra e voz, e Patrick Carney, bateria, fundaram a firma em 2001 e no ano seguinte já saía o álbum de estreia, o aclamado ‘The Big Come Up’. O disco seguinte, ‘Thickfreakness’, já lançado pela Fat Possum, conhecida gravadora independente, foi gravado em uma única sessaão de gravações de 14 horas. ‘Rubber Factory’ (2004) e ‘Magic Potion’ (2006) mantiveram o prestígio do BK em alta, e ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Attack &amp; Release&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;2008&lt;/strong&gt;), por enquanto o último álbum do grupo, teve produção do mago Danger Mouse. Este ano deve sair um disco do duo em parceria com o produtor Damon Dash, um mix de rock e rap chamado ‘Blackroc’.         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE CRIBS – &lt;em&gt;Ignore the Ignorants &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-T6fMxyiI/AAAAAAAAA8E/cnXuz5-hHns/s1600/The+Cribs.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 86px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-T6fMxyiI/AAAAAAAAA8E/cnXuz5-hHns/s320/The+Cribs.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458243906413120034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Grupo inglês de Yorkshire na ativa desde 2003 que tem a particuliaridade de ser formado por três irmãos, Ryan (vocal, guitarra), Gary (baixo, voz) e Ross Jarman (bateria). O curioso é que o trio fez sua “estreia” numa festinha familiar nos anos 1980 quando os gêmeos Gary e Ryan tinham 9 anos de idade e o caçula Ross, apenas cinco. Mas hoje o principal chamariz da banda é seu quarto integrante: ninguém menos que o lendário guitarrista dos Smiths, Johnny Marr, que conheceu Gary em 2007, fã confesso do grupo. Um ano depois, Johnny oficialmente se juntaria ao grupo, que tem quatro discos lançados, sendo que o segundo, ‘The New Fellas’ (2005), teve produção de Edwyn Collins, e o seguinte, ‘Men’s Needs, Womens Needs, Whatever’ (2007), de Alex Kapranos (Franz Ferdinand). O mais recente é ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ignore the Ignorants&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, lançado no final do &lt;strong&gt;ano passado&lt;/strong&gt;.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE DODOS – &lt;em&gt;Fables&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-UDqDOwVI/AAAAAAAAA8M/065rx9NvNCg/s1600/The+Dodos.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 132px; height: 88px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-UDqDOwVI/AAAAAAAAA8M/065rx9NvNCg/s320/The+Dodos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458244063944687954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Grupo americano, este californiano de San Francisco, é um projeto do múlti-instrumentista Meric Long, um cara vivamente interessado em música africana, country e blues, que no começo, em 2006, chamava-se Dodobird. Com a chegada de Logan Kroeber e seu gosto por sons experimentais e metal progressivo (!), o que era peculiar ficou mais ainda. Os caras têm três álbuns, sendo que no mais recente – e também mais acessível –, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Time to Die&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;do ano passado&lt;/strong&gt;, já viraram um trio, com a entrada do vibrafonista Keaton Snyder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;METRIC – &lt;em&gt;Sick Muse&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-gXHN4oyI/AAAAAAAAA8U/Fb9dfW3mst8/s1600/Metric.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 124px; height: 124px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-gXHN4oyI/AAAAAAAAA8U/Fb9dfW3mst8/s320/Metric.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458257592331051810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Banda formada em 1998 em Toronto, no Canadá, mas que já andou fixando-se em Los Angeles, no Brooklyn (Nova Iorque), em Londres e Montreal, e que trafega por várias vertentes do pop e da música eletrônica. Surgiu a partir do encontro da vocalista e tecladista Emily Haines e o guitarristas James Shaw, em Toronto: ela, nascida em Nova Délhi, na Índia, filha do poeta Paul Haines, era estudante de artes, e ele, inglês de nascimento mas criado no Canadá, ex-aluno da novaiorquina Juliard School of Music, rapidamente descobriram afinidades musicais, e já lançaram o primeiro E.P. em 1998 mesmo. Emily, cuja carreira musical foi incentivada pelo pai poeta (o cara compunha fitas de música eletrônica pra que a garota ouvisse), além do Metric, tem um disco–solo, além de participações no Broken Social Scene. O Metric, além dela e Shaw, tem ainda Josh Winstead no baixo e Joules Scott-Key na bateria. O álbum mais recente, o quarto na carreira do grupo é ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Fantasies&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;do ano passado&lt;/strong&gt;.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MATT &amp; KIM – &lt;em&gt;Daylight&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-gr3xmsyI/AAAAAAAAA8c/eNsOppMqLvQ/s1600/Matt+%26+Kim.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 84px; height: 126px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-gr3xmsyI/AAAAAAAAA8c/eNsOppMqLvQ/s320/Matt+%26+Kim.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458257948963156770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mais um duo, mais um grupo novaiorquino do Brooklyn, cujos integrantes são ex-alunos de arte. O tecladista Matt Johnson e a baterista Kim Schiffino mantém a parceria musical desde 2004, quando ainda eram colegas do Pratt Institute. O primeiro disco, que leva apenas o nome da dupla, saiu dois anos depois, e rendeu participações em festivais (como o Lollapalooza e o Siren Music Festival), transformando-se em uma das sensações do universo indie americano dos últimos anos. O duo, que divide os vocais em todas as canções, lançou seu segundo álbum, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Grand&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, no começo &lt;strong&gt;do ano passado&lt;/strong&gt;, chegando até a figurar no Top 200 da revista Billboard, com suas canções pop esquisitas.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;YEASAYER – &lt;em&gt;Madder Red&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-g6uFer5I/AAAAAAAAA8k/x5M6_sQinko/s1600/Yeasayer.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 124px; height: 93px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-g6uFer5I/AAAAAAAAA8k/x5M6_sQinko/s320/Yeasayer.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458258204060200850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Outro grupo novaiorquino (adivinha!) do Brooklyn, de onde tem saído as bandas mais quentes dos últimos anos (TV On The Radio, Yeah Yeah Yeahs, The Walkmen, The Antlers, Grizzly Bear, Dirty Projectors, MGMT ...). Os cabeças da empresa são Chris Keating (vocalista e tecladista) e Anand Wilder (vocalista e guitarrista), que cresceram juntos em Baltimore, onde já haviam tocado juntos em uma banda de colégio. O disco de estreia da banda, que inclui ainda o irmão de Wilder, Ira, no baixo, e o baterista Luke Fasano, ‘All Hour Cymbals’, causou sensação quando lançado, há três anos, e o mais recente, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Odd Blood&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;lançado há dois meses&lt;/strong&gt;, mostra uma mudança significativa no som do grupo, mais orientado para as pistas de dança. Ao vivo, o Yeasayer mixa instrumentação, digamos “orgânica”, e bases pré-gravadas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOCIAL DISTORTION – ‘&lt;em&gt;Greatest Hits &lt;/em&gt;(*)’ (2007)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patrimônio do rock americano, na ativa há 32 anos, um dos últimos remanescentes da sensacional cena punk original de Los Angeles – que incluía os Germs, o X, o Black Flag, Circle Jerks, The Adolescents, The Dickies e Minutemen –, e que estará entre nós na próxima quinta-feira, dentro da primeira turnê sul-americana de sua longa existência: o Social Distortion do figuraça Mike Ness, a banda que deu fama ao termo “cowpunk” – a mistura de punk rock e country music (e outros ritmos americanos de raíz, como o blues e o folk). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Social Distortion (ou ‘Social D’, para os íntimos) é a obra da vida de Michael James Ness, americano de Stoneham, Massachusetts, nascido em 3 de abril de 1962 logo depois de ter sido expulso de casa pelos pais com apenas 15 anos de idade – o SD foi formado em 1978. A partir daí, daria início a uma errática trajetória pessoal que incluiria incontáveis internações em clínicas de desintoxicação pra tratar do vício em heroína e também algumas prisões, o que acabou resultando em alguns hiatos na carreira do grupo e também no fato de a banda ter lançado apenas sete discos (seis de estúdio e um ao vivo) nestas mais de três décadas de significativa existência – Ness tem ainda dois álbus-solo, o que é quase uma extravagância, se considerarmos que o SD é, basicamente, ele, pois das inúmeras formações que o grupo já teve, o único membro contante é ele mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros integrantes, contudo, fizeram história no grupo, como o guitarrista e baixista (ele e Ness trocavam constantemente de instrumentos) Dennis Danell, integrante original junto com Ness, seu colega de high school a quem o cantor convenceu a se juntar ao SD mesmo sem jamais Ter encostado eum instrumento na vida. Um ano mais velho que Ness, Danell morreu há dez anos, vítima de um aneurisma cerebral. Já Charlie ‘Chalo’ Quintana saiu ano passado, após dez anos sentando na bateria, saiu há exatamente um ano, pra dedicar-se a projetos pessoais, deixando uma mensagem emocionada no site do grupo. A atual formação do Social Distortion tem, além de Mike Ness (vocais e guitarra), o também guitarrista Jonny Wickersham, o baixista Brent Harding e o baterista Scott Reeder. O último disco da banda é ‘Sex, Love and Rock’n’Roll’, de 2004, mas um novo álbum deve sair ainda este ano, produzido pelos próprios caras e, segundo Ness, vai ter aquele som bem típico dos caras: aquela combinação de punk, rockabilly e country com elementos da cena punk novaiorquina dos anos 1970 – “um pouco mais Johnny Thunders”, nas palavras do vocalista.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Social Distortion toca na próxima quinta-feira, dia 15, com início previsto para as 9 da noite, lá na Casa do Gaúcho – ali dentro do Parque Harmonia –, e os ingressos estão sendo vendidos nas lojas Trópico (Iguatemi, Shopping Total, Barra Shopping, Bourbon Ipiranga, Praia de Belas e Moinhos de Vento), com preços promocionais no primeiro lote. É a primeira turnê sul-americana da história do grupo, que, além de Porto Alegre, toca ainda em São Paulo, Curitiba e Buenos Aires – na capital dos hermanos, inclusive, os caras fazem uma série de três shows em dias consecutivos, neste fim-de-semana (sexta, sábado e domingo), enquanto que no Brasil o SD toca apenas uma vez em cada cidade. Ness diz que a quantidade absurda e comovente de e-mails que a banda recebe de fãs sul-americanos é a principal responsável pela vinda do grupo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-hNNWMSXI/AAAAAAAAA8s/D1XUrLpJwXY/s1600/SD.Mommy%27s+Little+Monster+album.1983.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 115px; height: 116px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-hNNWMSXI/AAAAAAAAA8s/D1XUrLpJwXY/s320/SD.Mommy%27s+Little+Monster+album.1983.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458258521689442674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mommy’s Little Monster&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-hhFFktzI/AAAAAAAAA80/1jYmTAHTVgk/s1600/SD.Prison+Bound+album.1988.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-hhFFktzI/AAAAAAAAA80/1jYmTAHTVgk/s320/SD.Prison+Bound+album.1988.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458258863069640498" /&gt;&lt;/a&gt;Prison Bound&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-htph0O_I/AAAAAAAAA88/Rq4xJHOVKIU/s1600/SD.Social+Distortion+album.1990.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-htph0O_I/AAAAAAAAA88/Rq4xJHOVKIU/s320/SD.Social+Distortion+album.1990.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458259079010204658" /&gt;&lt;/a&gt;Story of My Life&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-iA-w_VMI/AAAAAAAAA9E/fWqlEgjBGgI/s1600/SD.Somewhere+Between+Heaven+and+Hell+album.1992.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-iA-w_VMI/AAAAAAAAA9E/fWqlEgjBGgI/s320/SD.Somewhere+Between+Heaven+and+Hell+album.1992.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458259411128505538" /&gt;&lt;/a&gt;Bad Luck&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(*)&lt;/strong&gt; com &lt;strong&gt;faixas dos quatro primeiros álbuns&lt;/strong&gt;, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mommy’s Little Monster&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;1983&lt;/strong&gt;), '&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Prison Bound&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;1988&lt;/strong&gt;), ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Social Distortion&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;1990&lt;/strong&gt;) e ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Somewhere Between Heaven and Hell&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;1992&lt;/strong&gt;).  Mike Ness refere-se ironicamente a esta coletânea como “o que tecnicamente significa ‘bom para o rádio’. A gente na verdade deveria lançar outra com as favoritas da banda”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-isKq0uNI/AAAAAAAAA9M/VWE65im5ZLs/s1600/SD.forma%C3%A7%C3%A3o+atual.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 124px; height: 93px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-isKq0uNI/AAAAAAAAA9M/VWE65im5ZLs/s320/SD.forma%C3%A7%C3%A3o+atual.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458260153058244818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A formação atual do Social D, que toca quinta em Porto Alegre &lt;strong&gt;...&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-jn1g4-mI/AAAAAAAAA9U/lpYbXHf_NCM/s1600/SD.Mike+Ness.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 129px; height: 131px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-jn1g4-mI/AAAAAAAAA9U/lpYbXHf_NCM/s320/SD.Mike+Ness.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458261178171587170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;...&lt;/strong&gt; Mike Ness, o eterno outlaw &lt;strong&gt;...&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-j7fzXrMI/AAAAAAAAA9c/E6TFF5r-K14/s1600/SD.o+famoso+logo+da+caveirinha.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 113px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-j7fzXrMI/AAAAAAAAA9c/E6TFF5r-K14/s320/SD.o+famoso+logo+da+caveirinha.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458261515940900034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;... e o famoso logo da caveirinha&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-2595786098974640462?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/2595786098974640462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/04/companhia-magnetica-no-radio-29.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/2595786098974640462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/2595786098974640462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/04/companhia-magnetica-no-radio-29.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (29)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S7-Tn7vPkoI/AAAAAAAAA78/gn5oPlNEG7E/s72-c/Black+Keys.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-4779605736469899759</id><published>2010-04-01T07:22:00.000-07:00</published><updated>2010-04-01T07:45:00.147-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (28)</title><content type='html'>Olha só: o primeiro programa de abril, neste &lt;strong&gt;sábado&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;dia 03&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;às 22h&lt;/strong&gt;, na &lt;strong&gt;FM CULTURA &lt;/strong&gt;(&lt;strong&gt;107.7&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;www.fmcultura.com.br&lt;/strong&gt;) é um &lt;strong&gt;especial&lt;/strong&gt;. Vou tocar &lt;strong&gt;só covers&lt;/strong&gt;, de ícones do rock e do pop, por artistas alternativos - alguns clássicos, outros, atuais, um até programado apenas para a ocasião. São todas bacanas, mas nenhuma suplanta a versão original, é claro - as do Sonic Youth, de Antony e do DJ David Holmes chegam perto, e as dos Mondays e do Treponem Pal são especialmente empolgantes -, então recomenda-se conhecer as gravações que deram fama às canções. Mas sempre é legal ouvir artistas brincando de outros artistas, cantores e bandas de nossa preferência revisitando músicas que amamos. O playlist tá aí embaixo. Enjoy! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VAMPIRE WEEKEND – &lt;em&gt;Exit Music &lt;/em&gt;(Radiohead)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tá no disco ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Stereogum Presents... OKX: A Tribute to OK Computer&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, lançado em &lt;strong&gt;2007&lt;/strong&gt; pra comemorar os 10 anos de lançamento do clássico ‘Ok Computer’ da banda de Thom Yorke&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TV ON THE RADIO – &lt;em&gt;Heroes&lt;/em&gt; (David Bowie) – ao vivo &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tá na coletânea ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;War Child presents Heroes: An Album to Benefit Children Affected By War&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;2009&lt;/strong&gt;), que tem ainda Beck, Scissor Sisters, Duffy, Hot Chip, Yeah Yeah Yeahs ... todos tocando covers&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LOCAL NATIVES – &lt;em&gt;Warning Sign &lt;/em&gt;(Talking Heads)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tá no álbum de estreia da banda americana, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Gorilla Manor&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ &lt;strong&gt;(2010)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BA&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt; FOR LASHES – &lt;em&gt;A Forest &lt;/em&gt;(The Cure)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tá num tributo ao Cure chamado ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Perfect As Cats: A Tribute to The Cure&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, lançado em &lt;strong&gt;2008&lt;/strong&gt;. Também entrou como bônus em algumas edições do segundo disco da banda de Natasha Khan, ‘Two Suns’, do ano passado&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PIXIES – &lt;em&gt;Wild Honey Pie &lt;/em&gt;(Beatles) – ao vivo na BBC&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tá no disco ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Pixies at the BBC&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, lançado &lt;strong&gt;em 1998&lt;/strong&gt;. Mas a sessão foi gravada em 3 de maio de 1998&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DRAG CITY SUPER SESSION – &lt;em&gt;N.I.B.&lt;/em&gt; (Black Sabbath)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O “supergrupo” indie, que reúne Bill Callahan, Edith Frost, Jim O’Rourke e Neil Michael Hagerty (ex-Royal Trux) registrou essa no disco ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Tramps, Traitors and Little Devils&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;2001&lt;/strong&gt;) com algumas das principais estrelas do selo Drag City, de Chicago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HAPPY MONDAYS – &lt;em&gt;Stayin’ Alive &lt;/em&gt;(Bee Gees&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;Saiu na coletânea ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Greatest Hits&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, dos Mondays, lançada em &lt;strong&gt;1999&lt;/strong&gt;. Antes, havia saído apenas no lado B de um single&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DAVID HOLMES c/ CARL HANCOCK-RUX – &lt;em&gt;Compared to What &lt;/em&gt;(Eddie Harris &amp; Les McCann – na verdade, a canção é de autoria de Gene McDaniels)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tá no disco ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Bow Down to the Exit Sign&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;2000&lt;/strong&gt;), do DJ irlandês, que além do cantor Carl Hancock-Rux, conta com as participações de Bobby Gillespie, Martina Topley-Bir e Jon Spencer, entre outros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º bloco:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ANTONY AND THE JOHNSONS – &lt;em&gt;The Gues&lt;/em&gt;ts (Leonard Cohen) – ao vivo &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É uma música que Antony inclui seguidamente em seus shows: na internet, é possível encontrar fácil um vídeo na BBC em 2006, e outro num festival em Sevilha, na Espanha, em 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SONIC YOUTH – &lt;em&gt;Superstar&lt;/em&gt; (Carpenters – na verdade, a canção foi composta por Bonnie Bramlett e Leon Russel&lt;/strong&gt;, em 1969, gravada originalmente pela dupla Delaney and Bonnie naquele ano, e regravada pelos Carpenters dois anos depois, quando estourou)&lt;br /&gt;Tá no disco em tributo aos Carpenters, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;If I Were a Carpenter&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, lançado em &lt;strong&gt;1994&lt;/strong&gt;, que tinha ainda Matthew Sweet, Grant Lee Buffalo, Shonen Knife e até Sheryl Crow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TREPONEM PAL – &lt;em&gt;Radioactivity&lt;/em&gt; (Kraftwerk)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tá no segundo disco da banda francesa, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Agravattion&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;1991&lt;/strong&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-4779605736469899759?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/4779605736469899759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/04/companhia-magnetica-no-radio-28.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/4779605736469899759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/4779605736469899759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/04/companhia-magnetica-no-radio-28.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (28)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-752287376346232127</id><published>2010-03-26T12:45:00.000-07:00</published><updated>2010-07-19T11:57:01.163-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (27)</title><content type='html'>Nosso programa deste &lt;strong&gt;sábado&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;27/03&lt;/strong&gt;,&lt;strong&gt; 22h&lt;/strong&gt;, na &lt;strong&gt;FM CULTURA &lt;/strong&gt;(&lt;strong&gt;107.7&lt;/strong&gt; no dial ou &lt;strong&gt;www.fmcultura.com.br&lt;/strong&gt;). Just in time, this way. Relax and have a good time. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REDD KROSS – &lt;em&gt;Teen Competition&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S60RWiVm5qI/AAAAAAAAA60/4CJdpGRzC5k/s1600/Redd+Kross.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 135px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S60RWiVm5qI/AAAAAAAAA60/4CJdpGRzC5k/s320/Redd+Kross.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453033802687768226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Grupo californiano de Los Angeles, formado há exatos 30 anos, fazendo um mix de powerpop, punk rock e vocais à la Beatles.  Começaram muito jovens: os irmãos McDonald, Jeff, o guitarrista, e Steve, o baixista, tinham respectivamente 15 e 11 (!) anos quando começaram a tocar, usando o nome The Tourists, e foi com essa alcunha que fizeram seu primeiro show, abrindo para a lenda do hardcore angeleno Black Flag. Já se chamando Red Cross, mas com a grafia gramaticalmente correta – ainda sem os dois ‘d’ e o ‘k’ –, gravaram seu primeiro álbum, ‘Born Innocent’, em 1981, ainda guris, só que aí foram processados pela verdadeira Red Cross, a Cruz Vermelha Internacional, e então adotaram a grafia definitiva. Seus dois álbuns mais clássicos são ‘Neurotica’ (1987) e ‘Phaseshifter’ (1993) – este último com macica rotação na MTV americana. Outro disco bacana é ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Show World&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ &lt;strong&gt;(1997)&lt;/strong&gt;.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;POSIES – &lt;em&gt;Dream All Day&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S60Rub19jYI/AAAAAAAAA68/LsdKSzFrBfA/s1600/Posies.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 114px; height: 124px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S60Rub19jYI/AAAAAAAAA68/LsdKSzFrBfA/s320/Posies.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453034213261282690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Outro grupo americano que faz o crossover entre pegada punk e melodias sessentistas, o quarteto de Bellingham, Washington, contemporâneo do grunge, também começou lançando material para um selo de Seattle, mas não o incensado Sub Pop que fez a fama de Nirvana e Mudhoney, e sim o pequeno Popllama Records, que editou seu primeiro álbum, ‘Failure’, em 1988. Coincidentemente, contudo, assim como a banda de Kurt Cobain, também os Posies foram fisgados pela Geffen Records, pela qual registraram os três álbuns seguintes,  entre eles seu melhor trabalho, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Frosting On the Beater&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;de 1993 &lt;/strong&gt;– que os Posies vão tocar inteirinho, na ordem, em show em Seattle no mês que vem. Os guitarristas/cantores e compositores Jonathan Auer e Ken Stringfellow são os donos da bola, e participaram também da volta do Big Star, em 1994, quando Alex Chilton (infelizmente falecido semana passada) e Jody Stephens resolveram reeditar o grupo para alguns shows.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TEENAGE FANCLUB – &lt;em&gt;Star Sign&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S60SAFfW5hI/AAAAAAAAA7E/QD7v3sRRBNc/s1600/Teenage+Fanclub.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 132px; height: 74px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S60SAFfW5hI/AAAAAAAAA7E/QD7v3sRRBNc/s320/Teenage+Fanclub.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453034516498540050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mais um que vai na onda do powerpop, e também uma das principais bandas do rock britânico dos anos 1990, os escoceses de Glasgow, na ativa desde 1989, tem um de seus principais diferenciais o fato de não ter nem um, nem dois, mas três compositores de grande talento: Norma Blake e Raymond McGinley, também guitarristas, e Gerard Love, baixista – os três cantam as canções do grupo. Antes do Teenage Fanclub, tiveram outras duas bandas: Boy Hairdressers, que deixou apenas um single, e o BMX Bandits, de fama cult na Grã-Bretanha da Segunda metade dos anos 1980. Os dois primeiros álbuns do Teenage são clássicos do rock da década de 1990: ‘A Catholic Education’, lançado pela Creation Records no Reino Unido e pela Matador na América em 1990, e ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Bandwagonesque&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ &lt;strong&gt;(1991)&lt;/strong&gt;, estreia pela Geffen. Este último, inclusive, foi eleito o disco do ano de 1991 pela revista americana Spin, à frente do estourado ‘Out of Time’, do R.E.M., dos ultra-influentes ‘Loveless’ (My Bloody Valentine), ‘Blue Lines’ (Massive Attack), ‘Screamadelica’ (Primal Scream) e do álbum que mudou o mercado fonográfico, o clássico ‘Nevermind’, do Nirvana. O Teenage Fanclub já tocou no Brasil, em 2004, abrindo para os Pixies, num festival em Curitiba.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º bloco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OWEN PALLETT – &lt;em&gt;E is For Estranged&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S60SbrQfYAI/AAAAAAAAA7M/SeUdLpEfc1A/s1600/Owen+Pallett.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 94px; height: 134px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S60SbrQfYAI/AAAAAAAAA7M/SeUdLpEfc1A/s320/Owen+Pallett.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453034990493196290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Michael James Owen Pallett-Plowright, canadense de Toronto, cantor, compositor, violinista, recebeu formação clássica desde a infância, passando a fazer apresentações-solo aos 15 anos de idade,. À medida que seus interesses foram se definindo pelo som indie, Pallett foi se aproximando de artistas como The Hidden Cameras e Arcade Fire, pra quem escreveu arranjos, assim como The Last Shadow Puppets e Fucked Up. Além das colaborações, tratou de fundar seu próprio projeto, o Final Fantasy, que depois de dois discos, teve seu nome engavetado, pra não confundir com o game de mesmo nome. O primeiro disco de Owen Pallett usando o próprio nome é o elogiado ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Heartland&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, e &lt;strong&gt;saiu em janeiro&lt;/strong&gt;.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JOANNA NEWSOM – &lt;em&gt;Easy&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S60SsJ0SLzI/AAAAAAAAA7U/_z87ZIZrTqg/s1600/Joanna+Newsom.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 119px; height: 126px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S60SsJ0SLzI/AAAAAAAAA7U/_z87ZIZrTqg/s320/Joanna+Newsom.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453035273574297394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esta já tocou até em Porto Alegre, no Átrio do Santander Cultural. A californiana Joanna, 27 anos,  traza a formação musical de berço: a mãe era pianista clássica, o pai, guitarrista, e os irmãos, também músicos. Isso sem falar no músico de vanguarda Terry Reily, vizinho da família. Joanna teve suas primeira lições no piano quando muito pequena, e aos sete anos já trocava as teclas pelas cordas da harpa. Logo se interessaria pela música celta, pela música do oeste da África e da Venezuela, e mais adiante viriam o jazz, o folk e punk e o som indie dos 90’s.  Sem jamais ter cantado antes, gravou suas primeiras canções, que chegaram aos ouvidos de gente como Cat Power e Will Oldham, que a convidaram pra abrir seus shows. Após dois E.P.’s, veio o primeiro álbum, ‘The Milk-Eyed Mender’, em 2004, seguido de ‘Ys’, dois anos depois, ambos muito elogiados. Tendo se dedicado extensamente às turnês e a outros projetos, inclusive não-musicais, voltou às lojas no &lt;strong&gt;mês passado&lt;/strong&gt;, com o &lt;strong&gt;CD triplo &lt;/strong&gt;‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Have One On Me&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, pela mesma Drag City, de Chicago, que lançou todo seu material.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MARY TIMONY – &lt;em&gt;Aging Astronauts II&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S60S9DPOO_I/AAAAAAAAA7c/hMdqgtCKog4/s1600/Mary+Timony.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 133px; height: 98px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S60S9DPOO_I/AAAAAAAAA7c/hMdqgtCKog4/s320/Mary+Timony.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453035563866012658" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cantora, compositora e múlti-instrumentista americana de Washington DC, já tinha pintado aqui no CM com seu extinto grupo, o Helium. Antes desse, havia sido cantora do grupo punk feminino Autoclave, que deixou apenas dois E.P.’s. Mary, que estudou viola na Duke Ellington School of the Arts de Washington e formou-se em literatura inglesa pela Boston University, entrou no Helium em 1992, em substituição a Mary Lou Lord, e já foi de cara dando as cartas, adonando-se do controle criativo do grupo. A partir do álbum ‘Magic City’ (1997), passou a incorporar elementos da psicodelia sessentista e do art rock dos 70’s, influência que apareceria também em seus álbuns-solo, que são quatro até agora. ‘Aging Astronauts II’ tá na &lt;strong&gt;coletânea tripla&lt;/strong&gt; ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Everything is Nice&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;lançada em 1999 &lt;/strong&gt;, reunindo &lt;strong&gt;vários artistas&lt;/strong&gt; pra comemorar os dez anos da gravadora novaiorquina Matador Records, ex-selo de Timony, hoje na igualmente influente Kill Rock Stars. Trata-se de uma regravação de uma faixa que já havia sido registrada em ‘Magic City’, que seria o último disco do Helium.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º bloco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘THE CRAMPS – &lt;em&gt;Songs The Lord Taught Us &lt;/em&gt;(1980)’&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tipo de grupo de quem se pode dizer: este ajudou a salvar o rock. Formados em abril de 1976 na capital da Califórnia, Sacramento, e depois relocados pra Nova Iorque, os Cramps são fruto das mentes de um casal apaixonado por filmes B (em especial de ficção científica e horror), rockabilly, as bandas de garagem sessentistas e um visual espalhafatoso que incluía saltos plataforma, couro, vinil e referências à indumentária sado-masô. Erick Lee Purshiker e Kristy Marlana Wallace conheceram-se em 1972, quando ele deu carona pra ela. No caminho foram conversando e não precisaram mais do que alguns minutos pra se entender, já que ficaram latentes as afinidades artísticas. Trocaram os telefones, mas não chegaram a marcar encontro, mas algumas semanas depois se cruzaram num curso de ‘Arte e Xamanismo’ no Sacramento City College. Decidiram então formar uma banda, e Erick passou a chamar-se de Lux Interior, nome tirado de um anúncio de carro que havia visto, enquanto Kristy transformou-se em Poison Ivy Rorschach. Ele ficou com os vocais, ela com a guitarra – embora jamais houvesse encostado num instrumento até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vivendo juntos, os pombinhos mudaram-se pra Akron, Ohio, e de lá pra Nova Iorque, onde a cena pré-punk da cidade já bombava, em shows no Max’s Kansas City e no CBGB’s. Completava a formação original do grupo um sujeito sinistro chamado Greg Beckerleg, colega de Lux numa loja de discos onde ambos eram atendentes. Greg assumiria o nome artístico de Bryan Gregory e a segunda guitarra – os Cramps não tinham baixista. O posto de baterista foi ocupado provisoriamente por duas meninas (uma delas, a irmã  de Gregory) até que se estabilizou com Nick Stephanoff, o Nick Knox, já conhecido por sua passagem pelos terroristas sonoros Electric Eels.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras gravações dos Cramps foram feitas na mítica Memphis com o não menos mítico Alex Chilton (o frontman do seminal Big Star) como produtor. Em 1979, empresariados por Miles Copeland, descolaram um contrato com o recém-fundado selo indie I.R.S. (que em breve teria o R.E.M. em seu cast), e o primeiro E.P., reunindo material lançado antes pelo próprio selo da banda, chamaria-se ‘Gravest Hits’. Na sequência, embarcaram para uma bem-sucedida tour europeia, abrindo para a banda do irmão de Miles, Stewart – o Police –, em que acabaram roubando vários shows da banda de Sting. De volta à América, mais uma vez pousaram em Memphis, e mais uma vez com produção de Chilton, dessa vez pra registrar seu álbum de estreia, singelamente intitulado ‘As Canções que o Senhor nos Ensinou’, que continha tanto composições próprias que se tornariam clássicos dos Cramps quanto regravações, como ‘Strychnine’ (Sonics), ‘Tear It Up’ (Billy Burnette) e a famosa ‘Fever’ (gravada por gente que vai de Madonna a Judas Priest, de Tom Jones a Little Milton, Jimmy Smith ...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo corria bem, com os Cramps se preparando para um consagradora tour pelos estados unidos, até que Gregory surpreende ao deixar o grupo: o mais sombrio dos Cramps saiu pra tratar seu vício em heroína, embora boatos na época tenham circulado dando conta de que o rapaz ia mesmo era dedicar-se ao ocultismo, o que foi negado por Lux e Poison. O fato é que o trio restante resolveu mudar-se pra Los Angeles, e lá recrutaram pro lugar de Gregory o guitarrista do Gun Club, Kid Congo Powers. Desde então, os Cramps tiveram uma penca de formações diferentes, gravaram mais uma dezena de álbuns e divertiram plateias mundo afora por quase 30 anos, até o falecimento de lux, de ataque cardíaco, em 4 de fevereiro do ano passado. Ele tinha 62 anos.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S60TJ29WaaI/AAAAAAAAA7k/ZnWKCfNSQm8/s1600/Cramps.o+disco.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S60TJ29WaaI/AAAAAAAAA7k/ZnWKCfNSQm8/s320/Cramps.o+disco.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453035783908125090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;TV Set&lt;br /&gt;Garbagemen&lt;br /&gt;I Was a Teenage Werewolf&lt;br /&gt;I’m Cramped&lt;br /&gt;Fever&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S60Ty3X4-KI/AAAAAAAAA7s/HpMHcyrijyc/s1600/Cramps.forma%C3%A7%C3%A3o+cl%C3%A1ssica.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 86px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S60Ty3X4-KI/AAAAAAAAA7s/HpMHcyrijyc/s320/Cramps.forma%C3%A7%C3%A3o+cl%C3%A1ssica.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453036488394078370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A formação clássica, com Gregory e Knox&lt;/strong&gt;: &lt;strong&gt;sinistros e divertidos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S60UO0vGLUI/AAAAAAAAA70/u6LDarPZ2kw/s1600/Cramps.Lux+e+Poison.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 128px; height: 67px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S60UO0vGLUI/AAAAAAAAA70/u6LDarPZ2kw/s320/Cramps.Lux+e+Poison.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453036968722443586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O casal Lux Interior (1946-2009) e Poison Ivy: o tipo de gente que nasceu pro rock (que por sua vez nasceu pra gente como ele&lt;strong&gt;s&lt;/strong&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-752287376346232127?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/752287376346232127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/03/companhia-magnetica-no-radio-27.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/752287376346232127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/752287376346232127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/03/companhia-magnetica-no-radio-27.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (27)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S60RWiVm5qI/AAAAAAAAA60/4CJdpGRzC5k/s72-c/Redd+Kross.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-4586977172593549468</id><published>2010-03-19T13:15:00.000-07:00</published><updated>2010-03-19T13:47:36.984-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA (26)</title><content type='html'>O playlist do programa deste &lt;strong&gt;sábado&lt;/strong&gt;,&lt;strong&gt; 20&lt;/strong&gt;, às &lt;strong&gt;22h&lt;/strong&gt; na &lt;strong&gt;FM CULTURA &lt;/strong&gt;(&lt;strong&gt;107.7&lt;/strong&gt; no dial ou &lt;strong&gt;www.fmcultura.com.br &lt;/strong&gt;na rede) é este:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;1º bloco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BLACK REBEL MOTORCYCLE CLUB – &lt;em&gt;Beat the Devil’s Tattoo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PcoVB-GWI/AAAAAAAAA5A/vqEoDfEPfo8/s1600-h/BRMC.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 133px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PcoVB-GWI/AAAAAAAAA5A/vqEoDfEPfo8/s320/BRMC.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450442559446718818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pintando mais uma vez no programa, agora de disco novo (&lt;strong&gt;lançado semana passada &lt;/strong&gt;lá fora), o 6º de estúdio e 7º de carreira, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Beat The Devil’s Tattoo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, o trio californiano de San Francisco que busca sua inspiração no som britânico da virada dos anos 1980 para os 90 (Jesus &amp; Mary Chain, My Bloody Valentine, Stones Roses), vem de um álbum ao vivo e outro de experimentos eletrônicos (só lançado no site do próprio grupo). ‘Beat ...’ é justamente uma volta so mix de noise, melodia e um certo clima bluesy que fez a fama da banda do baixista Robert  Levon Been e do guitarrista Peter Hayes, agora acompanhados do baterista Leah Shapiro, ex- Raveonettes e Dead Combo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE MORNING BENDERS – &lt;em&gt;Excuses&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PcxZwa6NI/AAAAAAAAA5I/PLtyrw74X3k/s1600-h/The+Morning+Benders.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 98px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PcxZwa6NI/AAAAAAAAA5I/PLtyrw74X3k/s320/The+Morning+Benders.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450442715334109394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Também californiano, não de San Francisco, mas ali do ladinho: são da universitária Berkley, palco da rebelião dos ‘sit-ins’, no primeiro verão do amor, em 1967. Mas os Morning Benders são um projeto, iniciado em 2005, do cantor e compositor Chris Chu, que, num primeiro momento, se virava sozinho no seu laptop – foi assim que registrou o primeiro E.P., ‘The Loose Change’, de 2006 –, até que entraram o baterista Julian Harmon, o baixista Tim Or e o tecladista Joe Ferrell. Após o disco de estreia, ‘Talking Through Tin Cans’ (2008), mudaram-se pro Brooklyn, lar das mais quentes bandas da América hoje – TV On The Radio, Grizzly Bear, Animal Collective, The Antlers, Dirty Projectors –, e o pop ensolarado inspirado nas melodias sessentistas dos caras ficou mais experimental. ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Big Echo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, o segundo disco, também &lt;strong&gt;saiu semana passada &lt;/strong&gt;lá fora.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;SPIRITUALIZED – &lt;em&gt;Death to Your Fiddle&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6Pc8bWT9mI/AAAAAAAAA5Q/THWwZlc8zJs/s1600-h/Spiritualized.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 128px; height: 77px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6Pc8bWT9mI/AAAAAAAAA5Q/THWwZlc8zJs/s320/Spiritualized.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450442904740034146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Outro que pinta de novo por aqui, o combo psicodélico/sorumbático/esquisito com um pé no gospel e na soul music liderado pelo cantor/compositor/guitarrista/doidão de carteirinha Jason pierce, ex-Spacemen 3, teve relançado recentemente lá fora seu clássico 4º disco, ‘Ladies and Gentlemen We Are Floating In Space’ (justamente álbum/faixa que CM tocou uns programas atrás), de 1997, em edição dupla, de luxo, que chegou a merecer uma raríssima nota 10 do influente site americano pitchfork.com. O trabalho mais recente da banda inglesa, que em 2009 completou 20 anos de carreira, é ‘Songs A &amp; E’, de 2008, gravado pouco tempo depois do malucaço Pierce quase morrer em funçãod e uma pneumonia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º bloco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DANGERMOUSE &amp; SPARKLEHORSE c/ JULIAN CASABLANCAS – &lt;em&gt;Little Girl&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6Ph6ZG-efI/AAAAAAAAA6g/gIDoOqVlZCM/s1600-h/Danger+Mouse"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 81px; height: 123px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6Ph6ZG-efI/AAAAAAAAA6g/gIDoOqVlZCM/s320/Danger+Mouse" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450448367337241074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PiGJ9RptI/AAAAAAAAA6o/EshV9X3UWr4/s1600-h/Mark+Linkous"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 114px; height: 87px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PiGJ9RptI/AAAAAAAAA6o/EshV9X3UWr4/s320/Mark+Linkous" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450448569428453074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6Phuy-dT9I/AAAAAAAAA6Y/L9APLzJL3gY/s1600-h/Julian+Casablancas"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 98px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6Phuy-dT9I/AAAAAAAAA6Y/L9APLzJL3gY/s320/Julian+Casablancas" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450448168122404818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande mistério de 2009: o disco reunindo os talentos de Brian Burton (conhecido no mundo pop pela alcunha de Danger Mouse, metade do Gnarls Barkley e produtor respeitado) e Mark Linkous, falecido há duas semanas e homenageado no programa passado, e seu Sparklehorse, além de uma penca de convidados bacanas (Flaming Lips, Iggy Pop, Suzanne Vega, o ex-Pixies Frank Black e até o cineasta esquisitão David Lynch). ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Dark Night of the Soul&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, que viria em uma embalagem de luxo, ornamentada inclusive por fotografias de autoria de Lynch, foi proibido de sair pela EMI por conta de supostas pendências contratuais de Danger Mouse com o selo. O curioso é que, em protesto, os caras resolveram vender pela internet a capa do disco e o livrinho de fotos acompanhado de um CD virgem com os dizeres “use-o como quiser”. Mas informações recentes dão conta de que parece que o lançamento oficial vai sair, no próximo verão americano.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;MASSIVE ATTACK (vocal de HORACE ANDY) – &lt;em&gt;Girl I Love You&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PdMpljkgI/AAAAAAAAA5Y/uNSpqlJiTL8/s1600-h/Massive+Attack.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 97px; height: 129px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PdMpljkgI/AAAAAAAAA5Y/uNSpqlJiTL8/s320/Massive+Attack.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450443183439974914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desde o final dos 1990’s devendo um disco que junte à tradicional densidade a criatividade transbordante dos três primeiros discos, os clássicos ‘Blue Lines’ (1991), ‘Protection’ (1994) e ‘Mezzannine’ (1998), o grupo eletrônico de Bristol, virtual fundador do trip-hop, retorna com um disco também cheio de participações especiais (Damon Albarn, Hoope Sandoval, Guy Garvey, do Elbow, Tunde Adebimpe, do TV On The Radio). ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Heligoland&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;2010&lt;/strong&gt;) recupera, em parte, o prestígio da dupla Robert ‘3D’ Del Naja e Grant ‘Daddy G’ Marshall, diminuído com o razoável ‘100th Window’ (2003) e a fraca trilha sonora de ‘Danny the Dog’ (2004). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;U.N.K.L.E. c/ RICHARD ASHCROFT – &lt;em&gt;Lonely Soul&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PdXEh2fPI/AAAAAAAAA5g/pSYPeje6160/s1600-h/UNKLE.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 79px; height: 115px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PdXEh2fPI/AAAAAAAAA5g/pSYPeje6160/s320/UNKLE.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450443362470886642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Projeto do londrino James Lavelle, qus, inspirado tanto pelo som novaiorquino dos anos 1980 (electro, hip-hop) quanto pelo acid jazz, a house e o techno britânicos da virada dos 80’s para os 90’s, fundou um dos selos mais bacanas das últimas duas décadas (o Mo’ Wax) e também seu grupo, o UNKLE, que inicialmente tinha ainda os também DJ’s e produtores Tim Goldsworthy e Kudo – que seriam substituídos pelo “Jimi Hendrix dos toca-discos”, o californiano Josh Davies, conhecido internacionalmente pelo nome de DJ Shadow, antes da gravação do primeiro álbum, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Psyence Fiction&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;1998&lt;/strong&gt;), que também conta com um monte de convidados escolhidos a dedo: Thom Yorke, Jason Newsted (então ainda no Metallica), Mike D, Badly Drawn Boy. DJ Shadow pulou fora logo depois do lançamento do disco, e o UNKLE teve várias formações depois, sempre, lógico, com Lavelle no comando. O novo disco, ‘Where Did the Night Fall’, sai em maio.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;3º bloco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘KILLING JOKE – &lt;em&gt;Killing Joke &lt;/em&gt;(1980)’&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Patrimônio do pós-punk britânico, referência para os góticos, pro pessoal que faz som industrial, pro mix de barulheira e eletrônica do Ministry e do Nine Inch Nails, pro grunge (é conhecida a história de que Kurt Cobain roubou a introdução de ‘Eighties’ pra fazer ‘Come As You Are’) e até pra moçada do metal, a ‘Piada Mortal’ surgiu em outubro de 1978 no famoso bairro boêmio londrino, Notting Hill, e 32 anos e 13 álbuns depois, continua firme e forte (literalmente) assombrando as plateias mundo afora com seu peculiar som que mistura bateria tribal, baixo funkeado, riffs de guitarra quase heavy metal, versos pessimistas e vocais agônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A formação inicial do KJ tinha o arauto do apocalipse Jaz Coleman nos vocais e teclados, o guitarrista Geordie, o baixista Youth (que mais tarde ficaria famoso como produtor e artista de música eletrônica) e um dos melhores e mais ruidosos bateristas do pós-punk inglês, Paul Ferguson. O primeiro E.P., ‘Almost Red’, foi gravado com grana emprestada pela namorada de Coleman de então, e caius nas graças do lendário DJ John Peel, da Radio One da BBC, que ofereceu uma de suas famosas ‘seções’ ao grupo. No final de 1979, assinavam com a Island Records, embora mantivessem seu próprio selo, Malicious Records. O primeiro single, ‘Wardance’, chegou às lojas em fevereiro de 1980, mas por aí já haviam se desentendido com a Island. O álbum de estreia, simplesmente intitulado ‘Killing Joke’, já saiu pela EG, e o KJ, que tocava regularmente por toda a Inglaterra, já começava a ficar famoso pelos seus shows, não apenas pela energia demonstrada, mas também pelo gosto pela provocação: chegaram, a ser proibidos de tocar em Glasgow, na Escócia, porque o banner que usavam no palco mostrava o Papa sendo saudado por nazistas. O segundo disco, ‘What’s THIS For ...!’ (1981) só aumentou o culto ao Joke. ‘Revelations’ (1982) é o último com a formação original: Youth saiu pra formar Brilliant, grupo de funk futurista, sendo substituído por Paul Raven. ‘Fire Dances’ (1983) e ‘Night Time’ (1985, lançado à época no Brasil) ainda seguram a onda, mas os dois discos seguintes já mostram uma banda cansada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nos 90’s que o Killing Joke vai ressurgir, primeiro com a barulheira de ‘Extremities, Dirt &amp; Various Repressed Emotions’ (1990) e a parafernália eletrônica de ‘Pandemonium’ (1994) – este último com Youth de volta, mas sem Ferguson. Em 2003, lançaram um outro álbum homônimo, excelente, com o fã Dave Grohl nas baquetas, e pro mês que vem tás prometida a volta da formação original, no novo álbum, ‘Feast of Fools’.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PdhZMVcOI/AAAAAAAAA5o/ltXMpyxHJFQ/s1600-h/Killing+Joke.disco.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PdhZMVcOI/AAAAAAAAA5o/ltXMpyxHJFQ/s320/Killing+Joke.disco.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450443539816476898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Requiem &lt;br /&gt;War Dance&lt;br /&gt;The Wait&lt;br /&gt;Complications&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PdsNyYCnI/AAAAAAAAA5w/1X_TNZJDCnU/s1600-h/Killing+Joke.nos+prim%C3%B3rdios.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 87px; height: 129px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PdsNyYCnI/AAAAAAAAA5w/1X_TNZJDCnU/s320/Killing+Joke.nos+prim%C3%B3rdios.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450443725733366386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Piada Mortal nos primórdios: a dança do apocalipse nuclear&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6Pd4TD0VOI/AAAAAAAAA54/hRDvHIcACx8/s1600-h/Killing+Joke.n%C3%A3o+n%C3%A3o+%C3%A9+o+Coringa.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 129px; height: 103px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6Pd4TD0VOI/AAAAAAAAA54/hRDvHIcACx8/s320/Killing+Joke.n%C3%A3o+n%C3%A3o+%C3%A9+o+Coringa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450443933307131106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não é o Coringa: mr. Jaz Coleman, o mestre de cerimônias do fim do mundo &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-4586977172593549468?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/4586977172593549468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/03/companhia-magnetica-26.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/4586977172593549468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/4586977172593549468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/03/companhia-magnetica-26.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA (26)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PcoVB-GWI/AAAAAAAAA5A/vqEoDfEPfo8/s72-c/BRMC.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-1336108477869585873</id><published>2010-03-19T12:30:00.000-07:00</published><updated>2010-03-19T13:14:14.152-07:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA (24 e 25)</title><content type='html'>Retomando as atividades, então, após breve interrupção, no ritmo lento do verão inacreditavelmente escaldante, onde o ócio se manifesta em toda a sua plenitude, vão aí, a essas alturas só pra constar, os playlists dos últimos dois programas. o deste sábado, vem em instantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;24º Programa (06/03/2010)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco:&lt;br /&gt;FOLK IMPLOSION – &lt;em&gt;Hard to Find Out&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PWmpR0L9I/AAAAAAAAA24/H91qnu4pa1c/s1600-h/Folk+Implosion.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 111px; height: 113px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PWmpR0L9I/AAAAAAAAA24/H91qnu4pa1c/s320/Folk+Implosion.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450435933452382162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das várias bandas de Lou Barlow (ex-Sebadoh e hoje de volta ao Dinosaur Jr., reconciliado a J Mascis), o FK foi formado em 1993 em Boston por Lou e seu amigo Josh Davis, e foi um dos baluartes do som lo-fi da primeira metade da década de 1990, a exemplo do Sebadoh. O curioso é que jamais foi a nbanda principal de Barlow, mas a que mais sucesso fez, ainda que por um breve (brevíssimo) momento, com o hit ‘Natural One’, da trilha do polêmico filme ‘Kids’, de Larry Clark. Deixou quatro álbuns, sendo que o primeiro, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Take a Look Inside&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;1994&lt;/strong&gt;), tem 14 faixas e pouco mais de 20 minutos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SPOON – &lt;em&gt;I Saw the Light &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PWzNrv0UI/AAAAAAAAA3A/VHXaXp85-8Q/s1600-h/Spoon.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 95px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PWzNrv0UI/AAAAAAAAA3A/VHXaXp85-8Q/s320/Spoon.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450436149383254338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Grupo texano, uma das sensações do som indie desta década, formado em 1994 pela dupla Britt Daniel (vocalista e guitarrista) e Jim Eno (baterista),  tiveram várias formações flutuantes no início, e com o álbum de estreia, ‘Telephono’, de 1996, foram muito comparados com guitar bands clássicas do cenário alternativo americano, como Pixies e Sonic Youth, além de turnês abrindo pra Pavement, Guided By Voices e Archers of Loaf. Começaram gravando pro lendário selo novaiorquino Matador, foram contratados em seguida pela Elektra e dispensados logo depois, e desde o começo da década estão na Merge, do pessoal do Superchunk. O Spoon tem seis álbuns de estúdio, entre eles os aclamados ‘Girls Can Tell’ (2001) e ‘Ga Ga Ga Ga Ga’ (o mais recente, de 2007), mais um registro ao vivo. O novo, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Transference&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;acaba de sair&lt;/strong&gt; lá fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LIARS – &lt;em&gt;The Overachievers&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PW_XAYcoI/AAAAAAAAA3I/osbm0ELiZbc/s1600-h/Liars.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 136px; height: 80px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PW_XAYcoI/AAAAAAAAA3I/osbm0ELiZbc/s320/Liars.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450436358044152450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma das principais bandas da atualidade, os caras são ex-estudantes de artes californianos, que mudaram-se pra Nova Iorque – onde surgiram, no começo desta década, junto com Yeah Yeah Yeahs, Strokes e TV On The Radio – e de lá pra Berlim, onde residem atualmente. As principais influências do grupo são basicamente daqueles grupos pós-punk britânicos que fundiam ruído, experimentalismos e uma levada funk – tipo o P.I.L., a Gang of Four, A Certain Ratio e o Pop Group. Têm cinco álbuns, todos elogiados, sendo que o novo, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sisterhood&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;acaba de sair &lt;/strong&gt;- também só lá fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;... AND YOU’LL KNOW US BY THE TRAIL OF DEAD –  &lt;em&gt;Mistakes &amp; Regrets &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PXKy9M2FI/AAAAAAAAA3Q/4uueagHo_gk/s1600-h/...+And+You%27ll+Know+Us+By+The+Trail+of+Dead.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 126px; height: 99px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PXKy9M2FI/AAAAAAAAA3Q/4uueagHo_gk/s320/...+And+You%27ll+Know+Us+By+The+Trail+of+Dead.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450436554525562962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Baseado em Austin, no Texas, na ativa desde 1994, já tocaram no Brasil (num festival em São Paulo), e é obra dos guitarristas, cantores, compositores e bateristas Jason Reece e Konrad Keely, amigos de longa data. O nome – ... ‘e vocês nos conhecerão pela trilha de mortos’ – faz referência a serial killers, e com a entrada de mais um guitarrista, Kevin Allen, e o baixista e responsável pelos samplers Neil Busch, tornaram-se um quarteto, que exploram sonoridades similares às do Sonic Youth (guitarras barulhentas, referências ao Velvet Underground, ao pós-punk e ao krautrock) e têm sete discos no currículo, o último deles ‘The Century of Self’, lançado a um ano. O segundo, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Madonna&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ (&lt;strong&gt;1999&lt;/strong&gt;), e o terceiro, ‘Source Tags &amp; Codes’ (2002,  este geralmente considerado o melhor do grupo), saíram no Brasil.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º bloco: &lt;br /&gt;IRON &amp; WINE – &lt;em&gt;Cinder and Smoke&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PXW3_96uI/AAAAAAAAA3Y/CpFh4tWhSFk/s1600-h/Iron+%26+Wine.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 133px; height: 89px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PXW3_96uI/AAAAAAAAA3Y/CpFh4tWhSFk/s320/Iron+%26+Wine.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450436762037775074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É o projeto de Sam Beam, americano de Columbia, South Carolina, e um dos principais compositores do folk indie americano da última década. É mestre em artes pela Florida State University Film School, e curiosamente foi enquanto trabalhava em um filme que cunhou o nome de sua, digamos, ‘banda’: passava em frente a uma casa de comida natureba e lá dizia um cartaz: ‘Beef Iron &amp; Wine’. Paralelamente ao trabalho no cinema, registrava suas canções num aparelho caseiro, e, certa vez, algumas dessas canções foram parar nas mãos de Jonathan Poneman, um dos donos do selo Sub Pop, de Seattle, que se encantou. Beam então lhe mandou dois CD’s pelo correio, que, compilados, redundaram no álbum de estreia, ‘The Creek Drank the Cradle’ (2002). O mais recente disco do I&amp;W é uma coletânea de material disperso, ‘Around the Well’, lançada no ano passado, e seu melhor disco de carreira continua sendo o segundo, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Our Endless Numbered Days&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;de 2004&lt;/strong&gt;.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LOW – &lt;em&gt;Immune&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PXhn0fMYI/AAAAAAAAA3g/0g_tilGv0MY/s1600-h/Low.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 108px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PXhn0fMYI/AAAAAAAAA3g/0g_tilGv0MY/s320/Low.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450436946673217922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Originário de Duluth, Minessota, na ativa desde 1993 e um dos principais grupos que fazem o chamado ‘slowcore’ – aquele som melancólico e lentão, inspirado no falecido baladeiro folk Nick Drake, que faz a alegria (ou alívio, melhor dizendo) dos deprimidos. Alan Sparhawk, o guitarrista e vocalista, Mimi Parker, a baterista e vocalista, e John Nichols, o baixista (depois substituído por Zak Sally), surgiram como uma espécie de reação ao som agressivo e rápido do grunge. O trio tem 11 discos em 15 anos de careira, sendo o mais recente de 2009, ‘Drums and Guns’, também pela Sub Pop. Um dos melhores lançamentos da banda é ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Secret Name&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;de 1999&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;VIC CHESNUTT – &lt;em&gt;Coward&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6Pa7YVBsiI/AAAAAAAAA44/KaFNFirCrcU/s1600-h/Vic+Chesnutt"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 140px; height: 129px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6Pa7YVBsiI/AAAAAAAAA44/KaFNFirCrcU/s320/Vic+Chesnutt" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450440687726211618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Descoberto por Michael Stipe no final dos anos 1980, James Victor Chesnutt só foi atrair a atenção de um público maior quando saiu, em 1996, o álbum beneficente ‘Sweet Relief Two’, em tributo a ele, e gravado por artistas que iam de Madonna a Hootie &amp; The Blowfish, de Smashing Pumpkins ao R.E.M. Chesnutt, talentoso cantor e compositor folk criado na mesma Athens (Georgia) do R.E.M., era paraplégico desde os 18 anos de idade, quando sofreu um acidente de carro. Em um show em Athens, no final dos anos 1980, chamou a atenção de Michael Stipe, que produziu seus dois primeiros discos, ‘Little’ (1990) e ‘West of Rome’ (1991). A estes álbuns, seguiu-se um documentário, ‘Speed Racer’, também no ano de 1991, que ajudou a firmar sua aura cult. Seu último álbum, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;At the Cut&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;saiu ano passado&lt;/strong&gt;, pouco depois do disco ao vivo ‘Skitter On Take-Off’. O atormentado Chesnutt morreu no último Natal, aos 45 anos de idade, depois de tomar uma overdose de relaxantes musculares que o colocaram em coma. Já havia admitido que tentara o suicídio “três ou quatro vezes’’.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º bloco: &lt;br /&gt;Especial THE RAINCOATS – ‘&lt;em&gt;The Raincoats&lt;/em&gt;’ (1980)&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto às conterrâneas Slits e às suíças Kleenex/Liliput, formava a santíssima trindade do punk feminino. Formadas no mítico ano de 1977 pela vocalista e guitarrista Ana da Silva e a baixista e também vocalista Gina Birch, quando colegas em um curso de arte em Londres, as Raincoats tiveram alguns rapazes nas primeiras formações até estabelecerem-se como um grupo só de garotas no final de 1978, com a entrada da ex-baterista das Slits, Palmolive, e da violinista Vicky Aspinall. E a primeira turnê turnê pela Grã-Bretanha foi justamente em conjunto com as suíças Kleenex (que depois trocariam o nome para Liliput). O primeiro single das meninas tinha ‘Fairytale in the Supermarket’ no lado A e ‘In Love’ e ‘Adventures Close to Home’ no B, todas faixas que entrariam no disco de estreia, ‘The Raincoats’, lançado no início de 1980. Pouco depois do lançamento do álbum, Palmolive deixava a banda, dando lugar a Ingrid Weiss. ‘Oddyshape’, o segundo disco, começaria a ser gravado em seguida, com participação de Robert Wyatt. O terceiro, o ao vivo ‘The Kitchen Tapes’, foi gravado em dezembro de 1982 em Nova Iorque, em um espaço dedicado às artes chamado The Kitchen (daí o nome), e lançado pela a indi ROIR no ano seguinte. ‘Moving’, que saiu em 1984, já foi lançado em um momento em que as meninas estavam mais interessadas em projetos-solo do que no grupo. Pausa para 1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em turnê pela Inglaterra com o Nirvana, Kurt Cobain, em um tempinho livre entre os shows, foi até a loja do selo Rough Trade na Talbot Road em Londres, pra comprar uma cópia do primeiro disco das Raincoats, quando alguém teve a ideia de levá-lo até um antiquário nas proximidades, cujo proprietário era o primo de Ana da Silva, que estava lá a esperá-lo. Kurt fez referência apaixonada ao encontro no texto do encarte da coletânea ‘Incesticide’, do Nirvana, que saiu logo depois, o que fez a Rough Trade se animar a relançar os três discos de estúdio das Raincoats em 1993, com textos de Kurt e Kim Gordon, do Sonic Youth. Daí para a volta, foi um pulinho: convencidas a se reunirem novamente, Ana e Gina toparam tocar no Garage, em Londres, com Steve Shelley (Sonic Youth) na bateria e Anne Wood no violino. O que a princípio seria apenas um show para celebrar os relançamentos, acabou virando um retorno real à carreira: ‘Looking in the Shadows’, o quinto álbum de carreira das Raincoats, saiu em 1996, e incluía, além de Ana e Gina, a violinista Anne Wood e a baterista Heather Dunn. Pete Shelley (Buzzcocks) participou do disco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, as Raincoats fazem participações esporádicas em eventos (como o Festival Meltdown, de 2001, organizado por Robert Wyatt, e um álbum em tributo aos alemães dos Monks) e tocam ocasionalmente. Estão escaladas para tocar no festival inglês All Tomorrow’s Parties – que este ano tem curadoria do criador dos Simpsons, Matt Groening – em maio.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PX9ZxxvxI/AAAAAAAAA3o/j68Rck93zXo/s1600-h/The+Raincoats.o+disco.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 115px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PX9ZxxvxI/AAAAAAAAA3o/j68Rck93zXo/s320/The+Raincoats.o+disco.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450437423940091666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fairytale in the Supermarket&lt;br /&gt;No Side to Fall In&lt;br /&gt;Adventures Close to Home&lt;br /&gt;Lola&lt;/em&gt; (The Kinks)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;In Love&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PYPrsf77I/AAAAAAAAA3w/i4pk6NDWVU4/s1600-h/Raincoats.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 89px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PYPrsf77I/AAAAAAAAA3w/i4pk6NDWVU4/s320/Raincoats.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450437737987436466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As Raincoats em ação: a santíssima trindade do punk feminino, junto com as Slits e o Kleenex/Liliput&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;25º Programa (13/03/2010)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º bloco:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LOCAL NATIVES – &lt;em&gt;Sun Hand&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PYqv4EhCI/AAAAAAAAA34/Deu0NMmjfJU/s1600-h/Local+Natives.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 124px; height: 110px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PYqv4EhCI/AAAAAAAAA34/Deu0NMmjfJU/s320/Local+Natives.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450438202966180898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Banda californiana estreante, uma das sensações deste início de 2010 – junto com os novos do Vampire Weekend, dos Liars, do Beach house e do Spoon. ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Gorilla Manor&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, o debut dos caras, na verdade &lt;strong&gt;saiu no finalzinho do ano passado&lt;/strong&gt; pelo selo Frenchkiss e no mês passado pela Infectious Records no resto do planeta (o que inicialmente ainda não inclui o Brasil). São um quinteto, que faz um som melódico, com referências que vão às guitar bandas clássicas americanas tipo Pavement e Built to Spill  e à fase afro dos Talking Heads, de quem, aliás, gravaram ‘Warning Sign’. Toque: no site da banda (www.thelocalnatives.com), dá pra baixar o disco inteirinho, mais a demo de ‘Warning Sign’, uma versão ao vivo de ‘Airplanes’ e dois vídeos ao vivo)    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LOS CAMPESINOS! – &lt;em&gt;Romance is Boring&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PY5fJSS6I/AAAAAAAAA4A/AndiNeMub_4/s1600-h/Los+Campesinos!.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 96px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PY5fJSS6I/AAAAAAAAA4A/AndiNeMub_4/s320/Los+Campesinos!.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450438456173022114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Septeto de Cardiff, País de Gales, pintando mais uma vez no programa, desta vez através de seu terceiro álbum, o &lt;strong&gt;recém-lançado ‘&lt;em&gt;Romance is Boring&lt;/em&gt;’&lt;/strong&gt;, que vem dividindo opiniões. Os cabeças do grupo são Tom, o guitarrista, e Garreth, responsável pelo glockenspiel, que compõem a maioria das canções, defendidas por todos os integrantes, que também usam o mesmo, digamos, “sobrenome”, à moda dos Ramones: são todos “Campesinos”. A banda, que existe há aproximadamente quatro anos – o primeiro show foi em maio de 2006 –, teve ascenção meteórica: três meses depois da estreia, já abriam para os americanos do Broken Social Scene e no começo de 2007 era lançado o primeiro single. Los Campesinos! Já tocaram até na América do Sul.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SPARKLEHORSE c/ PJ HARVEY – &lt;em&gt;Piano Fire &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PZPKt5BsI/AAAAAAAAA4I/7w-ZGJXfd7k/s1600-h/Sparklehorse.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 126px; height: 89px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PZPKt5BsI/AAAAAAAAA4I/7w-ZGJXfd7k/s320/Sparklehorse.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450438828646532802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma das melhores bandas americanas dos últimos 15 anos, que lamentavelmente encerrou suas atividades no sábado, 6, da pior maneira possível, com o suicídio de seu cantor, compositor e guitarrista Mark Linkous, que tinha 47 anos. O melancólico Mark já havia vivido um episódio dramático, nos anos 1990, que quase encerrou ainda mais precocemente sua atormentada existência: em 1996, passou 14 horas inconsciente no banheiro de um quarto de hotel por conta de uma overdose de antidepressivos prescritos por seu médico, misturados com Valium. Em função disso, ficou com as pernas de tal maneira enrijecidas que comprometeram a circulação, e, por muito pouco, não ficou paralítico. Só alguns meses e várias cirurgias depois é que foi se recuperar – com sequelas –, experiência que serviu de inspiração para o segundo álbum da banda, ‘Good Morning Spider’. O Sparklehorse, que gravou com Thom Yorke uma versão bacana de ‘Wish You Were Here’, do Pink Floyd, deixou cinco álbuns, o último deles em parceria com Danger Mouse, intitulado ‘Dark Night of the Soul’, atração do próximo programa. Mas um dos melhores discos do grupo de Linkous é ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;It’s a Wonderful Life&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;de 2001&lt;/strong&gt;.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º bloco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MGMT – &lt;em&gt;Flash Delirium&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PZaAoAKfI/AAAAAAAAA4Q/29oKmWatFkQ/s1600-h/MGMT.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 76px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PZaAoAKfI/AAAAAAAAA4Q/29oKmWatFkQ/s320/MGMT.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450439014916041202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Novo single do festejado duo novaiorquino, Ben Goldwasser e Andrew Van Wyngarden, sensação há dois anos com o álbum de estreia, ‘Oracular Spectacular’, e os hits ‘Time to Pretend’ e ‘Electric Feel’. O novo disco da dupla, sem dúvida um dos lançamentos mais aguardados do ano, tem o título de ‘&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Congratulations&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;’ e &lt;strong&gt;sai dia 13 do mês que vem&lt;/strong&gt;. O electro-pop psicodélico do MGMT começou lá em 2002, quando Goldwasser e Wyngarden eram estudantes de arte, seu som tinha uma pegada mais punk e a empresa chamava-se Manegement. Aos poucos, foram adicionando outras referências, como os Flaming Lips, com quem costumam ser comparados (até participaram do último disco dos Lips, ‘Embryonic’), o Bowie dos anos 1970, o pop californiano ensolarados doas 60’s, o electro-rock do LCD Sound System. O MGMT já tocou no Brasil, em outubro de 2008, fechando o Tim Festival.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE KNIFE – &lt;em&gt;Silent Shout&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PZmIYKk6I/AAAAAAAAA4Y/diLCHrPoj0k/s1600-h/The+Knife.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 128px; height: 95px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PZmIYKk6I/AAAAAAAAA4Y/diLCHrPoj0k/s320/The+Knife.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450439223155528610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Outro duo eletrônico também festejado, este sueco, formado pelos irmãos Olof e Karin Dreijer – esta última lançou um dos melhores discos de 2009, sob a alcunha de ‘Fever Ray’, uma das atrações da série ‘Melhores de 2009’ de CM. The Knife foi formado em 1999 em Estocolmo, com fartíssimas referências ao synthpop dos anos 1980 e até a coisas ainda mais “vintage”. O primeiro single dos irmãos, ‘Afraid of You’, gravado no estúdio caseiro da dupla, saiu em 2000, e o álbum de estreia, homônimo, veio no ano seguinte, lançado pelo próprio selo da banda, Rabid Records. Em 2003, um evento curioso: indicados a dois Grammies – melhor grupo pop e melhor álbum pop, pelo seu segundo disco, ‘Deep Cuts’ – a dupla boicotou a cerimônia e ainda mandou duas pessoas fantasiadas de gorilas pra protestar contra “o domínio de artistas masculinos na indústria musical”. O terceiro e até agora último disco do Knife é ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Silent Shout&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;de 2006&lt;/strong&gt;, o mais sombrio – e também considerado melhor’ – trabalho dos caras até aqui.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FOUR TET – &lt;em&gt;Love Cry&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PZxZZ1KWI/AAAAAAAAA4g/08i8i8XhIUk/s1600-h/Four+Tet.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 129px; height: 81px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PZxZZ1KWI/AAAAAAAAA4g/08i8i8XhIUk/s320/Four+Tet.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450439416704477538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Projeto do londrino Keiran Hebden, também conhecido no meio alternativo por sua participação no grupo de pós-rock Fridge. Foi justamente quando esse grupo ficou de lado, pra que os outros integrantes tocassem sua vida acadêmica, que Kieran aproveitou pra ativar de vez o Four Tet, que não utiliza apenas parafernália eletrônica, mas também a velha e boa instrumentação “orgânica”. O Four Tet tem seis álbuns, sendo que apenas o terceiro, o ótimo ‘Rounds’, de 2003, foi lançado no Brasil. O novo, ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;There Is Love In You&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, &lt;strong&gt;saiu &lt;/strong&gt;lá fora &lt;strong&gt;em janeiro&lt;/strong&gt;.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º bloco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEVO – '&lt;em&gt;Q: Are We Men? A: We Are Devo!&lt;/em&gt;’&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência da ‘new wave’ e talvez por isso uma das bandas mais subestimadas de todos os tempos, pelo menos por aqui, onde o termo adquiriu um tom pejorativo, entre os ‘roqueiros’ que nutriam um infundado preconceito contra o então ‘novo rock’ surgido no final dos anos 1970/início dos 80, o grupo americano Devo, formado em Akron, Ohio em 1972 pelos colegas estudantes de arte Jerry Casale e Mark Mothersbaugh foi um dos mais divertidos grupos da história do rock. Pegando carona na estética ‘homem-máquina’ explorada pelo Kraftwerk, inventaram o conceito ‘de-evolution’, segundo o qual, em vez de evoluir, o ser humano, na verdade regride, como nota quem observar com mais cuidado a mentalidade-padrão da sociedade norte-americana. O som minimalista e o uso de sintetizadores (instrumento até ali geralmente associado ao rock progressivo) renderam também são marcas que distinguem a banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira formação do Devo, além de Casale e Motherbaugh, tinha o amigo Bob Lewis, que ajudou a formatar o conceito ‘de-evolution’, e logo deixaria a atividade de músico pra tornar-se o manager da banda. Mas a primeira formação estável do grupo, mesmo, tinha Casale no baixo, Motherbaugh nos vocais e os irmãos deste, Bob, na guitarra, e Jim, na bateria (eletrônica). Outro Bob, este o irmão de Jerry, assumiu como guitarrista adicional, e Alan Mayers logo substituiria Jim na bateria. O nascente grupo burilaria seu som por alguns anos, e à música se somariam ideias visuais que radicalizariam ainda mais o conceito do grupo, como Mothersbaugh usando uma máscara de bebê e assumindo o personagem Booji Boy (mesmo nome do selo de gravação do grupo), pra simbolizar a regressão infantil, imagens de uma batata, reforçando a ideia de um ser sem individualidade, os músicos todos com corte de cabelo igual, forjando uma estética geek que caius nas graças dos nerds. Nas gravações, experimentavam usando, além de sintetizadores, aquecedores, torradeiras e outros improváveis ‘instrumentos’. Mas foi com a trilha do curta-metragem ‘The Truth About De-Evolution’, filme premiado no Festival do Filme de Ann Arbor de 1976, que chamaram a atenção de gente como Iggy Pop e David Bowie, que recomendaram sua contratação pela Warner.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco de estreia, ‘Q: Are We Men? A: We Are Devo!’, sairia em 1978 com a produção de Brian Eno, e logo se tornaria uma sensação no underground americano, mas teve gente que não entendeu a piada: a Rolling Stone, por exemplo, usou a expressão fascista pra designar o grupo, que claramente criticava a apatia e a desumanização do americano médio de então, e não a exaltava. Nos dois anos subsequentes, sairiam outros ótimos discos, ‘Duty Now For The Future’ em 1979, e ‘Freedom of Choice’ (dos clássicos hits ‘Whip It’ e ‘Girl U Want’) de 1980. Já ‘New Traditionalists’, de 1981, trazia uma banda mais séria, e o público cativo do grupo estranhou. Começava então para o Devo a fase de problemas – inclusive legais, com o ex-parceiro Bob Lewis processando o grupo por co-autoria do conceito ‘de-evolution’ – e os discos foram perdendo em qualidade e vendas. Lá pelo final dos anos 1980, Mothersbaugh já trabalhava mais em trilhas sonoras de filmes, programas de TV e comerciais do que compondo músicas para o grupo, e em 1991 ficou decidido o encerramento das atividades do Devo. Mothersbaugh, então fundou a Mutato Muzika, empresa que desenvolve trilhas e games, onde empregou seus ex-parceiros de banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas com a explosão do som indie nos anos 1990, vários músicos manifestaram-se fãs do grupo, como Kurt Cobain, Dave Grohl, o pessoal do Soundgarden e do Superchunk, e o grupo voltou então pra participar do Festival Lollapalooza de 1996. Mas o retorno não siginificou uma volta à carreira regular de lançamentos de discos e constantes turnês: logo os caras retomaram suas atividades normais com seus empregos na Mutato Muzik.               &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PZ8XC2Z6I/AAAAAAAAA4o/wgmm7i0hr1o/s1600-h/Devo.album.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 115px; height: 116px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PZ8XC2Z6I/AAAAAAAAA4o/wgmm7i0hr1o/s320/Devo.album.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450439605049780130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Uncontrollable Urge&lt;br /&gt;(I Can’t Get No) Satisfaction &lt;strong&gt;(Rolling Stones)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mongoloid&lt;br /&gt;Jocko Homo &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PaYUPY4bI/AAAAAAAAA4w/lHbiJ2RCtio/s1600-h/Devo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 130px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PaYUPY4bI/AAAAAAAAA4w/lHbiJ2RCtio/s320/Devo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450440085333402034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mothersbaugh, Casale e troupe: cínicos, divertidos e muito mal compreendidos&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-1336108477869585873?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/1336108477869585873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/03/companhia-magnetica-24-e-25.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/1336108477869585873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/1336108477869585873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/03/companhia-magnetica-24-e-25.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA (24 e 25)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S6PWmpR0L9I/AAAAAAAAA24/H91qnu4pa1c/s72-c/Folk+Implosion.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-2285826461003123628</id><published>2010-02-26T12:43:00.000-08:00</published><updated>2010-02-26T12:48:41.441-08:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (23)</title><content type='html'>Chegamos então à quarta e última parte da série &lt;strong&gt;'Melhores do Ano de 2009'&lt;/strong&gt;, tema dos nossos programas deste mês de fevereiro. E os melhores mesmo ficaram pro final - na humilde opinião de &lt;strong&gt;CM&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;os 10 melhores discos de 2009&lt;/strong&gt; (entre os 'alternativos') são os representados pelas músicas abaixo. Não perde - neste &lt;strong&gt;sábado&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;às 22h&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;na FM CULTURA &lt;/strong&gt;(&lt;strong&gt;107.7&lt;/strong&gt; no dial &lt;strong&gt;ou&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;www.fmcultura.com.br&lt;/strong&gt;)! Enjoy!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco:&lt;br /&gt;BIBIO – Haiqueske (When She Laughs)&lt;br /&gt;FEVER RAY – Now’s The Only Time I Know &lt;br /&gt;PHOENIX – Rome &lt;br /&gt;JAPANDROIDS – Heart Sweats &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º bloco: &lt;br /&gt;THE ANTLERS – Two&lt;br /&gt;BILL CALLAHAN – Jim Cain&lt;br /&gt;ANTONY AND THE JOHNSONS – Another World&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º bloco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRIZZLY BEAR – Two Weeks &lt;br /&gt;DIRTY PROJECTORS – Stillness is the Move&lt;br /&gt;ANIMAL COLLECTIVE – My Girls&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-2285826461003123628?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/2285826461003123628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/02/companhia-magnetica-no-radio-23.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/2285826461003123628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/2285826461003123628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/02/companhia-magnetica-no-radio-23.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (23)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-7585583830650392795</id><published>2010-02-26T12:37:00.000-08:00</published><updated>2010-02-26T12:43:18.544-08:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (22)</title><content type='html'>Vacilão, vacilão! Esqueci de postar o &lt;strong&gt;playlist do programa da semana passada&lt;/strong&gt;, a &lt;strong&gt;terceira parte dos melhores do ano que passou&lt;/strong&gt;. Pra quem ouviu e não pegou os nomes das músicas, ou pra quem não ouviu e quer procurar por aí, lá vai, então:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;ATLAS SOUND (c/ NOAH LENNOX) –&lt;em&gt; Walkabout&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;BEAR IN HEAVEN – &lt;em&gt;Wholehearted Mess&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;ST. VINCENT – &lt;em&gt;Actor Out of Work &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;NEON INDIAN – &lt;em&gt;6669 (I Don’t Know If You Know)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º bloco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BAT FOR LASHES – &lt;em&gt;Daniel&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;MEMORY TAPES – &lt;em&gt;Bicycle&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;VOLCANO CHOIR – &lt;em&gt;Islands, Is&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;WILD BEASTS – &lt;em&gt;All the King’s Men&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º bloco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THE xx – &lt;em&gt;Crystalised&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;GIRLS – &lt;em&gt;God Damned&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;WAVVES – &lt;em&gt;So Bored&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;WHITE DENIM – &lt;em&gt;Say What You Want&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-7585583830650392795?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/7585583830650392795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/02/companhia-magnetica-no-radio-22.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/7585583830650392795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/7585583830650392795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/02/companhia-magnetica-no-radio-22.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (22)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-3280546317166701782</id><published>2010-02-12T10:50:00.000-08:00</published><updated>2010-02-12T10:58:26.386-08:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (21)</title><content type='html'>Seguindo com nossa &lt;strong&gt;retrospectiva de 2009&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;neste sábado&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;13/02 &lt;/strong&gt;(sim, de Carnaval!), às &lt;strong&gt;10 da noit&lt;/strong&gt;e na &lt;strong&gt;FM CULTURA &lt;/strong&gt;(&lt;strong&gt;107.7&lt;/strong&gt; no dial ou &lt;strong&gt;www.fmcultura.com.&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;br&lt;/strong&gt; na rede), tem a segunda parte, com as revelações de anos recentes que confirmaram as expectativas no ano que passou. Enjoy!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FALHA NOSSA: no programa da semana passada, no último bloco, anunciamos quatro músicas e rodamos apenas três ... Imperdoável! Faltou o GRAHAM COXON. Então, neste sábado, abrimos com ele.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;‘MELHORES DO ANO DE 2009 – PARTE II: Confirmações’&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GRAHAM COXON – &lt;em&gt;Brave the Storm&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;CASS McCOMBS – &lt;em&gt;Harmonia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;BON IVER – &lt;em&gt;Blood Bank&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º bloco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GOSSIP – &lt;em&gt;Heavy Cross&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;YEAH YEAH YEAHS – &lt;em&gt;Zero&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;YACHT – &lt;em&gt;The Afterlife&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º bloco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EELS – &lt;em&gt;Prizefighter&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;TWILIGHT SAD – &lt;em&gt;Made to Disappear&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;SUNSET RUBDOWN – &lt;em&gt;Idiot Heart&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;TIMES NEW VIKING – &lt;em&gt;Move to California&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-3280546317166701782?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/3280546317166701782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/02/companhia-magnetica-no-radio-21.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/3280546317166701782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/3280546317166701782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/02/companhia-magnetica-no-radio-21.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (21)'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-6480497987749448426</id><published>2010-02-05T11:38:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T11:43:15.150-08:00</updated><title type='text'>COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (20) - Melhores do Ano, pt.1</title><content type='html'>Conforme o prometido, &lt;strong&gt;COMPANHIA MAGNÉTICA&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;sábado&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;22h&lt;/strong&gt; na &lt;strong&gt;FM CULTURA &lt;/strong&gt;- &lt;strong&gt;107.7&lt;/strong&gt; no dial ou &lt;strong&gt;www.fmcultura.com.br &lt;/strong&gt;na rede) faz sua &lt;strong&gt;retrospectiva de 2009 durante todo este mês de fevereiro&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro programa, os veteranos que se derm bem no ano que passou (nos próximos, as confirmações, as revelações e os dez mais de 2009, um dos melhores anos, musicalmente falando - pelo menos na seara 'alternativa' - dos anos 2000). Enjoy!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º bloco:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;DINOSAUR JR. – &lt;em&gt;Over It &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;SONIC YOUTH – &lt;em&gt;Antenna&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;YO LA TENGO – &lt;em&gt;Avalon or Something Very Similar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;BUILT TO SPILL – &lt;em&gt;Hindsight &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º bloco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FLAMING LIPS – &lt;em&gt;Silver Trembling Hands&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;JOHN FRUSCIANTE – &lt;em&gt;Enough of Me &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;DANIEL JOHNSTON – &lt;em&gt;Mind Movies&lt;/em&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º bloco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PJ HARVEY &amp; JOHN PARISH – &lt;em&gt;Black-Hearted Love&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;SUPER FURRY ANIMALS – &lt;em&gt;The Very Best of Neil Diamond&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;GRAHAM COXON – Brav&lt;em&gt;e the Storm&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;MODEST MOUSE – &lt;em&gt;Autumn Beds&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-6480497987749448426?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/6480497987749448426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/02/companhia-magnetica-no-radio-20.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/6480497987749448426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/6480497987749448426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/02/companhia-magnetica-no-radio-20.html' title='COMPANHIA MAGNÉTICA NO RÁDIO (20) - Melhores do Ano, pt.1'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-266553677492001255</id><published>2010-02-05T11:04:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T11:36:31.188-08:00</updated><title type='text'>SONS MAGNÉTICOS DE 2009</title><content type='html'>Bom, muito bom, até maravilhoso. O ano de 2009, em termos de rock e pop, será lembrado pelos aficionados com um dos mais significativos desta primeira década do Século XXI. O pessoal que gosta de barulho, o que prefere belas melodias, o que curte um som mais calcado nas ‘raízes’, o que se empolga com coisas mais experimentais, o que se emociona com interpretações mais arrebatadas, o que quase goza com cerebralismos ... Todo mundo saiu satisfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os 2000 foram a década do crossover por excelência – mais até do que o decênio anterior –, do caldeirão de referências inesgotáveis da música popular global saíram iguarias pra todos os gostos. A síntese, na humilde opinião de &lt;strong&gt;CM&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BILL CALLAHAN – &lt;em&gt;I Wish I Was An Eagle&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xt8bZVVmI/AAAAAAAAA1Y/4dsAoekG2cY/s1600-h/Bill+Callahan.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xt8bZVVmI/AAAAAAAAA1Y/4dsAoekG2cY/s320/Bill+Callahan.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434839735242937954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Agora assinando com o próprio nome, o ex-(Smog), um dos baluartes do som lo-fi dos anos 1990, mantém a densidade e as idiossincrasias num dos mais mais belos discos do ano. ‘Jim Cain’ e ‘Too Many Birds’ são de derramar lágrimas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FEVER RAY – &lt;em&gt;Fever Ray&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xuHfeIbuI/AAAAAAAAA1g/AaXn9YyQMfo/s1600-h/Fever+Ray.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xuHfeIbuI/AAAAAAAAA1g/AaXn9YyQMfo/s320/Fever+Ray.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434839925315366626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Karyn Dreijer, metade do duo eletrônico sueco The Field, assombrou o mundo pop em 2009 com seu homônimo debut solo. Se ‘Keep the Streets Empty For Me’ lembra demais o Massive Attack com Sinéad O´Connor de ‘100th Window’ (não que isso seja um grande problema), sobram tiros certeiros, como ‘When I Grow Up’, ‘Seven’, ‘If I Head a Heart’ e ‘Now’s the Only Time I Know’.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PHOENIX – &lt;em&gt;Wolfgang Amadeus Phoenix &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xuSRhh44I/AAAAAAAAA1o/Fg2k2qznHms/s1600-h/Phoenix.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xuSRhh44I/AAAAAAAAA1o/Fg2k2qznHms/s320/Phoenix.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434840110550082434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O álbum pegajoso do ano – no bom sentido. Sobram faixas grudentas: ‘1901’, ‘Girlfriend’, ‘Rome’, Lizstomania’, ‘Lasso’ – essa mais rock que as outras, mas tão pop quanto. ‘Wolfgang ...’ não só faz emular a velha e boa new wave, mas mostra também uma banda madura. Uma festa. O quarteto parisiense deixou os conterrâneos do Air comendo poeira no ano que passou.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE ANTLERS - &lt;em&gt;Hospice&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xuchN9-DI/AAAAAAAAA1w/vOSP_xVMn0c/s1600-h/The+Antlers.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xuchN9-DI/AAAAAAAAA1w/vOSP_xVMn0c/s320/The+Antlers.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434840286561695794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O novaiorquino Peter Silberman é o sujeito por trás do Antlers, que vai de folk experimental, um negócio que é ao mesmo tempo épico e minimal. Pode? Pode. Segundo consta, o cara já chegou a gravar um álbum inteirinho na banheira de casa, nos tempos em que os Antlers eram só ele, e não uma banda. ‘Hospice’ tem alguns dos mais belos sones de 2009, como ‘Shiva’ e ‘Two’.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JAPANDROIDS – &lt;em&gt;Post-Nothing&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xukycw9YI/AAAAAAAAA14/K-2EDFOOjGM/s1600-h/Japandroids.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xukycw9YI/AAAAAAAAA14/K-2EDFOOjGM/s320/Japandroids.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434840428626113922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O álbum cacetada do ano. Coincidência ou não, depois do sucesso dos White Stripes, começaram a aparecer um monte de grupos indie bacanas com formação de duo, com apenas um guitarrista/vocalista e um baterista (o Girls, o No Age, ...). Estes canadenses são o melhor destes Ouça ‘Rockers Easts Vancouver’, ‘Young Hearts Spark Fire’ e sobretudo ‘Heart Sweats’ e tente ficar parado.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ANTONY AND THE JOHNSONS – &lt;em&gt;The Crying Light&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xuwjFJ5VI/AAAAAAAAA2A/Bt4ayLKZQHg/s1600-h/Antony+and+the+Johnsons.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xuwjFJ5VI/AAAAAAAAA2A/Bt4ayLKZQHg/s320/Antony+and+the+Johnsons.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434840630658983250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O outro disco mais bonito do ano, junto com o de Bill Callahan. Antony Hegarty parece carregar toda a tristeza do mundo em faixas como ‘One Dove’, Another World’ e ‘Her Eyes Are Underneath the Ground’. Lou Reed e Björk, com quem já gravou, são fãs de carteirinha do cara.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BIBIO – &lt;em&gt;Ambivalence Avenue&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xu6YT6BmI/AAAAAAAAA2I/onyxcjnU3Uw/s1600-h/Bibio.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xu6YT6BmI/AAAAAAAAA2I/onyxcjnU3Uw/s320/Bibio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434840799566759522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O inglês Stephen Wilkinson é responsável pela surpresa do ano: o mix de folk britânico à la Fairport Convention e electronica, que faz de ‘Ambivalence ...’ um dos álbuns mais exuberantes do ano – e o cara ainda lançou mais dois em 2009, ‘Vignetting the Compost’ e o mix-album ‘The Apple and the Tooth’.  ‘Jealous of Roses’, ‘Haikuesque’, ‘Lover’s Carvings’, ... as faixas se sucedem, mantendo o alto nível da primeira à última.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GRIZZLY BEAR – &lt;em&gt;Veckatimest&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xvHACNtQI/AAAAAAAAA2Q/6zUMz7RDaVA/s1600-h/Grizzly+bear.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xvHACNtQI/AAAAAAAAA2Q/6zUMz7RDaVA/s320/Grizzly+bear.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434841016388400386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Este é o disco mais sofisticado da temporada passada: o GB mixa texturas delicadas do folk com experimentalismos do art rock. Mas o ecletismo aqui nãqo significa falta de personalidade ou foco, ao contrário – a unidade é uma das marcas deste terceiro disco de estúdio do quarteto do Brokklyn. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DIRTY PROJECTORS – &lt;em&gt;Bitte Orca&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xvQ1mgEiI/AAAAAAAAA2Y/IjjuKTudqoc/s1600-h/Dirty+Projectors.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xvQ1mgEiI/AAAAAAAAA2Y/IjjuKTudqoc/s320/Dirty+Projectors.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434841185386500642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;‘Stilness is the Move’ foi eleita recentemente umas das músicas mais representativas do atual bairro mais quente de Nova Iorque, o Brooklyn. Dave Longstreth e seu combo gravaram com o ex-Talking Heads David Byrne e assim como a lendária ex-banda deste e outros grupos da linha de frente da atual safra da big apple – TV On The Radio, Vampire Weekend – bebem da fonte afro. Vicia: experimente ‘Remade Horizon’, ‘Temecula Sunrise’ ou ‘Canibal Resource’.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ANIMAL COLLECTIVE – &lt;em&gt;Merriweather Post Pavillion &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xvbejICrI/AAAAAAAAA2g/KG_W_GhT8zo/s1600-h/Animal+Collective.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xvbejICrI/AAAAAAAAA2g/KG_W_GhT8zo/s320/Animal+Collective.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434841368176888498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ganhou disco do ano do influente site americano Pitchfork e da revista inglesa Uncut, uma das lehores da atualidade. Leva o prêmio de CM também: melodias à la Beatles, harmonias vocais que lembram os Beach Boys, levada eletrônica que remete aos anos 1980 (de Thomas Dolby a Laurie Anderson), aos 90 (Massive Attack, Björk, Matmos). É tão bom que fica difícil destacar alguma faixa – ‘My Girls’, ‘Lion in a Coma’, ‘Taste’, ‘Summertime Clothes’, ‘Daily Routine’ ... Uma melhor que a outra.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Menções honrosas (e têm!):&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GOSSIP – &lt;em&gt;Music For Men&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não entendi bem por que o Gosspi, até pouco tempo atrás o maior candidato a hype entre as bandas alternativas teve recepção tão morna neste novo disco. Quem sabe a superexposição de Beth Ditto, o fato de o disco ser o primeiro lançado por uma grande gravadora, mas nada disso justifica. ‘Music ...’ é cheio de faixas estimulantes, daquelas de levantar até morto: ‘Heavy Cross’, ‘Love Long Distance’, ‘Pop Goes the World’, ‘Four Letter Word’ ... O Gossip toca em março no Brasil – só no Rio e em São Paulo, é claro.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;KURT VILE – &lt;em&gt;Childish Prodigy&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O cantor e compositor da Filadélfia, ripongão cabeludo de voz largadona, faz um folk estranhão, muito bacana que remete não só aos 60’s mas também a coisas lo-fi dos anos 1990. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE xx – &lt;em&gt;XX&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O grupo inglês, de claríssima influência dos primeiros discos do Cure (‘Three Imaginary Boys’, ‘Seventeen Seconds’), acerta a mão em faixas como ‘Crystalised’ (uma das melhores canções de 2009) e ‘VCR’, mas de tanto exalar tédio ... acaba entendiando o ouvinte lá pela sétima, oitava faixa. Mas os caras são bons, em especial o contraste dos vocais masculinos e femininos e a extrema concisão do som de levada ultra-minimal. Esperamos com ansiedade pelo próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WILD BEASTS&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;- &lt;em&gt;Two Dancers&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A provável nova grande banda do pop inglês, pra ocupar o lugar que um dia foi dos Smiths, dos Stone Roses, do Verve e hoje é do Coldplay. Romantismo na medida, refrões ganchudos, performance arrebatada, boas melodias, músicos certeiros. Só o recurso às vezes abusivo dos vocais em falseto do cantor Hayden Thorpe é que às vezes enche o saco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SUPER FURRY ANIMALS – &lt;em&gt;Dark Days/Light Years&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os galeses passaram incólumes pela ‘síndrome do terceiro disco’ – e do quarto, do quinto, sétimo. Nada da banda do maluco beleza Gruff Rhys dar sinais de acomodação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PJ HARVEY &amp; JOHN PARISH - &lt;em&gt;A Woman A Man Walked By &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Polly Jean novamente lança um álbum co-creditado a seu guitarrista, 13 anos depois de ‘Dance House at Louse Point’, seu disco mais fraquinho, e desta vez a dupla acerta. Não é uma obra-prima, mas PJ jamais decepciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NEON INDIAN – &lt;em&gt;Psychic Chasms &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O duo texano Alan Palomo e Alicia Scardetta faz pop psicodélico eletrônico intoxicante com alto potencial radiofônico em faixas como ‘6669 (I Don’t Know If You Know)’ e a sugestiva ‘Should’ve Taken Acid With You’. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;BEAR IN HEAVEN – &lt;em&gt;Beast Rest Forht Mouth&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estes novaiorquinos do Brooklyn que retiram suas referências do krautrock, da electronica dos anos 1990 e até do prog rock são uma das apostas de CM para o futuro. ‘Beast Rest ...’ é capaz de satisfazer tanto os fãs da música eletrônica quanto roqueiros sem preconceitos. ‘Wholehearted Mess’ é outro dos  momentos pra se guardar de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;YACHT – &lt;em&gt;See Mystery Lights &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Projeto eletrônico bacana de Jona Bechtolt, natural de Portland, no Oregon – lar de Gus Van Sant e principal polo de uma das mais prolíficas cenas do rock americano das duas últimas décadas, o noroeste do país. ‘The Afterlife’, ‘I’m in Love with a Ripper’ e ‘Psychic City’ são perfeitas pra tocar em festa de maluco. Gravam pelo selo DFA, de James Murphy (LCD Sound System).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TWILIGHT SAD – &lt;em&gt;Forget the Night Ahead&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esse escoceses, que remetem à melancolia dos Smiths, Echo and The Bunnymen e Jesus and The Mary Chain logo, logo farão parte do primeiro time do rock britânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MEMORY TAPES – &lt;em&gt;Seek Magic&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;O luxuoso pop eletrônico de Davye Hawk ainda vai dar muito o que falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ATLAS SOUND – &lt;em&gt;Logos&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Brad Cox, o vocalista figuraça do Deerhunter, manda muito bem em seu projeto-solo, mais pop, mas ainda assim experimental, e que conta ainda com o auxílio de Noah lennox (Panda Bear, Animal Collective) em ‘Walkabout’, um dos sons mais legais de 2009. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GHAHAM COXON&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Faz tempo que os discos do guitarrista do Blur são melhores que os de sua banda. Se parar pra pensar, vai acabar tomando o mesmo rumo que John Frusciante (desde dezembro, ex-Red Hot Chili Peppers). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pra conferir com atenção:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REIGNING SOUND&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Rock’n’roll garageiro da melhor estirpe, com referências a MC5, Stooges, Stones pré-1972, Faces ... Cool, really cool. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WAVVES – &lt;em&gt;Wavvves &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nathan Williams divide o seu tempo entre suas três paixões: o skate, a maconha e a música, não necessariamente nessa ordem. ‘I’m So Bored’ é som de garagem com alto teor pop, barulhenta (tão saturada que o sujeito ouve e acha que a faixa tá com problema), trilha sonora da juventude entediada de 2009. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TIMES NEW VIKING – &lt;em&gt;Born Again Revisited &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Punk pop de Columbus, Ohio, já no quarto disco, o segundo pela prestigiada Matador Records. Promete e cumpre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SUNSET RUBDOWN&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;- &lt;em&gt;Dragonslayer&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;É um projeto do vocalista e tecladista Spencer Krug (ex-Wolf Parade), lembra muito o T-Rex, Mott the Hoople e o Bowie dos 70’s. Ouça ‘Idiot Heart’. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Veteranos que ainda dão no couro (e bem!):&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FLAMING LIPS – &lt;em&gt;Embryonic&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A doideira sem limites de Wayne Coyne e cia. ataca agora de Suicide (‘Silver Trembling Heands’), krautrock (‘See The Leaves’) e ainda conta com as participações de gente legal como Karen O e o MGMT. Não chega a ser uma obra-prima, mas o resultado é superlativo, bom pra c*.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SONIC YOUTH – &lt;em&gt;The Eternal &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ó melhor disco do grupo desde ‘Murray Street’ (2002). ‘Antenna’, Leaky Lifeboat’, ‘Anti-Orgasm’ são esporros cool como há tempos a banda não soltava.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINOSAUR JR. – &lt;em&gt;Farm &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;J Mascis e Lou Barlow fizeram as pazes – o primeiro havia expulsado o segundo da banda uns vinte anos atrás,e o pobre Lou ainda levou uma guitarrada na cabeça – e nem parece que um dia quebraram os pratos. Impressionante a química do trio, em canções como ‘Pieces’, ‘Over It’, ‘Imagination Blind’ (cantada por Barlow, que aposentou o ótimo Sebadoh e o bom Folk Implosion) e ‘Friends’, que não ficam nada a dever aos grandes momentos do Dino, como os clássicos ‘You’re Living All Over Me’ (1987), ‘Bug’ (88) e ‘Where You Been’ (93). No duro.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;YO LA TENGO – &lt;em&gt;Popular Songs &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Dos veteranos, quem mais mostrou gás em 2009 foi o trio de Hoboken, terra natal também de Frank Sinatra. ‘Popular ...’ é o melhor Yo La Tengo da década: tem mais sabor de novidade que ‘And Then Nothing Turned Itself Inside-Out’ (2000), renovando o som do grupo com farto uso de teclados e referências à Motown. ‘Avalon or Something Very Similar’, ‘By Two’s’, ‘Nothing to Hide’, ‘If It’s True’ e a rascante ‘Here to Fall’ são canções pra não esquecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BUILT TO SPILL – &lt;em&gt;There is No Enemy &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Doug Martsch e seus comandados ainda são uma das grandes guitar bands da América, uma espécie de Crazy Horse dos anos 1990 e 2000. Assim como os Flaming Lips, estão há mais de dez anos em uma major (a mesma Warner) mas ainda mantêm o espírito indie.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vovô do ano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEONARD COHEN&lt;/strong&gt;É claro. Além de um belíssimo registro ao vivo de dois shows de 2008 (‘Love in London’, CD duplo já disponível no Brasil), teve lançada também finalmente a apresentação no Festival da Ilha de Wight de 1970 (também já saiu no mercado nacional). O resultado de ‘Live in London’ é tão entusiasmante que os planos de parar foram pro saco: já compõe material pra um disco novo. Do poeta, que estreou em disco apenas aos 34 anos (tem 75 hoje), sim, dá pra dizer que envelhece como vinho.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xvqLriALI/AAAAAAAAA2o/omlyoT23mWA/s1600-h/Leonard+Cohen.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 109px; height: 102px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xvqLriALI/AAAAAAAAA2o/omlyoT23mWA/s320/Leonard+Cohen.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434841620809908402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cohen, 75: ele merece&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o agora sessentão &lt;strong&gt;BRUCE SPRINGSTEEN &lt;/strong&gt;merece menção mais que honrosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xxdgkqLcI/AAAAAAAAA2w/a-g7izzkC6Q/s1600-h/Bruce+Springsteen.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 127px; height: 127px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xxdgkqLcI/AAAAAAAAA2w/a-g7izzkC6Q/s320/Bruce+Springsteen.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434843602103184834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The Boss, aos 60: a mesma garra dos tempos de guri &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Merece todo o nosso respeito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOHN FRUSCIANTE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Alguém com ambição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Menos, menos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FUCK BUTTONS, FLORENCE AND THE MACHINE e GIRLS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sem querer bancar o chato, mas confesso que não entendi o hype. O terceiro aí é o mais bacaninha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Troféu ‘Não foi desta Vez’:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MODEST MOUSE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O E.P. ‘No One’s First and You’re Next’ até é bacana, mas de uma das melhores e mais peculiares bandas americanas dos íltimos 15 anos, que conta com o super talentoso compositor Isaac Brock e o ex-guitar hero dos Smiths, Johnny Marr, é de se esperar mais brilho – que aqui aparece em conta-gotas, como em ‘Autumn Beds’. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AIR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Caso típico de ‘tente de novo’. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MAXÏMO PARK&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Parecido com Interpol um pouco além da conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reedições (as que CM lembra de cabeça):&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PATTI SMITH, NEIL YOUNG, LOU REED, DAVID BOWIE, BEASTIE BOYS, THE SLITS, &lt;br /&gt;THE FEELIES, CAPTAIN BEEFHEART &amp; HIS MAGIC BAND, ROLLING STONES, BEATLES&lt;/strong&gt;. Desnecessário comentar que os ‘remasters’ do quarteto são o evento do década. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Datas a serem lembradas (Woodstock já rendeu demais, por favor):&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trinta anos de lançamento de ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Entertainment!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’, a gloriosa estreia da seminal &lt;strong&gt;GANG OF FOUR&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Idem em relação a ‘&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Cut&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;’, debut das sensacionais &lt;strong&gt;SLITS&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Os 50 anos de vida e 30 de carreira do venerável &lt;strong&gt;JÚLIO RENY&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Quinze anos sem &lt;strong&gt;KURT COBAIN&lt;/strong&gt;, o último cara com colhões no rock.&lt;br /&gt;Vinte e cino sem &lt;strong&gt;MARVIN GAYE&lt;/strong&gt;, o soulman cuja alma não cabia no corpo.  &lt;br /&gt;Os 60 anos do ‘chefão’ &lt;strong&gt;BRUCE SPRINGSTEEN&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;O ano em que finalmente resolveram fazer um documentário sobre o cara mais louco e genial do rock brasileiro de todos os tempos – &lt;strong&gt;ARNALDO BATISTA&lt;/strong&gt;, é claro.  &lt;br /&gt;O ano em que finalmente resolveram encarar a questão &lt;strong&gt;SIMONAL&lt;/strong&gt; – mas cá pra nós, X-9 ou não, o negão era um nojo de tão marrento. Máscara total. Mas era o único capaz de reger sozinho o Maracanazinho entupido de gente como se fosse sua obediente orquestra e encarar Sarah Vaugh sem olhar de baixo pra cima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Shut Up!:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BONO&lt;/strong&gt;. Esse realmente abusou, ganhou o troféu ‘por que no te callas?’ de 2009, contrariando aquela velha máxima de que 'em boca fechada não entra mosca'. Aliás, não seria também o caso de ‘quem te viu, quem te vê’?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pergunta que não quer calar:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As gravadoras e rádios (salvo as exceções de sempre, é claro) jogaram a toalha definitivamente?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1027569635354512875-266553677492001255?l=companhiamagnetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/feeds/266553677492001255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/02/sons-magneticos-de-2009.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/266553677492001255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1027569635354512875/posts/default/266553677492001255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://companhiamagnetica.blogspot.com/2010/02/sons-magneticos-de-2009.html' title='SONS MAGNÉTICOS DE 2009'/><author><name>jf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04340628740069257625</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/SZIk3nfzwUI/AAAAAAAAAAU/tAK1S1JD0DI/S220/ze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xt8bZVVmI/AAAAAAAAA1Y/4dsAoekG2cY/s72-c/Bill+Callahan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1027569635354512875.post-5030152471080947257</id><published>2010-02-05T10:01:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T10:48:55.979-08:00</updated><title type='text'>FILMES MAGNÉTICOS DE 2009</title><content type='html'>Ao contrário de temporadas recentes, o ano de 2009 nas telas portoalegrenses foi generoso – pra quem soube procurar. Se a safra de filmes concorrentes ao Oscar foi francamente decepcionante – a começar pelo vencedor –, nas salas alternativas e até mesmo no circuitão não faltaram boas opções. É verdade que algumas elogiadas produções foram lançadas diret em DVD ou tiveram pouquíssimas exibições na P.F. Gastal, no Santander Cultural ou até nas grandes salas, mas cinéfilo que é cinéfilo sempre se vira. Os highlights do ano, segunto a modesta oipnião de &lt;strong&gt;CM&lt;/strong&gt; – são 12, um a mais que um time de futebol:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O SILÊNCIO DE LORNA&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xfaAhcHTI/AAAAAAAAAzQ/MByUtUTlFT8/s1600-h/O+Sil%C3%AAncio+de+Lorna"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 90px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xfaAhcHTI/AAAAAAAAAzQ/MByUtUTlFT8/s320/O+Sil%C3%AAncio+de+Lorna" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434823750750838066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se lá por que este filme mais recente dos irmãos Dardenne não passou pelos cinemas, sendo lançado diretamente em DVD – teriam as distribuidoras desistido da obra autoral dos caras? Se for, uma pena – os belgas entregam em ‘O Silêncio ...’ mais um grande filme e talvez o mais acessível também, por conta da narrativa envolvente: a Lorna do título é uma albanesa residente na Bélgica que, pra ganhar a cidadania belga e não ter de voltar pra sua vida sem perspectivas na terra natal, paga um picareta pra que este lhe arranje um casamento falso, com um junkie. Mas o vigário lhe exige que depois de alcançado o intento a garota se divorcie e case com um russo, que também almeja a cidadania. Mas o problema maior não está aí na dupla trampa arrumada pelo mafioso, e sim na ideia do sujeito em se livrara logo do viciado, froçando-lhe a uma overdose, pois se o russo for esperar pelo divórcio, pode acabar desistindo do ‘negócio’. O dilema moral que toma conta da desesperada Lorna é o tema central de todos os filmes dos Dardenne, herdeiro legítimo de Bresson também por conta dos closes e da câmera que perscruta a alma de seus perdidos personagens.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TONY MANERO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xfkhaow8I/AAAAAAAAAzY/kTXNKsY1CQo/s1600-h/Tony+Manero"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 91px; height: 117px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xfkhaow8I/AAAAAAAAAzY/kTXNKsY1CQo/s320/Tony+Manero" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434823931379368898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez, a sensação do cinema latino não veio nem do Brasil em da Argentina: esse inventivo filme chileno é um presentão para os cinéfilos, tanto pela original trama – um atormentado homem de meia-idade que não vive pra mais nada além de imitar seu ídolo John Travolta em ‘Os Embalos de Sábado À Noite’, e à medida que a frustração e o sentimento de vazio aumentam, mais se entrega à violência. ‘Tony Manero’ têm um quê de ‘Taxi Driver’, de ‘O Assassino da Furadeira’, mas para além das influências que se possa evocar, tem o mérito de revelar ao mundo o trabalho do talentoso realizador Pablo Larrain e do brilhante ator Alfredo Castro, que faz de sua personagem um clássico instantâneo. De quebra, o pano de fundo político: a atmosfera asfixiante do Chile de Pinochet em 1978. (Curiosidade: tem até uma cena de sexo explícito – que, bem ao contrário de excitar alguém, só faz aumentar o clima opressivo da película.)    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OS 3 MACACOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xfyW9iwuI/AAAAAAAAAzg/0mVoAhtgtww/s1600-h/Os+3+macacos"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 84px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xfyW9iwuI/AAAAAAAAAzg/0mVoAhtgtww/s320/Os+3+macacos" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434824169091154658" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Este foi exibido no cinema (P. F. Gastal?), mas teve pouquíssimas exibições (fazia parte de um ciclo). De qualquer maneira já pode ser conferido nas locadoras. Trata-se de um filme turco Nuri Bylge Ceylan com um enredo no mínimo curioso: um poderoso político que tenta a reeleição envolve-se em acidente de trânsito do qual resulta uma vítima fatal e foge sem prestar socorro. Pra escapar da execração pública e arruinar sua carreira, faz a proposta indecorosa a seu motorista, do tipo ‘assume pra mim, te dou uma bela grana, sustento tua família nesse período e quando saíres, assumes de volta teu posto como meu empregado’. Incrivelmente o sujeito aceita. Ocorre que neste meio tempo o ilustre empregador resolve cuidar com esmero excessivo da infeliz mulher do motorista, e o filho do casal logo percebe, dando início a um acerto de contas geral entre os três membros distantes da fraturada família. Assim como o filme dos Dardenne, tem um quê de Bresson, também. Ceylan levou o prêmio de direção em Cannes, em 2008.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A BELA JUNIE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xf-uev2fI/AAAAAAAAAzo/MvAy-YEwlXk/s1600-h/A+Bela+Junie"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 124px; height: 82px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xf-uev2fI/AAAAAAAAAzo/MvAy-YEwlXk/s320/A+Bela+Junie" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434824381562870258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O filme mais bonito do ano, protagonizado pelo rosto do ano (Léa Seydoux) e com a trilha mais absurdamente bela do ano (as canções de Nick Drake ...). O filme é sobre as aflições do amor (a inadequação, a paixão idealizada que não encontra ressonância na realidade, o amor profundo não correspondido), a partir do clássico fulano ama fulana, que namora beltrano, mas ama secretamente sicrana, que está envolvida com outro fulano, mas deseja mesmo ... O diretor Christophe Honoré conduz um drama denso com muita leveza, que tem cara de nouvelle vague (Truffaut, especialmente) e de quebra ainda revela possivelmente o novo rosto do cinema francês: Seydoux tem um quê de Jane Birkin, outro de Anna Karina, é fisicamente parecida com Nico quando jovem e tem olhos profundos que lembram a Gene Tierney de ‘Amar Foi Minha Ruína’. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PARIS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xgNeVX_rI/AAAAAAAAAzw/X4PctB0xli8/s1600-h/Paris"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 129px; height: 86px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xgNeVX_rI/AAAAAAAAAzw/X4PctB0xli8/s320/Paris" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434824634926628530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No ano da França do Brasil e dos 50 anos da nouvelle vague, não faltaram representantes significativos da pátria-mãe do cinema e da cinefilia nas telas. Este painel das atrapalhadas relações humanas de Cédric Klapisch é mais um, centrado principalmente na figura do dançarino Pierre (Romain Duris), que descobre que sofre câncer, vai ter passar pelos inevitáveis movimentos internos de quem se sabe no limite (aceitação-balanço-adaptação) e acabará por influenciar a rotina sem brilho de quem o circunda, a começar por sua irmã, Élise (Juliete Binoche). A alma, que se inquieta ao longo da projeção, sai leve, leve.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;SE NADA MAIS DER CERTO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xgYmKd4gI/AAAAAAAAAz4/nvzFfcJsBiE/s1600-h/Se+nada+mais+der+certo"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 117px; height: 114px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xgYmKd4gI/AAAAAAAAAz4/nvzFfcJsBiE/s320/Se+nada+mais+der+certo" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434824826006921730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O filme brasileiro do ano, e a prova definitiva, para os que ainda nutrem preconceito contra a cinematografia nacional, de que, procurando, se acham bons filmes (‘Estômago’, ‘Cidade Baixa’, O Baixio das Bestas’ ...). Neste desolador drama passado na capital paulista, a desesperança gerada pela falta de perspectivas dá o tom: o jornalista Leo (um surpreendente Cauã Reymond), a figura andrógina da traficante Marcin (performance antológica de Caroline Abras) e o taxista Wilson (o sempre ótimo João Miguel) vivem situação semelhante: o primeiro faz ‘freelas’, raros, que são pagos com enorme atraso, ocasionando cortes de luz e telefone; a segunda, tirada das ruas pela travesti Sybelle (mais um tipo marcante de Milhem Cortaz), tem de se afastar de seu ponto, pois em ano eleitoral a vigilância vai estar em cima; e o terceiro, atormentado pela lembrança e sonhos frustrados do pai, que suicidou-se, acha que precisa de um psiquiatra. Do encontro dos três, nasce uma forte identificação, pois todos querem dar um golpe no sistema. E aparece a oportunidade, justo em tempos de campanha política, quando o trio é convidado por um vigarista a roubar a grana que um determinado candidato vai levar (sem nota, é claro) para o QG de campanha, que rende um dos melhores momentos do cinema nacional em muito tempo: enquanto Leo se faz passar por um pastor evangélico que bate à porta da casa pra tapear a vigilância, os três encarregados do assalto surgem com máscaras de ... Sarney, Collor e FHC. José Eduardo Belmonte, o diretor, é nome a ser observado com carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O GRUPO BAADER-MEINHOF&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xgwbp6gxI/AAAAAAAAA0A/iH09Du0TODE/s1600-h/O+Grupo+Baader-Meihof"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 127px; height: 85px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xgwbp6gxI/AAAAAAAAA0A/iH09Du0TODE/s320/O+Grupo+Baader-Meihof" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434825235502891794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mais um representante digno do atual filão de revisão histórica do moderno cinema alemão (‘Adeus, Lênin!’, ‘Edukaters’, ‘O Que Fazer em Caso de Incêndio?’, ‘A Onda’, ‘A Queda’, ‘A Vida dos Outros’), realizado por um veterano (Uli Edel, de ‘Christiane F’ e ‘Última Saída para o Brooklyn’) que havia muito sobrara na curva (é dele o lamentável ‘Corpo Em Evidência’, com Madonna e Willem Defoe) e não dava sinais de recuperação. Neste docudrama de narrativa ágil (o ritmo é quase americano, como quase todas essas atuais películas germânicas de cunho político), tem-se um panorama honesto e imparcial do grupo extremista criado por Andreas Baader e Ulrike Meinhof, seu êxito inicial e sua derrocada, quando a influência sobre as novas gerações degringolou de vez, descambando para a violência excessiva. Um belo filme político de alguém de qum já não se esperava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FROST/NIXON&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xg-fPDmLI/AAAAAAAAA0I/Sx5pMNTVDnQ/s1600-h/Frost+Nixon"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 68px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xg-fPDmLI/AAAAAAAAA0I/Sx5pMNTVDnQ/s320/Frost+Nixon" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434825476982151346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se de Edel já não se esperava muita coisa, o que dizer do pau-pra-toda-obra da indústria hollywwodiana Ron Howard (que vai de ‘Apollo 9’ a ‘Mente Brilhante’, passando pelas adaptações dos bestsellers de supermercado de Dan Brown, ‘Código Da Vinci’ e ‘Anjos e Demônios’)? Fez o filme político americano do ano, extraindo material de uma peça de sucesso nos palcos londrinos (e utilizando os mesmos atores, Michael Sheen e Frank Langelle), que reconstitui a histórica rodada de entrevistas que o jornalista inglês David Frost, homem de pouco cacife fora do universo das celebridades, fez com o já afastado presidente americano Richard Nixon para a televisão australiana três anos após seu impeachment. ‘Tricky Dick’, que desde o dia em que levara o cartão vermelho jamais se pronunciara, vislumbrou ali a chance de se redimir em parte com a opinião pública de seu país, e ganhava a queda-de-braço de Frost até os 45 minutos do segundo tempo da prorrogação, até que ... Obra madura de um cineasta cuja ambição até há pouco se resumia a entregar um produto viável à indústria para a qual trabalha.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DEIXA ELA ENTRAR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xhLslJgDI/AAAAAAAAA0Q/FhVK2a3V1ws/s1600-h/Deixa+Ela+Entrar"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 86px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xhLslJgDI/AAAAAAAAA0Q/FhVK2a3V1ws/s320/Deixa+Ela+Entrar" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434825703902773298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma pena que os fãs da franquia ‘Crepúsculo’ passem ao largo do melhor e mais inventivo filme de vampiros dos últimos tempos. Esta modesta produção sueca tem tudo o que, imagino, ‘Crepúsculo’ não deve ter: trama original, personagens marcantes, ... substância, enfim. A história é contada em tom de conto de fadas gótico: um garoto solitário conhece uma menina misteriosa e tristonha, que só aparece à noite, nascendo daí uma relação de grande afinidade e cumplicidade. Uma ode à amizade e às diferenças, um inusitado exercício de gênero. O terceiro melhor filme do ano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VALSA COM BASHIR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xhYQHbtFI/AAAAAAAAA0Y/dfNHoY9FfdY/s1600-h/Valsa+com+Bashir"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 137px; height: 77px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xhYQHbtFI/AAAAAAAAA0Y/dfNHoY9FfdY/s320/Valsa+com+Bashir" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434825919600243794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O segundo melhor filme do ano suscitou uma das mais interessantes polêmica entre os cinéfilos: a recriação dos horrores da guerra feita pelo diretor Ari Folman pode ser considerada um documentário – uma vez que entrevistas foram feitas com personagens reais, as memórias do realizador Ari Folman, tanto quanto possível, compõem exatamente o que se vê na tela? Acontece que em vez de um cenário real e rostos de verdade, o que vemos na tela é animação (muitas vezes feita sobre os rostos reais, nos moldes dos filmes de Richard Linklater, tipo ‘A Scanner Darkly’ e ‘Waking Life’). Um novo gênero de documentário, a realidade retrabalhada com técnicas de ficção de um jeito novo, a definição pouco importa: ‘Valsa ...’ é um baita filme, que mesmo utilizando-se da animação não perde em contundência para refazer as experiências traumáticas do diretor da trágica noite em setembro de 1982 em que membros de uma milícia cristã massacraram mais de 3000 refugiados palestinos em Beirute.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ENTRE OS MUROS DA ESCOLA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xhmufAoFI/AAAAAAAAA0g/s_vvKgaXFDM/s1600-h/Entre+os+Muros+da+Escola"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 140px; height: 91px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_D7UsJL4E5u8/S2xhmufAoFI/AAAAAAAAA0g/s_vvKgaXFDM/s320/Entre+os+Muros+da+Escola" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434826168270364754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A obra-prima do ano. Um filme contundente, filmado de maneira original, repleto de atuações convincentes de atores não-profissionais (mesmo considerando-se que alunos e professores, que colaboraram com o roteiro, interpretem, digamos, seus próprios papéis, deve-se lembrar que ninguém tinha experiência em atuação ali, tornando o realismo do filme – quase um ‘cinema-verdade’ – ainda mais impressionante). O diretor Laurent Cantet, com a ajuda de seu protagonista, o professor François (François Bégaudeau, mes
